Campeonato Brasileiro
[23/10 e 24/10] .::. Atlético-PR x Fluminense / Botafogo x Vitória / Vasco x Flamengo .::.

domingo, 22 de março de 2009

FOGÃO EMOÇÃO!!!

Reinaldo e Maicosuel comemoram o primeiro
Foto: Site oficial do Botafogo F.R.


Torcedores do Glorioso,

Talvez esteja cedo para dizer e também é verdade que desde o clássico contra o Vasco ainda não tivemos um grande adversário pela frente, mas foram duas goleadas, ambas por 4 a 0, que nos fizeram retornar a liderança do grupo e continuar vivo na esperança de diminuir a renda da FFERJ evitando a final do campeonato. Em ritmo de treino, Maicosuel, Emerson, Victor Simões e Reinaldo marcaram os gols da goleada do fogão.

Meio que preso na defesa e surpreso por encontrar um Duque de Caxias com vontade no ataque, o Botafogo foi deixando espaços e antes dos cinco minutos o time visitante já tinha uma falta perigosa que Geovane não soube aproveitar e mandou por cima. O Bota começou a impor um ritmo de jogo um pouco mais acelerado e atordoou o Caxias nas subidas rápidas de Thiaguinho pelo lado esquerdo.

Em lance de jogada ensaiada depois da cobrança de escanteio, Juninho cruzou na medida e Victor Simões pegou um chutaço de primeira que Borges interveio com uma bela defesa. A torcida então começou a jogar junto com o time e foi com esse apoio que o Bota cresceu de vez na partida. Aos 18 minutos Thiaguinho fez um lançamento longo e preciso para Maicosuel, o goleiro Borges saiu no lance e com apenas um toque o camisa 10 do Botafogo passou por ele, depois foi só escorar para o gol vazio. Fogão 1 a 0.

A defesa caxiense seguia batendo cabeça e Maicosuel lançou ao ataque com precisão, Victor Simões e Reinaldo foram na bola, mas quem ficou com ela foi Reinaldo que invadiu a área com liberdade e preferiu tentar o chute ao passe e desperdiçou a chance do segundo. O ritmo do jogo caiu bruscamente e somente aos 34 minutos surgiu outro lance de perigo, e foi do Caxias. Lançamento para Deni que dividiu com Leandro Guerreiro e a bola ficou solta na área, antes da chegada de Anderson, Renan se esticou todo e agarrou a bola. Pouco depois Eduardo Teles soltou a bomba na falta e Renan espalmou para o lado.

No intervalo o técnico Ney Franco deve ter pedido ao time para matar o jogo de vez. Pedido feito, é pedido atendido. E coube ao aniversariante Emerson fazer o segundo do Bota, logo aos três minutos. Batista cruzou a bola na área e ele ganhou da defesa com um toque preciso no cantinho, sem chances. 2 a 0 Glorioso.

O ritmo do alvinegro continuou intenso e o terceiro gol não demorou a sair: Fahel ganhou lance pela ponta direita e rolou curto para Reinaldo, na tentativa de se livrar do zagueiro ele foi derrubado. Pênalti claríssimo. Na conferência sobre quem iria bater, ficou decidido que o artilheiro do estadual, Victor Simões, iria para a bola. Na cobrança ele deslocou Borges e fez um belo gol, o pantera contemporêneo, como disse Luís Roberto. Botafogo 3 a 0.

No desespero o técnico Carlos César fez duas alterações, Léo Oliveira e Dudu entraram e Pingo e Deni sairam , respectivamente. Aos 14 minutos Victor Simões lançou bem para Lucas Silva que se enrolou com a bola, conseguiu recuperar e ficou a combinação que nunca dá gol, ele e o goleiro, resultado: bola rente a trave.

O lance desperdiçado por Lucas afetou até quem está acostumado a marcar gols. Alessandro ganhou pelo lado direito na velocidade e bateu cruzado, Victor Simões chegou de carrinho e perdeu um gol incrível sob a trave. O técnico Ney Franco, percebendo a facilidade que o Botafogo encontrava, resolveu dar oportunidades aos "pratas da casa", coisa que Cuca nunca fez. Gabriel e Alex Lopes foram a campo.

A pressão continuava intensa e em jogada de Reinaldo, que tomou a bola do zagueiro Henrique, outro pênalti, com direito a expulsão do defensor do Caxias. Desta vez foi Reinaldo quem bateu e converteu, no cantinho, o primeiro dele no Engenhão. 4 a 0 Alvinegro.

Mesmo com toda a fragilidade do Duque do Caxias, o Bota parecia não querer marcar mais, após o quarto gol, o único lance de perigo foi num chute de Gabriel que pegou torto de pé direito e a bola passou pelo gol de Borges. Com toques de bola curtos e sem objetividade, o Bota foi esperando o tempo passar e, após três minutos de acréscimos, deu-se o fim da tarde de gala do Glorioso rumo a semifinal da Taça Rio, em busca do TRI!!!


BOTAFOGO 4X0 DUQUE DE CAXIAS

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 20/3/2009 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Wagner dos Santos Rosa (RJ)
Auxiliares: Marcelo Braz Mariano (RJ) e Lilian Fernandes Bruno (RJ)
Renda/público: R$ 61.278.50 / 3.494 pagantes
Cartões amarelos: Victor Simões (BOT); Cadu, Anderson, Giovani, Henrique (DCA)
Cartões vermelhos: Henrique (DCA)
Gols: Maicosuel, 18/1ºT (1-0), Emerson, 3/2ºT (2-0), Victor Simões, 10/2ºT (3-0)

BOTAFOGO: Renan, Emerson, Juninho (Alex Lopes) e Leandro Guerreiro; Alessandro, Fahel, Batista, Maicosuel (Lucas Silva) e Thiaguinho (Gabriel); Reinaldo e Victor Simões - Técnico: Ney Franco

DUQUE DE CAXIAS: Borges, Douglas Silva, Henrique, Eduardo Teles e Alan; Cadu, Pingo (Léo Oliveira), Geovani e Juninho; Anderson e Deni (Dudu) - Técnico: Carlos César.

sábado, 21 de março de 2009

FRED CHEGOLLL!

Fred comemora o segundo gol tricolor
Foto: Globoesporte.com


Caros amigos tricolores,

Dois jogos e três gols. Esse é Fred. Como diz a música, “Fred vai te pegar”. E é bom os adversários ficarem de olhos abertos, porque o artilheiro está com fome de gols, depois do bom tempo sem jogar no Lyon-FRA. Um possível adversário já abriu os olhos: o finalista Botafogo, através das declarações do atacante Reinaldo e do técnico Ney Franco. Concordo com eles, mas esse ainda não é o Fluminense que a torcida quer ver, mas as atuações sob o comando do técnico Carlos Alberto Parreira estão mais convincentes do que as com René Simões. Com Parreira, o Tricolor conquistou três vitórias em três jogos, e com mais duas, uma na era Simõese outra com o interino Gilson Gênio, chegou a cinco consecutivas, marca inédita em 2009. E isso é importante: uma seqüência de vitórias, para dar moral ao time, que é considerado muito bom, entretanto não demonstrou todo o potencial em campo.

Falando das partidas contra o Macaé, no último domingo, e contra o Bangu, hoje, algumas coincidências; mesmo placar (3 x 1), virada tricolor e gols de Fred. Mesmo não jogando bem nestas duas partidas, o Fluminense mostrou capacidade de reverter o placar adverso. E como é importante ter um jogador diferenciado como Fred: com ele em campo, a referência no ataque fica qualificada, e isso faz com que os amadores tricolores – Thiago Neves e Conca – consigam “dialogar” as jogadas de ataque, pois sabem que existe alguém com capacidade para colocar na rede. Com estas duas vitórias, o Fluminense chegou a 12 pontos e lidera o grupo A da Taça Rio.

Mas como nem tudo são alegrias, as tristezas: nestas duas partidas, e como eu já havia salientado, o Fluminense não teve uma boa saída de bola. Um volante, “carregador de pianos” é até aceitável, mas dois não. O que quero dizer? Que se joga Jaílton, Fabinho ou Wellington Monteiro (para mim não existe diferença entre eles), o outro jogador que entrar em campo deve ter um pouco mais de qualidade nos passes, para que a bola chegue até Thiago Neves e Conca rapidamente, e não que eles voltem para buscar, porque se o fizerem, o ataque ficará isolado. Acho que dois jogadores podem fazer isso: Leandro Bonfim e Diguinho. O primeiro tem muita habilidade, mas tem um problema: como se machuca. Já o ex-volante do Botafogo ainda não repetiu as atuações que teve no alvinegro carioca. As laterais também são posições carentes no Flu, mas nesta partida contra o Bangu, Mariano até que jogou melhor do que nas últimas partidas, o que também não era tão difícil.

O próximo jogo do Fluminense será na próxima terça-feira, às 19h30min, contra o Friburguense, fora de casa, no estádio Eduardo Guinle.

terça-feira, 17 de março de 2009

VOLTA MECÃO !!!

Beth Carvalho, Ney Franco, Maicosuel, Maurício Assumpção e Leandro Guerreiro festejam o título no jockey.
Foto: Globoesporte.com
Torcedores do Glorioso,
O Botafogo praneja uma parceria com o América Futebol Clube, para tentar resgatar o mecão da situação constrangedora que vive disputando a segunda divisão do campeonato estadual e fazê-lo voltar a primeira divisão em 2010.

Num restaurante no hipódromo da Gávea, aonde o Glorioso recebia homenagem pela conquista da Taça Guanabara, Maurício Assumpção se reuniu com Romário, Carlos Augusto Montenegro, Ricardo Rotenberg, Rubens Lopez (Presidente da FERJ), entre outros para firmar o acordo que seria oficializado na quarta-feira (25).

A ajuda do Botafogo será em relação ao empréstimo de jogadores sem cobrar qualquer taxa para isso, ganhando somente em mais experiência ao atleta. Outro tipo de ajuda que está sendo estudado é ceder o Caio Maritns e talvez o Engenhão para treinos, como já faz com o Boavista.

-" O Campeonato Estadual é o mais charmoso do país e precisa do América para continuar sendo. Podemos dar um suporte técnico e de logística para que a equipe volte à primeira divisão já no ano que vem" - afirmou Maurício Assumpção - com exclusividade ao site oficial do Botafogo.

Um dos objetivos dessa parceria é também mobilizar os outros três grandes do Rio, para ajudar o América, já que o campeonato mais charmoso do mundo, não pode ficar sem o clube mais charmoso do Brasil.
Saudações Alvinegras.

domingo, 15 de março de 2009

PRA LAVAR A ALMA

Maicoseul voltou a marcar golaço de falta
Foto: Agência Estado

Torcedores do Glorioso,

Após levar um baile do Vasco na quinta-feira, o Botafogo foi a campo encarar a Cabofriense e mostrou a verdadeira garra de time grande. Uma goleada de verdade com domínio amplo do jogo e um toque de bola vistoso. O time mostrou ter superado a derrota do meio de semana e provou que esse elenco é diferente do ano passado e não se abala com resultados negativos. Victor Simões (2), Maicosuel e o estreante Renato fizeram os gols do Bota.

No início de partida o Glorioso começou ligado, com menos de um minuto Thiaguinho lançou Victor Simões numa boa, mas o camisa 9 tentou um toque por cobertura e desperdiçou. Ao seu lado Jean Carioca reclamou de não ter recebido um passe. Aos oito minutos, em jogada ensaiada, Maicosuel cruzou para Jean que cabeceou por cima, quase o primeiro.

A pressão continuou intensa, até que a defesa do time de Cabo Frio não suportou mais: Thiaguinho cruzou de pé trocado no lado esquerdo e encontrou Victor Simões, numa boa, e ele apenas escorou. Na comemoração, a homenagem a Donizete. O Botafogo parecia disposto a golear. Victor Simões se livrou da marcação e encontrou Maicosuel, o camisa 10 descolocou o goleiro e a bola passou rente ao poste.

Embora continuasse melhor na partida, o Bota parecia satisfeito com o resultado que estava conseguindo. As coisas melhoraram quando o lateral Nata fez falta em Thiaguinho e levou o segundo amarelo, sendo expulso. Já ao final da primeira etapa, Fahel sentiu dores e deu lugar a Batista.

Ney Franco voltou com o mesmo time para os 45 minutos complementares, diferente de Ademir Fonseca, que executou sua segunda alteração. Antes dos dez minutos o Bota teve a chance de marcar o segundo. Léo Silva armou contra-ataque rápido e deixou Victor Simões na boa, o camisa 9 soltou a bomba e Flávio fez uma bela defesa. Ney Franco resolveu mexer na equipe e promoveu a estreia de Renato, Jean Carioca deixou o campo.

Com menos de um minuto em campo, Renato mostrou serviço com um chutaço de fora da área que Flávio defendeu. Aos 14 minutos não teve goleiro que salvasse. Falta na entrada da grande área, Maicosuel arrumou com carinho e meteu na gaveta com um leve toque no travessão. GOLAÇO!!! Botafogo 2 a 0.

O gol deu um pouco mais de tranquilidade ao Botafogo que pode armar suas jogadas com mais precisão e sem preocupação em levar gols. O ritmo foi caindo e a Cabofriense não demonstrava reação para buscar a vitória, o jogo foi ficando comodo para o Bota e Ney Franco resolveu poupar alguns jogadores: O primeiro a deixar o gramado foi Léo Silva, que já tinha cartão amarelo, Lucas Silva entrou em seu lugar.

A Cabofriense começou a esboçar pequena reação, num ataque rápido Roberto foi parado por Juninho, último homem. O árbitro aliviou e não expulsou o capitão do fogão. Quem parecia disposto a mostrar serviço, e que parece ter um bom futebol, é Renato. Aos 28 ele escorou cruzamento na área e por pouco marcou, um minuto depois, em um chute cruzado, ele assustou o goleiro Flávio.

Faltando cerca de dez minutos para acabar o jogo e sem mais vontade de jogar, o Bota levou um susto. Após lance de escanteio Márcio desviou e acertou o travessão de Renan. Dois minutos depois o Bota marcou. Passe preciso de Thiaguinho e Batista bateu cruzado, o goleiro deu rebote e Victor Simões escorou para o gol. 3 a 0. A Cabofriense tentou reagir, novamente com Márcio, que cabeceou um rebote na área pela linha de fundo.

Já ao final do jogo, sem pretenção alguma e segurando a bola na ponta. O Bota acabou marcando. Batista ganhou o lance e mandou para a área, Renato tabelou com Victor Simões e bateu por baixo de Flávio. 4 a 0. Placar final em Cabo Frio.

Obs: Antes de vir falar que "Foi contra a Cabofriense", vamos relembrar alguns resultados: A Cabofriense ganhou do Fluminense em Cabo Frio, 3 a 1. Empatou com o Vasco em São Januário, 0 a 0 e teve grande chance de pelo menos empatar com o Flamengo, mas bobeou ao final do jogo e acabou saindo derrotado, 3 a 1.


CABOFRIENSE 0 X 4 BOTAFOGO

Estádio: Alair Corrêa, Cabo Frio (RJ)
Data/hora: 15/3/2009 - 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo Venito Pacheco (RJ)
Auxiliares: Marcelo da Silva Cardoso (RJ) e Rodrigo Figueiredo Henrique (RJ)
Renda/público: R$ 41.710,00 / 3.978 pagantes
Cartões amarelos: Da Silva, Nata, Demerson e João Paulo (CAB); Léo Silva, Juninho, Thiaguinho e Batista (BOT)
Cartões vermelhos: Nata, 33'/1ºT (CAB)
GOLS: Victor Simões, 10'/1ºT (0-1); Maicosuel, 13'/2ºT (0-2); Victor Simões, 37'/2ºT (0-3); Renato, 45'/2ºT (0-4)

CABOFRIENSE: Flávio, Nata, Demerson, João Paulo e Gérson; Márcio, Da Silva, Oliveira (Valdir, 35'/1ºT) e Guido (Roberto, intervalo); Maciel e Anselmo Ramon (Marcelinho, 13'/2ºT) - Técnico: Ademir Fonseca

BOTAFOGO: Renan, Emerson, Juninho e Leandro Guerreiro; Alessandro, Fahel (Batista, 45'/1ºT), Léo Silva (Lucas Silva, 22'/2ºT), Maicosuel e Thiaguinho; Jean Carioca (Renato, 9'/2ºT) e Victor Simões - Técnico: Ney Franco

SEM INSPIRAÇÃO!

Zé Roberto é observado pelo adversário
Foto: Alexandre Cassiano



Torcedores do Mais Querido do Brasil!

Como terminará essa temporada para o Flamengo? A cada partida, a cada mal desempenho da equipe no Campeonato Carioca as estruturas na Gávea balançam. Volta a tona a pergunta se o elenco faz corpo mole pelos atrasos de salários, se há algum racha no elenco por desavenças com o técnico Cuca e entre outros aspectos negativos que desestimulam os torcedores.

Com um futebol mesquinho diante do pior time do Estadual, o Tigres, o Flamengo conseguiu mais um feito diante de equipes pequenas. Um simples empate por 1 a 1, após sair perdendo no primeiro tempo. O incrível foi que o empate conseguido por Josiel, que perdeu um caminhão de gols durante o jogo, não foi nem motivo de superação para o segundo tempo que ficou igualado durante os 45 minutos somados aos acréscimos. É fácil torcer para o Flamengo, para o clube, difícil é apoiar esse bando de jogadores e essa diretoria incopetente. Em respeito a nossa honra, a torcida que é o maior patrimônio do Mais Querido do Brasil deveria tomar uma atitude mais drástica e começar a reagir, diante dessa fase negra que atinge o Mengão a qualquer circustância, seja ela um empate desastroso, uma declaração polêmica, um ato contrário a regra e a dignidade para com aqueles que defendem o Manto Sagrado.

Acho que já passou da hora desse "grupinho" hipócrita que comanda o Flamengo há anos como muita gente fala "ralar peito" da Gávea. É hora de transformação, modificação, hora de uma reformulação, para quem sabe conseguir reerguer financeiramente o clube em um mundo que vive para o dinheiro e com o dinheiro. Exemplos não faltam, basta querer ser honesto.

Mas retornando a partida... O Flamengo iniciou o jogo bem e logo aos cinco minutos, Juan sofreu pênalti. Léo Moura foi para a cobrança, mas chutou por cima da meta do goleiro Marcos Paulo. O Rubro-Negro teve outra chance logo após, mas depois do passe de Kléberson que substituiu Ibson suspenso pela expulsão diante do Duque de Caxias, o bravo Josiel zuniu.

A chuva aproximava-se do Maracanã e ao invés de acordar o Flamengo para a vida, o Tigres rugiu mais alto nas primeiras gotas d´agua. Aos 26 minutos, Clayton arriscou o chute, Bruno falhou bisonhamente e permitiu o rebote para Leandro Chaves com vontade abrir o placar. 1 a 0.

Sinto pena dos torcedores que ainda prestigiam essa equipe. Jogando tranquilamente, como se estivesse goleando o adversário, o Flamengo não produzia absolutamente nada. Somente nas conhecidas bolas paradas, que ainda vem dando certo, o time comandado por Alex Stival chegou ao empate. Juan cobrou escanteio e Josiel subiu no terceiro andar para mudar o placar. 1 a 1.

No segundo tempo, o Tigres abriu os olhos e descobriu que poderia sair vencedor do Maracanã proporcionando mais um vexame para a torcida rubro-negra. Logo aos seis minutos, Denis soltou a bomba para a defesa do goleiro Bruno.

Sem vontade e disposição dentro de campo, o técnico Cuca mexeu na equipe. Obina entrou na vaga de Everton Silva. Está difícil acompanhar o xodó em campo... Até minha paciência com ele tem limite. Enquanto isso, o Tigres continuava arriscando de longe e nos contra-ataques com o experiente Sorato que dava trabalho aos zagueiros rubro-negros.

O Flamengo parecia apenas uma equipe de basquete, ou não, pois a equipe de basquete mesmo sem receber há quatro meses, demonstrou honrar a camisa e levantou o título SUL-AMERICANO, todavia a equipe que joga com os pés disputou duas vezes a Libertadores, campeonato que envolve todo o continente, e foi eliminado de forma ridícula, para adversários infames na segudna fase. A única semelhança com o outro esporte era verdadeiramente a jogada aérea. Porém, não funcionava mais.

Aos 44, a última oportunidade de sair do estádio com pelo menos os três pontos. Maxi livre na pequena área recebeu a bola e chutou meio que no susto para a grande defesa do goleiro adversário.

Mesmo com o empate, o Flamengo chegou a liderança do Grupo B, com sete pontos. Por isso que digo que a situação é preocupante. Desconfio até da permanência do técnico Cuca para o Brasileiro e a Copa do Brasil. Acredito que a situação está se tornando insustentável. Infelizmente, o jeito pacato do Cuca não funciona em um clube que é pólvora pura

FLAMENGO 1 X 1 TIGRES DO BRASIL

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 14/03/2009 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Auxiliares: Edinei Guerreiro Mascarenhas (RJ) e Gilberto Stina Pereira (RJ)

Renda/público: R$ 140.672,00 / 11.717 pagantes
Cartões amarelos: Kleberson (FLA); Gilcimar, Leandro Chaves, Pedrão (TIG)
GOLS: Leandro Chaves, 26'/1ºT (0-1); Josiel, 39'/1ºT (1-1).

FLAMENGO: Bruno (5.0), Everton Silva (5.5) (Obina - 4.5), Fábio Luciano (5.5), Welinton (5.5) e Juan (5.5); Aírton (5.5), Willians (6.0), Kleberson (6.0) (Fierro - 5,0) e Leonardo Moura (5.0); Zé Roberto (5.0) e Josiel (5.5) (Maxi - 5.5). Técnico: Cuca (5.0).

TIGRES DO BRASIL: Marcos Paulo, Oziel, Pedrão, Zé Carlos e Edson; Leão, Denis (Fábio), Jaílson e Clayton (Sorato); Gilcimar (Joaélton) e Leandro Chaves. Técnico: Carlos Alberto.

quinta-feira, 12 de março de 2009

FOGÃO EMPACOU

Victor Simões disputa bola com Amaral
Foto: Globoesporte.com
Torcedores do Glorioso,

Pagamos o preço da soberba. Durante a semana foi tudo bonitinho, ganhou apertado do Tigres e ficou o Victor Simões pagando papel de otário promovendo o Donizete. Sim, o pantera foi importante na conquista do título brasileiro, apesar de ser ofuscado pelo Túlio, mas ele é passado e o Victor Simões vai ter que fazer muito ainda pra poder conquistar o que o Donizete conquistou. Entrou sem vontade em campo hoje, sem ação, deixando espaços e o Vasco deitou e rolou, 4 a 1. Aliás, há muito tempo não sabia o que era perder pra o Vasco.

Me preparei para o jogo, não sabia ainda o que esperar, apesar de respeitar o adversário. Liguei o rádio e o jogo já tinha começado, coloquei no último volume e passei vergonha, gol do Vasco. Lançamento de Carlos Alberto e Élton bateu na saída de Renan, aos dois minutos de jogo. 1 a 0.

Devido toda a superstição alvinegra pensei em desligar o rádio, mas não fiz isso. Continuei a dar audiência para um dos segmentos da "FlaPress". O Botafogo deu uma pequena crescida no jogo, parecia que ia empatar logo e de repente o Vasco veio em outra jogada de contra-ataque, novamente com Carlos Alberto que tocou para Alex Teixeira assustar Renan. O Bota respondeu pouco depois, Jean Carioca recebeu em velocidade e soltou a bomba nas mãos de Tiago.

O fogão teve a chance do empate aos 34 do primeiro tempo, Maicosuel levantou na área, Victor Simões cabeceou, Tiago defendeu e no rebote o próprio Victor jogou para fora. O destaque do primeiro tempo foi o árbitro do jogo, Sr. Rodrigo Nunes de Sá, em todo lance sobrava um amarelinho. Nesse quesito o Bota foi melhor, foram "só" três contra cinco do Vasco. E o jogo foi para o intervalo com o Bota em desvantagem pela primeira vez no ano.

Enquanto o time estava no intervalo os torcedores já davam uma de técnico e formulavam alterações para o segundo tempo. O mais cotado para deixar o jogo era Alessandro, ele jogou? Porém de nada adiantou os pedidos, Ney Franco voltou com o mesmo time e a mesma postura, mas antes dos 15 minutos ele colocou Gabriel em lugar de Emerson inventando um esquema tático desastroso com Fahel, homem surpresa, jogando na zaga e Thiaguinho como volante. Duas improvisações desnecessárias.

No outro lado Dorival Júnior colocou o serelepe Rodrigo Pimpão e no primeiro toque dele na bola matou a "defesa" com um passe açucarado para Élton marcar o segundo dele e o segundo do Vasco no jogo. 2 a 0. Pouco tempo depois Nílton colocou as travas da chuteira em Gabriel e tomou o vermelho. Aí agora você pensa: "Ah, o Botafogo vai para cima, dá pra pelo menos empatar." Ney Franco colocou Laio em lugar de Jean Carioca, pasmem, Jean utilizou a camisa 7 que foi de Garrincha. Coitado do eterno Mané.

Aos 24 minutos Victor Simões tabelou com Thiaguinho e o lateral improvisado no meio soltou a pancada para o gol, a bola bateu em Tiago, na trave e morreu no gol. Era a hora de soltar um "SAI URUCA DO CUCA". 2 a 1. Pouco menos de 20 minutos de jogo pela frente, um jogador a mais, um gol de diferença tudo propício para o empate, mas tem coisa que só acontecem... Vocês já conhecem essa frase. Aos 38 Paulo Sérgio veio correndo que nem um desesperado e trombou com Gabriel FORA DA ÁREA, penalti (?) e expulsão.

Léo Lima correu para a bola, deu a paradinha marota, enganou Renan e mesmo assim quase perdeu. 3 a 1 Vasco. A partir deste gol eu já não acreditava mais na vitória, mesmo a ajuda da arbitragem que expulsou Diego (Para deixar bem claro, é jogador do Botafogo). A essa altura o Vasco já ganhava de quatro. Carlos Alberto invadiu a área rabiscando e jogou no cantinho de Renan. 4 a 1 e fim de papo.

OBS: Após a partida e a merecida vitória do Vasco ouvi os gritos de "Mengoooo" . O futebol só pode estar ficando maluco. Esses dias o presidente do Flamengo foi suspenso por 4 anos por tentar AJUDAR o Vasco.

Deixo uma pergunta no ar: Flamengo e Vasco são amiguinhos ou o Botafogo passou a incomodar seriamente a manipulação do estadual?


BOTAFOGO 1 X 4 VASCO

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 12/3/2009 - 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Nunes Sá (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Eduardo de Souza Couto (RJ)
Renda/público: R$ 487.902,00 / 30.290 pagantes
Cartões amarelos: Alessandro, Fahel, Emerson, Léo Silva, Gabriel e Victor Simões (BOT); Fernando, Nilton, Jéferson, Alex Teixeira, Élton, Carlos Alberto e Amaral (VAS)
Cartões vermelhos: Nilton, 17'/2ºT (VAS); Gabriel, 37'/2ºT (BOT); Diego, 43'/2ºT (BOT)
GOLS: Élton, 2'/1ºT (0-1); Élton, 15'/2ºT (0-2); Thiaguinho, 25'/2ºT (1-2); Léo Lima, 38'/2ºT (1-3); Carlos Alberto, 45'/2ºT (1-4)

BOTAFOGO: Renan, Emerson (Gabriel, 12'/2ºT), Juninho e Leandro Guerreiro; Alessandro, Fahel, Léo Silva (Diego, 22'/2ºT), Maicosuel e Thiaguinho; Jean Carioca (Laio, 19'/2ºT) e Victor Simões - Técnico: Ney Franco.

VASCO: Tiago, Paulo Sérgio, Fernando, Titi e Ramon; Amaral, Nilton, Jéferson (Mateus, 22'/2ºT) e Carlos Alberto; Alex Teixeira (Rodrigo Pimpão, 13'/2ºT) e Élton (Léo Lima, 31'/2ºT) - Técnico: Dorival Júnior.

PREOCUPANTE!

Jogadores comemoram o gol do lateral-esquerdo Juan em cobrança de falta
Foto: Agência Estado


Torcedores do Mais Querido do Brasil!

Vocês podem estar perguntando como posso colocar no título da postagem a palavra "preocupante" para descrever o jogo de ontem, diante do Duque de Caxias, que o Flamengo venceu por 4 a 2, manteve os 100% de aproveitamento na Taça Rio e lidera o Grupo B do Campeonato Carioca.

Além da dura pena que afastará o presidente Márcio Braga por 1440 dias por agredir o Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro, o caos extra-campo anda mexendo com a cabeça da equipe e pode desestruturar o Flamengo para o restante da temporada. Léo Moura, principal jogador da vitória fácil contra a equipe da Baixada pode estar se despedindo da Gávea rumo ao CSKA, comandado por Zico. Juan, Josiel, Ibson e Jonatas são outros jogadores que podem sair na abertura da janela de transferências para a Europa, como também é o caso do goleiro Bruno, que após a confusão com o auxiliar-técnico Andrade, afirmou que se ele estiver atrapalhando o grupo, pode ser outro atleta que deixará o Rubro-Negro.

Com a expulsão de Ibson no segundo tempo, ficou evidente a queda de rendimento da equipe e consequentemente os gols sofridos que poderiam complicar a situação do Flamengo no jogo se não fosse os quatro gols já marcados.

O esquema tático criado pelo técnico Cuca dando liberdade ao "meia-lateral", Léo Moura, com a cobertura de Everton Silva e as triangulações no meio-campo tem sido o ponto forte da equipe. Entretanto, o ataque continua isolado. Principalmente Josiel, que dificilmente foi notado no primeiros minutos da partida, mas conseguiu anotar o seu.

Apesar do domínio no começo da partida, quem arriscou primeiro foi o Caxias com um chute de Alberoni. O Flamengo continuou com o domínio da posse de bola. Juan buscando o jogo era um das principais armas de ataque, bem diferente da última partida na qual foi vaiado impiedosamente pela torcida.

Depois de seguidas chances desperdiçadas, aos 19 minutos, Ibson sofreu falta na entrada da área. Bruno apareceu para a cobrança, mas Juan cobrou e marcou um golaço. Fla 1 a 0.

O Flamengo reduziu o ritmo, mas administrava a partida sem maiores sustos. Aos 36, Léo Moura apareceu na nova função com um belo lançamento para Zé Roberto, que cruzou rasteiro e Josiel escorou para marcar o segundo. Quase ele perdeu, mas o que valeu foi o gol.

Na volta do intervalo, o Caxias sofreu o terceiro gol rapidinho com menos de cinco muinutos. Numa troca de passes rápida, Zé Roberto deixou Léo Moura livre para entrar na área e tocar na saída do goleiro adversário. Fla 3 a 0.

Aos 11 minutos um feito para o Flamengo. Desde 2007, quando Renato Abreu ainda atuava com a camisa do Mengão, que o clube não marcava dois gols de falta no mesmo jogo, porém Léo Moura tratou de quebrar esse tabu. Com uma cobrança magnífica, o camisa 2 estufou a rede. 4 a 0.

Com o resultado "garantido", Cuca mexeu na equipe. Paulo Sérgio entrou na vaga de Josiel e na primeira oportunidade na grande área, sem marcação, o jovem atacante chutou para fora, para a ira da torcida que iria ficar irritadíssima logo após.

Ibson com o segundo cartão amarelo foi expulso e o Flamengo acabou se desarrumando em campo. Fábio Luciano cometeu penalti aos 36. Edivaldo cobrou bem e diminuiu. Três minutos depois, em falha da marcação, o mesmo atacante marcou o segundo gol do Caxias.

Por sorte a partida estava no fim e a preocupação com relação a qual elenco o Flamengo disponibilizará ao técnico Cuca para o restante da temporada fica pairando no ar. A crise impossibilita a contratação de verdadeiros reforços e a debandada parece comum e impossível de ser revertida, como uma das alternativas para salvar o clube dos problemas financeiros.

O próximo compromisso do Flamengo é no sábado contra o Tigres do Brasil, no Maracanã.


FICHA TÉCNICA:
DUQUE DE CAXIAS 2 X 4 FLAMENGO


Estádio: Raulino de Oliveira , Volta Redonda (RJ)
Data/hora: 11/03/2009 - 21h50 (de Brasília)

Renda/público: R$ 27.650 / 2.133 pagantes

Árbitro: Pablo dos Santos Alves (RJ)
Auxiliares: Jackson Lourenço Massara dos Santos (RJ) e João Luiz Coelho de Albuquerque (RJ)

Cartões amarelos: Welinton, Ibson, Toró, Fábio Luciano, Zé Roberto (FLA); Eduardo Telles, Cadu, Renatinho, Alberoni (DCA)
Cartões vermelhos: Ibson, 28'/2ºT (FLA)

DUQUE DE CAXIAS: Borges, Arílson (Fábio Valle), Henrique, Eduardo Telles e Alan; Léo Oliveira, Alberoni, Cadu (Juninho) e Renatinho; Deni (Zé Carlos) e Edivaldo. Técnico: Marcelo Buarque.

FLAMENGO: Bruno (6.0), Everton Silva (6.0) (Toró - 5.5), Fábio Luciano (5.0), Welinton (5.5) e Juan (6.5); Aírton (5.5), Willians (6.0) (Kleberson - 5.5), Leonardo Moura (8.0) e Ibson (6.5); Zé Roberto (6.5) e Josiel (6.0) (Paulo Sérgio - 5.0). Técnico: Cuca (6.5)

domingo, 8 de março de 2009

PARREIRA, FRED, ENTRE OUTRAS COISAS !!!

Jogadores comemoram o prmeiro do Flu
Foto: Globoesporte.com
Caros amigos tricolores,

O Tricolor das Laranjeiras viveu dias tenebrosos após a derrota para o Botafogo nas semifinais da Taça Guanabara (que foi merecidamente vencida pelo clube da Estrela Solitária). Depois desta partida, a situação de René Simões, que já não era da melhores, ficou ainda pior. Mesmo com a vitória por 3 a 0 contra o Nacional-PB (gols de Thiago Neves, Everton Santos e Tartá), e a classificação para a segunda fase da Copa do Brasil, o técnico que salvou o Fluminense em 2008, evitando numa sequencia histórica a queda para Série B, foi demitido.

Neste mesmo dia, o salão nobre das Laranajeiras havia sido palco da apresentação do atacante Fred, que ovacionado pela torcida tricolor, e mesmo com algumas gafes do presidente Roberto Horcades (de onde ele tirou Fábio e Celso, ao se referir ao Fred). Se uma estrela chegava ao tricolor, uma outra maior retornava, depois de 9 anos ao Tricolor: Carlos Alberto Parreira. Campeão do mundo pela Seleção Brasileira em 1994 , Parreira retorna ao clube, onde conquistou o Brasileiro de 1984. Mas pelo visto vai ter trabalho.

Na partida contra o Mesquita, na estreia da Taça Rio, o time, comandado por Gilson Gênio, sofreu para vencer por 1 a 0, com um gol marcado por Everton Santos já no apagar das luzes. E hoje, em sua primeira partida, vitória igualmente sofrida, só que dessa vez por 2 a 1 contra o Volta Redonda, com gols de Thiago Neves e Conca, com o veterano Júnior Baiano descontando para o Voltaço.

Nesta partida, o que ficou claro para os torcedores foi a falta de uma saída de bola rápida do meio-campo ao ataque do time. Como uma dupla de volantes formada por Fabinho e Romeu fica complicado para qualquer time sair jogando de forma rápida e precisa. Um só desses dois basta, e espero que Parreira cumpra a promessa de jogar com somente um volante, que pode ser qualquer um do elenco tricolor, e com um jogador com um pouco mais de qualidade.

Esse jogador pode ser o Diguinho (se recuperar o bom futebol dos tempos de Botafogo) ou o Leandro Bonfim. Mas quem pode pintar no Fluzão para exercer essa função pode ser o ex-colorado Tinga. Outra suspresa pode ser o retorno do lateral-direito Gabriel. Seria uma boa, porque Mariano já teve chances e aidna não provou porque merece vestir a camisa 2 tricolor. Outro que também não se encontrou no Flu esse ano é o zagueiro Edcarlos. Será que está sentindo o peso de susbstituir o “monstro” Thiago Silva???

A expectativa da torcida tricolor é que na partida de domingo, contra o Macaé, o Fluminense faça uma partida melhor do que as últimas, ainda mais que o principal reforço estará em campo: Fred. Esperança de gols!!!

OBS: Vibrei, mesmo não torcendo para o Corinthians, com o gol marcado por Ronaldo, no domingo, no clássico contra o Palmeiras. Nunca fui fã do Fenômeno (acho Romário o maior dentro da grande área), apesar de admirar e muito o futebol que pratica, principalmente antes de toda essa luta contra o peso. Espero que esse seja o último retorno do atacante, que encantou durante os anos 90 os europeus, e volte a mostrar, agora no futebol brasileiro, todo o futebol que o fez vencer por três vezes o prêmio de melhor do mundo FIFA (96, 97 e 2002), duas Copas do Mundo (94 e 2002), um Mundial de Clubes pelo Real Madrid (2002), entre outras coisas. Mas uma pergunta: será que o peso do Ronaldo ajudu a derrubar o alambrado no domingo????

Um abraço a todos,

Thiago Zorro

VALEU PELOS TRÊS PONTOS


Maicosuel busca mais uma no ataque
Foto: Globoesporte.com
Torcedores do Glorioso,

O Botafogo foi até os recém inaugurado Los Larios encarar o Tigres. Ainda sob o efeito do título da Taça Guanabara, que faz o campeão jogar de forma displicente na Taça Rio, o Bota ganhou apertadinho do time da casa, 3 a 2. Juninho, Victor Simões e o garoto Gabriel fizeram as honras com Leandro Chaves e Sorato descontando.

No começo do jogo dava a impressão que o fogão teria muita dificuldade para vencer, o campo apertado e a forte marcação do time do Tigres não deixavam o Botafogo passar do meio-campo. Aproveitando-se da surpresa do Glorioso em relação a sua postura, o Tigres deu o primeiro susto. Oziel, aquele lateral horroroso que jogou pelo Botafogo, ganhou jogada pela esquerda e chutou para defesa de Renan. Incrível como esse tipo de jogador só resolve jogar contra o fogão.

O Tigres começou a jogar pra ganhar, viu que era possível. Em cruzamento da direita, Gilcimar chegou atrasado no lance e por pouco não marcou. O Bota respondeu minutos depois, Maicosuel acertou aquele chute na veia e fez o travessão tremer, a bola ainda quicou atrás do goleiro antes de ganhar a linha de fundo. O gramado é pequeno? Então tem que mandar de fora da área e deste jeito Juninho fez o goleiro Marcos Paulo tocar na bola pela primeira vez, somente aos 26 minutos.

O Bota começou a tomar conta do jogo e aos 35 minutos Victor Simões teve a chance de marcar em bom lançamento de Maicosuel, mas foi travado por Édson. Mas aos 38, enfim balançou a rede. Falta pela esquerda e a bola foi rolada para Juninho, o capitão pegou um chutaço, na veia e colocou no cantinho. GOLAÇO. 1 a 0 Bota. Aos 44 saiu o gol para dar uma tranquilidade maior, com Victor Simões que voltava de contusão. O camisa 9 soltou o chute e contou com a ajuda do gramado para fazer mais um.

Na volta para o intervalo o Bota foi surpreendido. Logo aos dois minutos o Tigres fez uma jogada em velocidade pela esquerda e Joelton tocou para o meio da área, Juninho chegou atrasado e não conseguiu marcar Leandro Chaves que apensas empurrou para o fundo do gol vazio. A tranquilidade que o Bota conseguiu para o segundo tempo foi desfeita em poucos minutos e a sensação do empate do time da casa era constante.

No ataque do Tigres os papéis se inverteram e foi a vez de Leandro Chaves encontrar Joelson na área, mas a cabeçada foi sem rumo. O Botafogo voltou a ter o controle do jogo aos 13 minutos. Alessandro ganhou na ponta e meteu na área para Jean Carioca que tentou de letra e errou (fez um gol, tá com moral pra meter de letra...). Pouco depois Maicosuel voltou a aparecer em chute cruzado que o goleiro defendeu.

As oportunidades de gol do Botafogo foram aumentando e Victor Simões perdeu uma oportunidade chutando em cima do goleiro. O jogo voltou a ficar sonolento sem oportunidades de gol e só voltou a ficar com emoção após os 40 minutos. E logo com dois gols. O primeiro a marcar foi o fogão com o jovem Gabriel que bateu cruzado e fez seu primeiro gol pelos profissionais. Pouco depois, em falha da defesa, o experiente Sorato girou e bateu no canto para descontar. Final. Botafogo, buscando acabar com a renda da FERJ, 3, Tigres 2.

Obs: Agradecimento especial ao Clayton Romano do blog do Rio Preto pela divulgação de nosso trabalho em seu blog.


TIGRES 2 X 3 BOTAFOGO

Data - Hora: 8/3/2009 - 20h30
Local: Los Larios, em Xerém (RJ)
Árbitro: William Marcelo de Souza Nery (RJ)
Assistentes: Marcos Tadeu Peniche Nunes (RJ) e José Ronaldo Braga (RJ)
Renda - Público: R$ 18.260,00 - 1.477 pagantes
Cartões Amarelos: Edson, Clayton e Joelton (Tigres)
Cartões Vermelhos: Não houve.

GOLS: Juninho, 38'/1ºT (0-1); Victor Simões, 44'/1ºT (0-2); Leandro Chaves, 1'/2ºT (1-2); Gabriel, 40'/2ºT (1-3); Sorato, 45'/2ºT (2-3).

BOTAFOGO: Renan, Emerson (Batista, 20'/2ºT), Juninho e Leandro Guerreiro; Alessandro, Fahel, Léo Silva, Maicosuel e Thiaguinho (Gabriel, 19'/2ºT); Jean Carioca e Victor Simões (Diego, 37'/2ºT). Técnico: Ney Franco.

Tigres: Marcos Paulo; Pedrão, Zé Carlos e Jailson; Oziel, Marquinhos, Denis (Sorato, 29'/2ºT), Clayton (Joaelton, intervalo) e Edson; Leandro Chaves (André Bocão, 17/'2ºT) e Gilcimar. Técnico: João Carlos Costa.

RECOMEÇO IDÊNTICO!

Ibson manda beijos a torcida após o segundo gol do Flamengo
Foto: Estadão


Torcedores do Mais Querido do Brasil!

O Flamengo estreou na Taça Rio da mesma forma que na Taça Guanabara (com dificuldades), a não ser o esquema tático que foi modificado pelo técnico Cuca. Apesar da boa vitória diante do Ivinhema, pela Copa do Brasil, quarta-feira, o duelo com a Cabofriense foi complicado. Após a eliminação para o Resende no primeiro turno, a torcida carioca não parece muito empolgada com o time. Pouco mais de 11 mil pagantes compareceram para apoiar a equipe que conquistou os três pontos ao vencer o time de Cabo Frio por 3 a 1. Douglas, Ibson e Everton marcaram para o rubro-negro, enquanto, Anselmo Ramon descontou para o time adversário.

Se Léo Moura está se destacando no meio-campo, tornando-se um autêntico garçom, com cruzamentos e passes perfeitos, Bruno conseguiu segurar o resultado e evitar uma nova surpresa já que a equipe alterou altos e baixos durante a partida. O inacréditavel foi o rendimento do lateral-esquerdo Juan, que foi duramente vaiado pelos torcedores, após participação apagadíssima.

A melhor opção para o Flamengo chegar ao ataque era a dobradinha entre Léo Moura e Everton Silva pelo lado direito do campo. Com troca de passes rápida e ágil, que envolviam o setor defensivo da Cabofriense, o Mengão aproximava-se do primeiro gol, porém, Zé Roberto e principalmente Josiel pecavam na finalização e no posiciomento na área.

Aos 15 minutos, na principal jogada do Flamengo desde a chegada do técnico Cuca, a jogada aérea, Léo Moura cruzou na cabeça de Douglas, que subiu mais alto que o zagueiro e abriu o placar. 1 a 0.

O time da Gávea pressionava em busca do segundo gol. Aos 33, em um dos lampejos de Juan, o camisa 6 cruzou na medida para Léo Moura, que de carrinho não conseguiu concluir corretamente.

No segundo tempo, a equipe diminuiu o ritmo e foi golpeada. Juan perdeu a bola no meio-campo, Valdir chegou com facilidade até a linha de fundo dentro da grande área após falha de marcação, e cruzou rasteiro na medida para o artilheiro Anselmo Ramon empatar o jogo sem chances para o goleiro Bruno.

Sendo muito criticado pelos torcedores que não perdoavam o lateral Juan encostar sequer na bola, Cuca tirou o jogador para a entrada de Kléberson para a posição já que o pentacampeão se destacou na última partida contra o Ivinhema. O time sentiu o momento sombrio se aproximar novamente e tratou de mandar para longe esse estigma contra times de menor porte. Aos 15, Léo Moura cruzou, Ibson teve calma para dominar, girar e chutar para marcar o segundo gol.

A partida ficou aberta, mas nem Anselmo e muito menos Josiel aproveitavam as chances que surgiam. Aos 22, o Flamengo teve a oportunidade de fechar o caixão, mas Léo Moura e Kléberson se enrolaram na pequena área na hora da conclusão.

Sabendo que o resultado ainda não era satisfatório e sim, perigoso, Cuca tratou de empurrar o time em busca do terceiro gol. Sacou Ibson, cansado, para a entrada do xodó Obina e Josiel, que não jogou absolutamente nada para a entrada de Everton.

Sem Ibson que era o termômetro do meio-campo rubro-negro, a Cabofriense começou a pressionar e Bruno voltou a mostrar porque é um dos melhores goleiros do Brasil. Aos 41, o time da Região dos Lagos chegou com perigo e cara a cara com Bruno, o arqueiro fez uma defesa milagrosa. Aos 44, novamente no finalzinho da partida, está deixando muito rubro-negro com problemas cardíacos, o jovem Everton ensinou aos centroavantes Obina e Josiel como faz para colocar a bola no fundo da rede. Após cruzamento de Léo Moura, o jovem jogador acertou a cabeçada e deu números finais a partida.

Ufa!

O Mengão é o segundo colocado do Grupo B, com três pontos, já que o Boavista venceu o Duque de Caxias por 3 a 0. Na próxima rodada, o time da Gávea enfrenta o Caxias, em Xerém.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 3 X 1 CABOFRIENSE


Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 7/3/2009 - 18h15 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Hilton Moutinho Rodrigues (RJ) e Marcelo Correa de Lima (RJ)

Renda/público: R$ 133.895,00/ 11.476 (12.866)
Cartões amarelos: Juan, Ibson, Everton, Willians (FLA); Gerson, Flávio, Fabinho, Felipe Dias (CAB)

FLAMENGO: Bruno (8.0), Everton Silva (7.0), Welinton (6.0) e Douglas (6.5) e Juan (5.5)(Kleberson - 5.5); Willians (6.5), Toró (6.0), Ibson (7.5) (Everton - 6.5) e Léo Moura (8.0); Zé Roberto (6.5) e Josiel (5.5) (Obina - 5.5). Técnico: Cuca (6.0).

CABOFRIENSE: Flávio, Nata, Demerson, João Paulo e Gerson (Guido); Douglas Assis (Valdir), Da Silva e Felipe Dias; Fabinho, Anselmo Ramon (Roberto) e Maciel. Técnico: Ademir Fonseca.