Campeonato Brasileiro
[23/10 e 24/10] .::. Atlético-PR x Fluminense / Botafogo x Vitória / Vasco x Flamengo .::.

domingo, 19 de abril de 2009

QUEM É VICE?

Fábio Luciano levanta a Taça Rio
Foto: Photocamera


Torcedores do Mais Querido do Brasil!

Quem é vice? Gostaria de ouvir a resposta da torcida alvinegra neste momento... Após calarmos a boca do presidente do Fluminense Roberto Horcades que declarou que o Flamengo treme diante do time das Laranjeiras, a equipe rubro-negra novamente deixa os torcedores do Botafogo às lágrimas com mais um vice-campeonato.

Em 2007 e 2008, o time mais querido do Brasil e do Mundo venceu os alvinegros na final do Estadual e diante do mesmo adversário agora na decisão da Taça Rio, dominando o jogo desde o primeiro momento, a equipe da Gávea só poderia sair do Maracanã com a conquista do título. Dito e feito. E nem foi preciso um próprio jogador rubro-negro marcar o gol da vitória, pois o zagueiro do Botafogo, Emerson, como um legítimo centroavante chutou de primeira para o fundo da rede.

O clássico teve dentro e fora do campo todos os elementos para a decisão. As torcidas fazendo um belo show, com destaque para a Nação Rubro-Negra. De um lado, Juninho e Alessandro poderam jogar, do outro lado, o técnico Cuca pôde estar à beira do gramado comandando a equipe. Todos eles conseguiram efeito suspensivo para estarem "desfilando" no estádio Mário Filho.


O Botafogo comandado pelo técnico Ney Franco adotou um postura defensiva desde o primeiro momento do jogo, explorando os contra-ataques, mas a equipe de General Severiano pecava na troca de passes que levava o time ao campo de ataque.

Já o Flamengo necessitando da vitória para adiar o término do Campeonato Carioca, precisava derrotar o Alvinegro, cabisbaixo até mesmo pela eliminação para o Americano, durante a semana, pela Copa do Brasil.

Se o Botafogo comeu o Bacalhau na semifinal da Taça Rio, o Pirão foi indigesto assim como o Urubu-Rei. Voltando a partida... O técnico Cuca tentrou esconder que iria perdir uma marcação especial sobre o meio-campo Maicosuel, e Willians ficou responsável por essa função. O volante rubro-negro foi um carrapato e não deu espaços para o "pensador" alvinegro criar oportunidades. A melhor chance deles, ocorreu justamente em uma falha de Willians dentro da área, quando Maicosuel finalizou carimbando a trave direita do goleiro Bruno.

Juninho e Victor Simões até arriscaram no primeiro tempo, mas nada que pudesse assustar a meta do goleiro do Flamengo.


No segundo tempo, o panorama foi o mesmo. O Flamengo continuava a pressão, enquanto o Botafogo tentava emplacar algum contra-ataque que fosse mortal. De tanto insistir, a equipe rubro-negra foi premiada com um gol salvador. Após falta cometida pelo lateral Alessandro em Juan, o camisa 6 executou a cobrança, Ronaldo Angelim dividiu a jogada e Emerson na tentativa de fazer o corte colocou a bola para o fundo do gol. 1 a 0.

Ney Franco em uma forma de colocar um gás na equipe modificou o sistema tático colocando Renato e Gabriel no time no lugar de Fahel e Léo Silva. Mas o Botafogo não conseguiu reagir.

O Botafogo arriscava somente em bolas pingadas na área rubro-negra, que eram rechaçadas pela consistente zaga formada por Fábio Luciano e Ronaldo Angelim. Zé Roberto apagado poderia ter sido um jogador importante para o Flamengo no clássico, mas a atuação abaixo da crítica e a tudo aquilo que ele poderia produzir foi transformada em substituição pelo jovem Erick Flores que teve a chance de matar o jogo, mas o meio-campo não conseguiu cabecear o cruzamento.

Thiaguiho ainda foi expulso após entrada violenta sobre o lateral Juan e está fora da grande decisão.

O Botafogo agora está a beira do caos. Eliminado da Copa do Brasil e prestes a ser tri-vice do Estadual. O Vasco transferiu mesmo essa faixa para o Alvinegro. Em 2010, quem sabe a história não muda e o Fluminense passe a ser o novo "sortudo" da vez!?

FICHA TÉCNICA:
FLAMENGO 1 X 0 BOTAFOGO

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 19/4/2009 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Luiz Antonio Silva dos Santos (RJ)
Auxiliares: Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ) e Jorge Luis Campos Roxo (RJ)
Renda/público: R$ 1.456,470,00 / 75.395 pagantes (83.354 presentes)
Cartões amarelos: Emerson e Ibson (FLA) Reinaldo, Alessandro, Maicosuel e Emerson (BOT)
Cartões vermelhos: Thiaguinho, 41'/2ºT (BOT)
GOL: Emerson (contra), 17'/2ºT (FLA)

FLAMENGO: Bruno (7.5), Aírton (6.5), Fábio Luciano (7.0) e Ronaldo Angelim (6.5); Léo Moura (6.5), Willians (7.0), Kleberson (6.5), Ibson (6.5) (Toró, 43'/2ºT - 6.0) e Juan (6.5); Zé Roberto (5.5) (Erick Flores, 33'/2ºT - 5.5) e Emerson (6.0) (Josiel, 40'/2ºT - 5.5). Técnico: Cuca (7.0).

BOTAFOGO: Renan, Emerson (Túlio Souza, 44'/2ºT), Juninho e Leandro Guerreiro; Alessandro, Fahel (Renato, 28'/2ºT), Léo Silva (Gabriel, 28'/2ºT), Maicosuel e Thiaguinho; Reinaldo e Victor Simões - Técnico Ney Franco


Peço desculpas a toda a Nação Rubro-Negra por demorar a postar, mas o lado profissional está me deixando com o tempo limitadíssimo. SRN!


FALTA DE SORTE

Emerson trava jogada de Kléberson
Torcedores do Glorioso,


Eu quero saber da onde vão arrumar desculpa agora. Ultimamente, nos jogos em que perdia, os jogadores do Botafogo colocavam a culpa na torcida que não comparecia, prato cheio para a imprensa que acabou difamando nossa torcida. Hoje, uma festa maravilhosa, união das torcidas organizadas, todo mundo cantando junto, apoiando os noventa minutos chegando inclusive a abafar a torcida do Flamengo mesmo com a apatia de alguns jogadores.

Esses jogadores não tem direito de fazer isso com a torcida alvinegra: Reinaldo nulo em campo, não fez UMA jogada de perigo (honrou as raizes rubro-negras), Alessandro também não foi bem e se perdia na marcação a Juan, outro que eu achei que não foi bem, foi o Fahel. O restante não comprometeu.

Perdemos o jogo, mas ainda temos dois domingos para buscar o título estadual. Lembrando sempre que do lado de lá tem o Cuca, especialista em ganhar títulos pequenos para animar a torcida e na hora H mostra a incompetência. Acredito que para vencer, o Bota tem que jogar o jogo, não ficar se defendendo e dando chutão para frente. Nos próximos domingos não temos a vantagem, temos que jogar em cima deles, quando isso aconteceu no primeiro tempo tivemos as melhores oportunidades, uma bola na trave de Maicosuel e um chute preciso de Juninho que raspou a trave, o Flamengo nem chegou, mesmo com a maior posse de bola.

Na primeira etapa o urubu tinha o total domínio da posse de bola, mas não conseguia assustar de nenhuma forma. O Bota respondia e era perigoso, em um chute de Juninho e vi a bola estufando a rede, mas ela tinha ido para fora.

No segundo tempo o time voltou numa postura muita defensiva. O Fla fez seu gol aos 17 minutos. Falta de Alessandro em Juan. O próprio Juan bateu para a área, Fábio Luciano escorou e Emerson fez contra. Não vamos criticar o Emerson, foi um dos mais lucidos em campo hoje, acabou dando azar no lance ao tentar chutar para cima.

Acabo a postagem com uma bela frase que esteve no Maracanã hoje: O BOTAFOGO É UMA FORTALEZA E SUA TORCIDA JAMAIS SE RENDERÁ!!!!!

Até os próximos domingos...

sábado, 18 de abril de 2009

DO FUNDO DO BAÚ: FLUMINENSE (RJ) 1 x 0 VASCO DA GAMA (RJ): (1976)

Crédito: Jornal O Globo

No dia 03 de Dezembro de 1976, num Domingo, Fluminense e Vasco da Gama jogaram pelo Campeonato Carioca no Estádio do Maracanã e os comandados do Técnico Mário Travaglini ganharam por 1 tento a 0, gol do falecido atacante argentino Narciso Doval.
Nesse ano, os tricolores foram bi-campeões estaduais.

O Jogo
FLUMINENSE (RJ) 1 x 0 VASCO DA GAMA (RJ)
Data: 03/10/1976
Campeonato Carioca
Local: Estádio do Maracanã
Árbitro: Armando Marques
Renda: Cr$ 3.258.214,00
Público: 127.052 pagantes
Gol: Doval 119'
Cartões Amarelos: Miguel, Doval, Rivellino, Dé e Luís Augusto.
FLUMINENSE : Renato; Rubens Galaxe, Carlos Alberto Torres, Miguel e Rodrigues Neto;
Carlos Alberto “Pintinho”, Paulo Cézar e Rivellino; Gil, Doval e Dirceu / Técnico: Mário Travaglini.
VASCO DA GAMA: Mazaropi; Toninho, Abel, Renê e Luís Augusto; Zé Mário, Gaúcho e Luiz Carlos; Dé (Fumanchu), Roberto Dinamite e Galdino /Técnico: Paulo Emílio.

O Craque: Roberto Rivellino
Rivellino flutua, curió de plástico / olho de um lado, bola do outro / num longo e lindo elástico / Gilberto Gil e Lamartine / num Suassuna fantástico / um lance de extrema doçura / no meio de um gesto cáustico.

Pelo gosto do pai, seu Nicola, carcamano típico, Roberto jogaria no Palmeiras, o clube do afeto da colônia italiana e dos oriundos. Só que o jovem havia estado lá no Parque Antarctica, até porque também era o time do seu coração. Mas não passou na peneira. Isso foi em 1962 e, a seguir, o rapazinho iria ao Parque São Jorge dar show de bola e ser aprovado no Sport Club Corinthians Paulista. Então, quando o encarregado de relacionar os melhores do treino lhe pediu o nome, esse futuro astro disse decisivo e firme como a palavra já: Roberto Rivellino, com dois "éles", mas o meu apelido na pelada e no futebol de salão é Maloca, nasci aqui em São Paulo, capital, no dia primeiro de janeiro de 1946 e sou filho de...

A partir de 63, os torcedores mais sensatos chegavam cedo ao estádio só para ver o meia enfezado, canhoto e tenso no aspirante corintiano. Por herança do futsal, ele tinha ótimo domínio de bola e capacidade de driblar em espaços mínimos. Houve até quem jurasse ser ele, Rivellino - desde 1954, quando o Timão da capital paulista teve título (até então) a última vez -, o único craque a surgir no clube. À época, os ídolos da memória recorrente da fiel torcida eram Baltazar, Luizinho e Cláudio, pois Gilmar - além de goleiro, a in-glória posição do futebol - deixara o Corinthians brigado. Tudo com um detalhe: nenhum deles fora prata da casa.

A rigor, Roberto Rivellino tanto era ponta como meia-armador a fazer lançamentos magistrais. Além de que, desde cedo, dava o drible elástico, cha-mando a atenção pelo potente chute certeiro. A sua bola era tanta que, aos 19 anos, estreou no profissional alvinegro e, de cara, ganhou a massa corintiana. Nesse mesmo 1965, em 16 de novembro, Rivellino estreou na seleção brasilei-ra representada pelo Corinthians diante do Arsenal, em Londres. E, cinco dias depois, no verdadeiro escrete do Brasil, vencendo a Hungria no Pacaembu. Em 66, já apelidado de O Reizinho do Parque - Pelé era o do mundo -, ele conquistou o seu único título pelo Corinthians: o torneio Rio-São Paulo. Assim mesmo dividindo o troféu com os Botafogo carioca, Vasco da Gama e Santos Futebol Clube.

Com o tempo, Riva - como se dizia - aprimorara-se em cobranças de faltas. Mas recusava bater pênalti, o que fez em apenas cinco vezes na carreira. E voltou ao escrete brasileiro só em 1968, para revezar na meia e, às ve-zes, jogar de extrema-esquerda. Nesse ano, por sinal, além de vencer a sele-ção chilena na Copa Oswaldo Cruz, em 6 de novembro, o Reizinho atuou pelo País também contra uma seleção da Fifa, fazendo um gol no soviético Iashin, o maior quíper já visto na história do futebol. E mereceu isto do alemão Becken-bauer: "Vim ver Pelé, mas acabei vendo Rivellino". À época, em matéria de ar-madores, o futebol do Brasil contava com excelentes nomes. Contudo, apesar da concorrência, Riva fez um ótimo jogo nas eliminatórias da Copa do Mundo. E, a partir disso, escalá-lo era uma baita dor de cabeça nos adversários e um dilema para os técnicos nacionais - como João Saldanha e Zagallo -, que dis-punham ainda de Gérson Canhotinha de Ouro, Ademir da Guia, Dirceu Lopes e Paulo César Caju.

Porém, o momento maior de Rivellino foi a Copa do Mundo de 1970. No México, deslocado por Zagallo para a ponta-esquerda, ele fez cinco das 6 partidas brasileiras. E marcou 3 golaços - dois dos quais lhe valeram dos me-xicanos o nome de "Patada Atômica". Suas atuações marcantes fizeram a mí-dia especializada escalá-lo entre os onze maiores craques dessa Copa de gra-tas recordações para o Brasil. E fazê-lo para sempre um dos mais significativos tricampeões mundiais.

Mas, em São Paulo, o Corinthians o esperava para sair da fila dos sem-títulos paulistas. E a cobrança sobre Roberto Rivellino ia se acumulando. O já falecido e folclórico presidente do clube, Vicente Mateus, entre outras san-dices, insinuava que ele boicotara o Timão. Nesse ínterim, o Reizinho cumpria o dever com o clube e na seleção brasileira ganhava títulos - como a Copa Roca, diante da Argentina, em 1971, e a Taça Independência de 72. À época, com Pelé fora do escrete, ele era o camisa 10 e ídolo nacional. Assim, foi à Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, e teve bom desempenho, apesar do vexame geral da seleção. De volta, por ter perdido a final do campeonato pau-lista para o Palmeiras, o presidente Vicente Mateus o culpou pela derrota. Aí Riva, de temperamento explosivo, pediu para sair. Nesse momento, no clube ninguém lembrava mais o que Roberto Rivellino dissera em 70, logo que voltou com a Taça Jules Rimet debaixo do braço: "Eu trocaria essa glória por um sim-ples título de campeão paulista pelo Corinthians".

A partir disso, o seu endereço esportivo passou a ser as Laranjeiras, no Rio, onde o Fluminense montava um timaço com Carlos Alberto Torres, o argentino Doval e o próprio Riva, o ex-Garoto do Parque. Essa Máquina, como ficou conhecido o tricolor, foi campeã carioca de 1975 e repetiu a dose no ano seguinte. Em 76, também, pelo selecionado do Brasil, Rivellino ganharia as copas Oswaldo Cruz, Roca, Rio Branco, Atlântico e o torneio do bicentenário dos Estados Unidos. A seguir, após classificar o País nas eliminatórias, ele foi ao Mundial na Argentina, em 1978, e lá, contundido, só fez três partidas, con-quistando a terceira colocação do certame. Nessa Copa, vencendo a Itália no dia 24 de junho, Rivellino disputou o seu último jogo pelo escrete brasileiro, fechando a conta em 94 partidas oficiais - realizadas em dez anos a serviço do Brasil. E assinalando 26 gols - bem menos do que os 165 que marcara pelo Corinthians ou os 53 feitos pelo Fluminense nos 158 embates que travou por esse time carioca.

Quando voltou do Mundial na Alemanha, o meia-esquerda do Flu viu que ainda não havia ganho dinheiro com a bola e fez as malas para ir jogar na Arábia Saudita, no El Helai. Lá, além de vencer a Copa do Rei, ele seria cam-peão local em 1980 e 81. Todavia, desentendendo-se com o príncipe manda-chuva do time árabe, voltou ao Brasil em 81. E quis jogar no São Paulo, mas estava com o passe preso ao clube saudita. Então, Rivellino decidiu parar de jogar futebol profissional em definitivo, aos 35 anos, vendendo saúde atrás de um bigode respeitável.

Por esse tempo, um gênio do futebol mundial era seu fã inconteste: Diego Armando Maradona. Tanto que esse argentino disse com convicção: "Foi em Rivellino que me mirei para jogar. Até hoje, tenho em minha memória seu drible perfeito, seu passe preciso e seu chute indefensável". Melhor que isso: o Reizinho soube que Didi, o Mr. Folha-Seca, dissera que ele fora um dos cra-ques mais hábeis que viu em atuação. Assim, cercado de boas lembranças, o ex-craque montaria na capital paulista algumas escolinhas de futebol. E, sem brilho, tornou-se comentarista esportivo de televisão. No plano amoroso, Riva casou, descasou, casou - teve filhos e netos. Porém, em 2004, sem ressenti-mentos do que houve no passado, responsabilidade e ainda a consciência do dever cumprido, Roberto Rivellino assumiu por alguns meses a diretoria de fu-tebol do Corinthians. E, até onde se sabe e foi possível, com êxito.

por: Antonio Falcão


Roberto Rivellino
Data de nascimento: 01/01/1946 em São Paulo
Posição: Meia

Clubes
1965-1974: Corinthians-SP
1975-1978: Fluminense-RJ
1978-1984: Al Hilal - Arábia Saudita
1984-1994: Club Brasil Masters

Títulos
Torneio Rio - São Paulo: 1966
Copa Oswaldo Cruz: 1968, 1976
Copa do Mundo: 1970
Copa Roca: 1971, 1976
Copa da Independência do Brasil: 1972
Campeonato Carioca: 1975, 1976
Copa Atlântica: 1976
Torneio do Bicentenario dos Estados Unidos: 1976
Copa Rio Branco: 1976
Campeonato da Arábia Saudita: 1979, 1980, 1981
Copa da Arábia Saudita: 1980
Copa da cidade de Viña del Mar: 1976
Torneio de Paris: 1976
Troféu Theresa Herrera: 1977

Fontes
http://www.contrapie.com/vercronicas.asp?ID=2041&idioma=3
http://www.sambafoot.com.br

EU ODEIO...

Edcarlos
Foto: Arquivo de Internet

O Mariano, o Fabinho, o Leandro, Wellington Monteiro, Jaílton, Roger e principalmente, o EDCARLOS!!!

Caros amigos tricolores,

Primeiro peço desculpas pelo desaparecimento, mas além deste simpático blog, tenho outras obrigações, que se não são mais importantes que esse espaço no qual tenho total liberdade para escrever, com certeza ocupa um pouco mais do meu limitado tempo. Desculpas a parte, quero falar do que vem acontecendo com o Fluminense. Vocês estão estranhando que após o título, eu não comecei com a tradicional saudação, mas é que eu quis colocar um sbutítulo e expressar o quanto eu estou com raiva do Fluminense Futebol Clube. E estou com mais raiva ainda de alguns, para não dizer TODOS os jogadores.

Desde o início do ano eu disse que algumas contratações do clube das Laranjeiras para 2009 foram equivocadas. Disse isso mais de uma vez. E vou ter que repetir. Jogadores como Mariano, Leandro (esse eu acreditava que poderia dar certo, mas queimei a língua), Jaílton, Roger e o "novo armador do Flu", o Edcarlos, não tem condições de vestirem a camisa do tricolor.

Como pode o Parreira permitir que o Edcarlos, o herdeiro da camisa 3, que pertenceu entre 2007 e 2008 a um dos melhores zagueiros do Brasil, o monstro Thiago Silva, faça o papel de meio-armador do time do Fluminense. Porque é isso que eu e vários outros colegas estamos percebendo nas últimas partidas. Se o Thiago Silva, que para mim no ano passado era 80% da zaga tricolor e 50% do time todo não fazia isso, porque esse joagdor, que não fez ainda uma atuação decente com a camisa tricolor, faz.

E contra o Águia de Marabá, na vergonhosa derrota pela Copa do Brasil por 2 x 1 (fiquei feliz apenas pelo fato de que tenho familiares no Pará, ou seja, alguém ficou feliz com esta vitória), lá se foi novamente o Edcarlos jogar na direita, como se fosse o Arouca. Como diz Gérson "Canhotinha de Ouro", é brincadeira!!!!!

"O Fluminense segue sem fazer a bola sair com qualidade de seus volantes e joga pouco pelos lados. Depende exclusivamente de seus talentos ofensivos. Conca jogou mal, Thiago Neves foi expulso e... bem, sobrou Fred. É pouco. Mas o gol de Fred faz o Fluminense ficar a um gol da classificação."

Para vocês não acharem que eu estou sozinho nos meus comentários sobre o Flu, e nem repetitivo, esse trecho acima eu extraí do blog do Paulo Vinícus Coelho, o PVC, comentarista da ESPN e também colunista da Folha de São Paulo.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

NEY FRANCO X CUCA

O maior clássico fora das quatro linhas
Foto: Globoesporte.com

Flamengo x Botafogo, esse é o clássico que vem dominando o futebol carioca nos últimos três anos, tendo o Fla saido vencedor nas duas primeiras oportunidades, a terceira batalha seguida acontecerá no próximo domingo. A vantagem tende ao lado alvinegro, vencendo o jogo, o Bota é campeão carioca direto. Já o Flamengo, além de ter que vencer no próximo domingo, terá que jogar mais duas vezes contra o Botafogo para aí sim, caso consiga as vitórias, comemorar o Tricampeonato carioca.

Outro Tri que está em jogo, é o da Taça Rio, o Botafogo vencedor em 2007 e 2008 pode tornar-se Tri em sequência, assim como Cuca, também bicampeao da Taça Rio como técnico do Botafogo, hoje, no Flamengo, ele tenta repetir o feito e acabar com a fama de vice.

Outra particularidade dos treinadores é que ambos já treinaram Botafogo e Flamengo.

Ney Franco está em sua primeira passagem pelo Glorioso, tendo chegado em Julho do ano passado ao alvinegro, pegou o time em situação nada fácil no campeonato brasileiro, alguns resultados positivos colocaram o Botafogo na briga por uma vaga na Libertadores, o ritmo caiu e o alvinegro ficou com a sétima colocação da competição. Mas a melhor passagem de Ney Franco por um time grande foi no Flamengo. No rubro-negro Ney consagrou-se campeão da Copa do Brasil, aonde já havia chegados às semifinais com o Ipatinga e no ano seguinte conquistou o título estadual pelo Fla e logo contra quem? Em cima do Botafogo de Cuca.

Ney Franco ainda passou por Atlético-PR, o rubro-negro do Paraná (terra natal de Cuca), ganhou destaque na mídia e voltou a ser chamado de Furacão pela sequência de goleadas e resultados positivos que conseguia. Por todo time que passa, Ney Franco leva seu jeitinho de mineiro e canta (literalmente) e encanta as torcidas.

Cuca está em sua segunda passagem pelo Flamengo, em 2005 o treinador assumiu o clube da Gávea tendo saído de lá sem ganhar nenhum título e brigado com um dos dirigentes. No São Paulo o treinador montou uma grande equipe, mas ficou marcado pela derrota para o Once Caldas(COL) na Libertadores, o que custou a eliminação do tricolor paulista. Cuca ainda passou por grandes clubes como Grêmio, Santos e Fluminense, mas quis o destino que sua melhor equipe fosse o Botafogo, adversário de domingo.

No fogão Cuca conseguiu feitos incríveis, o Bota ficou durante muito tempo jogando o futebol mais bonito do país, o trio ofensivo formado por Zé Roberto, Lúcio Flávio e Dodô era o terror de qualquer defesa no país, mas, sem muita sorte, perdeu duas finais consecutivas de carioca para o Flamengo e saiu do Botafogo com fama de perdedor sem ter conquistado um título sequer durante dois anos no Glorioso.

Domingo eles estarão frente a frente de novo, Ney Franco pelo Botafogo, Cuca pelo Flamengo. Na última vez em que isso aconteceu, ficou tudo igual, empate em 1 a 1, com Batista marcando para o Botafogo e Josiel igualando para o Flamengo no útlimo instante de jogo. O treinador do Bota leva vantagem sobre Cuca, ele jamais foi derrotado por seu adversário em jogos decisivos. Os dois melhores times do carioca chegam a fase final, pela terceira vez seguida, quem leva a melhor? Acompanhe as trajetórias e tire suas próprias conclusões:

NEY FRANCO 1 x 0 CUCA - TAÇA GUANABARA 2009

Quis o destino, no sorteio do carioca, que Botafogo e Flamengo caissem no mesmo grupo. O Fla levou a melhor na pontuação interna: 17 pontos contra 16 do Botafogo. Nas semifinais, o Flamengo de Cuca encarou a surpresa Resende e perdeu, 3x1. O caminho ficou livre para o Botafogo que venceu o Fluminense por 1x0 e fez a final contra o time do interior. Com uma goleada por 3x0, a torcida do Bota não perdoou e chamou seu ex-treinador de vice. Cuca não gostou e se disse fortalecido no rubro-negro.

TAÇA RIO 2009

Novamente o Botafogo de Ney Franco chegou a final da competição, através de outro clássico na semifinal, goleada no Vasco, 4x0. O Flamengo de Cuca também fez sua parte na semifinal, 1x0 sobre os "galáticos" do Fluminense. Agora é entre eles, Botafogo e Flamengo; Flamengo e Botafogo. O clássico que a cada ano aumenta mais em rivalidade vai novamente decidir o campeonato.

Quem leva a melhor? Será que o Botafogo de Ney Franco vai despachar o Flamengo de Cuca e provar que a torcida do Botafogo estava certa, ou o Flamengo de Cuca vai liquidar com o Botafogo e dizer quem realmente é vice? Façam suas apostas, esse jogão eu não perco por nada.

DOMINGO - 19/04 - O Rio de Janeiro vai conhecer o seu verdadeiro campeão.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

QUERER NÃO É PODER

Maicosuel: do golaço no final, ao pênalti perdido
Foto: Globoesporte.com

Torcedores do Glorioso,


O Botafogo está eliminado, mas vale lembrar que esse time tem um poder de reação impressionante. Não desiste e vive lutando contra o relógio, fato que não acontecia nos tempos de Cuca. A força dos últimos minutos do alvinegro já havia marcado presença contra o Madureira, hoje foi contra o Americano, mas desta vez o desfecho não foi dos melhores. Kieza fez o gol do Americano e Juninho e Maicosuel o do Botafogo. O camisa 10 do Botafogo foi de herói a vilão em menos de 10 minutos.

O Engenhão recebeu, pela primeira vez no ano, um público maior do que 10 mil pagantes em um jogo do Bota. Esse público viu um Botafogo disposto a sair com o resultado positivo, um time jogando na vontade, no coração. Com menos de um minuto, Reinaldo cruzou e Victor Simões chegou de carrinho dividindo com o goleiro.

O fogão começou a arriscar os chutes de fora da área, Maicosuel era o que mais tentava. Numa das oportunidades, Reinaldo pegou de primeira e Jéferson fez uma linda defesa. Pouco depois, saiu o gol. Juninho avançou em velocidade e tocou para Victor Simões fazer o papel de garçom com um toque de calcanhar, o capitão alvinegro ficou de frente para o gol e fuzilou levantando a massa. Botafogo 1 a 0.

O jogo caiu muito de ritmo e somente aos 30 minutos veio outro lance de emoção, e nada bom para o torcedor do alvinegro. Reinaldo sentiu um estiramento na coxa e pediu para ser substituído. Diego entrou em seu lugar. O Americano quase empatou o jogo aos 40 minutos de jogo, quando Kieza, que infernizou a zaga do Botafogo, invadiu a área e chutou cruzado para defesa de Renan.

Na volta para o segundo tempo o Bota voltou meio desligado, sabia que estava se classificando com o resultado e a vontade do primeiro tempo deu lugar a displicência. Logo com dois minutos, em troca de passes na defesa, Leandro Guerreiro se enrolou todo e Kieza chutou forte e Renan espalmou, depois Fahel afastou o perigo.

O Botafogo parecia não querer jogo, os contra-ataques não funcionavam devido aos erros no último passe e assim o Bota não chegava. Aos 20 minutos, o gol de empate. Éberson fez um lançamento perfeito para Kieza que apenas tocou na saída de Renan. 1 a 1, o resultado estava eliminando o fogão, o Engenhão estava calado.

A partir de então o Bota tinha um pouco mais de 20 minutos para buscar dois gols e se classificar diretamente, ou então fazer mais um e levar aos pênaltis. Thiaguinho limpou o zagueiro e chutou para fora aos 23. Aos 37 minutos, Maicosuel cabeceou para fora um cruzamento de Victor Simões. Aos 39 minutos o Americano quase eliminou o Botafogo, mas Kieza desperdiçou boa oportunidade, um minuto depois Maicosuel acertou o travessão.

A medida em que o tempo passava vinha o pensamento no torcedor do Botafogo: "Porque no Botafogo tudo é mais difícil?" Já passavam dos 43 minutos quando Jéferson evitou, em dois tempos, um chute cruzado de Maicosuel. Só que aos 47, em saída errada da defesa, Maicosuel avançou em velocidade e chutou no cantinho, sem chances. Botafogo 2 a 1. Parecia inacreditável esse resultado do Glorioso.

Na disputa de pênaltis, Maicosuel deu uma paradinha, o goleiro caiu e ele desperdiçou acertando a trave. Mesmo desperdiçando, Maicosuel ganhou o reconhecimento da torcida que o aplaudiu. Depois, Juninho, Léo Silva, Victor Simões e Leandro Guerreiro marcaram para o Botafogo, mas Kieza, Carlão, Paulo Henrique, Ernani e Pirão marcaram para o time de Campos e o Bota, mesmo querendo muito a classificação, foi eliminado.

BOTAFOGO 2 X 1 AMERICANO

NOS PÊNALTIS: 4 X 5

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 16/04/09 - 19h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Djalma José Beltrami Teixeira (RJ)
Assistentes: Eduardo de Souza Couto (RJ) e Flavio Manoel da Silva (RJ)
Renda/público: R$ 142.235,00 / 17.809 pagantes (19.229 presentes)
Cartões amarelos: Victor Simões, Wellington e Alessandro (BOT) Diego Sales, Renan e Élson (AME)
GOLS: Juninho, 18'/1ºT (1-0), Kiesa, 20'/2ºT (1-1) e Maicosuel, 46'/2ºT (2-1)

BOTAFOGO: Renan, Fahel (Jean Coral, 27'/2ºT), Juninho e Wellington (Gabriel, intervalo); Alessandro, Leandro Guerreiro, Léo Silva, Maicosuel e Thiaguinho; Reinaldo (Diego, 29'/1ºT) e Victor Simões - Técnico: Ney Franco.

AMERICANO: Jeferson, Elson, Carlão e Anderson; Paulo Henrique, Pirão, Renan, Éberson (Elias, 38'/2ºT) e Ernani; Diego Sales (Diego, 27'/2ºT) e Kieza - Técnico: Toninho Andrade.

SENTA QUE É DE MENTA

Amigos vascaínos,

Ao ritmo do forró nordestino o Vasco venceu o Central de Caruaru por 3x0 pela segunda fase da Copa do Brasil e garantiu a vaga antecipada para a próxima fase, onde enfrentará o vencedor do confronto entre Confiança (SE) e Icasa (CE). Os gols da vitória foram marcados por Pimpão (2) e Alan Kardec.

Como dito ontem, os adversários provocaram e a noite receberam o que pediram. Como diz a letra do sucesso do grupo Cavaleiros do Forró "já que você me provou, agora experimenta, senta que é de menta". Sem dó nem piedade o Vasco foi soberano o jogo inteiro e construiu sem muitas dificuldades o placar que precisava. De quebra ainda espantou qualquer hipótese de abatimento após a triste eliminação do Estadual.
Com um gramado horroroso, as equipes começaram o jogo errando muitos passes. Ao perder a bola, se viam obrigadas a apelar para faltas e aos 18 minutos, 15 infrações já haviam sido marcadas. A melhor chance do Central foi em um escanteio, onde Ailton quase marcou olímpico. Tiago salvou brilhantemente. Já o Vasco forçava o jogo em Paulo Sérgio e Carlos Alberto. O marcados do camisa 19 poderia ter sido expulso logo aos 6 minutos de jogo, após fazer duas faltas grosseiras. O juiz corretamente relevou. Com o passar do tempo, nossa equipe foi se adaptando ao gramado e fazendo valer sua maior categoria.

As melhores chances da primeira etapa foram com Paulo Sérgio em chute de fora da área e Leonardo em cabeçada no ângulo. Davi fez duas boas defesas. Quando tudo levava a crer que iríamos para o intervalo com o 0x0 no placar, Pimpão recebeu na esquerda, correu e chutou com categoria no canto do goleiro. Vascão 1x0!

No segundo tempo, o time começou bem ligado e indo pra cima do adversário. Aos 13 minutos, Carlos Alberto deu bom drible no meio, carregou e abriu na esquerda para Élton. O camisa 9 bateu rasteiro e Pimpão apareceu para empurrar para a rede e fazer seu segundo na partida. Vascão 2x0!

Com o placar já assegurado, Carlos Alberto seguiu correndo atrás do seu merecido gol. Não conseguiu. Aos 25, meu lado profeta apareceu. Quando Pimpão recebeu e olhou para Paulo Sérgio falei para minha esposa: "cruzamento na cabeça do Kardec e gol". Não deu outra. Vascão 3x0!

O time seguiu em busca de mais gols, esbarrando porém na lentidão de Léo Lima e alguns erros de conclusão. Ao ritmo de Olé! a torcida presente em Caruaru celebrou um fato inédito em nossa história na Copa do Brasil. Pela primeira vez passamos pelas duas primeiras fases em apenas dois jogos. Vale lembrar que no ano passado, quando chegamos a semifinal, precisamos em todas as fases fazer o jogo de volta. Que venha o Confiança ou o Icasa! O Vascão segue forte como sempre!

Em nosso time foi bom ver o empenho de Paulo Sérgio. Ele reconheceu erros na derrota de sábado, levantou a cabeça e foi ontem uma de nossas principais armas. Merecia até um golzinho pela dedicação. Carlos Alberto e Pimpão também foram bem, assim como todo o time, que jogou com seriedade e determinação. Destaque negativo apenas para Léo Lima, que no segundo tempo travou vários ataques com sua habitual lentidão. É bom o cara começar a se dedicar mais ou corre o risco de ficar até fora do banco de reservas.

E não é que o velho Russo ainda continua jogando direitinho. Marcou Ramon com aplicação e ainda se arriscou no ataque. Ao lado dele no time do Central se destacaram apenas o goleiro Davi e o atacante Fábio Silva, que deu trabalho a Amaral. Os demais pouco jogaram e muito bateram, principalmente o zagueiro Bebeto. Élton tomou várias pancadas no tornozelo e Nilton saiu com séria lesão na clavícula e poderá ser operado.
.
Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

6.1 GRAUS NA ESCALA RICHTER

Juan é aclamado pelos torcedores após o gol rubro-negro
Foto: Globoesporte.com


Torcedores do Mais Querido do Brasil!

Quem falou que o Flamengo treme diante do Fluminense? Na verdade, a torcida rubro-negra tremeu o Maracanã e o lateral-esquerdo Juan causou na semifinal do Campeonato Carioca um terremoto nos tricolores de 6.1 na escala Richter.

O penta tri está mais próximo juntamente com a hegemonia do Campeonato Carioca. Que venha o freguês Botafogo. Muita coisa está em jogo nesta final. Caso o Alvinegro conquiste a vitória, o Estadual acaba por aqui. Caso contrário, o Rubro-Negro leva a decisão para duas partidas e aí, o time de General Severiano pode se tornar o "tri-vice" diante do Flamengo e ficar calado com relação a discutida falta de sorte do técnico Cuca sob o comando de uma equipe em finais.

O Fla-Flu foi o melhor jogo do ano. Digno de um clássico do futebol carioca, digno do campeonato mais charmoso do Brasil. Uma partida eletrizante do começo ao fim.

Como havia dito horas antes da bola rolar, Kléberson foi a grande novidade do técnico Cuca e Wellington Monteiro iria compor o meio-campo ao lado do bravo Jaílton, Conca e Thiago Neves. Entretanto, o problema não estava neste setor na equipe das Laranjeiras. A mina de ouro estava localizada no setor esquerdo de ataque do Flamengo. O jovem Mariano não foi páreo para as investidas do Flamengo por ali, principalmente encontrando o lateral Juan em tarde inspiradíssima.

Léo Moura que retornou a lateral-direita devido a contusão de Everton Silva, foi importante para abrir as jogadas e acionar os meias que chegavam com perigo a meta do goleiro Fernando Henrique. Falando no camisa 1 tricolor, o jogador foi a figura do jogo. O Flamengo venceu após uma falha pitoresca do arqueiro, mas se não fosse ele, a humilhação poderia ser maior.

Desde o primeiro minuto de jogo, a disposição era uma marca do Flamengo. Zé Roberto e Josiel, os dois atacantes, pressionaram o tempo todo a saída de bola do Fluminense. Durante a partida, o Fluzão teve apenas duas boas chances de chegar ao gol: em uma cabeçada do zagueiro Luiz Alberto e em uma cobrança de falta de Thiago Neves que carimbou a trave.

De tanto explorar o lado esquerdo, Juan, aos 31 minutos da primeira etapa, recebeu o passe e arriscou o chute de longe. A bola antes de chegar a meta tocou no gramado e o goleiro Fernando Henrique demorou a se deslocar, portanto, ambos os fatores favoreceram ao gol rubro-negro. 1 a 0.

Alguns minutos depois, Luiz Alberto falhou feio, Léo Moura invadiu a área e chutou, Fernando Henrique salvou parcialmente, o lateral-direito rolou a bola para Josiel e o atacante com o gol aberto deu um chute despretencioso que carimbou o zagueiro Edcarlos que estava embaixo do travessão. Por sorte a oportunidade não fez diferença.

No segundo tempo, o retranqueiro Parreira sacou o inoperante Wellington Monteiro para a entrada de Marquinho, deslocando Jailton para o lado direito auxiliando o jovem Mariano.

Mas nada parava o Flamengo. Na etapa complementar, a equipe comandada por Cuca, que teve o seu irmão a beira do gramado comandando a equipe, já que o treinador "titular" está suspenso pelo TJD, teve tranquilidade para administrar a partida e brincar em diversos momentos em que a chance era clara para liquidar o jogo.

Parreira ainda teve tempo para ser expulso e aguentar as gozações da maior torcida do Brasil que alertou: "Parreira, seu time é de terceira!"


FLAMENGO 1 X 0 FLUMINENSE

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 12/4/2009 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Hilton Moutinho Rodrigues (RJ) e Marco Aurélio dos Santos Pessanha (RJ)
Renda/público: R$ 1.245.363,00 /68.613 pagantes e 72.030 presentes
Cartões amarelos: Willians, Juan (FLA); Fred, Everton Santos, Mariano, Wellington Monteiro, Leandro, Jaílton (FLU)

FLAMENGO: Diego (7.5), Aírton (7.0) (Welinton - 6.0), Fábio Luciano (7.5), Ronaldo Angelim (7.0); Léo Moura (7.0), Willians (6.5), Ibson (6.5), Kleberson (6.0) e Juan (8.0); Josiel (6.0) (Emerson - 6.5) e Zé Roberto (7.0) (Éverton - 6.0). Técnico: Cuca (7.5).

FLUMINENSE: Fernando Henrique, Mariano (Alan), Luiz Alberto, Edcarlos e Leandro; Jailton, Wellington Monteiro (Marquinho), Conca e Thiago Neves; Everton Santos (Maicon) e Fred. Técnico: Parreira.


VIDEOBLOG - GOL DO LATERAL JUAN

domingo, 12 de abril de 2009

QUEM VAI TREMER?

Cuca não tem equipe escalada para o clássico
Foto: Globoesporte.com


Torcedores do Mais Querido do Brasil!

Chegou o dia! A ansiedade toma conta do Rio de Janeiro. A Maior Torcida do Planeta estará se deslocando daqui a pouco para o Maracanã. A hegemonia do Campeonato Carioca estará em jogo. De um lado, o Fluminense, com as declarações do presidente Roberto Horcades durante a semana de que o Flamengo treme em grandes decisões diante do clube das Laranjeiras. Do outro lado, o vice de futebol, Kléber Leite garantindo que o dirigente tricolor calado é um poeta. Isso já foi suficiente para mexer com o ego das torcidas que até ontem haviam comprado mais de 49 mil ingressos.

Lembrando que neste domingo, a comercialização das entradas acontecerá apenas no Maracanã, a partir das 12h, nos seguintes postos: Bilheterias 5, 7, 8 e 9 do Maracanã.

O clima dentro de campo é de camaradagem. Nenhuma das equipes alfinetam o adversário, apesar do técnico Carlos Alberto Parreira afirmar que se o Flamengo bobear, Thiago Neves, Conca e Fred decidirão o jogo. Vamos com calma, Parreira.

O Fla-Flu será marcado pelos craques que estarão dentro das quatro linhas. Se de um lado, o time tricolor tem esses três jogadores que podem fazer a diferença, o Rubro-Negro conta com a zaga experiente formada por Ronaldo Angelim e Fábio Luciano, além do meio-campo Ibson e Kléberson, que deve ser a grande novidade na equipe. Josiel, um dos artilheiros do Estadual foi poupado durante a semana, e está 100% para o clássico, sem contar o "Sheik" Emerson, que deve ficar como opção no banco de reservas para o técnico Cuca. Quer dizer, a palavra favoritismo não pode ser descrita para um dos clubes. Acredito que Flamengo e Fluminense chegarão com forças iguais na semifinal da Taça Rio.

Ao falar em Cuca, o treinador tem a grande oportunidade de rabiscar e por um fim na escrtita que o assombra: a possibilidade de título que nunca se converte. Na Taça GB, o time rubro-negro ficou de fora da disputa do caneco após uma humilhante derrota para o Resende, no Maracanã. Dessa vez, a história é outra, mas qualquer tropeço pode por um ponto final na passagem do comandante pela Gávea. O sonho do penta tri continua de pé, e a hegemonia no Cariocão mais ainda.

Os treinadores escondem a escalação e só divulgam momentos antes da bola rolar. Wellington Monteiro deve ser o jogador que formará o meio-campo tricolor até pelo quarteto ofensivo escalado por Parreira (Thiago neves, Conca, Everton Santos e Fred). Há a necessidade de colocar um jogador mais defensivo para não fugir a regra adotada por ele ao longo dos anos. Cuca tem uma dúvida com relação ao lateral Everton Silva, que sentiu dores no púbis. Porém o jogador garante que jogará.

Quem levará o chocolate para casa? Pois, o Botafogo já levou o bacalhau para degustar...

sábado, 11 de abril de 2009

CHOCOLATE DE PÁSCOA

Maicosuel comemora o primeiro gol
Foto: Globoesporte.com


Torcedores do Glorioso,

Nada melhor do que um saboroso chocolate para comemorar a Páscoa. Havíamos tropeçado diante do mesmo Vasco da Gama no decorrer da Taça Rio. Retribuímos, e com juros, a goleada sofrida. Houve um combinado antes do jogo: Se o Botafogo fizesse gol, teria que ser golaço. E foi assim, com verdadeiras pinturas, que o Bota despachou o até então invicto Vasco. Maicosuel duas vezes, Thiaguinho e Gabriel fizeram a festa no Maracanã.

Antes de escrever qualquer linha sobre os lances do jogo, gostaria de me desculpar com a torcida alvinegra por subestimar o nosso Glorioso e apostar num título do Vasco na Taça Rio.

Acredito que nem o mais otimista, ou o mais louco, poderia apostar num resultado tão elástico que o fogão aplicou. Com sobras e num futebol vistoso que eu não via há tempos, o alvinegro foi lá e balançou o barbante por quatro vezes. Mas a peregrinação até o gol que abriu o caminho foi árdua. O Vasco assustou em chute colocado de Élton, o Bota respondeu depois em pancada certeira de Juninho no poste e nada de balançar a rede.

O Botafogo ainda buscava uma maneira de chegar ao gol do Vasco, até que descobriu um atalho maravilhoso: a "Avenida Paulo Sérgio". Maicosuel foi o primeiro se aproveitar da peça nula cruzmaltina para marcar o primeiro. Após bola chutada na barreira o camisa 10 pegou pelo lado esquerdo, passou num corte lindo por Paulo Sérgio, driblou Amaral que quase foi ao solo e completou num chute na gaveta, indefensável. 1 a 0, o início da Páscoa recheada.

Com a vantagem o Bota começou a jogar mais solto, as jogadas fluíam, o futebol começou a ficar da melhor qualidade. O Vasco voltou a assustar com o serelepe Rodrigo Pimpão. Ele pegou pelo lado direito de ataque, rabiscou e chutou cruzado, a bola passou perto da trave de Renan. O Bota respondeu sete minutos mais tarde, e foi a melhor resposta possível. Maicosuel, incansável, pegou a bola pelo lado esquerdo e tocou para Victor Simões apenas fazer o papel de pivô e tocar de primeira para Thiaguinho (o especialista em fazer gols no Vasco) invadir a área e fulminar num chute preciso. Botafogo 2 a 0.

A festa da primeira etapa, apenas metade do show alvinegro, estava completa. A equipe vascaína ainda não tinha desistido de buscar seu gol. Ramón cobrou falta para a área, Élton rebateu e a bola ficou com Carlos Alberto que virou uma bicicleta e mandou pela linha de fundo. Até que terminou o primeiro tempo.

Na volta para o intervalo, Ney Franco foi obrigado a tirar Thiaguinho, lesionado, e colocar Gabriel - "O anjo alvinegro" - que havia sido expulso no outro clássico diante do Vasco. O Bota não contava com a vontade do bacalhau - prato típico desta época do ano - logo no início da segunda etapa. Com apenas dois minutos, Élton recebeu pelo lado esquerdo, invadiu a área e colocou para fora perdendo chance incrível. Depois, num cruzamento, Nílton desperdiçou em cabeçada.

Antes mesmo dos dez minutos de jogo, a partida ficou como o Bota queria: Leonardo derrubou Gabriel e levou o amarelo, como já estava pendurado, levou o vermelho e, como se diz no jargão do futebol: "Foi para o chuveiro mais cedo". Completamente abalado o Vasco foi deixando os espaços cada vez mais abertos, até que entrou em cena a "Avenida Paulo Sérgio".

O Botafogo poderia até ter marcado mais gols, mas Dorival Júnior mandou demolir a Avenida Paulo Sérgio e colocou Mateus. As jogadas do fogão mudaram e num cruzamento preciso, Túlio Souza cabeceou e Tiago espalmou pela linha de fundo. O Bota começou a criar as jogadas para marcar o quinto, mas não havia mais tempo e o árbitro colocou fim no massacre.

Feliz Páscoa, Vascão!!!


VASCO 0 X 4 BOTAFOGO

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 11/4/2005 - 18h30 (de Brasília)
Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)
Auxiliares: Claudio José de Oliveira Soares (RJ) e Ricardo Mauricio Ferreira de Almeida (RJ)
Renda/público: R$ 1.096.229,50 / 66.255 pagantes e 69.500 presentes
Cartões amarelos: Amaral e Leonardo (VAS); Leandro Guerreiro, Wellington, Alessandro e Victor Simões (BOT)
Cartão vermelho: Leonardo, 9'/2ºT (VAS)
GOLS: Maicosuel, 18'/1°T (0-1); Thiaguinho, 29'/2°T (0-2); Gabriel, 16'/2°T (0-3); Maicosuel, 20'/2°T (0-4).

VASCO: Tiago, Paulo Sérgio (Mateus, 22'/2ºT), Leonardo, Titi e Ramon; Amaral, Nilton, Jeferson e Carlos Alberto (Alan Kardec, 19'/2ºT); Rodrigo Pimpão e Elton (Alex Teixeira, 19'/2ºT). Técnico: Dorival Júnior.

BOTAFOGO: Renan, Wellington (Tulio Souza, 22'/2ºT), Juninho e Leandro Guerreiro; Alessandro (Batista, 25'/2ºT), Fahel, Léo Silva, Maicosuel e Thiaguinho (Gabriel, intervalo); Reinaldo e Victor Simões. Técnico: Ney Franco.