Campeonato Brasileiro
[23/10 e 24/10] .::. Atlético-PR x Fluminense / Botafogo x Vitória / Vasco x Flamengo .::.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

INFELIZ!

Adriano e Dênis Marques não conseguem encontrar o entrosamento perfeito
Foto: Abril


Torcedores do Mais Querido do Brasil!

O Flamengo foi infeliz no jogo de ontem diante do Goiás. Após um empate suado com o ex-lanterna Náutico por 1 a 1 no último domingo esperava-se uma derrota copiosa no Serra Dourada para uma equipe que vem embalada na competição e que tinha conquistado cinco vitórias consecutivas. Apesar da primeira etapa péssima, no segundo tempo o Fla foi dominante e reagiu, mas no fim, Iarley repetindo o que aconteceu em 2008 desempatou e garantiu os três pontos para os donos da casa.

Durante os 45 minutos iniciais deu raiva assistir os erros de marcação e passe da equipe rubro-negra. O estreante Denis Marques apresentou um futebol pífio. Em sua última chance ele perdeu um gol cara a cara com o goleiro Harley. Precisa evoluir muito para vestir a temida camisa 9 da Gávea. Explorando o tamanho do gramado em Goânia, a equipe Esmeraldina partia pra cima em busca de liquidar logo o jogo.

Aos 11 minutos, o jovem Felipe Menezes arriscou o chute. Bruno salvou parcialmente e o novo Júnior Baiano (Airton) rechaçou do perigo. Sinceramente, o Airton está virando um bonde. Está certo que ele é brigador e não desiste da jogada, mas há certas ocasiões que o 'volante de trator' esquece o futebol e parece querer disputar uma luta livre. Não é a toa que está frequentemente visitando o STJD.

Aos 13 minutos não teve jeito. Na pressão exercida pelo Goiás, após cruzamento de escanteio de Léo Lima, Amaral subiu mais que todo mundo e cabeceou firme sem chances para Bruno. 1 a 0.

Sem ter aquele camisa 10 de ofício em campo pelo lado carioca (Fierro estava mais perdido que cego em tiroteio), Adriano saia constantemente da área para quem sabe arriscar um chute de longa distância. E quase ele marcou aos 18 minutos.

Aos 23 minutos, o árbitro Heber Roberto Lopes começava a aparecer com suas lambanças. Depois de empurrar Willians, Léo Lima recebeu sozinho a bola e estufou a rede. 2 a 0. O incrível é que o juiz estava com um ótimo ângulo de visão e não marcou a infração por que não quis. Serve de lição para mostrar que futebol também conta com a inteligência e nem sempre o que é falta realmente é falta.

Pet entra no segundo tempo e muda a cara do jogo

No segundo tempo, Andrade mexeu na equipe. Petkovic (dependendo do condicionamento físico merece ser titular por o que vem apresentando nos últimos jogos) e Bruno Paulo entraram na vaga do inoperante Kléberson e Dênis Marques, respectivamente.

O Flamengo ganhou gás e com a tranquilidade e a qualidade do sérvio, o time rubro-negro começou a dominar o jogo não demorando muito para marcar. Logo com um minuto, Rafael Toloi cometeu pênalti em Adriano que o árbitro não marcou, entretanto, no lance seguinte, novamente Toloi agarrou o Imperador. O camisa "10" cobrou no meio do gol e diminuiu. 2 a 1.

O Goiás tentava ir para o ataque, mas o nervosismo impedia alguma reação. O Flamengo aproveitou e trocando bons passes rondava com perigo a grande área do adversário. Com a categoria de Pet que distribuia bem as jogadas e o trabalho de pivô de Adriano entre os zagueiros, o gol era questão de tempo. E a boa movimentação premiou o gringo. Adriano chamou a marcação e abriu espaço para Petkovic arriscar o chute colocado no canto esquerdo de Harley. Golaço. 2 a 2.

Com o empate no placar, parecia que as equipes estavam satisfeitas. Porém, assim como no ano passado o alviverde contava com o atacante Iarley, o jogador dos instantes finais contra o Flamengo. E justamente ele desempatou de novo. Aos 46, após vacilo da zaga rubro-negra, o camisa 9 do Goiás fuzilou a meta do goleiro Bruno. 3 a 2.

Uma derrota injusta pelo segundo tempo. Mas futebol não premia apenas ao apresentado em parte de um jogo e sim aos detalhes de um todo.

Na próxima rodada, o Goiás visita o São Paulo, domingo, no Morumbi. No mesmo dia, o Flamengo faz o duelo das maiores torcidas do país contra o Corinthians, no Maracanã. E cadê o Ronaldo?

FICHA TÉCNICA:
GOIÁS 3 X 2 FLAMENGO


Estádio: Serra Dourada, Goiânia (GO)
Data/hora: 05/08/2009 - 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn (PR) e José Carlos Dias Passos (PR)
Renda/público: R$1.024,680/37.320 pagantes (42.913 presentes)
Cartões amarelos: Douglas, Ernando, Leandro Euzébio e Léo Lima (GOI); Aírton, Ronaldo Angelim e Fierro (FLA)

GOIÁS: Harlei, Ernando, Leandro Euzébio e Rafael Tolói; Douglas, Amaral, Fernando (Gomes, 37´/2ºT), Léo Lima, Felipe Menezes (Zé Carlos, 30´/2ºT) e Julio Cesar; Iarley - Técnico: Hélio dos Anjos

FLAMENGO: Bruno (6.0), Welington (6.0), Aírton (5.5) e Ronaldo Angelim (5.0); Léo Moura (5.5), Willians (5.5), Fierro (5.0) (Lenon - 5.0), Kleberson (4.0) (Petkovic - 7.5) e Everton (5.5); Denis Marques (3.5) (Bruno Paulo - 5.5) e Adriano (7.0) - Técnico: Andrade (6.0)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

GOYTACAZ TEM NOVO TREINADOR

Dário Lourenço teve curta passagem pelo Vasco
Foto: Site Oficial do Macaé

Agora é oficial. Dário Lourenço é o novo treinador do Goytacaz e se apresentará na Rua do Gás, às 14h. Depois de negociar, acertar e anunciar Eugênio Carlos, que retornaria ao clube que trabalhou em 2008, o presidente Zander Pereira foi pego de surpresa na noite de segunda-feira com a impossibilidade do treinador, que é funcionário do Cruzeiro, assumir o comando técnico do Goytacaz por não ter sido liberado pelo clube mineiro, onde trabalha nas divisões de base.

"Com ele estava tudo certo, mas recebi a informação de que o Cruzeiro não quis liberará-lo. Queríamos contar com o Eugênio aqui novamente mas, infelizmente, não foi possível. Já havíamos conversado com o Dário Lourenço, que é outro profissional que confiamos e não poderíamos esperar mais. Ele já está na cidade e se apresenta ao clube às 14h. Entendemos ser um nome importante também pelo fato de conhecer a maior parte do elenco", declarou por telefone o presidente alvianil.

Nesta segunda, Zander Pereira esteve na cidade de Nova Friburgo, onde teve reuniões com a diretoria do Friburguense, clube com o qual busca entendimento para contar com boa parte do elenco que acaba de ser eliminado do Brasileiro da Série D. Podem chegar à Rua do Gás seis ou sete atletas do clube serrano.

Em 2006, parte deste grupo jogou pelo Goytacaz na gestão de Valtair Almeida. Na ocasião, o clube conquistou uma das quatro primeiras posições da Seletiva de Acesso à Primeira Divisão, que acabou impugnada pela justiça. Atuaram naquela equipe Sérgio Gomes, Cadão, Bidu, e o meia Carlos Alberto, que já está no elenco.

Além desses nomes, outros como o goleiro Adriano e os atacantes Ziquinha e Diego também interessam. Na tarde desta terça-feira, na apresentação do novo treinador, o presidente Zander Pereira deverá confirmar o nome dos novos reforços.

O Goyta volta a campo nesta quarta-feira, quando recebe, no Estádio Ary de Oliveira e Souza, o líder Nova Iguaçu, que na rodada de domingo venceu o Olaria, um dos favoritos ao acesso, por 1 a 0. A partida acontecerá às 15h, já sob os olhares do novo treinador.

Fonte: FutRio


sábado, 1 de agosto de 2009

NO ÚLTIMO MINUTO E... VITÓRIA

Personagem do jogo: André Lima comemora a vitória
Foto: AGIF

Torcedores do Glorioso,
Tem coisas que só acontecem ao Botafogo. Vocês devem estar estranhando o que essa frase, que sempre é pensada pelo lado negativo, está fazendo logo no início da postagem num dia em que tudo deu certo e o fogão venceu. Acontece é que essa frase só está aqui, porque o Bota não jogou nem metade do que o Barueri jogou e acabou levando sorte para vencer, sorte que faltou nas partidas diante do Coritiba, Náutico e Flamengo. Agora deve ser assim, para vencer, é preciso jogar mal, se jogar bem, prepare-se para uma frustração. André Lima salvou nossa pátria balançando a rede duas vezes, Márcio Careca descontou.

Em meio a essa vitória conseguida no último suspiro eu não tenho nem o que falar contra o time, apesar dos erros bobos de marcação e posicionamento que acompanham o Botafogo desde que eu me lembre. Lúcio Flávio novamente foi um gigante em campo, é verdade que sumiu por uns dez minutos, mas conseguiu mostrar sua força em campo, André Lima marcou dois gols, mas foram gols na vontade, na raça, sem técnica alguma. Parabéns também para a torcida, que gritou queremos raça e cantou com o time o segundo tempo todo, até o gol que coroou a vitória. Após o jogo, um aplauso duradouro diante a comemoração alvinegra de André Lima.

Nos primeiro 15 minutos o Botafogo foi dono do jogo, embora com uma superioridade nítida, o Bota só conseguiu dois chutes ao gol, ambos com Lúcio Flávio. O Barueri equilibrou a partida e exatamente aos 16 minutos conseguiu seu primeiro chute a gol, Ralf mandou um chutaço da entrada da área e Castillo se esticou todo para salvar com a ponta dos dedos. Com esse equilibrio, o Botafogo foi levando a pior na partida, com três zagueiros fixos, ambos com mais de 1,90m o Barueri bloqueava as tentativas do alvinegro, enquanto isso, Fernandinho assustava a defesa do Bota com decidas rápidas.

De tanto insistir nos cruzamentos, o Botafogo acabou sendo recompensado com a jogada que parecia a mais manjada e sem objetivo até então. Juninho ergueu na área, Batista testou, o goleiro Renê rebateu e o caneleiro mais habilidoso do Brasil (me desculpe Obina), empurrou para a rede, André Lima, Fogão 1 a 0. É, tudo parecia tranquilo, mas aí apareceu Fernandinho que rabiscou a defesa do Botafogo e rolou para trás, Márcio Careca chegou enchendo o pé para estufar a rede. Quando a bola entrou, já passavam dos 44 minutos, era o filme se repetindo e foi esse o papo do intervalo, os gols no final do jogo.

Sem alterações, e sob vaias, os dois times voltaram a campo. O panorama do jogo não mudou, o Barueri parecia mais perto do gol, enquanto o Botafogo, desorganizado, não criava. Assim Ney Franco se viu obrigado a mudar, e foi logo uma mudança dupla. Renato e Batista sairam para as entradas de Jonatas e Reinaldo, respectivamente. Passou um pensamento em minha cabeça: -" O Ney Franco é maluco? A gente está tomando pressão e ele coloca mais um atacante para tirar um cabeça de área? Tinha que ter tirado o André Lima".

Pensamento errado, as vezes nós, torcedores, subestimamos aqueles que estão com os jogadores todo dia, Ney Franco talvez tenha feito as alterações mais certas da carreira dele. O Botafogo ganhou corpo no meio campo e qualidade no ataque. As jogadas começaram a aparecer, mesmo com o Barueri estando cada vez mais vivo em campo. Victor Simões ganhou no lado esquerdo e meteu para a área, André Lima desviou e por pouco não marcou. Minutos depois Lúcio Flávio apareceu de surpresa e colocou a bola no canto de Renê, mas a bola tirou tinta da trave e não entrou.

Nos últimos 15 minutos, não havia mais esquema tático, nem posições fixas, o Glorioso passou a usar o fator campo e a contar com o apoio da sua torcida em busca do gol salvador. Como se fosse num gol de ouro em final de Copa do Mundo (guardada as devidas proporções) o Botafogo foi valente e foi para cima. Toda a mágoa guardada nas últimas partidas pelos gols que levou no final, fez o time ter vontade até alcançar o objetivo. Jonatas começou a jogada e tocou para Reinaldo que de primeiro tocou para André Lima soltar o pé direito e balançar a rede para decretar o delírio no Engenhão, enfim a sorte virou para o nosso lado. Nas entrevistas, Leandro Guerreiro retratou o que é o Botafogo: -"Com a gente sempre tem que ser difícil, por mais que a gente se esforçe, parece que fica cada vez mais complicado".


BOTAFOGO 2 X 1 BARUERI

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 01/08/2009 - 18h30 (Brasília)
Árbitro: Arilson Bispo da Anunciação (Aspirante FIFA-BA)
Auxiliares: Altemir Hausmann (RS) e Marco Antonio Martins (SC)
Renda/público: R$ 139.367,50 / 12.432 presentes
Cartões amarelos: André Lima e Alessandro (BOT); Márcio Careca, Leandro Castan, Bruno Ribeiro e Ralf(BAR)
GOLS: André Lima, 36'/1°T (1-0); Marcio Careca, 44'/1°T (1-1); André Lima, 46'/2°T (2-1).

BOTAFOGO: Castillo, Wellington, Juninho e Eduardo; Alessandro (Thiaguinho, 28'/2°T), Leandro Guerreiro, Renato (Jônatas, 10'/2ºT) Lucio Flavio e Batista (Reinaldo, 10'/2ºT); André Lima e Victor Simões. Técnico: Ney Franco.

BARUERI: Renê, Leandro Castan, Xandão e André Luiz; Bruno Ribeiro (Márcio Hahn, 22'/2°T), Ralf, Everton, Thiago Humberto e Márcio Careca; Fernandinho (Willian, 40'/2°T) e Luis. Técnico: Estevam Soares

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O TROCO!

Léo Moura empatou o jogo no Maracanã
Foto: Vipcomm


Torcedores do Mais Querido do Brasil!

No ano passado, o Flamengo brigava por uma vaga na Taça Libertadores, mas o Atlético-MG goleou o Rubro-Negro no Maracanã por 3 a 0, porém, ontem, a torcida teve o gostinho de revanche e do troco. O Flamengo derrotou o Galo por 3 a 1 de virada e tirou a equipe mineira da primeira colocação do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, quem se aproxima do G-4 é o time da Gávea que está com 23 pontos e na 7ª colocação, três apenas do Goiás, quarto colocado.

Léo Moura, Kleberson e Everton fizeram os gols do Rubro-Negro, e Eder Luis descontou. O resultado garantiu a segunda vitória consecutiva do Rubro-Negro, ambas de virada, e quebrou a sequência de quatro jogos sem triunfo em casa (três no Maracanã, um no Engenhão).

Se antes os gritos que se ouviam nas arquibancadas do Maior do Mundo eram o de “Adeus, Cuca”, hoje é bem diferente. Enquanto a diretoria vive esse impasse em anunciar um novo treinador para comandar a equipe, o interino Andrade vai ganhando a confiança do torcedor e dos próprios dirigentes. Ontem, os 29 mil rubro-negros ecoaram: “Fica, Andrade”.

Apesar de tudo, o Flamengo teve que suar a camisa para conquistar os três pontos em casa. Logo com dois minutos de partida, Léo Moura teve a chance de abrir o placar em uma sobra de bola, mas o chute foi por cima da meta do goleiro Aranha. No lance seguinte, após corte parcial do zagueiro Ronaldo Angelim, Serginho tocou para Éder Luis, que sem marcação escolheu o canto e abriu o marcador. 1 a 0.

O filme do ano passado parecia se repetir, mas o sereno Andrade a beira do gramado transmitia tranqüilidade aos jogadores que buscaram a reação. O Atlético-MG recuou e o Flamengo em troca de passes foi chegando aos poucos. Emerson era um carrapato e perturbava a zaga atleticana.

Aos 25 minutos, Toró cruzou e Kléberson de peixinho cabeceou para a defesa do goleiro Aranha. O gol parecia questão de tempo e foi o que aconteceu. Uma virada rápida. O cooperante Toró rolou para Léo Moura que não perdoou aos 36 minutos. 1 a 1. Entretanto, o lateral não comemorou o gol. O jogador vem sendo muito cobrado pelos torcedores nos últimos jogos. Todavia, o Léo Moura deve aceitar as criticas, pois o torcedor só cobra daqueles que tem competência para fazer grandes atuações. O camisa 2 foi um dos nomes da partida e após o jogo citou até mesmo a possibilidade de retornar a Seleção Brasileira e quem sabe disputar a Copa do Mundo de 2010.

Aos 38, Kléberson chutou rasteiro e virou o placar. 2 a 1. Sem saber o que fazer, o Atlético-MG torceu para acabar logo o primeiro tempo. Na volta do intervalo, o técnico Celso Roth modificou a equipe. Colocou Marcos Rocha e Evandro na vaga de Serginho e Júnior, respectivamente. Entretanto, as alterações não surtiram efeito. O Flamengo continuava melhor no duelo.

Emerson teve duas boas oportunidades para marcar, mas a finalização não chegava a assustar o goleiro atleticano. Em uma das chances, a bicicleta foi torta pela linha de fundo.

Aos 14 minutos, o Rubro-Negro ampliou. Everton que vem substituindo Juan na ala esquerda ganhou mais ainda a confiança do técnico Andrade. Ele recuperou uma bola no meio-campo, Adriano dominou e rolou para o camisa 22 que só teve o trabalho de tocar com categoria na saída de Aranha. 3 a 1.

Com a vantagem, o Flamengo começou a administrar e passou um certo sufoco no final. Bruno salvou aos 37 em chute a queima roupa do atacante Eder Luis e contou com a sorte aos 43 quando Pedro Paulo acertou a trave após driblar o goleiro.

Final de jogo e mais uma vitória sob o comando do interino Andrade. Domingo que vem tem mais diante do Náutico, no Maracanã. Andrade estará a frente da equipe e dependendo do resultado poderá ser efetivado logo após na entrevista coletiva pelo vice-presidente de futebol Marcos Braz.



FICHA TÉCNICA:
FLAMENGO 3 X 1 ATLÉTICO MINEIRO


Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 30/07/2009 - 21h (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa-RS)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Paulo Ricardo da Silva Conceição (RS)
Renda/público: 462.587,00 / 26.934 pagantes (29.490 presentes)
Cartões amarelos: Ronaldo Angelim e Aírton (FLA); Marcos Rocha (ATL)
GOLS: Éder Luís, 3'/1ºT (0-1), Léo Moura, 36'/1ºT (1-1); Kleberson, 38'/1ºT (2-1); Everton, 14'/2ºT (3-1)

FLAMENGO: Bruno (6.5), Welinton (6.0), Aírton (5.5) e Ronaldo Angelim (5.5); Leonardo Moura (6.5), Toró (6.0) (Camacho, 24'/2ºT - 5.5), Willians (6.0), Kleberson (6.5) e Everton (6.0) (Everton Silva, 38'/2ºT - 5.5); Emerson (6.0) (Zé Roberto, 31'/2ºT - 5.5) e Adriano (6.0. Técnico: Andrade (7.0).

ATLÉTICO MINEIRO: Aranha; Márcio Araújo (Pedro Paulo, 10'/2ºT), Werley, Welton Felipe e Thiago Feltri; Jonílson, Renan, Serginho (Marcos Rocha, intervalo) e Júnior (Evandro, intervalo); Éder Luís e Diego Tardelli. Técnico: Celso Roth.


VIDEOBLOG - FLAMENGO 3X1 ATLÉTICO-MG

QUEDA NO MARACANÃ!


Após três rodadas de lua de mel com a torcida, o América conheceu nesta quinta-feira a primeira derrota no Campeonato Estadual da Série B. O time rubro foi superado por 2 a 1 pelo Artsul, em pleno Maracanã, em jogo isolado da quarta rodada do grupo A da primeira fase. Com o resultado, a equipe da Tijuca deixa pela primeira vez a liderança da chave, que agora está com o Artsul. O Tricolor da Dutra soma dez pontos, um de vantagem sobre o Diabo.

O América não encontrou o seu melhor jogo em momento algum e, na maior parte das vezes, apenas viu o Artsul jogar. E o jovem time iguaçuano não se assustou com a primeira partida oficial do clube no Maior do Mundo. Buscou o ataque desde o início e soube utilizar a juventude do elenco a seu favor, impondo muita força e correria, enquanto o América optava por um toque de bola paciente e cadenciado, mas ineficaz.

O primeiros minutos foram de equilíbrio, mas o Artsul assumiu a condição de franco atirador e criou boas oportunidades que assustaram o goleiro Luis Cetin. Aos 19 minutos, não teve jeito. O habilidoso meia Geovani, que está com transferência acertada para o Internacional/RS, arriscou chute despretensioso de fora da área. O goleiro pulou no canto direito, mas a bola desviou em um marcador e entrou: Artsul 1 a 0.

Na parada técnica, o treinador Clovis de Oliveira reclamou muito da falta de organização e empenho de seus comandados. A bronca não mudou muito a postura do time em campo. Até que, aos 33 minutos, Alexandro apareceu livre na área para receber cruzamento da esquerda, dominou, deslocou o goleiro e mandou a bola no canto esquerdo, deixando tudo igual.

A falta de objetividade permaneceu na segunda etapa, e nem mesmo as saídas de Rubens e Léo Itaperuna, figuras apagadas da partida, modificou o jogo para o América. O castigo surgiu aos dez minutos. Após boa troca de passes do Artsul no campo de ataque, Gleisson ajeitou a bola para Fabiano, que tocou a bola no canto direito e definiu a vitória: 2 a 1.

Asa equipes voltam a campo domingo (2/8). O América retorna ao Estádio Giulite Coutinho, em Mesquita, para encarar o Quissamã, enquanto o Artsul irá a Rio das Ostras, onde medirá forças com o Riostrense. Os dois jogos acontecem às 15h.


Resultados

Grupo A: Bonsucesso 4x2 Queimados, Cardoso Moreira 2x0 Silva Jardim, São Cristóvão 3x0 Profute e Quissamã 4x0 CFZ.

Grupo B: Olaria 3x0 Goytacaz, Campo Grande 1x3 Portuguesa, Aperibeense 1x0 Villa Rio, Sendas 0x0 Nova Iguaçu e Miguel Couto 2x2 Angra.


FICHA TÉCNICA:
AMÉRICA 1X2 ARTSUL

Maracanã (Rio de Janeiro-RJ)
Árbitro:
Rodrigo Carvalhães de Miranda
Assistentes: Claudio José de Oliveira Soares e Ricardo Maurício Ferreira de Almeida
Cartões amarelos: Vinícius, Robson, Jean, Gleisson e Fábio (ART); Naílton, Maurício e Fred (AME)

Artsul: Márcio, Renatinho (Fábio), Bruno, Vinícius e Fabiano; Robson, Jean, Taércio e Diego (Vinícius Freitas); Gleisson (Ricardo) e Geovani. Técnico: Rogério Pina.

América: Luis Cetin; Bruno Leite (Diguinho), Henrique, Naílton e Da Costa; Maurício, Fred, Rubens (Gérson) e Têti; Léo Itaperuna (Saymon) e Alexandro. Técnico: Clovis de Oliveira.

Fonte: Futrio


quarta-feira, 29 de julho de 2009

BOBEOU... DANÇOU

Zagueirão Wellington disputa com Bruno Batata
Foto: Site oficial do Coritiba (www.coritiba.com.br)
Torcedores do Glorioso,

O Botafogo foi até o estado do Paraná encarar o Coritiba com um objetivo que ficou fácil de se ver na partida, pontuar, ou seja, empatar ou ganhar. Com o Coxa cheio de desfalques, a partida tomava contornos favoráveis ao Bota que estava completinho, apenas Emerson, lesionado, não pode atuar esta noite. Porém, erros fatais no ataque e na defesa impediram um triunfo do Glorioso, e ficou tudo igual no placar mais tradicional do Botafogo, 2 a 2.

Logo no início da partida quem mostrou disposição foi Batista, em duas oportunidades claras antes mesmo dos dez minutos de jogo, ele quase abriu o placar em favor do fogão. Talvez o volante seja o jogador mais ameaçado no atual elenco titular do alvinegro, visto que seu reserva é Fahel, o pupilo de Ney Franco, aquele que entra em todas as partidas, independente do resultado do jogo. O Coxa chegou com perigo aos cinco minutos, quando Rodrigo encheu o pé de fora da área e Castillo salvou com muito estilo.

As equipes então buscaram os chutes de fora da área, enquanto o Bota buscava seu gol na força de Victor Simões, o Coritiba respondia de forma mais organizada com Jaílton. Num jogo cheio de erros e várias faltas, o primeiro gol da partida só poderia sair mesmo em uma falha, para alegria do Botafogo quem falhou foi o goleiro do Coritiba, Vanderlei. Lúcio Flávio cobrou escanteio para Eduardo que desviou no meio da área, a bola ficou com Victor Simões que cabeceou sem ângulo entre o goleiro e a trave. Bota 1 a 0.

Empurrado pela bela torcida o Coritiba esteve perto de ampliar quando Carlinhos Paraíba meteu rente a trave de Castillo, batido no lance. Como forma de resposta, Lúcio Flávio - o melhor jogador do Botafogo no jogo - arriscou de fora da área e Vanderlei defendeu bem.

No intervalo, Renê Simões fez logo duas alterações tentando salvar seu emprego: Rodrigo Heffner deu lugar a Rodrigo Crasso e Márcio Gabriel substituiu Douglas Silva. Com dois minutos, Juninho cobrou falta com vontade e Vanderlei salvou o Coxa. Depois, em duas oportunidades, André Lima perdeu a chance de ampliar a vantagem. No primeiro chute, aos seis minutos, a zaga salvou em cima da linha, no segundo, aos nove, chutou fraco e facilitou a defesa de Vanderlei.

E aquela velha máxima se fez presente, quem não faz leva. Marco Aurélio avançou em velocidade e tocou para Bruno Batata, ele dominou e tocou na saída de Castillo para decretar o empate. Pouco depois, quase a virada, chute preciso de Carlinhos Paraíba, Castillo espalmou e depois dividiu com Marco Aurélio no carrinho - eu vi pênalti - para nossa sorte, o árbitro não.

Depois de muito insistir e nada conseguir, André Lima finalmente convenceu Ney Franco de que esta mal na partida, Reinaldo foi o escolhido para a substituição. Foi exatamente Reinaldo que iniciou o lance do segundo gol, aos 38 minutos. Batista cruzou da esquerda e Renato subiu livre para balançar a rede. Quando tudo parecia resolvido, veio o gol de empate e a frustração. Juninho perdeu em jogada de corpo e depois do cruzamento Bruno Batata tentou dominar, mas acabou arrumando para um chutaço de Marcos Aurélio sem chances para Castillo. Já nos acréscimos, Marcos Aurélio acertou a trave. Final de jogo, outro empate em 2 a 2.

CORITIBA 2 X 2 BOTAFOGO

Estádio: Couto Pereira, Curitiba (PR)
Data/hora: 29/07/2009 - 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS/Fifa)
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison (RS) e Alexandre Kleiniche (RS)
Cartões Amarelos: Juninho, Eduardo (BOT) Carlinhos Paraíba, Jeci, Jaílton, Marcos Aurélio (CTB)
Gols: Victor Simões, 34'/1ºT (0-1); Bruno Batata, 12'/2ºT (1-1); Renato, 39'/2ºT (1-2); Marcos Aurelio, 44'/2ºT (2-2)

CORITIBA: Vanderlei, Rodrigo Heffner (Márcio Gabriel, Intervalo) , Jeci, Demerson e Douglas Silva (Rodrigo Trasso, intervalo); Jaílton, Renatinho (Leozinho 28'/2ºT), Pedro Ken e Carlinhos Paraíba; Marcos Aurélio e Bruno Batata. Técnico: René Simões.

BOTAFOGO: Castilho, Wellington, Juninho e Eduardo; Alessandro, Leandro Guerreiro (Fahel 41'/2ºT), Renato, Lucio Flavio e Batista; André Lima (Reinaldo 28'/2ºT) e Victor Simões. Técnico: Ney Franco.

EMBALADO!

Torcedor Rubro-Anil!

O Bonsucesso conquistou a terceira vitória consecutiva no Campeonato Carioca da Segunda Divisão. Após a derrota na estreia por 4 a 0 diante do América, em Edson Passos, o time comandado pelo técnico Ronald Cabral derrotou o Riotrense, Profute e agora o Bréscia. Hoje a tarde, no estádio Leonidas da Silva, o Bonsucesso venceu por 4 a 2 sob os olhares do ex-atacante do Botafogo, Maurício.

Com o resultado, o Leão da Leopoldina está na liderança do Grupo A ao lado do América com 9 pontos, sendo que o Alvirubro joga amanhã com o Artsul, no Maracanã.

Logo na saída de bola, com 15 segundos, o meio-campo Bruninho abriu o placar para a equipe da casa tocando na saída do goleiro Jaime. Cesso 1 a 0. Após o susto, o Bréscia buscou o gol de empate. E a primeira chance aconteceu em cobrança de falta do ex-jogador do Flamengo, Deni. O camisa 10 arriscou o chute, mas o goleiro Renan estava lá para defender.

Aos nove minutos em vacilo da zaga do Bonsucesso, o Bréscia conseguiu empatar. Em jogada pelo lado esquerdo de ataque, Popi tocou para Jeferson acertar o canto direito. 1 a 1.

Aos 20 minutos a novidade da competição: o tempo técnico. Cada equipe teve direito a dois minutos para descansar e ajustar pequenos detalhes que o treinador de cada time tinha a colocar aos jogadores. A abitragem também se beneficiou deste curto espaço de tempo, pois houve uma comunicação mais próxima entre o quarteto responsável pelo jogo.

E após a parada, o Bonsucesso voltou mais ligado. Aos 24 minutos, o lateral-direito Carlos Henrique, arriscou o chute e a zaga adversária interceptou. O Bréscia deu o troco com o meio-campo Deni. O jogador arriscou da entrada da área, mas a bola foi pela linha de fundo.

Aos 33 minutos o Rubro-Anil começou a preparar a blitz. Buiu tocou para o atacante Maicon que girou pra cima do zagueiro, mas finalizou fraco para fácil defesa do goleiro Jaime. Entretanto, aos 35 minutos não teve jeito. Buiu cobrou escanteio, a bola passou por todo mundo menos por Júlio que escorou para o fundo da rede. 2 a 1 Bonsucesso.

O time da casa queria mais e aos 37, marcou o terceiro. Após contra-ataque rápido, os atacantes Maicon e Alan colocaram a zaga do Bréscia na roda e o camisa 11, Alan, tocou com consciência na saída do goleiro. 3 a 1.

Aos 42 minutos a chance de fechar o primeiro tempo com chave de ouro. Buiu recebeu o passe e ficou cara a cara com o camisa 1 do Bréscia, mas Jaime saiu muito bem para abafar.

No segundo tempo, o técnico Queiroz veio com duas substituições. Romarinho e Regilson entraram na equipe na vaga de Thiago e Dedé respectivamente. E foi justamente esta dupla que participou do segundo gol do Bréscia logo aos quatro minutos. Porém, Regilson estava impedido após receber passe do companheiro.

Aos 12 minutos, o Cesso marcou o gol de misericórdia. Bryano achou o atacante Alan livre na pequena área que não titubeou e marcou o quarto. 4 a 1. Um minuto depois, Carlos Henrique teve a oportunidade de fazer o quinto, mas após o chute cruzado a bola passou por todos e saiu pela linha de fundo.

Aos 27, Rafael Paty fez a estreia com a camisa do Bonsucesso. O jogador veio do Jeju United, da Ásia e teve uma rápida passagem pelo time do subúrbio no ano passado. Aos 29 minutos, Robertinho foi expulso depois de uma entrada violenta em Antonio Carlos.

Aos 31, o atacante Alan perdeu mais um gol feito. E quem não marca leva, Dudu diminuiu o prejuízo nos acréscimos. 4 a 2.


FICHA TÉCNICA
BONSUCESSO 4X2 BRÉSCIA


Local: Estádio Leonidas da Silva
Horário: 15h
Data: 29/07/09
Árbitro: Bruno Ferreira Cortez
Assistentes: André Luiz da Silva e Fábio Torres de Souza
Cartões Amarelo: Léo, Robertinho, Regilson, Deni (Bréscia)
Cartão Vermelho: Robertinho (Bréscia)
Público Presente: 300
Público Pagante: 270
Gratuidade: 30
Renda: R$ 1.410,00

Bonsucesso: Renan; Carlos Henrique (Douglas), Vicente, Victor Hugo, Júlio; Antonio Carlos, Bryano, Bruninho, Jonas; (Daniel), (Rafael Paty); Maicon e Alan. Técnico: Ronald Cabral.

Bréscia: Jaime; Renato, Robertinho, Léo, Dedé (Romárinho); Jeferson, Rodrigo (Rodolfo), Popi, Deni; Dudu e Thiago (Regilson). Técnico: Queiroz

OUTROS RESULTADOS:

GRUPO A
Cardoso Moreira 2x1 Silva Jardim
Quissamã 4x0 CFZ
São Cristovão 3x0 Profute

GRUPO B
Olaria 3x0 Goytacaz
Campo Grande 1x3 Portuguesa
Aperibeense 1x0 Vila Rio
Sendas 0x0 Nova Iguaçu

NO SUFOCO

Amigos vascaínos,

Quem não vive o Vasco às vezes não entende o motivo da implicância da torcida com Alex Teixeira. Jovem, veloz e habilidoso, conseguiu, mesmo no time do ano passado, algum destaque. Porém, a cobrança é proporcional a expectativa. E antes mesmo de que ele fizesse seu primeiro jogo como profissional, o então presidente Eurico Miranda estipulou a multa rescisória em R$ 100 milhões. Alex então ficou conhecido como o garoto de R$ 100 milhões e suas atuações acabaram não justificando tamanha alcunha. Pois bem. Ontem ele jogou como gente grande, conduziu o Vasco à vitória por 2x1 sobre o Fortaleza e mostrou que pode sim ser um grande jogador.

O público acabou comparecendo em número apenas mediano: o péssimo horário, aliado ao frio e a chuva, além do fato de ser fim do mês, afastaram um pouco a galera da Colina.

O primeiro tempo não foi bom para o Vasco. O Fortaleza defendia com oito jogadores atrás da linha da bola e nos restava tocar a bola ou procurar uma jogada individual. A saída da Paulo Sérgio (lesionado) e a péssima atuação de Ramon, dificultaram nossa missão. As melhores chances foram em chutes de fora da área.O Fortaleza também apelava pras faltas, com a complacência do árbitro, que apenas deu cartões aos 38 minutos, após Carlos Alberto receber uma dúzia de faltas. Somente após os 45 minutos, o time acordou. Alex Teixeira errou um passe e vieram as vaias. Falei com minha irmã: "o cara é o único que tá tentando e nego vaia". Segundos depois, a bola voltou para o pé dele, que fez grande jogada e abriu o placar. Vascão 1x0. O coroa que tava na minha frente falou: "tu sabe pra caramba" (hehe).

Aos 48, Vilson apareceu pela direita e foi derrubado na área. Pênalti claro, que o árbitro ignorou. Se fosse no boxe, o Vasco teria vencido o primeiro tempo por pontos. Como é futebol, o 1x0 era justo.

Esperava-se que Dorival mexesse no time no intervalo, colocando Phillipe Coutinho. O garoto porém só entrou aos 18. Mesmo assim, o Vasco era melhor e criava alguns lances. Aos 15, porém, sofreu um golpe. Cristian bateu escanteio, Carlos Alberto furou no primeiro pau e Amaral desviou contra o patrimônio. No estádio, ninguém viu que desviou no camisa 5 e só hoje de manhã fiquei sabendo. 1x1

Com mais jogadores de habilidade, o Vasco melhorou. Os adversários precisavam marcar três meias de muita qualidade (Coutinho, Alex e Carlos Alberto). Após passe de CA, Alex entrou na frente do zagueiro, que o puxou levemente pela camisa e o juiz marcou pênalti. Foi muito menos pênalti que o do primeiro tempo, mas como as arbitragens na Série B são péssimas, acabaram compensando.

O infrator foi expulso. Na cobrança, Adriano deslocou o goleiro e desempatou. Vascão 2x1!
Com mais espaço para jogar, o Vasco quase chegou ao terceiro com Robinho, que driblou o goleiro, mas perdeu o ângulo e chutou pra fora. Phillipe Coutinho dava show, mostrando toda sua categoria, enquanto Carlos Alberto abria os espaços. Aos 30, Mateus foi burramente expulso, deixando os dois times com 10 jogadores. Alex Teixeira precisou ir pra lateral direita, totalmente exausto, mas sem dar espaços. O time conseguiu resistir à pressão e levou a vitória.

Sábado temos o Juventude e mais uma chance de voltar ao G4. Força Vascão!

O Vasco atuou com: Fernando Prass, Paulo Sérgio (Mateus), Vilson, Titi e Ramon; Amaral, Nilton, Souza (Philippe Coutinho) e Alex Teixeira; Carlos Alberto e Adriano (Robinho).
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Muitos podem se lamentar pelo Vasco ainda não ter entrado no G4. Prefiro ver de outra forma. Agora estamos a apenas três pontos da liderança e com duas vitórias nas próximas duas partidas podemos chegar no lugar onde temos a obrigação de estar.

Não nos cabe ficar segando A, B ou C. Temos de ganhar e naturalmente os outros vão tropeçar. O Guarani é a prova viva e podem apostar: esse logo logo sai do G4.

Sobre o jogo, louros a quem merece. Alex Teixeira decidiu o jogo. Fez o gol e sofreu o pênalti. O que dizer mais? Erradamente a torcida o vaiava no primeiro tempo, já que ele era o único que vinha atrás buscar bola pra começar as jogadas. Errava um passe ou outro, mas só erra quem tenta.

No mais, achei que não era necessário três volantes nesse jogo. Amaral é marcador, enquanto Nilton e Souza são passadores. Contra um time todo fechado, só chegaríamos ao gol em uma jogada individual ou em bola parada. Ter dribladores no time, seria melhor, como foi no segundo tempo.

Felizmente vencemos. Um time bem fraquinho, que poderíamos ter goleado, mas não dá pra lamentar. Os três pontos são o mais importante e nessa embolação que está a Série B, vitória por 1x0 tem que ser muito comemorada.
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Sds vascaínas a todos!

terça-feira, 28 de julho de 2009

DO FUNDO DO BAÚ: VASCO DA GAMA (RJ) 6 X 0 UNIÃO SÃO JOÃO (SP)



No dia 11 de setembro de 1997, Vasco da Gama e União São João se enfrentaram em rodada do Campeonato Brasileiro e o time vascaíno goleou por 6 tentos a 0 com Edmundo sendo o grande destaque da partida fazendo todos os gols.
Nesse ano, com a grande fase de Edmundo o Vasco da Gama foi o Campeão Brasileiro e se maior artilheiro com 29 gols.

O Jogo

VASCO DA GAMA (RJ) 6 X 0 UNIÃO SÃO JOÃO (SP)
Data : 11/09/1997
Campeonato Brasileiro
Local: Estádio De São Januário / Rio De Janeiro
Arbitro : Cléver Assunção Gonçalves
Público : 1.313 Gols : Edmundo 01, 23, 27/1º, Edmundo 29, Edmundo 34 e Edmundo 44/2º
Expulsão : Balu (União)
VASCO DA GAMA: Márcio, César Prates, Mauro Galvão, Alex Pinho, Felipe, Luisinho (Odvan), Juninho (Mauricinho), Nasa (Fabrício Eduardo), Ramón, Edmundo e Pedrinho / Técnico : Antônio Lopes
UNIÃO SÃO JOÃO: Adnan, Paulo Salles, Lica, Balu, Léo, Augusto, Ricardo Lima, Kelly (Vagner), Mazinho (Leonardo ((Jefferson), Itamar e Lizandro / Técnico : Basílio

O Craque

Em 1991, num jogo preliminar de juniores contra o Botafogo, o camisa 16 do Vasco driblou meio time adversário, deixou o goleiro para trás e marcou um golaço. Um jornalista que acompanhou o jogo fez rasgados elogios ao garoto na edição do dia seguinte. Assim nascia Edmundo para o futebol, um atacante abusado, corajoso, polemico e extremamente habilidoso.

De certa forma, aquela foi uma vingança. Edmundo começou a carreira nas divisões de base do Botafogo, mas acabou expulso do clube por andar nu na concentração dos juniores. O Vasco o acolheu e aqui ele explodiu, disputando um grande Campeonato Brasileiro em 1992.

Em 1997 viveu a melhor fase da sua carreira: carregou o time nas costas na conquista do Campeonato Brasileiro de 1997 e quebrou dois recordes do torneio: o de maior número de gols marcados por um jogador na mesma partida (Fez seis na goleada por 6 x 1 sobre o União São João) e o de maior artilheiro da competição.

Temperamental e fora-de-série, até em outros times, foi sempre vascaíno. Perdeu pênaltis jogando contra o Vasco por Santos, Cruzeiro e quando esteve no Flamengo esculhambou o centenário adversário. Por isso, foi perdoado pela heresia de vestir aquele uniforme. Na sua terceira passagem pelo Vasco, na Copa do Brasil de 2000, Edmundo dividiu forte com o goleiro Zetti, do Fluminense, levou seis pontos na cabeça, mas não saiu de campo. Com uma bandagem improvisada, bem representou o clube até o apito final. Puro amor à camisa.

Em 2003, após dar várias entrevistas dizendo que queria retornar ao Vasco foi novamente contratado pelo clube. Mas após reclamar por diversas vezes da qualidade do elenco e dos salários atrasados saiu do Vasco no fim do ano.

Após rodar por vários clubes retornou ao Vasco, em uma negociação demorada o jogador aceitou reduzir pela metade o valor que cobrava de remunerações não pagas em uma ação judicial que movia contra o clube. Na sua apresentação voltou a fazer juras de amor ao Vasco e prometeu encerrar a carreira no clube. Infelizmente, a última partida de um dos nossos maiores ídolos, foi no dia mais triste da história vascaína. O descenso para a Série B.


Isso em nada diminuiu o carinho e o amor que a torcida nutre pelo Animal, mesmo após uma dor tão grande a mesma ainda conseguiu se despedir do ídolo que estava aos prantos e queria apenas se isolar no vestiário.

Edmundo e o Vasco, um caso de amor com diversos capítulos e vários recomeços.

Além de craque, uma fera; além de fera, vascaíno de corpo e alma.

Ficha do Craque
Nome: Edmundo Alves de Souza Neto
Apelido: Bacalhau
Nascimento: 02/04/1971 - Niterói/RJ
Posição: Atacante
Características: Habilidade, Drible, Garra e Velocidade

Clubes
1990-1992: Vasco da Gama-RJ
1993-1995: Palmeiras-SP
1995: Flamengo-RJ
1996: Corinthians-SP
1996-1997: Vasco da Gama-RJ
1997-1999: Fiorentina - Itália
1999-2000: Vasco da Gama-RJ
2000: Santos FC-SP
2001: Napoli - Itália
2001: Cruzeiro-MG
2002: Tokyo Verdy - Japão
2003: Urawa Red Diamonds - Japão
2003-12/01/2004: Vasco de Gama-RJ
13/01/2004-12/2004: Fluminense-RJ
06/05/2005-30/05/2005: Nova Iguaçu-RJ
31/05/2005-06/12/2005: Figueirense-SC
07/12/2005-20/01/2008: Palmeiras-SP
21/01/2008-2008: Vasco da Gama-RJ
Títulos
Campeonato Paulista: 1993, 1994
Campeonato Carioca: 1992
Campeonato Brasileiro: 1993, 1994, 1997
Torneio Rio - São Paulo: 1993
Copa Stanley Rous: 1995
Copa América: 1997
Copa Rio de Janeiro: 1999
Taça Guanabara: 2000
Torneio Amizade: 1991
Troféu Ramon de Carranza: 1996
Troféu Bortolotti: 1997
Títulos pessoais
Bola de prata brasileira (Placar): 1993
Bola de ouro brasileira (Placar): 1997
Melhor artilheiro do campeonato brasileiro: 1997 / 29 gols

Fontes
www.vascaominhapaixao.blogspot.com
www.sosumulas.blogspot.com

segunda-feira, 27 de julho de 2009

AGORA É PASSADO!

Adriano disputa jogada com zagueiro Fabão
Foto: Globoesporte.com

Torcedores do Mais Querido do Brasil!

Apesar de toda a calma a beira do gramado durante os noventa minutos, o nome da vitória do Flamengo diante do Santos, na Vila Belmiro, ontem, por 2 a 1, foi o técnico interino Andrade.

No milésimo jogo do time no Campeonato Brasileiro, eis que o destino pudesse proporcionar ao idolo, campeão mundial de 1981, a quebra do tabu de nunca vencer na Vila Belmiro disputando a competição nacional.

O mais bonito foi ver ao final da partida os jogadores se abraçando e as lágrimas de Andrade ao falar do ex-companheiro Zé Carlos, que morreu sexta-feira, vítima de câncer. Foi uma vitória dedicada a ele: "Quis o destino que eu estivesse aqui hoje, dirigindo esse time fabuloso do Flamengo. Mais uma vez o clube fez com que eu me orgulhasse. Os garotos se dedicaram e quero agradecer muito a eles. Quero dedicar essa vitória ao meu amigo Zé Carlos, que não está mais entre a gente. É um amigo que eu nunca vou esquecer. Além de ter sido um grande jogador.", finalizou Andrade.

Porém, a vitória não parecia querer premiar o Flamengo na Baixada Santista. Sem tempo para executar mudanças na equipe, Andrade compôs o time da mesma forma que Cuca vinha escalando com Everton novamente a ala esquerda já que ainda não contava com Juan e Toró retornando ao meio-campo ao lado de Kléberson e Willians.

No primeiro tempo, o jogo teve momentos de dar sono. Muitos passes errados, lançamentos equivocados e chutões além é claro das faltas. A primeira oportunidade do Flamengo surgiu aos 13 minutos com Everton que arriscou um chute e na verdade deu um peteleco na bola para a fácil defesa de Felipe.

No Santos quem mais dava trabalho a zaga rubro-negra era o jovem Neymar. Ele teve uma ótima chance aos 22 minutos após falha grotesca de Wellinton que furou o corte, sobrando a bola limpinha para o atacante alvinegro que desperdiçou.

No finzinho do primeiro tempo, o Santos acordou e Neymar completando cruzamento quase marcou, mas Bruno salvou.

Na etapa complementar, o panorama foi o mesmo. Pouca criatividade de ambos. Adriano era quem aparecia mais buscando resolver logo a parada. Mas foi o Santos que abriu o placar. Após sacar Roberto Brum, revoltado com a reclamação do jogador com o árbitro Heber Roberto Lopes, Róbson entrou e de longe arriscou o chute. Bruno pulou atrasado e a bola estufou a rede. 1 a 0.

Parecia que o jejum de vitórias na casa do adversário iria permanecer, porém, Adriano calando a boca de muitos, mostrou que ele está muito bem, obrigado, e jogando longe do Maracanã. Em um chute idêntico ao do santista, Felipe saltou mas não encontrou nada. Era gol do Imperador. Fla 1 a 1.

O sereno Andrade colocou o menino Bruno Paulo que deu mais movimentação a equipe pelo lado direito. E foi justamente dele o cruzamento que resultou na virada. Adriano estava pronto para receber o passe, mas o lateral-direito Pará interceptou para o fundo do próprio gol. 2 a 1. Alegria pintada de vermelho e preto na Vila!

Com o triunfo, o time carioca chegou aos 20 pontos, na nona posição. Já os santistas, com 17, caíram para a 12ª colocação. Na próxima rodada, o Santos vai até o Recife encarar o Náutico, no estádio dos Aflitos, quarta-feira, às 19h30m, enquanto o Flamengo recebe o líder Atlético-MG, quinta-feira, às 21h, no Maracanã.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1X2 FLAMENGO


Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 26 de julho de 2009, domingo
Horário: 16 horas (horário de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Assistentes: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Ivan Carlos Bohn (PR)
Cartões amarelos: Germano, Roberto Brum (Santos); Toró, Willians ( Flamengo)

SANTOS: Felipe; Pará, Domingos, Fabão e Léo; Roberto Brum(Róbson), Rodrigo Souto, Germano e Paulo Henrique Lima; Madson e Neymar (Tiago Luís)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

FLAMENGO: Bruno (6.0); Airton (6.0), Wellinton (5.5) e Ronaldo Angelim (5.5); Leonardo Moura (6.0), Willians (6.5), Kléberson (6.0), Toró (6.0) (Bruno Paulo - 6.5) e Éverton (6.0); Émerson (6.5)(Fierro - 5.5) e Adriano (7.0)
Técnico: Andrade (7.5)


VIDEOBLOG - SANTOS 1X2 FLAMENGO