Campeonato Brasileiro
[23/10 e 24/10] .::. Atlético-PR x Fluminense / Botafogo x Vitória / Vasco x Flamengo .::.

domingo, 29 de março de 2009

UMA CHANCE AO FRÊGUES

Diego e Maicosuel comemoram o gol alvinegro
Foto: Jornal dos Sports
Torcedores do Glorioso,

Quem não está na final, tem mais é que correr atrás do resultado. O jogo de ontem, contra o Fluminense, não fazia a menor diferença para o Botafogo. Se perdesse, como aconteceu, permaneceria em segundo do grupo com totais condições de se classificar e, mesmo que não se classifique, já está na final. Se ganhasse, não ia fazer mais do que sua obragação de vencer adversários mais fracos. Maicosuel, de pênalti, garantiu o gol do fogão, o garoto Alan e o argentino Conca viraram para o tricolor.

O Glorioso começou a partida acuado e recuado. Aquela velha máxima de quem ganha a Taça Guanabara, não repete o feito na Taça Rio, parece estar afetando a cabeça dos jogadores, e de Ney Franco também (que substituições horrorosas!). O tricolor começou jogando para cima, parecia querer construir o resultado nos 45 minutos iniciais, mas aquele que é pago para colocar a bola na rede, Roger, parecia estar sendo pago para jogar de zagueiro no Botafogo, pouco assustou Renan.

Além do péssimo primeiro tempo de ambas as equipes (o Botafogo nem chutou ao gol), o horário do jogo também era horrível, Sabadão, 20h30 min. Isso tudo porque a tal "seleção" joga hoje cheia daqueles jogadores que ganham uma fortuna para nada e o treinador que mais parece um modelo em fim de carreira.

Vamos ao segundo tempo que é o que interessa. A segunda etapa já começou mal nas alterações de Ney Franco: Novamente Gabriel entrou, mas ele sempre tira o Léo Silva e mata as laterais do Botafogo botando Thiaguinho para jogar de volante. Será que o Alessandro é uma espécie de intocável e mesmo que jogue mal cinco partidas seguidas (estou sendo generoso), não pode sair do time? Diego também entrou e saiu Wellington.

Até que o Bota deu uma crescida no jogo e passou a dominar um pouco a partida, mas ainda faltava aquele último passe. O time sentiu sim a falta de Victor Simões. Duas boas notícias: Victor volta na próxima partida e Alessandro, suspenso, não joga. Aos 26 minutos, Maicosuel invadiu a área e foi derrubado, pênalti. O próprio Maicosuel bateu com "paradona" e abriu a conta no Maraca. Fogão 1 a 0.

O ritmo do jogo caiu um pouco e o Botafogo não ligou mais para a partida e isso ficou mais evidente quando Edcarlos foi expulso. Com um a mais, e vencendo a partida, o fogão não acreditou na possibilidade de reação, mas não sabia que o Fluminense sabe virar, e vira como ninguém, em matéria de virada o Flu é rei.

Aos 34 minutos, Alan, que havia acabado de entrar, penetrou na área pelo lado direito e mandou a bomba no canto de Renan. Empate no Maracanã. 1 a 1. O Botafogo atacava sem organização de um lado, do outro, o Flu respondia com um nervosismo evidente e, quando tudo parecia terminar empatado. Falta na entrada da área. Conca cobrou, a bola desviou em Alessandro e matou Renan. 2 a 1 Fluminense e placar final.

Indo no clima do Zorro:

OBS 1: Os flamenguistas foram ontem assistir o time deles jogar no Engenhão, resultado: Quebraram 20 cadeiras, depois não gostam quando são chamados de vândalos, ou no mínimo gostam de sentar diretamente no ferro, assim como os tricolores fizeram no clássico vovô que eles comemoraram o empate como se fosse título. Ou é uma coisa, ou outra.

OBS 2: Esse clássico não valia de nada, quando vale a história é diferente, vide as semifinais da Taça GB 08 e 09 e final da Taça Rio 08.

OBS 3: Não adianta os tricolores ficarem todos felizes por aí exibindo as três cores pelo Rio de Janeiro, porque ganharam do algoz, pra mim, o campeão da Taça Rio tem nome composto: Vasco da Gama.

OBS 4: O Botafogo concluiu sua parceria com o América e vai ceder jogadores ao mecão, além das dependências de Caio Martins e Engenhão, sem risco de ter seu patrimônio danificado pelo vandalismo.


OBS 5: Concordo com todos os "OBS´s" do Zorro, afinal, "o freguês tem sempre razão".

FLUMINENSE 2 X 1 BOTAFOGO

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 28/3/2009 - 20h30 (de Brasília)
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Auxiliares: Wagner de Almeida Santos (RJ) e Vinícius da Vitória Nascimento (RJ)
Renda/público: R$ 370.025,50 / 24.216 pagantes
Cartões amarelos: Edcarlos, Jailton (FLU); Léo Silva, Emerson, Juninho, Maicosuel e Thiaguinho (BOT)
Cartões vermelhos: Edcarlos, 30'/2ºT (FLU) e Alessandro, 49'/2ºT (BOT)
GOLS: Maicosuel 26'/2ºT (0-1), Alan 34'/2ºT (1-1) e Conca, 45'/2ºT (2-1)

FLUMINENSE: Fernando Henrique, Mariano, Edcarlos, Luiz Alberto e Leandro; Jaílton, Maurício (Fabinho, 19'/2ºT), Conca e Thiago Neves; Everton Santos (Maicon, 23/2ºT) e Roger (Alan, 23/2ºT) - Técnico: Carlos Alberto Parreira.

BOTAFOGO: Renan, Emerson, Juninho e Wellington (Diego, intervalo); Alessandro, Leandro Guerreiro, Fahel, Léo Silva (Gabriel, intervalo) e Thiaguinho; Maicosuel e Reinaldo. Técnico: Ney Franco.

VIRAMOS DE NOVO - VERSÃO 4

Conca comemora o gol da virada tricolor
Foto: Photocamera


Caros amigos tricolores,

Acabou o jejum. Depois de mais de 1 ano sem vencer um clássico, o Fluminense voltou a ganhar de um rival carioca e bateu o Botafogo, de virada, por 2 a 1, com gols de Alan e Conca, cobrando falta, com Maicossuel, de pênalti, descontando para o alvinegro. Com este resultado, o Tricolor garantiu vaga nas semifinais da Taça Rio (junto com o Vasco) com duas rodada de antecedência. Jogando com raça, o Flu virou o jogo com um a menos, depois que Edcarlos foi expulso, aos 30 minutos do segundo tempo.

No clássico disputado em um horário inédito (não me recordo de um clássico no sábado, às 20h30min), o Fluminense começou o jogo como das últimas vezes com dois volantes com dificuldades na saída de bola, Jaílton e Maurício (como erra passes esse jogador). Não vou repetir que não gosto disso, porque todo mundo já sabe. Com isso, novamente Thiago Neves e Conca não conseguiam municiar o ataque formado por Éverton Santos e Roger. Apesar disso, tivemos até boas chances para abrir o placar, mas o primeiro tempo acabou mesmo 0 a 0.

Me surpreendi no recomeço do jogo, pois esperava que Parreira colocasse em campo Marquinho no lugar do Maurício. Mas quem mexeu foi Ney Franco, colocando dois jogadores (Gabriel e Diego). As mudanças fizeram o Botafogo crescer na partida, e eu, no conforto da minha poltrona, levei um susto quando vi que o Fabinho iria entrar no lugar do Maurício.

Não conseguia acreditar no que os meus olhos iriam ver: Jaílton e Fabinho no meio-campo tricolor. Entretanto, o futebol é uma “caixinha de supresas” como dizem os filósofos: aos 26, Maicossuel abriu o placar de pênalti, sofrido por ele mesmo pelo lateral-esquerdo Leandro (outro que ainda não justificou ainda a sua contratação). Logo depois aos 30, Edcarlos foi expulso, e o Fluminense ficou com 10 em campo.

Fiquei tranquilo por alguns motivos: depois de 3 viradas consecutivas, o Tricolor estava perdendo; o pior joagdor do Fluminense estava fora; com um a menos, Jaílton foi para a zaga e com isso Fabinho ficou sozinho no meio. E o que aconteceu foi que o Fluminense melhorou no jogo, e conseguiu a quarta virada consecutiva, com um belo gol de Alan, aos 34 minutos, e Conca, cobrando falta aos 45 minutos, decretando a sétima vitória seguida do Fluzão.

OBS: Não achei que o Conca sofreu falta, mas o goleiro Renan cometeu um pênalti no Alan que não foi marcado.

OBS2: Thiago Silva faz e ainda fará muita falta ao Fluminense. Sozinho, ele era 80% da zaga tricolor, e 50% do time.

OBS3: Alguns jogadores não tem (agora sem acento) a condição de vestir a camisa do Flu: Edcarlos, Maurício e Roger.

OBS4: Espero queimar a minha língua com esses jogadores, mas acho difícil.

OBS5: E como não podia deixar de ser, o capitão botafoguense Juninho saiu “chorando” no final do jogo, reclamando da arbitragem. Mas do chute que deu em Fabinho no final (Alessandro também chutou o volante e foi expulso) ele não mencionou.

E por último: a torcida do Fluminense era praticamente o dobro da torcida adversária hoje no Maracanã...

sábado, 28 de março de 2009

TROCO DESCONTADO COM CORREÇÃO!

Erick Flores foi caçado em campo
Foto: Globoesporte.com


Torcedores do Mais Querido do Brasil!

O Flamengo deu o troco no Resende, nesta tarde, espantou a crise e aumentou os créditos no Campeonato Carioca ao derrotar o adversário por 4 a 0. Após perder a classificação para a semifinal da Taça GB, o Mengão mostrou que superou o trauma do confronto com equipes de menor porte.

O atacante Josiel que marcou três gols na última quarta-feira, diante do Madureira, em Edson Passos, mostrou faro de gol e porque tem um dos maiores salários na Gávea. O jogador anotou dois gols e encostou na artilharia da competição.

O Resende não demonstra a mesma força da Taça Guanabara na Taça Rio. A equipe apenas faz figuração e busca ainda uma das vagas para a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro. O Alvinegro entrou da mesma forma que na semifinal do primeiro turno, jogando fechado e explorando os contra-ataques.

Entretanto, aos 28 minutos, Erick Flores que vem em uma crescente com a camisa do Flamengo bagunçou três zagueiros e até ser derrubado de forma desleal por Márcio Gomes. O árbitro não teve duvidas e expulsou o jogador.

O Rubro-Negro mesmo com um jogador a mais não conseguia furar o bloqueio da equipe comandada pelo técnico Roy. A entrada do meio-campo Erick Flores foi importante, pois deu maior mobilidade ao time, porém no momento da finalização o velho problema do ataque persiste e quando o clube conseguia chegar lá, esbarrava na boa atuação do goleiro Cléber.

Nos minutos finais da partida o goleiro de Resende dava exemplos para o dia inspirado. Aos 41, Léo Moura chutou de primeira após cruzamento de Juan, mas o arqueiro espalmou de forma espetacular. Dois minutos depois, Ibson arriscou e o goleiro salvou novamente mantendo o 0 a 0 no placar no primeiro tempo.

No segundo tempo, o Flamengo voltou melhor. Logo aos três minutos, Zé Roberto cruzou e Josiel como um legitimo centroavante deu o carrinho empurrando a bola para o fundo do gol. 1 a 0.

O goleiro Cléber continuava executando milagres, mas a defesa do Resende era pecadora. Zé Roberto não demorou muito para marcar o segundo gol do Flamengo na partida. Após rebote do camisa 1 do Alvinegro, o meio-campo estufou as redes. Na comemoração, beijos e mais beijos no Manto Sagrado. Seria verdadeira essa paixão?

O Flamengo continuava a atacar para dar o troco na mesma moeda ao Resende relativo ao 3 a 1 do primeiro turno. Aos 11, Josiel marcou o segundo depois de arrancar com a posse da bola e chutar firme no cantinho. 3 a 0.

A torcida enlouquecida com a boa atuação rubro-negra pedia mais e só não foram atendida por Willians e Erick Flores, pois a bola insistiu em carimbar a trave duas vezes. Mas Kléberson fechou a conta após bate e rebate dentro da área. O pentacampeão pegou a sobra e estufou a rede. 4 a 0.

Vazaaaaaaaaaaaaaa Resende!!

FICHA TÉCNICA:
FLAMENGO 4 x 0 RESENDE


Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 28/3/2009 - 16h (de Brasília)
Árbitro: William de Souza Nery (RJ)
Renda/público: R$ 219.600,00 / 10.298 pag.
Cartões amarelos: Zé Roberto, Ibson (FLA); Souza e Viola (RES)
Cartões vermelhos: Márcio Gomes, aos 28'/1ºT (RES)

FLAMENGO: Bruno (7.0), Everton Silva (7.5), Fábio Luciano (6.5), Ronaldo Angelim (6.5) e Juan (6.5); Willians (6.0), Ibson (6.0) (Kleberson, 29'/2ºT - 6.0), Léo Moura (6.5) e Erick Flores (7.5) (Maxi, 26'/2ºT - 6.0); Zé Roberto (6.0) (Jônatas, 16'/2ºT - 6.0) e Josiel (8.0). Técnico: Cuca (7.0).

RESENDE: Cléber, Bruno Leite (Hiroshi, 22'/2ºT), Breno, Naílton e Marquinhos; Márcio Gomes, Fred, Léo (Souza, 30'/2ºT)e Bruno Reis; Bruno Meneghel e Viola (Taércio, 11'/2ºT). Técnico: Antonio Carlos Roy.

sexta-feira, 27 de março de 2009

VASCO DA GAMA (RJ) 1 X 0 NACIONAL (AM): (1984)

No dia 15 de Dezembro de 1984, numa Quarta-feira, Vasco da Gama e Nacional de Manaus jogaram em São Januário pelo Campeonato Brasileiro em jogo de estréia de Mauricinho no Vasco da Gama e os cariocas venceram pelo escore de 1 tento 0, gol do meia Geovani.

O Jogo
VASCO DA GAMA (RJ) 1 x 0 NACIONAL (AM)
Data: 15/02/1984
Campeonato Brasileiro
Local : Estádio De São Januário / Rio De Janeiro
Arbitro : José Carlos Silva
Público : 7.493
Gols : Geovani (Vasco 16/2ºT)
Expulsão : Isidoro (Nacional)
VASCO DA GAMA: Roberto Costa, Edevaldo, Daniel Gonzales, Nenê, Aírton, Pires, Geovani, Arthurzinho, Jussiê, Roberto Dinamite e Marcelo (Mauricinho) Técnico : Edu Antunes Coimbra
NACIONAL: Reginaldo, China, Marcão, Paulo Galvão, Wilson, Isidoro, Fernandinho (Almir), Duarte, Bendelack, Peu e Marquinhos Técnico : Paulo Mendes

O Craque: Mauricinho
Ele foi um dos últimos autênticos pontas do futebol brasileiro. Rápido, driblador e bom cruzador, Maurício Poggi Villela, o Mauricinho, ponta-direita que se destacou no Vasco da Gama nos anos 80 e 90, hoje mora em Ribeirão Preto (SP), sua cidade natal, onde trabalha como professor em escolinhas de futebol.

Nascido no dia 29 de dezembro de 1964, o baixinho Mauricinho começou a carreira no Comercial de Ribeirão de Preto. Jogando pelo Bafo, ele teve a chance de ser convocado para o Mundial Sub-20 de 1983, competição que a seleção brasileira saiu como vencedora. Na mesma época, o arqui-rival do Comercial, o Botafogo, também revelava um ponta baixinho e habilidoso: Paulo Egídio, que jogava como ponta-esquerda que tempois depois jogou no Vasco da Gama.

Mauricinho chegou a ser cobiçado por grandes equipes paulistas no começo da década de 80, mas acabou se transferindo para o Vasco da Gama, em 1983. Ao lado de Geovani, Roberto Dinamite, Romário, dentre outros, Mauricinho se destacou com a camisa cruz-maltina e conquistou dois títulos pelo clube de São Januário nos anos 80: bicampeão carioca em 1987 e 1988.

Em 1988, Mauricinho sofreu uma grave contusão após uma entrada violenta do médio-volante Jandir, do Fluminense. "Eu tinha indicado o Mauricinho para o Corinthians, mas a contusão impediu a vinda dele", conta o técnico Jair Pereira, que à época dirigia o alvinegro do Parque São Jorge.

Mauricinho só retornou ao futebol paulista um ano depois para defender o Palmeiras, logo depois de uma passagem curta pelo Louletano, de Portugal. O atacante chegou a formar o ataque alviverde com Gaúcho, Neto e Edu Manga, mas apesar do bom time, o Palmeiras, comandado por Leão, parou no Bragantino no Paulistão de 1989.

O ponta-direita disputou apenas 13 partidas com a camisa palmeirense (5 vitórias, 5 empates e 3 derrotas) e marcou quatro gols, segundo mostra o "Almanaque do Palmeiras", de Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti. Deixou o Palestra Itália para jogar no Español, da Espanha, no ano seguinte.

Em 91, retornou ao Vasco e depois foi defender o Bragantino, onde ficou até 93. Depois teve passagens pela Ponte Preta (94), Botafogo (94), Kyoto Purple Sanga - Japão (95), novamente Botafogo (96) e mais uma vez Vasco (97). Na última passagem pelo time de São Januário, Mauricinho foi campeão brasileiro de 97, campeão carioca do mesmo ano e campeão da Libertadares de 98 e do Rio-São Paulo de 99.


Perfil do Craque
Maurício Poggi Villela
atacante, 29/12/1964, Ribeirão Preto - SP,
altura - 1,65 m

Pelo Vasco
1984 - 43 jogos e 6 gols
1985 - 63 jogos e 9 gols
1986 - 45 jogos e 12 gols
1987 - 49 jogos e 7 gols
1988 - 10 jogos e 2 gols
1991 - 14 jogos e 0 gols
1997 - 48 jogos e 6 gols
1998 - 27 jogos e 0 gols
1999 - 6 jogos e 0 gols
Total - 305 jogos e 42 gols

Fontes
www.miltonneves.com.br
http://botecodoportuga.blogspot.com

quinta-feira, 26 de março de 2009

BOTA JOGA MAL E CEDE EMPATE

Maicosuel tenta se livrar da marcação
Foto: botafogonocoracao.com.br

Torcedores do Glorioso,

Uma partida para esquecer. Jogando mal, sem vontade e com pouca criatividade, o Botafogo foi surpreendido pelo Americano e não conseguiu vencer, resultado que era esperado. Talvez pelo fato de achar que o jogo era fácil, dentro do Engenhão, o Bota não suportou o adversário e poderia até mesmo perder. Victor Simões e Reinaldo marcaram para o Botafogo, Ernani e Kieza igualaram para o time de Campos.

A dúvida para a partida era o meia Maicosuel, que sentiu o tornozelo no último jogo e corria o risco de ficar de fora. Porém o camisa 10 se recuperou rápido e foi confirmado entre os titulares pelo técnico Ney Franco. Uma boa notícia para a torcida. Mas o torcedor teve uma má noticia com sete minutos de bola rolando, Victor Simões fez falta em Elson e levou o amarelo, o terceiro dele, está fora do jogo contra o Fluminense.

A posse de bola do Botafogo era maior, porém a equipe de General Severiano não conseguia passar do bloqueio feito pelo Americano. O mais marcado era Maicosuel, o meia do fogão fazia de tudo para sair da marcação, quando saía, errava o passe. Victor Simões passou a chamar a responsabilidade e virou o homem de referência no ataque, tanto que marcou o primeiro. Thiaguinho, que fez ótima partida, ganhou pelo lado esquerdo e cruzou "torto" para a área, Ernani falhou e a bola ficou com Victor Simões que deu um chutaço da marca do pênalti. Botafogo 1 a 0.

Parecia que o jogo iria ficar mais fácil, com toda a retranca do Americano, o Bota marcou antes dos 15 minutos iniciais. Mesmo com o gol, a equipe de Campos mostrou estar certinha e continuava fechando os espaços do Botafogo, quando buscava o ataque, levava perigo ao gol de Renan. Numa das descidas rápidas, Lenadro Guerreiro matou a jogada fazendo falta no isolado Kieza. Na cobrança, Ernani soltou a bomba e contou com um leve desvio em Victor Simões para enganar Renan que pulou em vão. Empate do Americano 1 a 1. Thiaguinho e Victor Simões em chutes cruzados tiveram a chance de deixar o Bota em vantagem, mas desperdiçaram e o Glorioso foi para o intervalo sob vaias.

Ney Franco mudou no intervalo, colocou o jogador certo, Gabriel, e tirou o errado, Léo Silva. Com isso, Thiaguinho, melhor do Bota no jogo, foi jogar no meio-campo e deixou de ser arma no ataque alvinegro, enquanto Alessandro continuava jogando mal no lado direito.

O Americano veio disposto a vencer a partida e aos 13 minutos teve sua primeira chance, Kieza ganhou na velocidade, invadiu a área, driblou Renan e foi derrubado por Fahel, pênalti não assinalado pelo árbitro. O camisa 9 do Americano ainda foi punido por reclamação. O Bota se viu pressionado e deu o troco três minutos depois, mas Fahel errou o alvo por muito. Seguindo melhor no jogo o fogão quase conseguiu marcar. Maicosuel fez jogada na esquerda e cruzou, a bola passou por todo mundo e a zaga cortou em cima da linha.

Disposto a contribuir no ataque, Maicosuel não desistiu, o camisa 10 fez boa jogada e rolou para Reinaldo que girou bonito e acertou o canto. Botafog 2 a 1. Com o gol, o Bota relaxou na certeza de ter conseguido o placar positivo e foi assim até os 42 minutos quando Gil cobrou falta na cabeça de Kieza e decretou o empate. O Americano ainda tentou a vitória e em três oportunidades, no mesmo lance, teve a chance de marcar: um chute Renan defendeu, o outro Leandro Guerreiro cortou e no outro a bola foi pela linha de fundo.

BOTAFOGO 2 X 2 AMERICANO

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 25/3/2009 - 19h30 (de Brasília)
Árbitro: André Luis Paes Ramos (RJ)
Auxiliares: Raimundo Araújo dos Santos (RJ) e Ricardo Saldanha Batermarqui (RJ)
Renda/público: R$ 36.841,00 / 2.248 pagantes (2.818 presentes)
Cartões amarelos: Victor Simões (BOT); Anderson, Siller, Kiesa e Renan (AME)
Cartões vermelhos: Victor Simões, 37'/2ºT (BOT) e Gil, 43'/2ºT (AME)
GOLS: Victor Simões, 12'/1ºT (1-0); Ernani, 22'/1ºT (1-1); Reinaldo, 32'/2ºT (2-1); Kieza, 42'/2ºT (2-2)

BOTAFOGO: Renan, Emerson (Jean Carioca, 16'/2ºT), Juninho e Leandro Guerreiro; Alessandro, Fahel, Léo Silva (Gabriel, intervalo), Maicosuel e Thiaguinho; Reinaldo e Victor Simões - Técnico: Ney Franco.

AMERICANO: Jefferson; Elson, Anderson e Carlão; Paulo Henrique, Renan, Siller (Kim, 28'/2ºT), Diego Sales (Cafezinho, 39'/2ºT) e Ernani; Eberson (Gil, 20'/2ºT) e Kieza - Técnico: Toninho Andrade

quarta-feira, 25 de março de 2009

VIRAMOS MAIS UMA VEZ!

Fred ficou de fora da partida, mas Fluminense conseguiu a vitória
Foto: Globoesporte.com


Caros amigos tricolores,

Quarto jogo de Parreira no comando do Flu, e é a terceira vitória de virada, com o mesmo placar. Depois de vencer de virada o Macaé e Bangu, por 3 1, a nova vítima foi o Friburguense. Jogando no estádio Eduardo Guinle, o Fluzão viu o time da casa abrir o placar com Ziquinha, mas depois virou com gols do “renegado” Roger, Conca (golaço de craque) e Thiago Neves (este bateu duas vezes o pênalti, sendo que na primeiro cobrança, a sua displicência me irritou profundamente).

Com este resultado positivo,- o sexto seguido – o Fluminense chegou aos 15 pontos e lidera o Grupo A da Taça Rio, se aproximando da classificação para as semifinais da competição.

Mais que a vitória, o resultado pode ter mostrado que o Tricolor pode jogar sem o Fred, prova disso que nesta partida o autor do primeiro gol foi o atacante Roger, que substituiu o atacante, que se recupera de lesão na virilha e é dúvida para o clássico contra o Botafogo, sábado, às 20h30 no Maracanã.

Outro detalhe do jogo na Região Serrana foi o fato de Parreira ter escalado novamente dois volantes “volantes” (Jaílton e Wellington Monteiro), e mudado de ideia – como já havia acontecido nas quatro partidas em que comandou – no intervalo, desta vez tirando Wellington Monteiro e colocando Marquinho, para dar maior velocidade na saída de bola.

Porém o que eu gostaria de salientar dessa vez é como o placar de 3 a 1 se repete nas vitórias mais recentes do Fluminense, algumas épicas como em alguns jogos da Libertadores-2008, e em jogos do Brasileirão do ano passado, quando o Fluminense lutava contra o rebaixamento. Vou relembrar alguns desses resultados abaixo:

Libertadores-2008:
Fluminense 3 x 1 São Paulo – gols: Washington (2) e Dodô
Fluminense 3 x 1 Boca Júniors – gols: Washington, Conca e Dodô
Fluminense 3 x 1 LDU – gols: Thiago Neves (3)

Brasileiro-2008:
Fluminense 3 x 1 São Paulo – Washington (3)
Náutico 1 x 3 Fluminense – Washington (3)
Atlético-PR 1 x 3 Fluminense – Washington (3)
Fluminense 3 x 1 Portuguesa – Washington, Tartá e Romeu

Carioca-2008:
Fluminense 3 x 1 Macaé – Fred (2) e Thiago Neves
Bangu 1 x 3 Fluminense - Maurício, Fred e Luiz Alberto
Friburguense 1 x 3 Fluminense – Roger, Conca e Thiago Neves

OBS: Como o futebol carioca ainda consegue mostrar o quanto é desogarnizado, tanto dentro de campo, quanto fora. Depois de mais uma atuação lamentável de Luiz Antônio dos Santos, o Índio, no clássico Flamengo x Vasco, ontem em Friburgo o que aconteceu fora do estádio não tem explicação. Se isso aconteceu em um simples jogo do Campeonato Carioca, imagina em jogo de Copa do Mundo??

OBS2: Começam a pipocar na imprensa a notícia de que o Fluminense deve dinheiro ao Flamengo pelo empréstimo do volante Jaílton (tsc tsc tsc). Primeiro: não era nem para ter contratado; segundo: pior do que contratar é ter que pagar por isso e terceiro: o mais agravante ainda é ficar devendo!!!!

Melhor eu terminar o post por aqui!!!!

domingo, 22 de março de 2009

AFUNDANDO...

Ibson e companheiros reclamam da arbitragem
Foto: André Durão - Globoesporte.com


Torcedores do Mais Querido do Brasil!

Foi um clássico ou um show de pancadaria e expulsões? Momentos antes da partida começar as torcidas promoviam confrontos fora do Maracanã e dentro dele o panorama não mudou muito: cinco jogadores saíram de campo e o técnico Cuca também foi para o "chuveiro" e talvez nem volte à beira do gramado para comandar o Flamengo na sequência do Campeonato Carioca. O treinador corre o risco de ser demitido mesmo a diretoria afirmando durante a semana dar o respaldo necessário ao técnico. Clássico é clássico e uma derrota nem sempre passa em branco. Surgem os primeiros boatos de que Renato Gaúcho possa ser o novo treinador do time da Gávea.

O Vasco venceu o Flamengo por 2 a 0 e complicou ainda mais a atual fase do clube. Após o empate diante do Tigres por 1 a 1, um resultado negativo seria extremamente complicado para as pretensões da equipe no Estadual e foi o que aconteceu. Com gols de Élton e Jeferson, a Nau vascaína afundou a jangada rubro-negra.

Com salários pagos, os times trataram de mostrar serviço. O Vasco esperava o melhor momento para dar o bote, enquanto o Flamengo botava a cara para bater. Ibson teve a primeira chance aos 14 minutos, mas o chute foi por cima da trave de Tiago.

Mas a partir daí, a história começou a mudar. O volante do Flamengo, Willians, que já estava com um cartão amarelo acabou levando o segundo e foi expulso de maneira ridícula, complicando a situação do time rubro-negro.

Porém novamente quem teve a chance de abrir o placar foi o Mengão. Em contra-ataque, Josiel e Zé Roberto avançaram sozinhos contra apenas um marcador cruzmaltino, mas os atacantes desperdiçaram ótima oportunidade.

Aos 32, o elogiado Carlos Alberto, que até então era o principal jogador vascaíno foi expulso após chutar a bola para o fundo do gol já possuindo um cartão amarelo na sua conta.

Com um atleta a menos para cada lado, o time de São januário entretanto, teve a melhor chance apenas aos 41 minutos com Elton. O jogador porém, cara a cara com o goleiro Bruno chutou a bola na rede pelo lado de fora.

Na volta do intervalo, o carrasco Obina entrou na vaga do apagadíssimo Josiel e na primeira chance o baiano, dominou, girou e chutou... chutou longe do gol de Tiago.

Aos oito minutos, Léo Moura tentou roubar a bola de carrinho, mas com imprudência acertou o adversário e foi expulso. Com um jogador a mais, o Vasco partiu pra cima e conseguiu abrir o placar. O volante Nilton cobrou uma falta, e a pelota sobrou para o atacante Elton que não desperdiçou. 1 a 0.

Logo depois, Ramon foi expulso pelo lado cruzmaltino. Era a chance do Flamengo crescer no jogo, porém foi o Vasco quem ampliou. Aos 16, em contra-ataque rapidíssimo, Rodrigo Pimpão que acabara de entrar levou a bola pelo lado direito e tocou para Jeferson com categoria encobrir o goleiro do Mengão. 2 a 0.

O Rubro-Negro ainda teve chances de buscar a reação, mas quando o time não esbarrava na marcação do clube da Colina era a fase negra do atacante Obina que impedia o Flamengo em marcar o primeiro gol no jogo.

O técnico Cuca ainda foi expulso e Nilton perdeu uma grande chance no finzinho da partida. Todavia, a festa já estava anunciada nas arquibancadas do Maracanã. Após dois anos sem perder para o Vasco, descobrimos quanto é ruim ser derrotado pelo maior rival. Seria o estigma do técnico Cuca? Tudo leva a crer, é verdade...

Se os torcedores estavam esperando uma oportunidade para cobrar dos jogadores mais empenho, chegou a hora. Aproveitem também para cobrar da diretoria todas as "M´s" que eles estão fazendo, afundando o clube mais querido do Brasil!

( Em matéria do jornal "O Globo" publicada neste domingo, a dívida do Flamengo cresceu e gira em torno de 350 milhões de reais. Após ser reduzida no ano de 2004, o último ano do mandato do presidente Márcio Braga, que está sendo substituído por Delair Dumbrosk após a punição pelo TJD, o futuro do clube como muitos dizem "só Deus sabe.")

Na próxima rodada, o Vasco vai enfrentar o Mesquita, em São Januário. O Flamengo vai encarar o Madureira. Os dois jogos vão acontecer na quarta-feira.


FICHA TÉCNICA:
VASCO 2 X 0 FLAMENGO


Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 22/3/2009 - 18h (de Brasília)
Árbitro: Luiz Antônio Silva dos Santos (RJ)
Auxiliares: Jorge Luis Campos Roxo (RJ) e Silbert Faria Sisquim (SP)
Renda/público: R$ 1.213.044,00 / 69.648 pagantes e 73.371 presentes
Cartões amarelos: Carlos Alberto, Ramon, Titi, Nilton, Jéferson, Fernando e Elton (VAS); Willians, Aírton, Ronaldo Angelim e Fábio Luciano (FLA)
Cartões vermelhos: Willians, 16'/1ºT (FLA), Carlos Alberto, 33'/1ºT (VAS), Leonardo Moura, 8'/2ºT (FLA), Ramon, 13'/2ºT, Titi, 48'/2ºT (VAS).



VASCO: Tiago, Paulo Sérgio, Fernando, Titi e Ramon; Amaral, Nilton, Jéferson (Edu) e Carlos Alberto; Alex Teixeira (Rodrigo Pimpão) e Elton (Léo Lima). Técnico: Dorival Júnior.

FLAMENGO: Bruno (5.5), Everton Silva (5.5), Fábio Luciano (5.5), Ronaldo Angelim (6.0) e Juan (6.0); Aírton (5.0) (Everton - 5.0), Willians (2.5), Ibson (5.5) e Léo Moura (4.0); Zé Roberto (5.0) (Kleberson - 5.0) e Josiel (4.0) (Obina - 4.0). Técnico: Cuca (4.0).



FOGÃO EMOÇÃO!!!

Reinaldo e Maicosuel comemoram o primeiro
Foto: Site oficial do Botafogo F.R.


Torcedores do Glorioso,

Talvez esteja cedo para dizer e também é verdade que desde o clássico contra o Vasco ainda não tivemos um grande adversário pela frente, mas foram duas goleadas, ambas por 4 a 0, que nos fizeram retornar a liderança do grupo e continuar vivo na esperança de diminuir a renda da FFERJ evitando a final do campeonato. Em ritmo de treino, Maicosuel, Emerson, Victor Simões e Reinaldo marcaram os gols da goleada do fogão.

Meio que preso na defesa e surpreso por encontrar um Duque de Caxias com vontade no ataque, o Botafogo foi deixando espaços e antes dos cinco minutos o time visitante já tinha uma falta perigosa que Geovane não soube aproveitar e mandou por cima. O Bota começou a impor um ritmo de jogo um pouco mais acelerado e atordoou o Caxias nas subidas rápidas de Thiaguinho pelo lado esquerdo.

Em lance de jogada ensaiada depois da cobrança de escanteio, Juninho cruzou na medida e Victor Simões pegou um chutaço de primeira que Borges interveio com uma bela defesa. A torcida então começou a jogar junto com o time e foi com esse apoio que o Bota cresceu de vez na partida. Aos 18 minutos Thiaguinho fez um lançamento longo e preciso para Maicosuel, o goleiro Borges saiu no lance e com apenas um toque o camisa 10 do Botafogo passou por ele, depois foi só escorar para o gol vazio. Fogão 1 a 0.

A defesa caxiense seguia batendo cabeça e Maicosuel lançou ao ataque com precisão, Victor Simões e Reinaldo foram na bola, mas quem ficou com ela foi Reinaldo que invadiu a área com liberdade e preferiu tentar o chute ao passe e desperdiçou a chance do segundo. O ritmo do jogo caiu bruscamente e somente aos 34 minutos surgiu outro lance de perigo, e foi do Caxias. Lançamento para Deni que dividiu com Leandro Guerreiro e a bola ficou solta na área, antes da chegada de Anderson, Renan se esticou todo e agarrou a bola. Pouco depois Eduardo Teles soltou a bomba na falta e Renan espalmou para o lado.

No intervalo o técnico Ney Franco deve ter pedido ao time para matar o jogo de vez. Pedido feito, é pedido atendido. E coube ao aniversariante Emerson fazer o segundo do Bota, logo aos três minutos. Batista cruzou a bola na área e ele ganhou da defesa com um toque preciso no cantinho, sem chances. 2 a 0 Glorioso.

O ritmo do alvinegro continuou intenso e o terceiro gol não demorou a sair: Fahel ganhou lance pela ponta direita e rolou curto para Reinaldo, na tentativa de se livrar do zagueiro ele foi derrubado. Pênalti claríssimo. Na conferência sobre quem iria bater, ficou decidido que o artilheiro do estadual, Victor Simões, iria para a bola. Na cobrança ele deslocou Borges e fez um belo gol, o pantera contemporêneo, como disse Luís Roberto. Botafogo 3 a 0.

No desespero o técnico Carlos César fez duas alterações, Léo Oliveira e Dudu entraram e Pingo e Deni sairam , respectivamente. Aos 14 minutos Victor Simões lançou bem para Lucas Silva que se enrolou com a bola, conseguiu recuperar e ficou a combinação que nunca dá gol, ele e o goleiro, resultado: bola rente a trave.

O lance desperdiçado por Lucas afetou até quem está acostumado a marcar gols. Alessandro ganhou pelo lado direito na velocidade e bateu cruzado, Victor Simões chegou de carrinho e perdeu um gol incrível sob a trave. O técnico Ney Franco, percebendo a facilidade que o Botafogo encontrava, resolveu dar oportunidades aos "pratas da casa", coisa que Cuca nunca fez. Gabriel e Alex Lopes foram a campo.

A pressão continuava intensa e em jogada de Reinaldo, que tomou a bola do zagueiro Henrique, outro pênalti, com direito a expulsão do defensor do Caxias. Desta vez foi Reinaldo quem bateu e converteu, no cantinho, o primeiro dele no Engenhão. 4 a 0 Alvinegro.

Mesmo com toda a fragilidade do Duque do Caxias, o Bota parecia não querer marcar mais, após o quarto gol, o único lance de perigo foi num chute de Gabriel que pegou torto de pé direito e a bola passou pelo gol de Borges. Com toques de bola curtos e sem objetividade, o Bota foi esperando o tempo passar e, após três minutos de acréscimos, deu-se o fim da tarde de gala do Glorioso rumo a semifinal da Taça Rio, em busca do TRI!!!


BOTAFOGO 4X0 DUQUE DE CAXIAS

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 20/3/2009 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Wagner dos Santos Rosa (RJ)
Auxiliares: Marcelo Braz Mariano (RJ) e Lilian Fernandes Bruno (RJ)
Renda/público: R$ 61.278.50 / 3.494 pagantes
Cartões amarelos: Victor Simões (BOT); Cadu, Anderson, Giovani, Henrique (DCA)
Cartões vermelhos: Henrique (DCA)
Gols: Maicosuel, 18/1ºT (1-0), Emerson, 3/2ºT (2-0), Victor Simões, 10/2ºT (3-0)

BOTAFOGO: Renan, Emerson, Juninho (Alex Lopes) e Leandro Guerreiro; Alessandro, Fahel, Batista, Maicosuel (Lucas Silva) e Thiaguinho (Gabriel); Reinaldo e Victor Simões - Técnico: Ney Franco

DUQUE DE CAXIAS: Borges, Douglas Silva, Henrique, Eduardo Teles e Alan; Cadu, Pingo (Léo Oliveira), Geovani e Juninho; Anderson e Deni (Dudu) - Técnico: Carlos César.

sábado, 21 de março de 2009

FRED CHEGOLLL!

Fred comemora o segundo gol tricolor
Foto: Globoesporte.com


Caros amigos tricolores,

Dois jogos e três gols. Esse é Fred. Como diz a música, “Fred vai te pegar”. E é bom os adversários ficarem de olhos abertos, porque o artilheiro está com fome de gols, depois do bom tempo sem jogar no Lyon-FRA. Um possível adversário já abriu os olhos: o finalista Botafogo, através das declarações do atacante Reinaldo e do técnico Ney Franco. Concordo com eles, mas esse ainda não é o Fluminense que a torcida quer ver, mas as atuações sob o comando do técnico Carlos Alberto Parreira estão mais convincentes do que as com René Simões. Com Parreira, o Tricolor conquistou três vitórias em três jogos, e com mais duas, uma na era Simõese outra com o interino Gilson Gênio, chegou a cinco consecutivas, marca inédita em 2009. E isso é importante: uma seqüência de vitórias, para dar moral ao time, que é considerado muito bom, entretanto não demonstrou todo o potencial em campo.

Falando das partidas contra o Macaé, no último domingo, e contra o Bangu, hoje, algumas coincidências; mesmo placar (3 x 1), virada tricolor e gols de Fred. Mesmo não jogando bem nestas duas partidas, o Fluminense mostrou capacidade de reverter o placar adverso. E como é importante ter um jogador diferenciado como Fred: com ele em campo, a referência no ataque fica qualificada, e isso faz com que os amadores tricolores – Thiago Neves e Conca – consigam “dialogar” as jogadas de ataque, pois sabem que existe alguém com capacidade para colocar na rede. Com estas duas vitórias, o Fluminense chegou a 12 pontos e lidera o grupo A da Taça Rio.

Mas como nem tudo são alegrias, as tristezas: nestas duas partidas, e como eu já havia salientado, o Fluminense não teve uma boa saída de bola. Um volante, “carregador de pianos” é até aceitável, mas dois não. O que quero dizer? Que se joga Jaílton, Fabinho ou Wellington Monteiro (para mim não existe diferença entre eles), o outro jogador que entrar em campo deve ter um pouco mais de qualidade nos passes, para que a bola chegue até Thiago Neves e Conca rapidamente, e não que eles voltem para buscar, porque se o fizerem, o ataque ficará isolado. Acho que dois jogadores podem fazer isso: Leandro Bonfim e Diguinho. O primeiro tem muita habilidade, mas tem um problema: como se machuca. Já o ex-volante do Botafogo ainda não repetiu as atuações que teve no alvinegro carioca. As laterais também são posições carentes no Flu, mas nesta partida contra o Bangu, Mariano até que jogou melhor do que nas últimas partidas, o que também não era tão difícil.

O próximo jogo do Fluminense será na próxima terça-feira, às 19h30min, contra o Friburguense, fora de casa, no estádio Eduardo Guinle.

terça-feira, 17 de março de 2009

VOLTA MECÃO !!!

Beth Carvalho, Ney Franco, Maicosuel, Maurício Assumpção e Leandro Guerreiro festejam o título no jockey.
Foto: Globoesporte.com
Torcedores do Glorioso,
O Botafogo praneja uma parceria com o América Futebol Clube, para tentar resgatar o mecão da situação constrangedora que vive disputando a segunda divisão do campeonato estadual e fazê-lo voltar a primeira divisão em 2010.

Num restaurante no hipódromo da Gávea, aonde o Glorioso recebia homenagem pela conquista da Taça Guanabara, Maurício Assumpção se reuniu com Romário, Carlos Augusto Montenegro, Ricardo Rotenberg, Rubens Lopez (Presidente da FERJ), entre outros para firmar o acordo que seria oficializado na quarta-feira (25).

A ajuda do Botafogo será em relação ao empréstimo de jogadores sem cobrar qualquer taxa para isso, ganhando somente em mais experiência ao atleta. Outro tipo de ajuda que está sendo estudado é ceder o Caio Maritns e talvez o Engenhão para treinos, como já faz com o Boavista.

-" O Campeonato Estadual é o mais charmoso do país e precisa do América para continuar sendo. Podemos dar um suporte técnico e de logística para que a equipe volte à primeira divisão já no ano que vem" - afirmou Maurício Assumpção - com exclusividade ao site oficial do Botafogo.

Um dos objetivos dessa parceria é também mobilizar os outros três grandes do Rio, para ajudar o América, já que o campeonato mais charmoso do mundo, não pode ficar sem o clube mais charmoso do Brasil.
Saudações Alvinegras.

domingo, 15 de março de 2009

PRA LAVAR A ALMA

Maicoseul voltou a marcar golaço de falta
Foto: Agência Estado

Torcedores do Glorioso,

Após levar um baile do Vasco na quinta-feira, o Botafogo foi a campo encarar a Cabofriense e mostrou a verdadeira garra de time grande. Uma goleada de verdade com domínio amplo do jogo e um toque de bola vistoso. O time mostrou ter superado a derrota do meio de semana e provou que esse elenco é diferente do ano passado e não se abala com resultados negativos. Victor Simões (2), Maicosuel e o estreante Renato fizeram os gols do Bota.

No início de partida o Glorioso começou ligado, com menos de um minuto Thiaguinho lançou Victor Simões numa boa, mas o camisa 9 tentou um toque por cobertura e desperdiçou. Ao seu lado Jean Carioca reclamou de não ter recebido um passe. Aos oito minutos, em jogada ensaiada, Maicosuel cruzou para Jean que cabeceou por cima, quase o primeiro.

A pressão continuou intensa, até que a defesa do time de Cabo Frio não suportou mais: Thiaguinho cruzou de pé trocado no lado esquerdo e encontrou Victor Simões, numa boa, e ele apenas escorou. Na comemoração, a homenagem a Donizete. O Botafogo parecia disposto a golear. Victor Simões se livrou da marcação e encontrou Maicosuel, o camisa 10 descolocou o goleiro e a bola passou rente ao poste.

Embora continuasse melhor na partida, o Bota parecia satisfeito com o resultado que estava conseguindo. As coisas melhoraram quando o lateral Nata fez falta em Thiaguinho e levou o segundo amarelo, sendo expulso. Já ao final da primeira etapa, Fahel sentiu dores e deu lugar a Batista.

Ney Franco voltou com o mesmo time para os 45 minutos complementares, diferente de Ademir Fonseca, que executou sua segunda alteração. Antes dos dez minutos o Bota teve a chance de marcar o segundo. Léo Silva armou contra-ataque rápido e deixou Victor Simões na boa, o camisa 9 soltou a bomba e Flávio fez uma bela defesa. Ney Franco resolveu mexer na equipe e promoveu a estreia de Renato, Jean Carioca deixou o campo.

Com menos de um minuto em campo, Renato mostrou serviço com um chutaço de fora da área que Flávio defendeu. Aos 14 minutos não teve goleiro que salvasse. Falta na entrada da grande área, Maicosuel arrumou com carinho e meteu na gaveta com um leve toque no travessão. GOLAÇO!!! Botafogo 2 a 0.

O gol deu um pouco mais de tranquilidade ao Botafogo que pode armar suas jogadas com mais precisão e sem preocupação em levar gols. O ritmo foi caindo e a Cabofriense não demonstrava reação para buscar a vitória, o jogo foi ficando comodo para o Bota e Ney Franco resolveu poupar alguns jogadores: O primeiro a deixar o gramado foi Léo Silva, que já tinha cartão amarelo, Lucas Silva entrou em seu lugar.

A Cabofriense começou a esboçar pequena reação, num ataque rápido Roberto foi parado por Juninho, último homem. O árbitro aliviou e não expulsou o capitão do fogão. Quem parecia disposto a mostrar serviço, e que parece ter um bom futebol, é Renato. Aos 28 ele escorou cruzamento na área e por pouco marcou, um minuto depois, em um chute cruzado, ele assustou o goleiro Flávio.

Faltando cerca de dez minutos para acabar o jogo e sem mais vontade de jogar, o Bota levou um susto. Após lance de escanteio Márcio desviou e acertou o travessão de Renan. Dois minutos depois o Bota marcou. Passe preciso de Thiaguinho e Batista bateu cruzado, o goleiro deu rebote e Victor Simões escorou para o gol. 3 a 0. A Cabofriense tentou reagir, novamente com Márcio, que cabeceou um rebote na área pela linha de fundo.

Já ao final do jogo, sem pretenção alguma e segurando a bola na ponta. O Bota acabou marcando. Batista ganhou o lance e mandou para a área, Renato tabelou com Victor Simões e bateu por baixo de Flávio. 4 a 0. Placar final em Cabo Frio.

Obs: Antes de vir falar que "Foi contra a Cabofriense", vamos relembrar alguns resultados: A Cabofriense ganhou do Fluminense em Cabo Frio, 3 a 1. Empatou com o Vasco em São Januário, 0 a 0 e teve grande chance de pelo menos empatar com o Flamengo, mas bobeou ao final do jogo e acabou saindo derrotado, 3 a 1.


CABOFRIENSE 0 X 4 BOTAFOGO

Estádio: Alair Corrêa, Cabo Frio (RJ)
Data/hora: 15/3/2009 - 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo Venito Pacheco (RJ)
Auxiliares: Marcelo da Silva Cardoso (RJ) e Rodrigo Figueiredo Henrique (RJ)
Renda/público: R$ 41.710,00 / 3.978 pagantes
Cartões amarelos: Da Silva, Nata, Demerson e João Paulo (CAB); Léo Silva, Juninho, Thiaguinho e Batista (BOT)
Cartões vermelhos: Nata, 33'/1ºT (CAB)
GOLS: Victor Simões, 10'/1ºT (0-1); Maicosuel, 13'/2ºT (0-2); Victor Simões, 37'/2ºT (0-3); Renato, 45'/2ºT (0-4)

CABOFRIENSE: Flávio, Nata, Demerson, João Paulo e Gérson; Márcio, Da Silva, Oliveira (Valdir, 35'/1ºT) e Guido (Roberto, intervalo); Maciel e Anselmo Ramon (Marcelinho, 13'/2ºT) - Técnico: Ademir Fonseca

BOTAFOGO: Renan, Emerson, Juninho e Leandro Guerreiro; Alessandro, Fahel (Batista, 45'/1ºT), Léo Silva (Lucas Silva, 22'/2ºT), Maicosuel e Thiaguinho; Jean Carioca (Renato, 9'/2ºT) e Victor Simões - Técnico: Ney Franco

SEM INSPIRAÇÃO!

Zé Roberto é observado pelo adversário
Foto: Alexandre Cassiano



Torcedores do Mais Querido do Brasil!

Como terminará essa temporada para o Flamengo? A cada partida, a cada mal desempenho da equipe no Campeonato Carioca as estruturas na Gávea balançam. Volta a tona a pergunta se o elenco faz corpo mole pelos atrasos de salários, se há algum racha no elenco por desavenças com o técnico Cuca e entre outros aspectos negativos que desestimulam os torcedores.

Com um futebol mesquinho diante do pior time do Estadual, o Tigres, o Flamengo conseguiu mais um feito diante de equipes pequenas. Um simples empate por 1 a 1, após sair perdendo no primeiro tempo. O incrível foi que o empate conseguido por Josiel, que perdeu um caminhão de gols durante o jogo, não foi nem motivo de superação para o segundo tempo que ficou igualado durante os 45 minutos somados aos acréscimos. É fácil torcer para o Flamengo, para o clube, difícil é apoiar esse bando de jogadores e essa diretoria incopetente. Em respeito a nossa honra, a torcida que é o maior patrimônio do Mais Querido do Brasil deveria tomar uma atitude mais drástica e começar a reagir, diante dessa fase negra que atinge o Mengão a qualquer circustância, seja ela um empate desastroso, uma declaração polêmica, um ato contrário a regra e a dignidade para com aqueles que defendem o Manto Sagrado.

Acho que já passou da hora desse "grupinho" hipócrita que comanda o Flamengo há anos como muita gente fala "ralar peito" da Gávea. É hora de transformação, modificação, hora de uma reformulação, para quem sabe conseguir reerguer financeiramente o clube em um mundo que vive para o dinheiro e com o dinheiro. Exemplos não faltam, basta querer ser honesto.

Mas retornando a partida... O Flamengo iniciou o jogo bem e logo aos cinco minutos, Juan sofreu pênalti. Léo Moura foi para a cobrança, mas chutou por cima da meta do goleiro Marcos Paulo. O Rubro-Negro teve outra chance logo após, mas depois do passe de Kléberson que substituiu Ibson suspenso pela expulsão diante do Duque de Caxias, o bravo Josiel zuniu.

A chuva aproximava-se do Maracanã e ao invés de acordar o Flamengo para a vida, o Tigres rugiu mais alto nas primeiras gotas d´agua. Aos 26 minutos, Clayton arriscou o chute, Bruno falhou bisonhamente e permitiu o rebote para Leandro Chaves com vontade abrir o placar. 1 a 0.

Sinto pena dos torcedores que ainda prestigiam essa equipe. Jogando tranquilamente, como se estivesse goleando o adversário, o Flamengo não produzia absolutamente nada. Somente nas conhecidas bolas paradas, que ainda vem dando certo, o time comandado por Alex Stival chegou ao empate. Juan cobrou escanteio e Josiel subiu no terceiro andar para mudar o placar. 1 a 1.

No segundo tempo, o Tigres abriu os olhos e descobriu que poderia sair vencedor do Maracanã proporcionando mais um vexame para a torcida rubro-negra. Logo aos seis minutos, Denis soltou a bomba para a defesa do goleiro Bruno.

Sem vontade e disposição dentro de campo, o técnico Cuca mexeu na equipe. Obina entrou na vaga de Everton Silva. Está difícil acompanhar o xodó em campo... Até minha paciência com ele tem limite. Enquanto isso, o Tigres continuava arriscando de longe e nos contra-ataques com o experiente Sorato que dava trabalho aos zagueiros rubro-negros.

O Flamengo parecia apenas uma equipe de basquete, ou não, pois a equipe de basquete mesmo sem receber há quatro meses, demonstrou honrar a camisa e levantou o título SUL-AMERICANO, todavia a equipe que joga com os pés disputou duas vezes a Libertadores, campeonato que envolve todo o continente, e foi eliminado de forma ridícula, para adversários infames na segudna fase. A única semelhança com o outro esporte era verdadeiramente a jogada aérea. Porém, não funcionava mais.

Aos 44, a última oportunidade de sair do estádio com pelo menos os três pontos. Maxi livre na pequena área recebeu a bola e chutou meio que no susto para a grande defesa do goleiro adversário.

Mesmo com o empate, o Flamengo chegou a liderança do Grupo B, com sete pontos. Por isso que digo que a situação é preocupante. Desconfio até da permanência do técnico Cuca para o Brasileiro e a Copa do Brasil. Acredito que a situação está se tornando insustentável. Infelizmente, o jeito pacato do Cuca não funciona em um clube que é pólvora pura

FLAMENGO 1 X 1 TIGRES DO BRASIL

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 14/03/2009 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Auxiliares: Edinei Guerreiro Mascarenhas (RJ) e Gilberto Stina Pereira (RJ)

Renda/público: R$ 140.672,00 / 11.717 pagantes
Cartões amarelos: Kleberson (FLA); Gilcimar, Leandro Chaves, Pedrão (TIG)
GOLS: Leandro Chaves, 26'/1ºT (0-1); Josiel, 39'/1ºT (1-1).

FLAMENGO: Bruno (5.0), Everton Silva (5.5) (Obina - 4.5), Fábio Luciano (5.5), Welinton (5.5) e Juan (5.5); Aírton (5.5), Willians (6.0), Kleberson (6.0) (Fierro - 5,0) e Leonardo Moura (5.0); Zé Roberto (5.0) e Josiel (5.5) (Maxi - 5.5). Técnico: Cuca (5.0).

TIGRES DO BRASIL: Marcos Paulo, Oziel, Pedrão, Zé Carlos e Edson; Leão, Denis (Fábio), Jaílson e Clayton (Sorato); Gilcimar (Joaélton) e Leandro Chaves. Técnico: Carlos Alberto.

quinta-feira, 12 de março de 2009

FOGÃO EMPACOU

Victor Simões disputa bola com Amaral
Foto: Globoesporte.com
Torcedores do Glorioso,

Pagamos o preço da soberba. Durante a semana foi tudo bonitinho, ganhou apertado do Tigres e ficou o Victor Simões pagando papel de otário promovendo o Donizete. Sim, o pantera foi importante na conquista do título brasileiro, apesar de ser ofuscado pelo Túlio, mas ele é passado e o Victor Simões vai ter que fazer muito ainda pra poder conquistar o que o Donizete conquistou. Entrou sem vontade em campo hoje, sem ação, deixando espaços e o Vasco deitou e rolou, 4 a 1. Aliás, há muito tempo não sabia o que era perder pra o Vasco.

Me preparei para o jogo, não sabia ainda o que esperar, apesar de respeitar o adversário. Liguei o rádio e o jogo já tinha começado, coloquei no último volume e passei vergonha, gol do Vasco. Lançamento de Carlos Alberto e Élton bateu na saída de Renan, aos dois minutos de jogo. 1 a 0.

Devido toda a superstição alvinegra pensei em desligar o rádio, mas não fiz isso. Continuei a dar audiência para um dos segmentos da "FlaPress". O Botafogo deu uma pequena crescida no jogo, parecia que ia empatar logo e de repente o Vasco veio em outra jogada de contra-ataque, novamente com Carlos Alberto que tocou para Alex Teixeira assustar Renan. O Bota respondeu pouco depois, Jean Carioca recebeu em velocidade e soltou a bomba nas mãos de Tiago.

O fogão teve a chance do empate aos 34 do primeiro tempo, Maicosuel levantou na área, Victor Simões cabeceou, Tiago defendeu e no rebote o próprio Victor jogou para fora. O destaque do primeiro tempo foi o árbitro do jogo, Sr. Rodrigo Nunes de Sá, em todo lance sobrava um amarelinho. Nesse quesito o Bota foi melhor, foram "só" três contra cinco do Vasco. E o jogo foi para o intervalo com o Bota em desvantagem pela primeira vez no ano.

Enquanto o time estava no intervalo os torcedores já davam uma de técnico e formulavam alterações para o segundo tempo. O mais cotado para deixar o jogo era Alessandro, ele jogou? Porém de nada adiantou os pedidos, Ney Franco voltou com o mesmo time e a mesma postura, mas antes dos 15 minutos ele colocou Gabriel em lugar de Emerson inventando um esquema tático desastroso com Fahel, homem surpresa, jogando na zaga e Thiaguinho como volante. Duas improvisações desnecessárias.

No outro lado Dorival Júnior colocou o serelepe Rodrigo Pimpão e no primeiro toque dele na bola matou a "defesa" com um passe açucarado para Élton marcar o segundo dele e o segundo do Vasco no jogo. 2 a 0. Pouco tempo depois Nílton colocou as travas da chuteira em Gabriel e tomou o vermelho. Aí agora você pensa: "Ah, o Botafogo vai para cima, dá pra pelo menos empatar." Ney Franco colocou Laio em lugar de Jean Carioca, pasmem, Jean utilizou a camisa 7 que foi de Garrincha. Coitado do eterno Mané.

Aos 24 minutos Victor Simões tabelou com Thiaguinho e o lateral improvisado no meio soltou a pancada para o gol, a bola bateu em Tiago, na trave e morreu no gol. Era a hora de soltar um "SAI URUCA DO CUCA". 2 a 1. Pouco menos de 20 minutos de jogo pela frente, um jogador a mais, um gol de diferença tudo propício para o empate, mas tem coisa que só acontecem... Vocês já conhecem essa frase. Aos 38 Paulo Sérgio veio correndo que nem um desesperado e trombou com Gabriel FORA DA ÁREA, penalti (?) e expulsão.

Léo Lima correu para a bola, deu a paradinha marota, enganou Renan e mesmo assim quase perdeu. 3 a 1 Vasco. A partir deste gol eu já não acreditava mais na vitória, mesmo a ajuda da arbitragem que expulsou Diego (Para deixar bem claro, é jogador do Botafogo). A essa altura o Vasco já ganhava de quatro. Carlos Alberto invadiu a área rabiscando e jogou no cantinho de Renan. 4 a 1 e fim de papo.

OBS: Após a partida e a merecida vitória do Vasco ouvi os gritos de "Mengoooo" . O futebol só pode estar ficando maluco. Esses dias o presidente do Flamengo foi suspenso por 4 anos por tentar AJUDAR o Vasco.

Deixo uma pergunta no ar: Flamengo e Vasco são amiguinhos ou o Botafogo passou a incomodar seriamente a manipulação do estadual?


BOTAFOGO 1 X 4 VASCO

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 12/3/2009 - 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Nunes Sá (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Eduardo de Souza Couto (RJ)
Renda/público: R$ 487.902,00 / 30.290 pagantes
Cartões amarelos: Alessandro, Fahel, Emerson, Léo Silva, Gabriel e Victor Simões (BOT); Fernando, Nilton, Jéferson, Alex Teixeira, Élton, Carlos Alberto e Amaral (VAS)
Cartões vermelhos: Nilton, 17'/2ºT (VAS); Gabriel, 37'/2ºT (BOT); Diego, 43'/2ºT (BOT)
GOLS: Élton, 2'/1ºT (0-1); Élton, 15'/2ºT (0-2); Thiaguinho, 25'/2ºT (1-2); Léo Lima, 38'/2ºT (1-3); Carlos Alberto, 45'/2ºT (1-4)

BOTAFOGO: Renan, Emerson (Gabriel, 12'/2ºT), Juninho e Leandro Guerreiro; Alessandro, Fahel, Léo Silva (Diego, 22'/2ºT), Maicosuel e Thiaguinho; Jean Carioca (Laio, 19'/2ºT) e Victor Simões - Técnico: Ney Franco.

VASCO: Tiago, Paulo Sérgio, Fernando, Titi e Ramon; Amaral, Nilton, Jéferson (Mateus, 22'/2ºT) e Carlos Alberto; Alex Teixeira (Rodrigo Pimpão, 13'/2ºT) e Élton (Léo Lima, 31'/2ºT) - Técnico: Dorival Júnior.

PREOCUPANTE!

Jogadores comemoram o gol do lateral-esquerdo Juan em cobrança de falta
Foto: Agência Estado


Torcedores do Mais Querido do Brasil!

Vocês podem estar perguntando como posso colocar no título da postagem a palavra "preocupante" para descrever o jogo de ontem, diante do Duque de Caxias, que o Flamengo venceu por 4 a 2, manteve os 100% de aproveitamento na Taça Rio e lidera o Grupo B do Campeonato Carioca.

Além da dura pena que afastará o presidente Márcio Braga por 1440 dias por agredir o Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro, o caos extra-campo anda mexendo com a cabeça da equipe e pode desestruturar o Flamengo para o restante da temporada. Léo Moura, principal jogador da vitória fácil contra a equipe da Baixada pode estar se despedindo da Gávea rumo ao CSKA, comandado por Zico. Juan, Josiel, Ibson e Jonatas são outros jogadores que podem sair na abertura da janela de transferências para a Europa, como também é o caso do goleiro Bruno, que após a confusão com o auxiliar-técnico Andrade, afirmou que se ele estiver atrapalhando o grupo, pode ser outro atleta que deixará o Rubro-Negro.

Com a expulsão de Ibson no segundo tempo, ficou evidente a queda de rendimento da equipe e consequentemente os gols sofridos que poderiam complicar a situação do Flamengo no jogo se não fosse os quatro gols já marcados.

O esquema tático criado pelo técnico Cuca dando liberdade ao "meia-lateral", Léo Moura, com a cobertura de Everton Silva e as triangulações no meio-campo tem sido o ponto forte da equipe. Entretanto, o ataque continua isolado. Principalmente Josiel, que dificilmente foi notado no primeiros minutos da partida, mas conseguiu anotar o seu.

Apesar do domínio no começo da partida, quem arriscou primeiro foi o Caxias com um chute de Alberoni. O Flamengo continuou com o domínio da posse de bola. Juan buscando o jogo era um das principais armas de ataque, bem diferente da última partida na qual foi vaiado impiedosamente pela torcida.

Depois de seguidas chances desperdiçadas, aos 19 minutos, Ibson sofreu falta na entrada da área. Bruno apareceu para a cobrança, mas Juan cobrou e marcou um golaço. Fla 1 a 0.

O Flamengo reduziu o ritmo, mas administrava a partida sem maiores sustos. Aos 36, Léo Moura apareceu na nova função com um belo lançamento para Zé Roberto, que cruzou rasteiro e Josiel escorou para marcar o segundo. Quase ele perdeu, mas o que valeu foi o gol.

Na volta do intervalo, o Caxias sofreu o terceiro gol rapidinho com menos de cinco muinutos. Numa troca de passes rápida, Zé Roberto deixou Léo Moura livre para entrar na área e tocar na saída do goleiro adversário. Fla 3 a 0.

Aos 11 minutos um feito para o Flamengo. Desde 2007, quando Renato Abreu ainda atuava com a camisa do Mengão, que o clube não marcava dois gols de falta no mesmo jogo, porém Léo Moura tratou de quebrar esse tabu. Com uma cobrança magnífica, o camisa 2 estufou a rede. 4 a 0.

Com o resultado "garantido", Cuca mexeu na equipe. Paulo Sérgio entrou na vaga de Josiel e na primeira oportunidade na grande área, sem marcação, o jovem atacante chutou para fora, para a ira da torcida que iria ficar irritadíssima logo após.

Ibson com o segundo cartão amarelo foi expulso e o Flamengo acabou se desarrumando em campo. Fábio Luciano cometeu penalti aos 36. Edivaldo cobrou bem e diminuiu. Três minutos depois, em falha da marcação, o mesmo atacante marcou o segundo gol do Caxias.

Por sorte a partida estava no fim e a preocupação com relação a qual elenco o Flamengo disponibilizará ao técnico Cuca para o restante da temporada fica pairando no ar. A crise impossibilita a contratação de verdadeiros reforços e a debandada parece comum e impossível de ser revertida, como uma das alternativas para salvar o clube dos problemas financeiros.

O próximo compromisso do Flamengo é no sábado contra o Tigres do Brasil, no Maracanã.


FICHA TÉCNICA:
DUQUE DE CAXIAS 2 X 4 FLAMENGO


Estádio: Raulino de Oliveira , Volta Redonda (RJ)
Data/hora: 11/03/2009 - 21h50 (de Brasília)

Renda/público: R$ 27.650 / 2.133 pagantes

Árbitro: Pablo dos Santos Alves (RJ)
Auxiliares: Jackson Lourenço Massara dos Santos (RJ) e João Luiz Coelho de Albuquerque (RJ)

Cartões amarelos: Welinton, Ibson, Toró, Fábio Luciano, Zé Roberto (FLA); Eduardo Telles, Cadu, Renatinho, Alberoni (DCA)
Cartões vermelhos: Ibson, 28'/2ºT (FLA)

DUQUE DE CAXIAS: Borges, Arílson (Fábio Valle), Henrique, Eduardo Telles e Alan; Léo Oliveira, Alberoni, Cadu (Juninho) e Renatinho; Deni (Zé Carlos) e Edivaldo. Técnico: Marcelo Buarque.

FLAMENGO: Bruno (6.0), Everton Silva (6.0) (Toró - 5.5), Fábio Luciano (5.0), Welinton (5.5) e Juan (6.5); Aírton (5.5), Willians (6.0) (Kleberson - 5.5), Leonardo Moura (8.0) e Ibson (6.5); Zé Roberto (6.5) e Josiel (6.0) (Paulo Sérgio - 5.0). Técnico: Cuca (6.5)

domingo, 8 de março de 2009

PARREIRA, FRED, ENTRE OUTRAS COISAS !!!

Jogadores comemoram o prmeiro do Flu
Foto: Globoesporte.com
Caros amigos tricolores,

O Tricolor das Laranjeiras viveu dias tenebrosos após a derrota para o Botafogo nas semifinais da Taça Guanabara (que foi merecidamente vencida pelo clube da Estrela Solitária). Depois desta partida, a situação de René Simões, que já não era da melhores, ficou ainda pior. Mesmo com a vitória por 3 a 0 contra o Nacional-PB (gols de Thiago Neves, Everton Santos e Tartá), e a classificação para a segunda fase da Copa do Brasil, o técnico que salvou o Fluminense em 2008, evitando numa sequencia histórica a queda para Série B, foi demitido.

Neste mesmo dia, o salão nobre das Laranajeiras havia sido palco da apresentação do atacante Fred, que ovacionado pela torcida tricolor, e mesmo com algumas gafes do presidente Roberto Horcades (de onde ele tirou Fábio e Celso, ao se referir ao Fred). Se uma estrela chegava ao tricolor, uma outra maior retornava, depois de 9 anos ao Tricolor: Carlos Alberto Parreira. Campeão do mundo pela Seleção Brasileira em 1994 , Parreira retorna ao clube, onde conquistou o Brasileiro de 1984. Mas pelo visto vai ter trabalho.

Na partida contra o Mesquita, na estreia da Taça Rio, o time, comandado por Gilson Gênio, sofreu para vencer por 1 a 0, com um gol marcado por Everton Santos já no apagar das luzes. E hoje, em sua primeira partida, vitória igualmente sofrida, só que dessa vez por 2 a 1 contra o Volta Redonda, com gols de Thiago Neves e Conca, com o veterano Júnior Baiano descontando para o Voltaço.

Nesta partida, o que ficou claro para os torcedores foi a falta de uma saída de bola rápida do meio-campo ao ataque do time. Como uma dupla de volantes formada por Fabinho e Romeu fica complicado para qualquer time sair jogando de forma rápida e precisa. Um só desses dois basta, e espero que Parreira cumpra a promessa de jogar com somente um volante, que pode ser qualquer um do elenco tricolor, e com um jogador com um pouco mais de qualidade.

Esse jogador pode ser o Diguinho (se recuperar o bom futebol dos tempos de Botafogo) ou o Leandro Bonfim. Mas quem pode pintar no Fluzão para exercer essa função pode ser o ex-colorado Tinga. Outra suspresa pode ser o retorno do lateral-direito Gabriel. Seria uma boa, porque Mariano já teve chances e aidna não provou porque merece vestir a camisa 2 tricolor. Outro que também não se encontrou no Flu esse ano é o zagueiro Edcarlos. Será que está sentindo o peso de susbstituir o “monstro” Thiago Silva???

A expectativa da torcida tricolor é que na partida de domingo, contra o Macaé, o Fluminense faça uma partida melhor do que as últimas, ainda mais que o principal reforço estará em campo: Fred. Esperança de gols!!!

OBS: Vibrei, mesmo não torcendo para o Corinthians, com o gol marcado por Ronaldo, no domingo, no clássico contra o Palmeiras. Nunca fui fã do Fenômeno (acho Romário o maior dentro da grande área), apesar de admirar e muito o futebol que pratica, principalmente antes de toda essa luta contra o peso. Espero que esse seja o último retorno do atacante, que encantou durante os anos 90 os europeus, e volte a mostrar, agora no futebol brasileiro, todo o futebol que o fez vencer por três vezes o prêmio de melhor do mundo FIFA (96, 97 e 2002), duas Copas do Mundo (94 e 2002), um Mundial de Clubes pelo Real Madrid (2002), entre outras coisas. Mas uma pergunta: será que o peso do Ronaldo ajudu a derrubar o alambrado no domingo????

Um abraço a todos,

Thiago Zorro

VALEU PELOS TRÊS PONTOS


Maicosuel busca mais uma no ataque
Foto: Globoesporte.com
Torcedores do Glorioso,

O Botafogo foi até os recém inaugurado Los Larios encarar o Tigres. Ainda sob o efeito do título da Taça Guanabara, que faz o campeão jogar de forma displicente na Taça Rio, o Bota ganhou apertadinho do time da casa, 3 a 2. Juninho, Victor Simões e o garoto Gabriel fizeram as honras com Leandro Chaves e Sorato descontando.

No começo do jogo dava a impressão que o fogão teria muita dificuldade para vencer, o campo apertado e a forte marcação do time do Tigres não deixavam o Botafogo passar do meio-campo. Aproveitando-se da surpresa do Glorioso em relação a sua postura, o Tigres deu o primeiro susto. Oziel, aquele lateral horroroso que jogou pelo Botafogo, ganhou jogada pela esquerda e chutou para defesa de Renan. Incrível como esse tipo de jogador só resolve jogar contra o fogão.

O Tigres começou a jogar pra ganhar, viu que era possível. Em cruzamento da direita, Gilcimar chegou atrasado no lance e por pouco não marcou. O Bota respondeu minutos depois, Maicosuel acertou aquele chute na veia e fez o travessão tremer, a bola ainda quicou atrás do goleiro antes de ganhar a linha de fundo. O gramado é pequeno? Então tem que mandar de fora da área e deste jeito Juninho fez o goleiro Marcos Paulo tocar na bola pela primeira vez, somente aos 26 minutos.

O Bota começou a tomar conta do jogo e aos 35 minutos Victor Simões teve a chance de marcar em bom lançamento de Maicosuel, mas foi travado por Édson. Mas aos 38, enfim balançou a rede. Falta pela esquerda e a bola foi rolada para Juninho, o capitão pegou um chutaço, na veia e colocou no cantinho. GOLAÇO. 1 a 0 Bota. Aos 44 saiu o gol para dar uma tranquilidade maior, com Victor Simões que voltava de contusão. O camisa 9 soltou o chute e contou com a ajuda do gramado para fazer mais um.

Na volta para o intervalo o Bota foi surpreendido. Logo aos dois minutos o Tigres fez uma jogada em velocidade pela esquerda e Joelton tocou para o meio da área, Juninho chegou atrasado e não conseguiu marcar Leandro Chaves que apensas empurrou para o fundo do gol vazio. A tranquilidade que o Bota conseguiu para o segundo tempo foi desfeita em poucos minutos e a sensação do empate do time da casa era constante.

No ataque do Tigres os papéis se inverteram e foi a vez de Leandro Chaves encontrar Joelson na área, mas a cabeçada foi sem rumo. O Botafogo voltou a ter o controle do jogo aos 13 minutos. Alessandro ganhou na ponta e meteu na área para Jean Carioca que tentou de letra e errou (fez um gol, tá com moral pra meter de letra...). Pouco depois Maicosuel voltou a aparecer em chute cruzado que o goleiro defendeu.

As oportunidades de gol do Botafogo foram aumentando e Victor Simões perdeu uma oportunidade chutando em cima do goleiro. O jogo voltou a ficar sonolento sem oportunidades de gol e só voltou a ficar com emoção após os 40 minutos. E logo com dois gols. O primeiro a marcar foi o fogão com o jovem Gabriel que bateu cruzado e fez seu primeiro gol pelos profissionais. Pouco depois, em falha da defesa, o experiente Sorato girou e bateu no canto para descontar. Final. Botafogo, buscando acabar com a renda da FERJ, 3, Tigres 2.

Obs: Agradecimento especial ao Clayton Romano do blog do Rio Preto pela divulgação de nosso trabalho em seu blog.


TIGRES 2 X 3 BOTAFOGO

Data - Hora: 8/3/2009 - 20h30
Local: Los Larios, em Xerém (RJ)
Árbitro: William Marcelo de Souza Nery (RJ)
Assistentes: Marcos Tadeu Peniche Nunes (RJ) e José Ronaldo Braga (RJ)
Renda - Público: R$ 18.260,00 - 1.477 pagantes
Cartões Amarelos: Edson, Clayton e Joelton (Tigres)
Cartões Vermelhos: Não houve.

GOLS: Juninho, 38'/1ºT (0-1); Victor Simões, 44'/1ºT (0-2); Leandro Chaves, 1'/2ºT (1-2); Gabriel, 40'/2ºT (1-3); Sorato, 45'/2ºT (2-3).

BOTAFOGO: Renan, Emerson (Batista, 20'/2ºT), Juninho e Leandro Guerreiro; Alessandro, Fahel, Léo Silva, Maicosuel e Thiaguinho (Gabriel, 19'/2ºT); Jean Carioca e Victor Simões (Diego, 37'/2ºT). Técnico: Ney Franco.

Tigres: Marcos Paulo; Pedrão, Zé Carlos e Jailson; Oziel, Marquinhos, Denis (Sorato, 29'/2ºT), Clayton (Joaelton, intervalo) e Edson; Leandro Chaves (André Bocão, 17/'2ºT) e Gilcimar. Técnico: João Carlos Costa.

RECOMEÇO IDÊNTICO!

Ibson manda beijos a torcida após o segundo gol do Flamengo
Foto: Estadão


Torcedores do Mais Querido do Brasil!

O Flamengo estreou na Taça Rio da mesma forma que na Taça Guanabara (com dificuldades), a não ser o esquema tático que foi modificado pelo técnico Cuca. Apesar da boa vitória diante do Ivinhema, pela Copa do Brasil, quarta-feira, o duelo com a Cabofriense foi complicado. Após a eliminação para o Resende no primeiro turno, a torcida carioca não parece muito empolgada com o time. Pouco mais de 11 mil pagantes compareceram para apoiar a equipe que conquistou os três pontos ao vencer o time de Cabo Frio por 3 a 1. Douglas, Ibson e Everton marcaram para o rubro-negro, enquanto, Anselmo Ramon descontou para o time adversário.

Se Léo Moura está se destacando no meio-campo, tornando-se um autêntico garçom, com cruzamentos e passes perfeitos, Bruno conseguiu segurar o resultado e evitar uma nova surpresa já que a equipe alterou altos e baixos durante a partida. O inacréditavel foi o rendimento do lateral-esquerdo Juan, que foi duramente vaiado pelos torcedores, após participação apagadíssima.

A melhor opção para o Flamengo chegar ao ataque era a dobradinha entre Léo Moura e Everton Silva pelo lado direito do campo. Com troca de passes rápida e ágil, que envolviam o setor defensivo da Cabofriense, o Mengão aproximava-se do primeiro gol, porém, Zé Roberto e principalmente Josiel pecavam na finalização e no posiciomento na área.

Aos 15 minutos, na principal jogada do Flamengo desde a chegada do técnico Cuca, a jogada aérea, Léo Moura cruzou na cabeça de Douglas, que subiu mais alto que o zagueiro e abriu o placar. 1 a 0.

O time da Gávea pressionava em busca do segundo gol. Aos 33, em um dos lampejos de Juan, o camisa 6 cruzou na medida para Léo Moura, que de carrinho não conseguiu concluir corretamente.

No segundo tempo, a equipe diminuiu o ritmo e foi golpeada. Juan perdeu a bola no meio-campo, Valdir chegou com facilidade até a linha de fundo dentro da grande área após falha de marcação, e cruzou rasteiro na medida para o artilheiro Anselmo Ramon empatar o jogo sem chances para o goleiro Bruno.

Sendo muito criticado pelos torcedores que não perdoavam o lateral Juan encostar sequer na bola, Cuca tirou o jogador para a entrada de Kléberson para a posição já que o pentacampeão se destacou na última partida contra o Ivinhema. O time sentiu o momento sombrio se aproximar novamente e tratou de mandar para longe esse estigma contra times de menor porte. Aos 15, Léo Moura cruzou, Ibson teve calma para dominar, girar e chutar para marcar o segundo gol.

A partida ficou aberta, mas nem Anselmo e muito menos Josiel aproveitavam as chances que surgiam. Aos 22, o Flamengo teve a oportunidade de fechar o caixão, mas Léo Moura e Kléberson se enrolaram na pequena área na hora da conclusão.

Sabendo que o resultado ainda não era satisfatório e sim, perigoso, Cuca tratou de empurrar o time em busca do terceiro gol. Sacou Ibson, cansado, para a entrada do xodó Obina e Josiel, que não jogou absolutamente nada para a entrada de Everton.

Sem Ibson que era o termômetro do meio-campo rubro-negro, a Cabofriense começou a pressionar e Bruno voltou a mostrar porque é um dos melhores goleiros do Brasil. Aos 41, o time da Região dos Lagos chegou com perigo e cara a cara com Bruno, o arqueiro fez uma defesa milagrosa. Aos 44, novamente no finalzinho da partida, está deixando muito rubro-negro com problemas cardíacos, o jovem Everton ensinou aos centroavantes Obina e Josiel como faz para colocar a bola no fundo da rede. Após cruzamento de Léo Moura, o jovem jogador acertou a cabeçada e deu números finais a partida.

Ufa!

O Mengão é o segundo colocado do Grupo B, com três pontos, já que o Boavista venceu o Duque de Caxias por 3 a 0. Na próxima rodada, o time da Gávea enfrenta o Caxias, em Xerém.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 3 X 1 CABOFRIENSE


Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 7/3/2009 - 18h15 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Hilton Moutinho Rodrigues (RJ) e Marcelo Correa de Lima (RJ)

Renda/público: R$ 133.895,00/ 11.476 (12.866)
Cartões amarelos: Juan, Ibson, Everton, Willians (FLA); Gerson, Flávio, Fabinho, Felipe Dias (CAB)

FLAMENGO: Bruno (8.0), Everton Silva (7.0), Welinton (6.0) e Douglas (6.5) e Juan (5.5)(Kleberson - 5.5); Willians (6.5), Toró (6.0), Ibson (7.5) (Everton - 6.5) e Léo Moura (8.0); Zé Roberto (6.5) e Josiel (5.5) (Obina - 5.5). Técnico: Cuca (6.0).

CABOFRIENSE: Flávio, Nata, Demerson, João Paulo e Gerson (Guido); Douglas Assis (Valdir), Da Silva e Felipe Dias; Fabinho, Anselmo Ramon (Roberto) e Maciel. Técnico: Ademir Fonseca.

sexta-feira, 6 de março de 2009

"LAÇOS FORA", DOM PEDRO-DF

Jean Carioca comemora seu primeiro gol pelo Bota
Foto: Agência Estado
Torcedores do Glorioso,

Ainda sob o efeito do título da Taça Guanabara, o Botafogo foi até a capitão do Brasil encarar o Dom Pedro-DF. O rival do Fluminense não tem mais o time todo composto por bombeiros, são todos jogadores profissionais, onde se destaca o atacante Renaldo, que jogou, entre outros clubes, pelo Atlético-MG. Mesmo sem brilho e deixando o jogo correr, o Bota venceu, no sufoco, por 2 a 0 eliminando o jogo da volta.

O Dom Pedro-DF teve problemas em seu estádio, portanto teve que jogar no Bezerrão, estádio do Gama que foi reinaugurado com a vitória da seleção brasileira por 6 a 2 sobre a seleção portuguesa. Estádio belissímo, por sinal, que não deixa nada a desejar para os dos grandes centros futebolísticos do país.

Sem o gramado como obstáculo, o glorioso foi em busca da vitória para eliminar o jogo de volta e assim ter uma Taça Rio mais tranquila sem preocupações com a Copa do Brasil. Nos primeiros dez minutos o Botafogo dominou todas as ações ofensivas, mas sentia muita falta de Victor Simões. Jean Carioca até esteve bem, mas não mostrava muita qualidade na finalização e Reinaldo pouco apareceu. Percebendo isso, o rival do Flu viu que "o bicho não era tão feio" e partiu em busca da vitória.

A iniciativa tomada pelo time da casa fez o jogo ficar mais aberto e as oportunidades começaram a surgir, porém o jogo sonolento permanecia e a cada olhada no tempo vinha o pensamento: "ainda?". É, quando o jogo é fraco tecnicamente o tempo demora a passar... Melhor para o Botafogo que tinha que furar, por pelo menos duas vezes, a defesa do Dom Pedro-DF.

Deixando espaços e jogando mal de verdade, o Glorioso foi surpreendido por uma cabeçada de Renaldo que explodiu no travessão de Renan. O gol desperdiçado pela estrela do time da casa faria uma diferença enorme no decorrer do jogo. Ney Franco então pediu um time mais ofensivo, uma postura de time grande e o Botafogo passou a dominar o jogo até o término dos 45 minutos iniciais. A superioridade se transformou em gol aos 29 minutos. Maicosuel cobrou escanteio da direita e desta vez a bola não chegou em Fahel, ela passou por toda a defesa e encontrou o pé de Jean Carioca. 1 a 0. Alguns dizem que a bola fez uma curva por fora, a conferir...

O jogo foi para o intervalo e o Bota tinha uma vantagem que até ali era fundamental. O Dom Pedro- DF só parecia preocupado em forçar um jogo no Rio de Janeiro, hipótese que nem passava pela cabeça de Ney Franco, sob o risco de prejudicar o planejamento do segundo turno do carioca.

Na volta do intervalo, os times vieram sem alterações, mas o Botafogo mostrou um futebol um pouco mais envolvente e com maior qualidade ofensiva. Antes dos dez minutos, duas oportunidades já haviam assustado o goleiro Fernando. Porém o tempo não se alterava, parecia demorar a passar e a lentidão no jogo voltou pouco depois.

O jogo voltou a ficar morno aos 18 minutos, Maninho cobrou falta com extrema categoria e Renan viu novamente seu travessão balançar, quase o empate. A resposta do Botafogo foi fatal, Jean Carioca alçou na área, a zaga não cortou e Thiaguinho deu passe preciso para Reinaldo apenas escorar, 2 a 0, o placar que garantia a classificação.

O jogo passou a ser tudo ou nada para o time da casa que se lançou ao ataque inconscientemente. Percebendo que a defesa do time candango não acompanhava as decidas do ataque e frequentemente tomava bola nas costas. Ney Franco colocou o garoto Júnior no ataque. E foi dele o lance mais próximo do terceiro gol. O camisa 18 recebeu livre e avançou em velocidade, a conclusão foi em cima do goleiro e no rebote ele chutou pela linha de fundo quando tinha o opção de passe para Reinaldo. A partida terminou sem o Dom Pedro-DF marcar e o Bota comemorou a classificação ao som de "Na beira do caos", música composta pelo técnico Ney Franco.

DOM PEDRO (DF) 0 X 2 BOTAFOGO

Estádio: Bezerrão (DF)
Data/hora: 5/3/2009 - 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Elmo Alves Resende (GO)
Renda/público: R$ 294.600,00 e 14.730 pagantes
Cartões amarelos: Taru, Renaldo e Gabriel (DPE); Maicosuel (BOT).

GOLS: Jean Carioca, 29'/1ºT (0-1); Reinaldo, 23'/2ºT (0-2)

DOM PEDRO (DF): Fernando; Rafael, Léo, Rodrigo Melo e Júlio (Juninho - 33'/2ºT); Gabriel, Taru (Mazinho - 26'/2ºT), Maninho e Mailson; Renaldo e Índio. Técnico: Fernando Tonet.

BOTAFOGO: Renan; Leandro Guerreiro, Emerson (Júnior - 16'/2ºT) e Juninho (Lucas Silva - 37'/2ºT); Alessandro, Fahel, Léo Silva, Maicosuel (Wellington Júnior - 28'/2ºT) e Thiaguinho; Jean Carioca e Reinaldo. Técnico: Ney Franco.