Campeonato Brasileiro
[23/10 e 24/10] .::. Atlético-PR x Fluminense / Botafogo x Vitória / Vasco x Flamengo .::.

domingo, 20 de setembro de 2009

MUITA ÁGUA, POUCO FUTEBOL

Juninho marca Germano no molhado gramado da Vila
Foto: Globoesporte.com

Torcedores do Glorioso,

O Botafogo foi até a Vila Belmiro encarar o Santos. O objetivo do alvinegro era tentar derrotar o peixe e, pela terceira rodada seguida, tentar finalmente sair da zona da degola; de quebra, o alvinegro ainda iria quebrar um jejum que dura dez anos: desde 1999, o glorioso não derrota o Santos jogando na Vila famosa. Mas a forte chuta atrasou o futebol das equipes, os goleiros fizeram a parte deles, o juiz prejudicou um pouquinho e o placar não saiu do zero.

A equipe da casa começou melhor e ficou durante cerca de vinte minutos pressionando o Botafogo de diversas maneiras, apesar disso, não criou muitas oportunidades. Aos cinco minutos, após cruzamento de Pará, Kléber Pereira escorou para o meio da área, a zaga do fogão amorteceu e Jéfferson saiu para segurar firme. Aos 11 minutos André Lima invadiu a área do peixe e foi derrubado por Fabão, mas Gaciba ignorou o pênalti claro.

O Santos seguiu com seu forte ímpedo e, em outro cruzamento, Róbson cabeceou no cantinho e Jéfferson foi buscar com excelente defesa. A primeira oportunidade clara do Botafogo veio aos 21 minutos, quando Fabão escorregou na frente de Gabriel que partiu com a bola dominada, já dentro da área, ele optou pelo chute para desespero de André Lima, bola para fora. Aos 40 minutos, André Lima pegou sobra da zaga e mandou o chute para o gol, Felipe se atrapalhou todo na hora da defesa e quase levou um frangaço.

Na volta para o segundo tempo, Luxemburgo chegou logo com alteração, sacou Germano e colocou o baixinho Mádson em campo, buscando dar mais velocidade à equipe paulista. De fato o Santos ganhou um pouco mais de qualidade no meio-campo e aos quatro minutos quase marcou. Fabão cobrou falta com força e a bola explodiu no travessão.

O domínio do peixe ficou restrito até aos 10 minutos da primeira etapa, quando o Botafogo igualou as ações ofensivas, até então, o Santos chegava, mas Neimar não conseguia jogada e quase que atrasava a bola para os zagueiros do Botafogo. Com o fogão tendo dificuldades ofensivas a partir do momento em que equilibrou as ações, Estevam resolveu colocar Ricardinho em campo, tirando o apagado Reinaldo. Aos 26 minutos Juninho cobrou falta forte e Felipe agarrou no centro do gol.

Abdicando de sua defesa para reforçar o ataque, Luxemburgo tirou Rodrigo Souto e deu chance ao jovem André. A vulnerabilidade defensiva da equipe da vila fez o Botafogo criar chances claras de gol, numa delas Renato tocou para André Lima que falhou na conclusão. Já nos últimos suspiros do jogo, Mádson tentou um chute que Jéfferson defendeu. Quando Gaciba apitou o final do jogo, os pouco mais de 6 mil torcedores vaiaram as equipes. O Bota volta a campo pelo brasielirão no próximo domingo, diante do Vitória, no Engenhão. O Santos encara o Atlético-MG, no Mineirão.


SANTOS 0 X 0 BOTAFOGO

Estádio: Vila Belmiro, Santos (SP)
Data/hora: 20/09/2009 - 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS)
Auxiliares: Roberto Braatz (PR) Altemir Hausmann (RS)
Renda/Público: R$ 143.690/6336 pagantes
Cartões amarelos: Germano (SAN), André Lima, Juninho, Gabriel, Thiaguinho (BOT)
Cartões vermelhos: não houve

SANTOS: Felipe, Pará, Eli Sabiá, Fabão e Léo; Emerson, Rodrigo Souto (André 28'/2ºT), Germano (Mádson, Intervalo) e Róbson (Alan Patrick, 20'/2ºT); Neymar e Kléber Pereira. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

BOTAFOGO: Jefferson, Emerson, Juninho e Wellington; Thiaguinho, Leandro Guerreiro, Jônatas (Renato 32'/2ºT), Lucio Flavio (Marquinho 45'/2ºT) e Gabriel; André Lima e Reinaldo(Ricardinho, 15'/2ºT). Técnico: Estevam Soares.

sábado, 19 de setembro de 2009

INVASÃO ESTRANGEIRA!

Petkovic vai comandar o meio-campo do Flamengo amanha diante do Coritiba
Foto: Arquivo de Internet

Torcedores do Mais Querido do Brasil!

O Flamengo encara amanhã, às 18:30, o Coritiba, no Maracanã, em um jogo que está em xeque a aproximação do G-4, grupo que leva os quatro primeiros a disputa da Taça Libertadores de 2010.

E uma curiosidade pode acontecer na equipe rubro-negra. Pela primeira vez em toda a história do clube, o meio-campo pode ter três estrangeiros. Petkovic, Maldonado e Fierro. O único brasileiro entre eles será Airton já que Willians foi barrado pelo técnico Andrade.

O meia-atacante Zé Roberto é outro que deve ficar como opção no banco de reservas. No histórico recente, o Flamengo não foi bem sucedido no que diz respeito aos gringos. Exemplos não faltam como o argentino Hugo Colace e o paraguaio Gavilán além de Peralta. O paraguaio Ramirez, o "El Tigre" teve uma boa fase em 2005, mas acabou saindo pela porta dos fundos. O quarto gringo do atual elenco, o argentino Maxi Biancucchi quase não tem jogado e sequer tem sido relacionado para os jogos.

Esse é o mundo globalizado. Segundo Andrade "os gringos dão um colorido a mais no campeonato." Esperamos que eles deem uma contribuição a mais para o Mengão que busca novamente disputar a Libertadores e acabar com o estigma das oitavas-de-final. Se o Fluminense acredita que não vai ser rebaixado porque os torcedores do Flamengo não podem acreditar com o G-4?


O treinador rubro-negro deve mandar a campo: Bruno, Léo Moura, Alvaro, Ronaldo Angelim e Everton; Airton, Maldonado, Fierro e Petkovic; Adriano e Denis Marques.

Bruno Paulo pode ir para o Corinthians

A jovem promessa das categorias de base do Flamengo, Bruno Paulo pode se transferir para o Corinthians. Segundo o vice-presidente de futebol do Rubro-Negro, Marcos Braz, o próprio jogador admitiu que não tem mais condições de voltar a atuar pelo clube carioca. Bruno teria dito que cobrança excessiva estaria prejudicando seu futebol:

"Prefiro que ele seja moleque apenas na idade e não nas suas atitudes. O próprio jogador chegou para mim e disse que não tinha mais condições de atuar pelo Flamengo, pois vinha sendo muito cobrado".

Caso o contrato do jogador seja rescindido, o Timão surge como primeira opção. A diretoria paulista já demonstrou interesse em contar com o atleta.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

AMÉRICA COMPLETA 105 ANOS!


O America Football Club está completando hoje 105 anos de glórias. Apesar de disputar a Segunda Divisão do Campeonato Carioca, o maior presente que a torcida alvirrubra espera é rever o clube novamente na elite do futebol do Rio de Janeiro. O Blog Futebol Carioca Oficial jamias esqueceria de reverenciar um dos clubes mais tradicionais do Brasil. Aquele que é considerado o mais simpático de todos e segunda paixão de muitas torcidas. O América possui uma das mais fanáticas torcidas, entre esses seguidores destaca-se a famosa Tia Ruth, torcedora símbolo que acompanha a equipe onde ela estiver. Parabéns, Mequinha!

Veja abaixo a história e conheça mais sobre este clube:

O America serviu de fonte de inspiração para a criação de muitos outros Americas, no Brasil e no exterior. Entre as suas conquistas mais relevantes, destaca-se a conquista do Torneio dos Campeões em 1982, torneio patrocinado e organizado pela CBF, que contava com a presença dos maiores clubes do Brasil. No ranking do Campeonato Carioca, o America é o quinto colocado, qualquer que seja o parâmetro utilizado. Diferente dos outros times com o mesmo nome, o original do RJ, não tem acento. Acentuar o nome "America" é errado, segundo seu estatuto.
História

O Início e os primeiros títulos:1904-1920

Após um desentendimento entre associados do Clube Atlético Tijuca, o clube dissoveu-se em 1904. Um grupo formado por Alfredo Koehler, Jaime Faria Machado e Oswaldo Mohrstedt, passou então a articular a fundação de uma nova associação. Tendo assistido, a convite de Oscar Alfredo Cox a um jogo do Fluminense, Mohstedt não teve dúvida em se articular para fundar um clube de futebol.

Fundado em 18 de setembro de 1904, na casa de um de seus fundadores, Alfredo Mohrstedt, na rua Praia Formosa, o América Football Club tornou-se uma das principais forças do futebol do Rio de Janeiro e do Brasil. Tem entre suas principais conquistas, 7 Campeonatos Cariocas, 1 Taça Guanabara, 1 Taça Rio e o Torneio dos Campeões da CBF.

Suas primeiras cores foram o preto e o branco, substituídas em 1908 pela atual e tradicional camisa vermelha e calção branco. As novas cores foram escolhidas em homenagem à Associação Athletica Mackenzie College, de São Paulo, a quem o America havia enfrentado em jogo amistoso interestadual.

O primeiro campo do America foi num terreno baldio, pertencente a Estrada de Ferro Rio D'Ouro, à Rua Pedro Alves. Em 12 de agosto de 1906, houve a transferência para a Rua São Francisco Xavier, 78. Como este campo não tinha as medidas para a disputa de partidas da primeira categoria, precisou-se indicar, em 1908, o campo do Bangu, na Rua Ferrer e em 1910, o do Fluminense, na Rua Guanabara (atual avenida Pinheiro Machado).

Em 1911 o America finalmente conseguiu um bom campo de futebol, na Rua Campos Sales na Tijuca, após a fusão com o Haddock Lobo Football Club, dono do campo. A fusão e a manutenção do nome e das cores do América após a mesma foi conseguida graças à habilidade dos dirigentes do America. Com o Haddock Lobo passando por uma crise financeira, a diretoria americana sugeriu a fusão entre os dois clubes tijucanos. O novo clube, de acordo com a proposta inicial, se chamaria Haddock Lobo-América Football Club.

Aceita a fusão, aos poucos os dirigentes rubros convenceriam os do Haddock Lobo a manter o vermelho e branco americanos nas cores do novo clube (o Haddock Lobo era alvi-marrom), e depois a manter o nome da agremiação como America Football Club. A fusão entre os dois clubes, na prática, acabou sendo apenas uma aquisição dos terrenos do Haddock Lobo e integração dos atletas do Haddock Lobo (entre eles Marcos Carneiro de Mendonça), já que a identidade do America permaneceu inalterada.

Já reforçado pelos atletas do Haddock Lobo, o America ganhou mais jogadores com a extinção do Riachuelo Football Club, em 1911. Além dos atletas, ex-sócios dessa agremiação se integraram ao clube rubro. Assim, o America fortalecia suas bases para em breve figurar entre os maiores clubes do Rio de Janeiro.
No dia 18 de Setembro de 1912 o America realizou a primeira partida internacional de sua história, tendo sido derrotado pela Seleção Chilena de Futebol pelo apertado placar de 3 a 2.

O America começou a se firmar entre os grandes do Rio de Janeiro em 1913, quando conquistou o Campeonato Carioca com 12 vitórias e apenas 3 derrotas, ao derrotar o São Cristóvão em 30 de Novembro por 1 a 0 com gol de Gabriel de Carvalho aos 8 minutos de jogo. Numa partida deste campeonato, o americano Belfort Duarte colocou a mão na bola dentro da área e como o árbitro não viu, ele se acusou e o pênalti foi marcado. Jogador que nunca foi expulso em sua carreira, Belfort Duarte virou nome de prêmio oferecido aos jogadores mais disciplinados, aqueles que nunca fossem expulsos em sua carreira.

Ainda em 1913, o America foi o primeiro clube carioca a iniciar a prática do basquete, incentivado por Henry J. Sims, então diretor da Associação Cristã de Moços.

Em 12 de Outubro de 1914 , o America foi um dos protagonistas da segunda partida com iluminação artificial no Brasil ao derrotar o Vila Isabel por 6 a 1.

Tendo terminado os campeonatos cariocas de 1914 e 1915 em 4º e 3º lugar, o America voltou a ser campeão em 1916 na penúltima rodada deste campeonato no jogo contra o São Cristóvão no campo do adversário, ao vencê-lo por 1 a 0 com gol de Gabriel de Carvalho, como ele mesmo fizera três anos antes ao dar o primeiro título do America, contra este mesmo adversário.

1921-1935:quatro títulos cariocas

Vice-campeão carioca de 1921 ao perder o título na prorrogação de jogo desempate contra o Flamengo, o America voltou a ser campeão em 1922 novamente vencendo o São Cristóvão na penúltima rodada, agora por 3 a 1, deixando o vice-campeonato com o mesmo Flamengo que havia lhe tirado o título um ano antes. Com a conquista do Campeonato Carioca de 1922, o America recebeu o título de Campeão do Centenário da Independência do Brasil.

Em 1924 o America realizou melhorias em seu estádio da rua Campos Salles, tornando-se o segundo clube carioca a ter arquibancadas de cimento em seu estádio.
O America foi campeão de 1928 vencendo 13 jogos, empatando 4 e perdendo apenas 1, ao ganhar na última rodada do Fluminense por 3 a 1 no Estádio da rua Campos Sales.
Em 1929 o America começou o ano excursionando por gramados da Argentina e do Uruguai , perdendo 2 jogos contra a poderosa Seleção Argentina de Futebol (1 a 6 e 0 a 2), ainda na Argentina goleando o Ferrocarril por 5 a 1 e empatando com um Combinado Portenho (referência aos habitantes de Buenos Aires) por 1 a 1. No Uruguai o America empatou com o Peñarol por 1 a 1. Em meados deste ano o América empatou com o Ferencvaros, campeão húngaro, por 1 a 1.

No dia 3 de novembro de 1929 o America foi forçado a repetir um jogo que havia sido contestado pelo Botafogo. Na repetição da partida, o America ganhou o jogo por 11 a 2 .No final, terminou este Campeonato Carioca como vice-campeão.

Em 1930 o America terminou o Campeonato Carioca em terceiro lugar, seu jogador Sobral foi o terceiro artilheiro deste campeonato com 16 gols e o goleiro Joel e o médio-volante Hermógenes disputaram a primeira Copa do Mundo de futebol, realizada no Uruguai .

O America foi campeão carioca de 1931 ao vencer o Bonsucesso na última rodada por 3 a 1, novamente em seu estádio da rua Campos Sales com 2 gols de Carola e um de Adalberto.

O time rubro voltou a ser campeão em 1935 ao empatar com o Flamengo por 2 a 2 no Estádio de Laranjeiras , terminando este campeonato com 11 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Os dois gols americanos foram do artilheiro Plácido. Neste mesmo ano já havia sido vice-campeão do Torneio Aberto, vencendo o Flamengo na fase semifinal, mas vindo a perder o título para o Fluminense na decisão.

1936-1949:O Torneio Extra, o Torneio Relâmpago e o Torneio Início

Em 1937, America e Vasco foram protagonistas de um momento histórico do futebol carioca, que tornou este clássico do futebol, conhecido como o Clássico da Paz .
O America voltaria a ser campeão ao ganhar o Torneio Extra de 1938, ao empatar com o Flamengo por 2 a 2 no campo do São Cristóvão, com gols de Lacínio e Gallego para o time rubro. A campanha do America teve 4 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota, 17 gols a favor e 12 contra.

No dia 18 de Dezembro de 1938, em partida válida pelo Campeonato Carioca, no seu estádio da rua Campos Sales, o America conseguiu virar o resultado de um jogo contra o Vasco em que começou perdendo por 4 a 0, para 6 a 4.

Em 30 de Julho de 1939, em jogo contra o Vasco,o centroavante do America, Plácido de Assis Monsores fraturou o antebraço no início do segundo tempo, prosseguindo no jogo apenas com uma tipóia e ajudando o America a ganhar este clássico por 3 a 1 .

O ano de 1945 começou com uma longa e vitoriosa excursão do America por estados do Norte e do Nordeste do Brasil e ao retornar para o Rio de Janeiro sagra-se campeão do Torneio Relâmpago ao vencer o Vasco por 2 a 1, com dois gols de Maneco.

Em 1946 faltou sorte ao America, pois tendo um time forte perdeu o título do Torneio Relâmpago para o Vasco na última rodada ao perder para o Fluminense por 2 a 1, perdeu o título do Torneio Municipal ao perder para o Botafogo na última rodada, tendo que assistir Vasco e Fluminense realizarem jogos-desempate, na disputa do título do Torneio Início perdeu a final para o Flamengo por 2 a 1, além de deixar de ser campeão na última rodada do Campeonato Carioca ao perder para o Botafogo por 3 a 1, tendo que participar depois da fase de desempate conhecida como Supercampeonato, envolvendo o clube rubro, Botafogo, Flamengo e o Fluminense, que sagrou-se campeão carioca deste ano.

Em 1949, o America foi campeão do Torneio Início ao vencer o Bangu por 1 a 0 na final, com gol de pênalti convertido por Hilton Viana. Ainda neste ano o time rubro fez vitoriosa excursão ao Chile, onde derrotou a Seleção Chilena de Futebol por 2 vezes (2 a 0 e 3 a 2), o Ewerton por 2 a 1, empatando com o Unión Española por 4 a 4 e sendo derrotado por este mesmo adversário por 2 a 1.

1950-1960: Grandes times e mais um título carioca

O America disputou a primeira final do Campeonato Carioca no Maracanã tendo sido vice-campeão de 1950 ao perder a final para o Vasco por 2 a 1 perante 121.765 espectadores (104.775 pagantes), com gols de Ademir Menezes para o Vasco e Maneco para o America no primeiro tempo, com Ademir marcando o gol da vitória vascaína no segundo tempo. Em 20 jogos o América teve 14 vitórias, 3 empates e 3 derrotas, fazendo 52 gols e sofrendo 30, tendo vencido todos os primeiros clássicos disputados no Maracanã (4 a 2 no Botafogo, 3 a 1 no Fluminense, 3 a 2 no Vasco e 3 a 1 no Bangu), exceto o jogado contra o Flamengo, com quem empatou de 2 a 2. Durante o ano de 1950 o America liderou o Campeonato Carioca, mas após o campeonato entrar pelo ano de 1951, o America perdeu para o Bangu, para o Botafogo e finalmente para o Vasco, nos seus 3 últimos jogos, perdendo também um campeonato que dava como ganho.

Tendo conquistado sete Campeonatos Cariocas em sua história, não teve a felicidade de ver o seu melhor time campeão, em 1955 , mas antes disso mostrou a qualidade que seu time de futebol tinha na década de 1950 .
Em 1951 as equipes inglesas do Arsenal e do Portsmouth FC excursionaram pelo Brasil, tendo ambas enfrentado o América no Maracanã [8]. No dia 27 de Maio o America derrotou o Arsenal perante 20.856 espectadores (14.574 pagantes), com gols de Dimas e Rubens, descontando Gudmursson para os ingleses. Já no dia 8 de Junho o America venceu o Portsmouth por 3 a 2, com gols de Rubens, Ranulfo e Dicknson (contra), com Reid marcando os gols dos ingleses perante 24.005 espectadores (17.864 pagantes).

No dia 18 de julho de 1951, o America conseguiu uma vitória que entrou para a sua história . Convidado para disputar um torneio na cidade de Montevidéu, quando lá chegou verificou que não iria disputar um torneio, e sim um jogo contra o Peñarol, base da Seleção Uruguaia de 1950, que queria reafirmar a superioridade do futebol daquele país. A partida foi marcada para o dia 18 de julho de 1951, data nacional uruguaia e estava decretado feriado desde o dia 16, para comemorarem também o primeiro aniversário da conquista da Copa do Mundo de 1950 . Perante 65.000 uruguaios, o America fez uma grande partida e ganhou o jogo por 3 a 1.

Na conquista do Torneio Extra Carlos Martins da Rocha (torneios extras eram campeonatos disputados nos mesmos anos que os campeonatos cariocas oficiais de determinado ano e este em especial homenageou um ex-dirigente do Botafogo dando-lhe seu nome) em 1952 [10] , o America derrotou o Flamengo por 1 a 0 após 148 minutos de futebol, pois o regulamento previa que haveria tantas prorrogações de 15 minutos quanto fossem necessárias até que um time conquistasse a vitória, fazendo o gol necessário para isto, com o meia-esquerda Ari, fazendo o gol do título americano, com um forte chute de fora da área.

O Jornal dos Sports, de 31 de dezembro de 1954, em sua página 5, divulgou uma pesquisa do instituto de pesquisas IBOPE que apontou a torcida do America como a quarta do Rio de Janeiro, com 6% da preferência dos torcedores, 1% à frente da torcida do Botafogo, o que refletiu o grande momento que o America viveu naquela época.

No Campeonato Carioca de 1954 o America garantiu o vice-campeonato ao vencer o Fluminense por 3 a 0, já em 16 de Fevereiro de 1955 , com 2 gols de Alarcon e 1 de João Carlos. Em 27 jogos o America obteve 17 vitórias, 6 empates e apenas 4 derrotas, marcando 59 gols e sofrendo apenas 27.

O America já havia sido vice-campeão em 1950 e 1954 e no Campeonato Carioca de 1955, realizou grandes jogos, goleando adversários tradicionais como o Flamengo (5 a 1), Fluminense (4 a 0 e 5 a 1), Botafogo (3 a 1 e 4 a 0), Bangu (5 a 3, 6 a 1) São Cristóvão (6 a 0), Madureira (4 a 0).

Fato relevante na montagem deste grande time do America, foram as contratações em Abril de 1955,de Canário, Washington e J. Alves ao Olaria, com Canário vindo a ser grande destaque americano e jogador da Seleção Brasileira. Em 1960, Canário foi o primeiro jogador brasileiro a ser campeão da Copa dos Campeões da Europa, jogando pelo Real Madrid, tendo sido um dos grandes destaques dos merengues nesta conquista.

Em Junho e Julho, o America participa do Torneio Charles Miller, em São Paulo e sagra-se vice-campeão, vencendo o Flamengo (1 a 0), o Peñarol (4 a 1), o Benfica (4 a 2) , perdendo para o Corinthians (3 a 1) e empatando com o Palmeiras (2 a 2), sendo campeão o Corinthians com 1 ponto perdido (o América teve 3).

Ainda em Julho o America vence o Torneio Quadrangular Internacional, em Lima, capital do Peru, vencendo o Universitário (3 a 1), o Alianza (4 a 2) e na final, o Santos por 2 a 1, com 2 gols de Alarcon , descontando Vasconcellos para os santistas. Após a conquista, o America ainda vence um combinado Alianza-Universitário, por 3 a 2, com gols de Wassil (2) e Washington .

A saída do treinador Martim Francisco ao final do Campeonato Carioca de 1955, já em 1956, pode ser considerado o fim deste grande time do America, que não obteria resultados tão expressivos após isto, embora jogadores seus viessem a servir a Seleção Brasileira ainda em 1956, nas Taças Oswaldo Cruz, Atlântico e nos amistosos contra as seleções da Itália e da Argentina, tendo ainda o clube rubro não ter tido a sorte de ver realizado o Torneio Rio-São Paulo em 1956, quando tudo indicava que faria uma grande campanha, pela força de seu time.

Tendo sagrado-se Campeão do Terceiro Turno de 1955 (que entrou pelo ano de 1956), ganhando na final do Fluminense por 2 a 0, com mais de cem mil pessoas no Maracanã entre pagantes e não-pagantes, habilitou-se a disputar as finais em melhor-de-três contra o Flamengo, em outros jogos realizados com o Maracanã lotado.

O America perdeu o primeiro jogo, por 1 a 0, no segundo ganhou do Flamengo por 5 a 1. No último, com cerca de 140.000 pessoas no Maracanã, perdeu para o Flamengo por 4 a 1. A nota destoante, é que nesse último jogo, o América teve o meia-esquerda Alarcon atingido de maneira violenta e por isso teve que sair do jogo aos 15 minutos do primeiro tempo . O America atuou o resto do tempo com apenas 10 jogadores, pois naquela época não era possível fazerem-se substituições,o que certamente contribuiu para o desfecho do campeonato.

Em 1955, o America ainda excursionou pela Europa, realizando dezoito partidas, ganhando treze, empatando três e perdendo duas. O clube rubro montou outro time e acabou fechando a grande década com a conquista do Campeonato Carioca de 1960, ganhando do Fluminense na final [16], com mais de cem mil pessoas presentes ao Maracanã .

1961-1970 : Título regional, Torneios Nacionais e Internacionais

Após conquistar o título carioca no último ano da década de 50, o America não teve tanto sucesso na década de 60, tendo perdido espaço para o Botafogo no futebol carioca neste período, embora alguns grandes momentos.

Em um grande torneio disputado em Nova Iorque, Estados Unidos da América, com a participação de doze clubes de países diferentes, o America conquistou o título do Torneio International Soccer League II 1962, invicto, com 5 vitórias e 2 empates,14 gols a favor e 9 contra, batendo nos dois jogos finais o Belenenses, de Lisboa, por 2 a 1 e 1 a 0.

A maior conquista nesta década foi obtida no dia 18 de Outubro de 1961 quando o America conquistou a Zona Sul da Taça Brasil, etapa regional Sul-Sudeste da Taça Brasil (este foi o último ano que cariocas e paulistas disputaram os torneios regionais da Taça Brasil, pois a partir daí passaram a entrar diretamente nas semi-finais) ao vencer a Sociedade Esportiva Palmeiras por 2 a 1 perante cerca de 30.000 torcedores (19.130 pagantes) , com quem havia empatado por 1 a 1 no primeiro jogo.

Para chegar ao título o America passou também pelo Fonseca Atlético Clube de Niterói (0 a 0 e 3 a 0) e pelo Cruzeiro Esporte Clube (2 a 1 e 1 a 1) .

Outra grande conquista foi obtida no Torneio Internacional Negrão de Lima no Maracanã em 1967, que teve ainda a participação do Club Nacional de Fútbol de Montevidéu (America 1 a 0), do Huracán de Buenos Aires (America 4 a 0) e do vice-campeão Vasco, a quem o America venceu na final por 3 a 1, com 3 gols de Edu. Em 1969, este grande atacante rubro terminou como o artilheiro do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, com o America terminando o maior campeonato do Brasil desta época em sétimo lugar.

Nesta década o America ainda conquistaria o Torneio Quadrangular Costa e Silva (ES) em fevereiro de 1968, torneio que contou com as participações do Clube de Regatas Vasco da Gama, da Desportiva Ferroviária e do Rio Branco Atlético Clube, além do Torneio Luís Viana Filho (BA) em junho, que teve as participações do Esporte Clube Bahia, Esporte Clube Vitória, Galícia Esporte Clube e Clube de Regatas do Flamengo .

1971-1980: O grande time da década de 70

Depois disso, o America formou outro grande time, na década de 1970, e apesar de não ter sido Campeão Carioca, conquistou a Taça Guanabara de 1974 ( em 1975 foi vice) em outra final contra o Fluminense, igualmente com mais de 100.000 pessoas no Maracanã, entre pagantes e não pagantes, escrevendo mais uma página deste clássico , Fluminense versus America . Entre tantos grandes jogadores do America nesta época, havia Luisinho, ou Luís Alberto da Silva Lemos, o Maior Artilheiro do America em todos os tempos, com 311 gols pelo time rubro, nas décadas de 1970 e 1980.

Outro grande nome desta época, foi o zagueiro alemão naturalizado brasileiro, Alex, que fez 670 jogos pelo América (entre 1967 e 1979) e foi um dos jogadores que ganharam o Prêmio Belfort Duarte , mesmo sendo zagueiro no competitivo futebol profissional e tendo disputado centenas de partidas.

Em 1979, o America fez o artilheiro do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão, César, com 13 gols, assim como já havia acontecido no Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1969, quando Edu foi o artilheiro com 14 gols, a frente de ninguém menos do que o Rei Pelé. Já no Campeonato Estadual do Rio de Janeiro (antigo Campeonato Carioca), o America fez o artilheiro nos anos de 1914 (Ojeda, 9 gols), 1929 (Telê, 23 gols), 1974 (Luisinho, 20 gols) e 1983 (Luisinho, 22 gols).

1981-1999: Campeão dos Campeões, alijado do Campeonato Brasileiro e perseguido no
Campeonato Estadual


Em 12 de junho de 1982, o America conquistou o Torneio dos Campeões, competição organizada pela C.B.F. nos moldes do Campeonato Brasileiro, contando com a presença dos maiores clubes do Brasil, derrotando na final o Guarani(SP), por 2 a 1. Neste ano, o America conquistou também a Taça Rio, segundo turno do Campeonato Estadual do RJ ao vencer o Fluminense na última rodada por 4 a 2.

No ano de 1983, o time rubro conquistou o Torneio Costa Dourada, em Tarragona, na Espanha, disputando contra os clubes espanhóis Reial Club Deportiu Espanyol, de Barcelona, e Valencia Club de Fútbol (America 2 a 0 na primeira rodada), além do clube escocês Dundee United, a quem o America venceu na final por 2 a 1.
Em 1986, o America conquistou a melhor colocação em Campeonatos Brasileiros da 1° Divisão, chegando em quarto lugar.

Até 1986 disputou todas as edições do Campeonato Brasileiro na Série A e era então, segundo o Ranking da CBF daquela época, a 13ª equipe mais bem classificada na história do torneio. Naquele ano, inclusive terminou o Campeonato Brasileiro em 3° lugar, levando 50.502 espectadores pagantes ao Maracanã na semifinal em que empatou de 1 a 1 contra o São Paulo FC.

No ano seguinte foi criado o Clube dos 13 que organizou, com o aval da CBF a Copa União. O America foi excluído da disputa pelos organizadores desta copa e recusou-se a disputar a segunda divisão. Manteve-se afastado de competições oficiais por um ano e ao retornar manteve-se longe da tradição histórica, caindo agora no campo para a segunda divisão. Problemas institucionais com a CBF e com a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro impediram o America de continuar a sua trajetória como anteriormente.

2000-2007: A reestruturação americana

O processo de recuperação do clube começou em 2000 com a inauguração do Estádio Giulite Coutinho e uma grande reestruturação financeira, fiscal e patrimonial. Este processo refletiu-se no departamento de Futebol, com a classificação para a Copa do Brasil em 2004 e 2005.

Em 2006 o clube voltou a seus tempos de glória, sendo a grande sensação do Campeonato Carioca: teve a melhor campanha nas fases classsificatórias, foi finalista da Taça Guanabara e também semifinalista da Taça Rio. Na final da Taça Guanabara, contra o Botafogo, quando a não marcação de um pênalti a favor do America poderia ter mudado a história desta taça e do próprio campeonato, estiveram presentes cerca de 45 mil espectadores, o maior público do torneio. Além disso teve 4 jogadores e seu treinador eleitos para a seleção deste campeonato, em que terminou na terceira colocação, posição repetida por 14 vezes pelo America na história do Campeonato Carioca. Com esta campanha, garantiu presença na Copa do Brasil de 2007.
Sua boa fase foi confirmada na Taça Guanabara de 2007, sendo semifinalista novamente, vencendo os clássicos contra Vasco (2 a 1), Fluminense (2 a 0) e Botafogo (2 a 1).

2008: O pior ano da história do América

Para o ano de 2008 o America apostou no inexperiente técnico Ademir Fonseca, mas após derrota sofrida na estréia para o Duque de Caxias, este técnico foi demitido, sendo substituído interinamente por Jorge Vieira, responsável pelo futebol do clube e que foi o técnico campeão carioca pelo clube rubro em 1960 e posteriormente por Amarildo Tavares da Silveira, ex-jogador da Seleção Brasileira, apelidado de "O Possesso". Ainda na Taça Guanabara foi contratado Gaúcho, para enfim tentar tirar o time da incômoda situação de ter de lutar contra o rebaixamento no Campeonato Carioca, o que apesar da reação da equipe rubra na Taça Rio não adiantou, pois o America foi rebaixado em 5 de abril, o que ocorreu pela primeira vez em sua história, tendo disputado até então, 100 campeonatos cariocas da primeira divisão, atrás apenas de Fluminense e Botafogo em número de presenças nesta competição.

2009: O reinício

Em 2009 Romário foi contratado como colaborador do time. O tetracampeão mundial foi recebido por aproximadamente 500 torcedores no Salão Nobre da sede do clube, localizada na Rua Campos Sales, no bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. O America também apresentou a Penalty como fornecedora de material esportivo e a Unimed como patrocinadora, em seu esforço de reerguimento.

Títulos
Nacionais
• Torneio dos Campeões: 1982.

Regionais
• Taça Ioduran: 1917.
• Zona Sul da Taça Brasil:1961.
Estaduais
• Campeonato Carioca: 7 vezes (1913, 1916, 1922, 1928, 1931, 1935 e 1960).
• Vice-Campeonato Carioca: 8 vezes (1911, 1914, 1917, 1921, 1929, 1950, 1954 e 1955).
• Taça Guanabara: 1974.
• Vice-Campeonato Taça Guanabara: 5 vezes (1967, 1975, 1981, 1983 e 2006).
• Taça Rio: 1982.
• Torneio Início: 1949.
• Vice-Campeonato Torneio Início: 4 vezes (1916, 1929, 1934 e 1946).

Outras Conquistas
Internacionais
• Torneio Imprensa Peruana (Peru): 1955.
• Torneio International Soccer League II (Estados Unidos): 1962
• Torneio Internacional Negrão de Lima (Brasil): 1967.
• Torneio Costa Dourada (Espanha): 1983.
• Vice-Campeonato do Torneio Internacional Charles Miller (Brasil):1955
• Vice-Campeonato do Torneio Penatgonal de Guadalajara (México):1961
• Vice-Campeonato do Torneio Villa de Madrid (Espanha):1977

Estaduais e Outras
• Torneio Extra do Rio de Janeiro: 2 vezes (1938 e 1952
• Vice-Campeonato do Torneio Extra: 2 vezes (1934 e 1941).
• Terceiro Turno do Campeonato Carioca: 1955*.
• Torneio Relâmpago do Rio de Janeiro: 1945.
• Taça Eficiência: 1936.
• Taça Disciplina: 1947, 1949, 1965, 1969, 1970 e 1983.
• Campeonato Carioca Carioca de Aspirantes/Segundos Quadros: 1919, 1923, 1926, 1929, 1930, 1932, 1936 e 1968.
• Taça Fernando Loretti Jr. de Aspirantes: 1944.
• Campeonato Carioca de Terceiros Quadros: 1918.
• Campeonato Carioca de Amadores: 1940.
• Torneio Ary Barroso (equipes mistas): 1965*.
• Torneio Quadrangular Costa e Silva:1968
• Torneio Luís Viana Filho:1968
• Taça Jayme de Carvalho: 1976*.
• Vice-Campeonato do Torneio Aberto: 1935.

Categorias de base
• Campeonato Carioca de Juniores: 6 vezes (1933, 1934, 1935, 1938, 1940 e 1941).
• Torneio Início de Juniores: 1953
• Campeonato Carioca Carioca de Infanto-Juvenis: 2 vezes (1969 e 1979).
• Campeonato Carioca Carioca de Infantil: 1981.
• Campeonato Carioca Carioca de Juvenis: 1991.
*Invicto.
**Torneio Extra Carlos Martins da Rocha.
Futebol Feminino
• Campeonato Carioca de Futebol Feminino: 2007.

Histórico em competições oficiais

• Campeonato Brasileiro Série A: 16 (Melhor classificação: 3º em 1986).
• Campeonato Brasileiro Série B: 5 (Melhor classificação: classificado para a Série A em 1982).
• Campeonato Brasileiro Série C: 10 (Melhor classificação: 13º em 1990 e classificado para a Série B em 1991).
• Torneio Roberto Gomes Pedrosa: 2 (Melhor classificação: 7º em 1969)
• Torneio dos Campeões: 1 (Campeão em 1982)
• Taça Brasil: 1 (Melhor classificação : 3º em 1961).
• Copa do Brasil: 2 (Melhor classificação: 35º em 2005).
• Torneio Rio-São Paulo: 13 (Melhor classificação: 5º em 1962).
• Campeonato Carioca: 100 (Melhor participação: Campeão em 7 oportunidades)

O America e a Seleção Brasileira

O America teve cinqüenta e sete jogadores convocados até hoje nas diversas categorias da Seleção Brasileira em competições oficiais ou amistosas, tendo cedido três jogadores para representar o Brasil em Copas do Mundo, sendo que na Copa do Mundo de 1930 foram dois (Joel e Hermógenes) e na Copa do Mundo de 1938 um (Britto). Entre tantos convocados, talvez o mais conhecido de todos seja Jorginho, lateral-direito revelado pelo America e onde ele jogava quando foi campeão mundial de juniores em 1983 e que posteriormente se tornaria campeão da Copa do Mundo de 1994, vindo mais tarde a iniciar sua carreira de treinador neste seu clube do coração.

No primeiro jogo da Seleção Brasileira em 21 de Julho de 1914 contra o Exeter City , o americano Osman fez o segundo gol da Seleção na vitória por 2 a 0, no Estádio de Laranjeiras.

Talvez o maior momento do America na Seleção Brasileira, tenha sido em 1956, quando os jogadores Édson , Hélio, Canário , Leônidas , Romeiro e Ferreira foram convocados para as disputas da Taça Osvaldo Cruz, diante do Paraguai (Brasil 5 a 2, com Leônidas marcando e os seis em campo), da Taça Atlântico contra o Uruguai (Brasil 2 a 0, com Canário marcando e cinco americanos em campo) e Argentina (0 a 0 em Buenos Aires com quatro americanos em campo) e nos amistosos contra a Itália, quando Ferreira e Canário marcaram os gols brasileiros com quatro americanos em campo e nos dois amistosos contra a Seleção Tchecoslovaca de Futebol, primeiro no Rio de Janeiro quando três americanos estavam em campo na derrota por 1 a 0 (Edson, Canário e Leônidas da Selva), como no segundo em em São Paulo, quando dois americanos jogaram na vitória brasileira por 4 a 1(Édson e Canário).

Na última oportunidade, dois jogadores do clube foram convocados para o elenco que conquistou o Torneio do Bicentenário dos Estados Unidos, em 1976: Flecha e Geraldo.

Últimos presidentes do America
• Lucio Lacombe: 1982 - 1984
• Alvaro Grego: 1985 - 1987
• Francisco Cantizano: 1988 / 1990
• Luisinho Cairo: 1991 / 1993
• Francisco Cantizano: 1994 / 1996
• Seraphim Baptista: 1997 / 1999
• Helio Gaudio: 2000 / 2000 (impedimento)
• José Roberto Justo: 2001 / 2002
• Reginaldo Mathias: 2003 / 2008
• Ulisses Salgado: 2009 / 2011

Últimos treinadores do America
• Gaúcho: 2008
• Clóvis de Oliveira:2009

Recordes
Maiores goleadas do America
1. America 11 a 2 Botafogo, 3 de Novembro de 1929
2. America 10 a 1 Haddock Lobo, 16 de Outubro de 1910
3. America 10 a 2 Olaria, 24 de Maio de 1947
4. America 9 a 0 Bangu, 4 de Setembro de 1910
5. America 9 a 1 Americano do Rio de Janeiro, 3 de Maio de 1913
6. America 8 a 0 Rio Cricket, 30 de Maio de 1915
7. America 8 a 1 Portuguesa, 18 de Outubro de 1936
8. America 8 a 1 Bonsucesso, 25 de Janeiro de 1938
9. America 8 a 2 Haddock Lobo, 29 de Agosto de 1909
10. America 8 a 2 Andaraí, 19 de Dezembro de 1937

Maiores Artilheiros do América
• Luisinho: 311;
• Edu: 212;
• Maneco: 187;
• Plácido: 167;
• Carola: 158;
• Chiquinho: 102.

Torcida

Em pesquisa de torcidas realizadas em 1954, o America contava com 6% da torcida carioca, em 1971 com 3%. Em pesquisas mais recentes (Gallup 1993, PLACAR nº 1.189 de 2001 e IBPS 2007, esta última divulgada pelo jornal O GLOBO, em 20 de janeiro de 2008), apontam o America com cerca de 1% da torcida do RJ, o que somaria algo em torno de 150.000 torcedores, somente neste estado. Considerando que o America tem torcida, assim como os demais clubes cariocas, em locais como o ES, Zona da Mata Mineira, SC e DF, para não falar de outras regiões onde existe maior diversificação de torcedores, é possível supor que o America tenha mais de 200.000 torcedores, mesmo após passar alguns anos afastado do cenário nacional. Na cidade do Rio de Janeiro, tradicionalmente a torcida rubra se concentra na região conhecida como Grande Tijuca, onde o clube tem sede e onde também se localizavam os seus estádios anteriores. No Campeonato Brasileiro a média de público histórica do America, é de cerca de 6.500 torcedores (jogos com mando de campo), conforme informou a revista PLACAR nº 1.250, em 2002.

Torcidas organizadas do America
• Torcida Organizada Garra Jovem
• Sangue Jovem
• Inferno Rubro
• Inferno Rubro de Niterói
• Torcida Independente
• Leões Rubros
• Sangue Sul
• Sanguenet
• Orkut Vermelho
• Torcida Rubro-Meritiense
• Sampaio Rubro
• Planalto Rubro (Brasília/DF)
• Leões da Baixada
• Os Vermelhos de Maricá

Maiores públicos do America na história do clube rubro

1. America 0 a 2 Fluminense, 141.689, 9 de Junho de 1968;
2. America 1 a 4 Flamengo, 139.599, 4 de Abril de 1956;
3. America 1 a 2 Vasco, 121.765, 28 de Janeiro de 1951;
4. America 1 a 0 Flamengo, 104.532, 25 de Abril de 1976;
5. America 5 a 1 Flamengo, 100.000 , 1 de Abril de 1956;
6. America 2 a 1 Fluminense, 98.099, 18 de Dezembro de 1960;
7. America 1 a 0 Fluminense, 97.681, 22 de Setembro de 1974;
8. America 0 a 1 Fluminense, 96.035, 27 de Abril de 1975;
9. America 1 a 1 Flamengo, 93.393, 19 de Maio de 1969.
10. America 2 a 0 Fluminense, 92.516, 17 de Março de 1956;

Em Campeonatos Brasileiros da Primeira Divisão
• Partidas no Estádio do Maracanã
1. America 0 a 3 Flamengo, 55.452, 8 de abril de 1984
2. America 1 a 1 São Paulo, 50.502, 18 de fevereiro de 1987
3. America 1 a 1 Flamengo, 48.124, 6 de novembro de 1977
4. America 1 a 3 Vasco, 47.164, 27 de fevereiro de 1982
5. America 1 a 3 Santa Cruz, 46.115, 8 de novembro de 1975
6. America 1 a 0 Fluminense, 41.768, 30 de novembro de 1975
7. America 0 a 1 Vasco, 40.150, 23 de fevereiro de 1980
8. America 0 a 1 Flamengo, 38.712, 17 de outubro de 1976
9. America 2 a 1 Botafogo, 38.679, 26 de março de 1983
10. America 0 a 0 Botafogo, 36.580, 18 de março de 1984

Partidas no Giulite Coutinho
1. America 4 a 3 Flamengo, 12.678, 8 de fevereiro de 2004
2. America 3 a 2 São Caetano, 9.542, 24 de setembro de 2000
3. America 2 a 1 Flamengo, 8.547, 29 de março de 2001

Rankings
• Ranking da CBF :
• Posição: 41º
• Pontuação: 477 pontos
• Ranking Histórico da Revista PLACAR :
• Posição: 28º
• Pontuação: 42 pontos

• Obs.:A revista PLACAR, incorretamente, não considera o Torneio dos Campeões, torneio oficial da CBD, para efeito de pontuação, embora reconheça para este fim outros torneios semelhantes a este.
• Ranking PLACAR do Campeonato Brasileiro :
• Posição: 29º
• Pontuação: 10 pontos
• Ranking PLACAR de pontos do Campeonato Brasileiro :
• Posição: 28º
• Pontuação: 243 pontos


Vale lembrar que a diretoria do América preparou uma festa para comemorar esses 105 anos. Houve agora cedo, às 8 horas da manhã, o hasteamento da bandeira, com participação da Banda da Marinha, missa, café da manhã colonial e uma homenagem à torcedora, Tia Ruth.

No sábado, dia 19, haverá uma série de atividades comemorativas para toda a nação rubra.

A tradicional feijoada da torcida americana, que acontece mensalmente na sede da Rua Campos Sales, será realizada no Estádio Giulite Coutinho a partir do meio-dia. Os americanos poderão aquecer as turbinas para o jogo contra o Profute, às 16 horas, ao som de uma banda de samba e concorrendo a vários brindes. Na hora da partida, haverá uma bela queima de fogos.

Confira os preços especiais para a festa dos 105 anos do Mecão.

- Feijoada + ingresso na arquibancada coberta: R$ 20
- Ingresso de arquibancada coberta: R$ 10 (quem estiver de camisa vermelha paga R$ 5)
- Ingresso de arquibancada descoberta: R$ 2 (quem estiver de camisa vermelha paga R$ 1)


O manager do futebol rubro mandou uma mensagem especial para os torcedores americanos através do site oficial do clube. Romário falou sobre a união dos americanos em torno dos objetivos do clube, que luta para voltar à elite do futebol carioca e brasileiro.

Confira o depoimento:

"Caros americanos,

É com imenso prazer que participo, como manager e torcedor rubro, do aniversário de 105 anos do nosso clube, que serão comemorados nesta sexta-feira.

Desde o início da minha jornada no America, ao lado da diretoria, da comissão técnica e dos jogadores, trabalho no sentido de resgatar toda a grandeza do futebol rubro. Até o momento, nosso time faz uma ótima campanha na Série B do Estadual, mas ainda há um longo caminho para percorrermos. A união de todos neste sentido é imprescindível para que cheguemos ao nosso primeiro objetivo: levar o Mecão de volta à elite do futebol do Rio.

Que mais um aniversário do nosso clube sirva para que possamos nos fechar ainda mais no projeto de alçar o America a voôs cada vez maiores.

Saudações rubras!"



VIDEOBLOG
HINO E CRAQUES


A TORCIDA

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

DECOLA FOGÃO

Gabriel comemora com o avião alvinegro, vai decolar!!!
Foto: Lancenet
Torcedores do Glorioso,

Enfim o Botafogo conseguiu vencer sob o comando de Estevam Soares, a vitória não poderia ser melhor, diante da torcida, em uma competição internacional e carimbando a passagem para a próxima fase, tudo bem que os três gols foram complicados, um com a bola tocando na trave e os outros dois em chutes que saíram errado e tomaram o rumo certo. Agora é aproveitar o clima de festa que a vitória traz e partir para cima do Santos. Na próxima fase o Botafogo encara o Emelec, do Equador.

O Furacão veio com um desfalque sério, Paulo Baier foi poupado. No lado do fogão, Castillo e Alessandro (uhhhh) eram inoperantes como sempre. A partida começou fraca tecnicamente, as equipes não criaram chances de gol e erravam muitos passes. Nesse meio tempo, Jonatas se destacou fazendo jogadas de efeito aplicando "caneta" e "drible da vaca" nos adversário, mas quando tinha a chance dentro da área, se atirava pedindo pênalti.

O Bota até teve um pênalti a seu favor, de Rafael Miranda em André Lima, Seneme ignorou. O Atlético-PR então veio com vontade e Wesley avançou pela esquerda de ataque, limpou Alessandro (uhhhh) e acertou um chutaço, Castillo ainda tocou na bola e não evitou. O lance foi fundamental para a torcida alvinegra começar a pegar no pé do lateral alvinegro e vaiar, além de soltar os gritos de "Ahhh é Thiaguinho", reserva imediato.

O alvinegro seguiu jogando mal, tinha que agora vencer a partida para avançar de fase. Num cruzamento para a área, Reinaldo achou um pênalti quase que ao fim da primeira etapa. Lúcio Flávio bateu no canto oposto do goleiro e a bola ainda tocou no poste esquerdo antes de entrar.

Para o segundo tempo Estevam Soares sacou Alessandro (uhhhh) e colocou Thiaguinho. O Bota ganhou mais volume de jogo e veio disposto a virar a partida. Aos 14 minutos Thiaguinho cobrou lateral para dentro da área, a bola quicou e Lúcio Flávio pegou estranho, do outro lado André Lima deixou passar, Gabriel pegou errado na bola e acabou acertando o gol. Botafogo 2 a 1.

A vitória parecia certa, o furacão não mostrava vontade de empatar a partida, enquanto isso, o Botafogo ficava próximo de marcar e Lúcio Flávio acertou a rede pelo lado de fora em cobrança de falta. Aos 36 minutos, Nei recebeu livre pelo lado direito, ele bateu firme na bola e Castillo levou um frangaço. 2 a 2. Mais uma vez o Botafogo via a vitória escapar por entre os dedos, desta vez numa falha individual. Dois minutos depois Lúcio Flávio jogou bola para a área em cobrança de falta, André Lima desviou e Wellington completou de joelho confundindo Gallatto. 3 a 2.

Ao final do jogo, Victor Simões, que entrou no segundo tempo, recebeu de frente para o goleiro do Atlético-PR, parou, escolheu o canto e chutou acertando o poste. Mas esse lance não fez falta, com a vitória o Bota quebrou um jejum de dez partidas sem vencer e na próxima fase encara o Emelec.

FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO 3 X 2 ATLÉTICO-PR

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 16/09/09 - 21h50min
Árbitro - Wilson Luiz Seneme (BRA)
Auxiliares - Ednilson Corona (BRA) e Carlos Berkenbrock (BRA)
Renda/Público: R$ 28.512,50 / 4519 pagantes
Cartões amarelos: Leandro Guerreiro (BOT) Valencia, Fransergio, Patrick (CAP)
Cartões vermelhos: Não Houve

GOLS: Wesley, 32'/1°T (0-1); Lucio Flavio, 45'/1°T (1-1); Gabriel, 14'/2°T (2-1); Nei, 36'/2°T (2-2); Wellington, 38'/2°T (3-2)

BOTAFOGO: Castillo, Emerson, Juninho e Wellington; Alessandro (Thiaguinho, intervalo), Leandro Guerreiro, Jônatas, Lucio Flavio e Gabriel (Eduardo, 25'/2ºT); Reinaldo (Victor Simões, 34'/2ºT) e André Lima. Técnico: Estevam Soares.

ATLÉTICO-PR: Galato, Bruno Costa, Manoel, Fransergio e Wesley; Valencia, Rafael Miranda (Jonathan, 25'/2ºT), Raul (Nei, 25'/2ºT) e Marcinho; Wallyson e Alex Mineiro (Patrick, 42'/1ºT). Técnico: Antônio Lopes.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

CRISE - AGORA FORA DE CAMPO

Movimento prepara "revolução" e Assumpção pode sair antes do esperado
Foto: Globoesporte.com


Torcedores do Glorioso,

Durante a semana saíram matérias no blog oficial do Movimento Carlito Rocha a respeito de desvios de verba e até mesmo gratuidades não reveladas para jogos do Botafogo no Engenhão. A foto de um bilhete, que seria de cortesia presidencial, está estampada no blog, segundo os representantes do movimento, esse bilhete teria sido conseguido nas mãos de cambistas. Além dessa grave denúncia, uma postagem do blog indica superfaturação em relação aos refrigerantes vendidos em dias de jogos, cujo o preço subiu para quatro reais, sendo que, em General Severiano, aonde os funcionários são os mesmos, o refrigenrante custa dois reais.

Com isso, somado a fase negra do Botafogo no brasileirão, o Movimento Carlito Rocha, que até então estava alheio a diretoria desde a posse de Maurício Assumpção, resolveu declarar oposição ao novo presidente e tenta, inclusive, uma renúncia. Há algumas semanas o movimento agrega conselheiros descontentes e ex-aliados de Maurício, segundo informações do Lance.

Domingo, militantes do movimento distribuíram mais de quatro mil panfletos criticando a gestão de Maurício Assumpção. A administração do Engenhão e promessas não cumpridas foram os alvos.

“Hoje vemos um presidente confuso, sem saber o que fazer diante das dificuldades que encontra. E se compararmos com o presidente falante de 2008, que prometia um fundo de 20 milhões para contratar ‘jogadores de cem mil que resolvam, não vários ruins de dez mil’, chegamos à conclusão de que temos alguém que faltou com a verdade com a torcida, dando-lhe falsas esperanças de glórias”, dizia um trecho do panfleto distribuído no Engenhão.

Como se já não bastasse, a FILA, forncedora de material esportivo, suspendeu a utilização do quarto uniforme, como divulgado aqui no Futebol Carioca Ofical, com a alegação de evitar pirataria. Outro fator importante no Botafogo é a possível queda de Estevam Soares diante de um insucesso contra o Santos, na Vila Belmiro. Falando em Estevam, ele pediu e a diretoria anunciou a contratação do meia Rodrigo Fuska, de 21 anos.

"Revolução", material esportivo vetado, ameaça e Fuska para fugir do rebaixamento. A segunda divisão se aproxima? Espero que não.

Saudações Alvinegras.

RETORNO CADA VEZ MAIS PRÓXIMO

Amigos vascaínos,

Nesta terça o Vasco deu mais um importante passo rumo ao acesso e o título da Série B. Jogando fora de casa contra o São Caetano, a equipe conseguiu a vitória por 1x0, chegou aos 49 pontos e abriu 11 de vantagem sobre o quinto colocado, a Portuguesa. O gol da vitória foi marcado por Élton, aos 39 minutos do segundo tempo. No sábado, o time volta a campo para enfrentar o Guarani, atual vice-líder, no Maracanã.

Essa foi mais uma daquelas vitórias que dão gosto de assistir. Longe de ter tido uma atuação tecnicamente excepcional, o Vasco soube conduzir o jogo com paciência, inteligência e chegou a vitória com méritos totais.Bem postado na defesa, o Gigante da Colina centralizava as ações ofensivas em Carlos Alberto. Com muita movimentação, ele chamava o jogo para si, atraindo a marcação adversária. Em um lance, Patrício fez falta em CA e acabou quebrando a perna.

O Azulão ameaçava apenas em bolas paradas. Coincidentemente, em cruzamentos onde ninguém desviou, quase os dois times marcaram, com Paulo Sérgio e Eduardo Ramos. Aos 40, Élton marcou em posição de impedimento e aos 46, Carlos Alberto teve grande chance em cabeçada, mas mandou pra fora.

Como o jogo estava duro, Dorival sacou o leve Robinho para a entrada de Adriano. E o Vasco seguiu cozinhando o jogo até os 18, quando Anderson Marques deu a última de suas botinadas e foi expulso pelo árbitro. Com um a mais, o time passou a ser mais ofensivo, no que contribuiu a entrada de Enrico no lugar de Amaral.

O 0x0 passava agora a interessar aos dois times, já que o São Caetano pouca força tinha para atacar, enquanto o Vasco se mantinha na liderança com o empate. Aos 34, Gian foi enforcado dentro da área adversária, mas o juiz ignorou a penalidade.

E aos 39, de forma precisa o time soube matar o jogo. Enrico driblou Roger e tocou para Ramon, que cruzou para Élton na marca do pênalti. O camisa 9, dominou com categoria e fuzilou o gol de Luiz. Vascão 1x0 e explosão da torcida, maioria no Anacleto Campanella.

Daí em diante, bastou segurar o desespero do adversário, que mandou até o goleiro para a área. Matamos um adversário direto pelo acesso, que agora está 12 pontos atrás de nós. Impossível não é, mas essa vantagem é muito difícil de ser tirada em 14 rodadas. O acesso está cada vez mais próximo e agora virão três jogos seguidos no Rio para consolidar ainda mais esta condição.
O Vasco atuou com: Fernando Prass, Paulo Sérgio (Fagner, 34'/2°T), Vilson, Gian e Ramon; Amaral (Enrico, 25'/2°T), Nilton, Allan e Carlos Alberto; Robinho (Adriano, intervalo) e Elton.
.
Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

CLÁSSICO DE BENGALAS!!!


Lúcio Flávio e Alan pouco produziram
Foto: Sátiro Sodré / BFR


Caros amigos tricolores,

Eu avisei no meu último post: quem tivesse coragem que fosse ao Engenhão. Fez valer aquele velho ditado: "quem avisa amigo é". Num jogo fraco, o empate em 0 x 0 mostrou o que foi a partida (por mim nem escreveria nada, porque o post abaixo do Ricardo resumiu bem o que eu queria dizer). Vou só acrescentar algumas coisas:

1) Como tricolor tenho que manter esperanças enquanto houver chances matemáticas, mas está muito, muito difícil salvação do Fluminense.

2) O Kieza não pode nunca em um clássico querer fazer um gol da forma que quis. Ao contrário do Cuca, que prefiriu não culpá-lo, não vou dizer que foi culpa dele, mas chutar daquela forma, com a situação do clube, não pode!!!

3) Com mais alguns jogadores a disposição, como Urrutia, o argentino Gonzalez (estreia razoável ontem) e talvez o retorno do Fred (não justificou o investimento), o Fluminense pode melhorar, mas talvez não tenha tanto tempo para isso.

4) Cuca chegou no Tricolor e rasgou elogios ao Fábio Neves. Porém, foram duas partidas e Neves não jogou nenhum minuto.

5) A situação do Flu é péssima, mas a do Botafogo também não é lá grandes coisas. Depois que o Estevam chegou, nenhuma vitória.

Um abraço a todos

Thiago Zorro

domingo, 13 de setembro de 2009

A PIPA DO VOVÔ NÃO SOBE MAIS...

Eduardo e Ruy disputam a jogada
Foto: Globoesporte.com
Torcedores do Glorioso,

Com essa clássica música do mestre Sílvio Santos, começo a postagem de hoje. Infelizmente, terei que falar sobre um jogo fraco técnica e taticamente ao ponto de nem poder ser chamado de clássico, uma vergonha o que estão fazendo com dois clubes que possuem tanto peso no cenário nacional e mundial. Botafogo e Fluminense é chamado de clássico vovô por ser o clássico mais antigo do país, a denominação pode continuar, mas por ser o clássico mais lento do país. Só posso dizer que o 0 a 0 foi merecido, pior para o tricolor que segue isolado na ponta de baixo da tabela.

Alguns craques como: Garrincha, Nílton Santos, Didi, Rivellino, Assis, Washington, Túlio Maravilha, Carvalho Leite, Gérson, Romerito, Castilho e até Dodô já tiveram a oportunidade de defender Botafogo ou Fluminense num clássico vovô, alguns desta lista chegaram a defender os dois clubes, e hoje, infelizmente, temos que ver pragas como: Emerson, Kieza, Alan, Roni, Adeílson, Fahel, Eduardo e Gum. Só poderia mesmo ser placar em branco.

O Flu teve a primeira oportunidade da partida com o argentino Ezequiel Gonzáles, que acertou o travessão. O Bota respondeu depois que Lúcio Flávio cruzou e André Lima cabeceou entre os zagueiros pela linha de fundo. O "clássico" era muito ruim, não havia quem fizesse a diferença. Até que aos 39 minutos, Jonatas deu belo passe para Eduardo, ele esperou demais e concluiu em cima de Rafael, no rebote, ainda zuniu a redonda. Juninho ainda teve duas oportunidades de marcar em cobrança de falta e desperdiçou.

Os dois times voltaram para o segundo tempo assim como terminaram o primeiro, sem vontade. Algumas alterações foram feitas, mas o ponto alto do jogo foi quando Emerson errou na frente de Kieza e o atacante tricolor saiu na cara de Jéfferson que fez um milagre. Foi o lance da partida, dois erros numa só jogada e um lampejo de habilidade. O jogo só poderia mesmo terminar empatado e como começou. Como diria João Saldanha: "Não foi resultado, foi nota: NOTA ZERO PRA UM, NOTA ZERO PRA OUTRO".

BOTAFOGO 0 X 0 FLUMINENSE

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 13/9/2009 - 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e Marco Aurélio dos Santos Pessanha (RJ)
Renda e público: R$ 276.859,50 / 18.368 pagantes

Cartões amarelos: André Lima, Lucio Flavio, Fahel, Eduardo (BOT); Equi González, Gum, Diguinho, Alan (FLU)
Cartões vermelhos: Não houve.

BOTAFOGO: Jefferson, Emerson, Juninho e Fahel; Alessandro (Thiaguinho, 21'/2ºT), Leandro Guerreiro, Jônatas, Lucio Flavio (Renato, 31'/2ºT) e Eduardo; Reinaldo (Ricardinho, 23'/2ºT) e André Lima. Técnico: Estevam Soares.

FLUMINENSE: Rafael, Ruy, Gum, Luiz Alberto e Paulo César (Roni, 39'/2ºT); Diogo, Diguinho, Conca e Equi González (Tartá, 18'/2ºT); Adeílson (Kieza) e Alan (Kieza, 18'/2ºT). Técnico: Cuca

R DE RUBINHO. R DE RECUPERAÇÃO!


O Blog é sobre o futebol carioca, mas não é sempre que o nosso bravo Rubens Barrichelo conquista duas vitórias consecutivas na Fórmula 1. Rubinho foi perfeito no Grand Prêmio de Monza, na Itália. Uma das mais tradicionais pistas do automobilismo mundial. O brasileiro largou em quinto lugar, conquistou uma posição logo na largada ultrapassando Heikki Kovalainen ainda com o risco de ter o câmbio quebrado durante a prova.

Rubinho conseguiu seu terceiro triunfo na pista de Monza, após chegar ao alto do pódio nas corridas de 2002 e 2004, quando ainda estava na Ferrari. De quebra, ainda deixou Jenson Button, seu companheiro na Brawn GP e rival na luta pelo campeonato, em segundo com a diferença para o título reduzida para 14 pontos faltando quatro provas para o fim da temporada.

A próxima corrida da temporada será disputada em Cingapura, à noite, daqui a duas semanas, no dia 27 de setembro. Além desta prova, ainda faltam no calendário Japão (Suzuka), Brasil (Interlagos) e Emirados Árabes (Abu Dhabi).

Utilizando-se de uma grande estratégia fazendo apenas um pit stop, Rubinho foi ágil nas curvas e nas retas para administrar a liderança, já que Lewis Hamilton, Adrian Sutil e Kimi Haikkonen foram obrigados a parar duas vezes.

Jenson Button não demonstrou nenhuma pressão ao brasileiro durante o Grande Prêmio e mesmo quando tudo poderia se tornar difícil após Lewis Hamilton que estava na terceira posição conseguir a proeza de bater na última volta. Safety Car? Que nada! Lá na frente, Rubinho já estava cruzando a linha de chegada!

Nunca pensei que fosse ver Rubens Barrichelo tão perto da briga pelo título apesar de achar ainda pouco provável a conquista. Valeu mesmo foi vê-lo conquistando a 101ª vitória brasileira na F1. E pra não falar que isso nada tem a ver com futebol, uma bandeira do Flamengo foi a única a tremular próximo ao pódio. Vale lembrar também que Rubinho é corinthiano e é a segunda vez que ele chega com a camisa do Timão e conquista a segunda vitória. Coisas do futebol, não é mesmo?

CLÁSSICO DOS DESESPERADOS!

Alan e Reinaldo travarão uma batalha no ataque
Criação: Renan Moura

Hoje, o clássico entre Botafogo e Fluminense, às 18:30, voltará a mexer com as emoções dos torcedores no Engenhão. Este por sinal foi o jogo que abriu as portas do estádio para o futebol. Em compensação, atualmente os clubes não tem muito o que comemorar. Ambos estão na zona de rebaixamento e o confronto será a oportunidade de empurrar de uma vez por todas o adversário para a Segunda Divisão.

O Fluminense é o lanterna com 17 pontos e uma derrota pode decretar o descenso da equipe. Uma vitória dará um suspiro a mais ao time comandado pelo técnico Cuca que busca a primeira conquista sob o comando do Tricolor. Esse é o mesmo objetivo do treinador alviengro, Estevam Soares. Em nove jogos nenhuma vitória.

Para este jogão, Botafogo e Fluminense se refugiaram longe do Rio de Janeiro. Enquanto o Fluzão foi para Mangaratiba, o Fogão correu para Saquarema. A semana de treinos parece ter renovado o ânimo dos jogadores das duas equipes que retornam a capital com o espírito renovado.

O Botafogo joga em casa diante da sua torcida que não está tão crente em seu time. O Alvinegro não vence em casa desde o dia 1º de agosto. Estevam Soares deve mandar a campo os seus comandados no esquema 3-5-2. Jeferson fará sua reestreia com a camisa número 1. Michael e Victor Simões foram barrados para a entrada de Eduardo e Reinaldo, respectivamente. Fahel é outro que ganha nova oportunidade entre os titulares. Estevam Soares treinou exaustivamente na última atividade jogadas de bola parada afirmando que esta poderá ser a arma para surpreender o adversário.

No Fluminense, o técnco Cuca mantém o mistério quanto ao companheiro de ataque do jovem Alan. Kieza e Adeílson brigam pela posição. Roni que vem caindo de produção está barrado pelo treinador tricolor. A novidade fica por conta da estreia do argentino Equi Gonzalez. O capitão Luiz Alberto e o lateral-direito Ruy também retornam ao time. Dalton e Mariano ficam como opções no banco de reservas.

É triste ver que um dos dois clubes ou até mesmo os dois poderão disputar a Série B do ano que vem enquanto as equipes de São Paulo só aumentam na Primeira Divisão do Brasileirão. Se hoje eles têm seis equipes (Santos, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santo André e Barueri), ano que vem pode ser pior com o Guarani se juntando a este grupo. Vale lembrar que o Bugre é o segundo colocado atrás do Vasco da Gama. Estrutura e profissionalismo é importantíssimo dentro do futebol pena que os dirigentes cariocas nem sempre abrem os olhos para este quesito.

Boa sorte a você torcedor no clássico dos desesperados!



FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO X FLUMINENSE


Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 13/9/2009 - 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e Marco Aurélio dos Santos Pessanha (RJ)

BOTAFOGO: Jefferson, Emerson, Juninho e Fahel; Alessandro, Leandro Guerreiro, Jônatas, Lucio Flavio e Eduardo; Reinaldo e André Lima. Técnico: Estevam Soares.

FLUMINENSE: Rafael, Ruy, Gum, Luiz Alberto e Paulo César; Diogo, Diguinho, Conca e Equi González; Adeílson (Kieza) e Alan. Técnico: Cuca.