Campeonato Brasileiro
[23/10 e 24/10] .::. Atlético-PR x Fluminense / Botafogo x Vitória / Vasco x Flamengo .::.

sexta-feira, 6 de março de 2009

"LAÇOS FORA", DOM PEDRO-DF

Jean Carioca comemora seu primeiro gol pelo Bota
Foto: Agência Estado
Torcedores do Glorioso,

Ainda sob o efeito do título da Taça Guanabara, o Botafogo foi até a capitão do Brasil encarar o Dom Pedro-DF. O rival do Fluminense não tem mais o time todo composto por bombeiros, são todos jogadores profissionais, onde se destaca o atacante Renaldo, que jogou, entre outros clubes, pelo Atlético-MG. Mesmo sem brilho e deixando o jogo correr, o Bota venceu, no sufoco, por 2 a 0 eliminando o jogo da volta.

O Dom Pedro-DF teve problemas em seu estádio, portanto teve que jogar no Bezerrão, estádio do Gama que foi reinaugurado com a vitória da seleção brasileira por 6 a 2 sobre a seleção portuguesa. Estádio belissímo, por sinal, que não deixa nada a desejar para os dos grandes centros futebolísticos do país.

Sem o gramado como obstáculo, o glorioso foi em busca da vitória para eliminar o jogo de volta e assim ter uma Taça Rio mais tranquila sem preocupações com a Copa do Brasil. Nos primeiros dez minutos o Botafogo dominou todas as ações ofensivas, mas sentia muita falta de Victor Simões. Jean Carioca até esteve bem, mas não mostrava muita qualidade na finalização e Reinaldo pouco apareceu. Percebendo isso, o rival do Flu viu que "o bicho não era tão feio" e partiu em busca da vitória.

A iniciativa tomada pelo time da casa fez o jogo ficar mais aberto e as oportunidades começaram a surgir, porém o jogo sonolento permanecia e a cada olhada no tempo vinha o pensamento: "ainda?". É, quando o jogo é fraco tecnicamente o tempo demora a passar... Melhor para o Botafogo que tinha que furar, por pelo menos duas vezes, a defesa do Dom Pedro-DF.

Deixando espaços e jogando mal de verdade, o Glorioso foi surpreendido por uma cabeçada de Renaldo que explodiu no travessão de Renan. O gol desperdiçado pela estrela do time da casa faria uma diferença enorme no decorrer do jogo. Ney Franco então pediu um time mais ofensivo, uma postura de time grande e o Botafogo passou a dominar o jogo até o término dos 45 minutos iniciais. A superioridade se transformou em gol aos 29 minutos. Maicosuel cobrou escanteio da direita e desta vez a bola não chegou em Fahel, ela passou por toda a defesa e encontrou o pé de Jean Carioca. 1 a 0. Alguns dizem que a bola fez uma curva por fora, a conferir...

O jogo foi para o intervalo e o Bota tinha uma vantagem que até ali era fundamental. O Dom Pedro- DF só parecia preocupado em forçar um jogo no Rio de Janeiro, hipótese que nem passava pela cabeça de Ney Franco, sob o risco de prejudicar o planejamento do segundo turno do carioca.

Na volta do intervalo, os times vieram sem alterações, mas o Botafogo mostrou um futebol um pouco mais envolvente e com maior qualidade ofensiva. Antes dos dez minutos, duas oportunidades já haviam assustado o goleiro Fernando. Porém o tempo não se alterava, parecia demorar a passar e a lentidão no jogo voltou pouco depois.

O jogo voltou a ficar morno aos 18 minutos, Maninho cobrou falta com extrema categoria e Renan viu novamente seu travessão balançar, quase o empate. A resposta do Botafogo foi fatal, Jean Carioca alçou na área, a zaga não cortou e Thiaguinho deu passe preciso para Reinaldo apenas escorar, 2 a 0, o placar que garantia a classificação.

O jogo passou a ser tudo ou nada para o time da casa que se lançou ao ataque inconscientemente. Percebendo que a defesa do time candango não acompanhava as decidas do ataque e frequentemente tomava bola nas costas. Ney Franco colocou o garoto Júnior no ataque. E foi dele o lance mais próximo do terceiro gol. O camisa 18 recebeu livre e avançou em velocidade, a conclusão foi em cima do goleiro e no rebote ele chutou pela linha de fundo quando tinha o opção de passe para Reinaldo. A partida terminou sem o Dom Pedro-DF marcar e o Bota comemorou a classificação ao som de "Na beira do caos", música composta pelo técnico Ney Franco.

DOM PEDRO (DF) 0 X 2 BOTAFOGO

Estádio: Bezerrão (DF)
Data/hora: 5/3/2009 - 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Elmo Alves Resende (GO)
Renda/público: R$ 294.600,00 e 14.730 pagantes
Cartões amarelos: Taru, Renaldo e Gabriel (DPE); Maicosuel (BOT).

GOLS: Jean Carioca, 29'/1ºT (0-1); Reinaldo, 23'/2ºT (0-2)

DOM PEDRO (DF): Fernando; Rafael, Léo, Rodrigo Melo e Júlio (Juninho - 33'/2ºT); Gabriel, Taru (Mazinho - 26'/2ºT), Maninho e Mailson; Renaldo e Índio. Técnico: Fernando Tonet.

BOTAFOGO: Renan; Leandro Guerreiro, Emerson (Júnior - 16'/2ºT) e Juninho (Lucas Silva - 37'/2ºT); Alessandro, Fahel, Léo Silva, Maicosuel (Wellington Júnior - 28'/2ºT) e Thiaguinho; Jean Carioca e Reinaldo. Técnico: Ney Franco.

quinta-feira, 5 de março de 2009

TCHAU, IVINHEMA!

Jogadores comemoram um dos gols diante do Ivinhema
Foto: Globoesporte.com

Torcedores do Mais Querido do Brasil!

O espetáculo que a torcida pedia, enfim, aconteceu. Na primeira partida do Mengão pela Copa do Brasil, diante do frágil Ivinhema, o Flamengo goleou por 5 a 0, no estádio Pedro Pedrocian, em Mato Grosso do Sul e eliminou o jogo de volta. Léo Moura, Zé Roberto, duas vezes, Kléberson e Maxi marcaram os gols.

Não podemos garantir que o novo esquema do time rubro-negro dará certo para o restante da temporada, mas a equipe apresentou uma ligeira melhora. Com mais empenho, e um meio-campo brigador, marcando forte a saída de bola do Ivinhema, que sufocado dava chutões para frente facilitando a defesa do Flamengo, não demorou muito para surtir efeito. O criticado Léo Moura atuando como meio-campo foi muito bem e foi o primeiro a balançar as redes inimigas. Após lançamento para Josiel, o atacante cruzou e o "Moiacano da Gávea" completou. Fla 1 a 0.

Empurrado pela torcida fanática que compareceu ao estádio, o time comandado pelo técnico Cuca, que foi agraciado pelos torcedores após as provocações dos alvinegros de General Severiano, nem precisou forçar muito para ampliar. Aos 37, Everton Silva que vem se destacando, cruzou, a zaga cortou parcialmente e sobrou para Zé Roberto marcar o segundo sem chances para o goleiro Washington.

Na volta do intervalo, a vantagem e a superstição do treinador Cuca que muda de camisa a cada 45 minutos foram deixada de lado. Sem sustos com o desempenho da equipe do Ivinhema que errava muitos passes e demonstrava nervosismo diante do gigante Flamengo, o rubro-negro da Gávea queria mais.

Aos 11 minutos, Kléberson que foi titular e foi um dos destaques, queimando minha língua, ainda bem, entrando na vaga de Juan que se machucara no rachão antes da partida, cruzou, a bola ficou limpa para Fábio Luciano, que arriscou o chute, mas a pelota sobrou para Josiel, que finalizou bisonhamente. Apesar de não jogar mal, a torcida não perdoou e gritava Obina!

Pedido feito, pedido atendido. Cuca colocou em campo o jogador na vaga do cabeludo Josiel. Seria mais uma chance para o atacante brilhar e desencantar marcando seu primeiro gol no ano. Na primeira jogada, o centroavante quase marcou um golaço de voleio, mas a bola foi pela linha de fundo.

Aos 39 tinha mais. Kléberson, novamente ele, que tanto critiquei, marcou o quarto gol, após passe do zagueiro Fábio Luciano que desempenhou muito bem o papel de líbero. Aos 45, o baixolinha Maxi Biancucchi fechou o placar após jogada estrangeira. Fierro cruzou e o argentino livre na grande área tocou de primeira acordando a coruja no ângulo. Fla 5 a 0.

Com o espetáculo garantido, a torcida entrou no clima e fechou a festa aos gritos de "Olé".

O Flamengo dá adeus ao Ivinhema e aguarda agora o confronto entre Barras-PI e Remo.

FICHA TÉCNICA:
IVINHEMA (MS) 0 x 5 FLAMENGO


Data/hora: 4/3/2009 - 21h50
Local: Morenão, Campo Grande (MS)
Árbitro: André Castro (GO)
Assistentes: Fabrício da Silva (GO) e Cristhian Ramos (GO)

Cartões amarelos: Nelsinho, Formigão, Iwata (IVI); Fábio Luciano, Aírton, Toró, Obina (FLA)
Cartões vermelhos: formigão, 40'/2ºT.
Gols: Léo Moura, 19'/1ºT; Zé Roberto, 37'/1ºT; Zé Roberto, 45'/1ºT; Kleberson, 39'/2ºT; Maxi, 45'/2ºT

IVINHEMA: Washington, Buguinho, Ramon, Roninho e Clodoaldo (Hamilton); Nelsinho (Fabinho), Iwata, Maílson (Formigão) e Dioney; Joari e Alex Cruz. Técnico: Douglas Ricardo.

FLAMENGO: Bruno (7.0), Léo Moura (7.5), Fábio Luciano (7.5), Welinton (6.5) e Everton Silva (6.5); Aírton (6.0) (Fierro - 6.0), Toró (6.0), Ibson (7.0) e Kleberson (7.5); Zé Roberto (8.0) (Maxi - 6.0) e Josiel (6.5) (Obina - 6.0). Técnico: Cuca (6.5).

quarta-feira, 4 de março de 2009

ROMÁRIO NO AMÉRICA!

Romário defendendo o Vasco no comando técnico do clube
Foto: NetVasco

O baixinho Romário se prepara para se tornar o mais novo cartola do futebol brasileiro. De acordo com informações do portal do jornalista Sidney Rezende, ele assina, nos próximos dias, o contrato que o transformará no novo responsável pela gestão do departamento de futebol do América-RJ.

O acordo permitiria ao baixinho ser o homem forte do esporte pelos próximos cinco anos. Romário e a sua empresa, que entraria em sociedade, escolheriam os nomes do novo elenco, assim como o da comissão técnica que vai liderar o time na temporada. Especula-se ainda que seja uma grande empresa na área de planos de saúde como o patrocinador forte.

Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, o vice de futebol do clube, Cláudio Borges, confirmou a negociação. De acordo com ele, as conversas já foram iniciadas há algum tempo, mas não há nada assinado ainda.

- Romário pode ser anunciado na próxima sexta-feira. O fato de ele ter uma ligação forte com o clube, já que seu pai (Seu Edevair) era americano, pode ajudar. Ainda estamos negociando com outros parceiros, mas o acerto com Romário não prejudica isso. Diria que estamos na metade do caminho e há grandes possibilidades de dar certo – disse.

Em 1 de janeiro, o site oficial do América-RJ publicou uma notícia confirmando que o presidente do America, Ulisses Salgado, iria encontrar o ex-jogador. Na ocasião, o dirigente falou sobre a possibilidade de contar com o baixinho na direção do clube.

- Qual o clube que não gostaria de ter a presença, a ajuda de Romário, um ídolo mundial? Nós vamos conversar sobre uma forma dele se unir a nós neste projeto, o que seria uma grande ajuda. Romário é um vencedor e é America. Vem de uma família de americanos, onde o patriarca, Seu Edevair, era um apaixonado torcedor. O irmão dele, Ronaldo, também é America. E lugar de americano é no America – disse, em janeiro, ao site oficial do clube.

Fonte: Globoesporte.com

O RECOMEÇO!

Juan, Ibson e Toró serão titulares na partida desta noite diante do Ivinhema-MS
Foto: Globoesporte.com


Após o vexame na semifinal da Taça Guanabara, diante do Resende, o Flamengo volta as atenções para a estréia da Copa do Brasil, contra o Ivinhema, atual campeão estadual do Mato Grosso do Sul.

O técnico Cuca promove mudanças na equipe e destaca um novo Flamengo a partir de agora. Everton Silva ganha uma chance na lateral-direita, enquanto Léo Moura será o armador do time. Zé Roberto permanece no ataque, mas o companheiro Obina foi barrado assim como Marcelinho Paraíba e Josiel será o camisa 9. Já o jovem zagueiro Wellinton será titular ao lado de Fábio Luciano.

O esquema não é dos piores, mas o meio-campo formado por Ibson, Airton, Toró e Léo Moura é tecnicamente fraco. Zé Roberto deve ser o legítimo camisa 10 assim como ele foi contratado para executar tal função. Marcelinho Paraíba que a cada dia se mostra chateado com o atraso de salário negocia com o Coritiba. Tomara que vá. Não aguento mais o péssimo futebol apresentado pelo jogador que desde quando chegou a Gávea não criou nenhuma identificação com a torcida e com o clube.

Kléberson continua barrado para a felicidade de parte dos torcedores e para minha alegria. Obina vai começar no banco e espero que apresente o bom rendimento quando entra na etapa complementar.

A torcida está ao lado do time, mas o time também deve ficar ao lado da torcida dando espetáculo para os presentes que esperam uma atuação digna de Flamengo. De preferência vencendo por dois ou mais gols de diferença e excluindo a partida de volta, que pode acontecer em Volta Redonda, devido punição na final da Copa do Brasil de 2006.

Bom foi saber que Cuca está com mais gana de vencer não apenas a Copa do Brasil como o Campeonato Carioca após as provocações da torcida do Botafogo na final da Taça GB. Mas como será que ele contagiará o grupo? Só o tempo pode dizer... Enquanto há vida, há esperança, e o sonho do TRI não terminou. Te cuida, Botafogo!

terça-feira, 3 de março de 2009

TORCIDA DO BOTA "PISOU NA BOLA"

Cuca ainda no Botafogo
Foto: Globoesporte.com


A torcida do Botafogo pisou na bola no último domingo na coquista da Taça Guanabara. Aos gritos de "Ôôô Vice é o Cuca", o torcedor do alvinegro deixou o estádio contente por sagrar-se campeão do primeiro turno, título que escapou no último ano. É claro que na euforia ninguém pensa muito o que diz e vai no embalo do ritmo, mas agora, já com a poeira abaixada e objetivo focado na estreia do Copa do Brasil contra o Dom Pedro-DF, analisemos os fatos.

Acima de treinador com pasagem marcante pelo Botafogo, Cuca é pai de família, cidadão brasileiro e merece ser respeitado. A rivalidade contra o Flamengo aumentou muito nos últimos anos e deve realmente ter sido isso que gerou tal "declaração" da torcida contra o ex-treinador que, em quase dois anos de clube, faturou duas vezes a Taça Rio e depois ficou com o vice-campeonato diante do Flamengo.

Algo de bom o Cuca com certeza fez, se não fosse isso, seria mais um treinador a deixar o Botafogo, rodar por alguns clubes e treinar o Flamengo sem ninguém o criticar. Vamos ao exemplo do Mário Sérgio, treinou o Botafogo por apenas três jogos e conseguiu sair derrotado em todos, mas a torcida não sai cantando por aí que ele é um perdedor. Então porque isso acontece com o Cuca?

Deve haver, lá no sentimento do torcedor, a tristeza de não ter ido mais longe no estadual, ou na Copa do Brasil e no Brasileirão por detalhes sabendo que era possível chegar. Deve-se haver uma pergunta: E se o BOTAFOGO tivesse ganho os estaduais de 2007 e 2008, seria diferente? No começo tudo era maravilha, Cuca fazia milagre e jogadores desconhecidos passavam a" jogar uma bola redondinha", não foi à toa que o time ficou conhecido como "Carrossel Alvinegro".

As respostas do Cuca quanto a declaração da torcida do Botafogo também tiveram um conteúdo bem forte. Não quero aqui defender a torcida do Glorioso (da qual faço parte) e muito menos defender o Cuca, só achei que foi uma atitude impensada e inoportuna com um treinador que nos deu algumas alegrias.

Seguiremos com o foco da Taça Rio com o nosso treinador Ney Franco, que aliás vem fazendo bom trabalho. Nada está ganho e "cutucadas" antes do fim do campeonato não é nada bom, a torcida deve ser unir ao time e manter a HUMILDADE. Nada de idolatrar o Cuca também, sabemos que ele perterce a outro clube e, só de ídolos, o Botafogo pode fazer um time. O que devemos fazer é ter respeito por ele, afinal, ele fez parte de nossa história.

Saudações Alvinegras.

segunda-feira, 2 de março de 2009

DO FUNDO DO BAÚ: RIO PRETO 2 X MARÍLIA 0(1971)

1973

Em pé: Wilson , Carlos, Carlão, Zezé,Jarbas e Tino
Agachados: Vilson Tadei, Tulo, Marquinho, Bita e Caravetti

Acervo GazetaPress

No dia 12 de Agosto de 1971, numa quinta-feira, Rio Preto e Marília jogaram no Parque Antártica na abertura do pentagonal decisivo da 1º divisão e o Rio Preto saiu-se vencedor pelo placar de 2 tentos a zero com gols de Cornélio e Edson.

O Jogo

RIO PRETO (RJ) 2 x 0 MARÍLIA (RJ)
Data: 12/08/1971
Campeonato Paulista da Primeira Divisão
Local: Parque Antártica / São Paulo
Árbitro: Carlos Afonso Lopes.
Renda: Cr$ 14.903,00.
Público: 2.862 torcedores.
Gols: Cornélio 25/1º e Edson 21/2º
RIO PRETO: Gilson Bernardes; Rogério, Cidinho, Beto e Tula; Tino (Neguito) e Vilson Tadei; Wilson, Edson, Cornélio e Bita (Nei) / Técnico: Carlos Alberto Silva.
MARÍLIA: Raimundinho; Juvenal, Brito, Elmo e Henrique; Ari e Valdemar; Varlei de Carvalho, Wilson (Zé Luís), Elias e Ivo Picerni (Nilton) / Técnico: Alfredo Sampaio.

O Craque: Vilson Tadei
Natural da vizinha Urupês (2/6/1954), Vilson Tadei despontou no RIO PRETO EC ainda com 17 anos. Então com vasta cabeleira, o meia integrou o timaço do Glorioso que quase subiu em 1971.

Naquele ano, a equipe comandada pelo jovem técnico Carlos Alberto Silva chegou às finais da antiga 1ª divisão (atual A2), mas deixou escapar o acesso ao "Paulistão" na última rodada. Jogando no Parque Antártica, o "Glorinha" perdeu para o Catanduvense (0X1) e viu o Marília ficar com a vaga.

Depois de rápida passagem pelo rival América, Tadei voltou ao RIO PRETO EC para inaugurar sua respeitável galeria de títulos. Em 1973, sob o comando de Rubens Minelli, o Jacaré faturou o Torneio de Seleção, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF), conquistando assim o direito de disputar o "Paulistinha"(1) no ano seguinte.

A partir de então, Tadei iniciou peregrinação por vários clubes, retornando ao Glorioso em 2 ocasiões (1976 e 1989).

Em 1978, estreou no São Paulo FC, 1º grande clube de sua carreira. Fez 54 jogos pelo Tricolor do Morumbi e marcou apenas 2 gols. Sem se firmar na equipe, a diretoria são-paulina decidiu emprestá-lo ao Coritiba (PR) e, depois, vendê-lo ao Grêmio (RS).

Por ironia do destino, em 1981, Tadei sagrou-se Campeão Brasileiro em cima do São Paulo, em pleno Morumbi. Pelo Tricolor dos Pampas, faturou também o "Gauchão"/1980 e 2 torneios internacionais (El Savador, em 1981, e Vancouver, em 1984). Em 1984, foi bi-campeão gaúcho, desta vez pelo Internacional.

Após breve estadia no Vasco da Gama (RJ), seguiu rumo ao México. Lá, Vilson Tadei foi Campeão Nacional jogando pelo Monterrey.

Retornou ao Brasil em 1987 e, 2 anos mais tarde, voltou à Vila Universitária. No Jacaré, Tadei participou da grande campanha esmeraldina na Divisão Especial (atual A2) de 1989.

Naquele ano, o "Glorinha" deixou escapar o acesso mais uma vez. Invicto após 10 rodadas, o RIO PRETO EC perdeu 3 das últimas 4 partidas e viu o sonho de disputar o "Paulistão" ser novamente adiado.

Campeão Paulista da Segundona pelo Jaboticabal Atlético, em 1990, Tadei deixou o Jotão para encerrar a carreira de jogador em Jales, no ano seguinte.

Clubes
1971 - RIO PRETO EC
1972 - América (SP)
1973/1974 - RIO PRETO EC
1975 - Penapolense (SP)
1976 - RIO PRETO EC
1977/1978 - Barretos (SP)
1978/1980 - São Paulo (SP)
1980 - Coritiba (PR)
1980/1982 - Grêmio (RS)
1982 - Santa Cruz (PE)
1982/1983 - Guarani (SP)
1984 - Internacional (RS)
1984 - Vasco da Gama (RJ)
1985/1986 - Monterrey (México)
1987 - Botafogo (SP)
1988 - Figueirense (SC)
1988 - Taquaritinga (SP)
1989 - RIO PRETO EC
1990 - Jaboticabal (SP)
1991 - Jalesense (SP)

Títulos
1973 - Campeão (Torneio de Seleção) - RIO PRETO EC
1980 - Campeão (Gaúcho) - Grêmio (RS)
1981 - Campeão (Brasileiro) - Grêmio (RS)
1981 - Campeão (Torneio de El Salvador) - Grêmio (RS)
1984 - Campeão (Torneio de Vancouver) - Grêmio (RS)
1984 - Campeão (Gaúcho) - Internacional (RS)
1985/1986 - Campeão (Mexicano) - Monterrey (México)
1990 - Campeão (Paulista - 2ª divisão) - Jaboticabal (SP)

Fonte: http://riopretoec.blogspot.com/

domingo, 1 de março de 2009

É CAMPEÃO!!! É CAMPEÃO!!!

A camisa 7 desequilibrou mais um vez em favor do Botafogo
Foto: O Globo

Torcedores do Glorioso,

O urubu secou, o pó-de-arroz secou, o bacalhau secou - todos assistindo a TV - e o Glorioso goleou. Não teve zebra nem vexame - como certos times fizeram- , o fogão não amarelou e mostrou ao Resende a força de sua camisa, principalmente da mística camisa 7, que hoje abençoou REInaldo. Claro que vão vir as tradicionais desculpas: "Ah, era o Resende", "O Resende não jogou nem metade do que jogou contra o Flamengo." Entre outras coisas. Tudo desculpa de perdedor, pode ser Taça Guanabara, mas, pela quarta vez consecutiva, vou ver meu time na final do carioca, coisa que alguns torcedores não vêem desde 2004.

A partida começou morna, acompanhada do forte calor que fazia na cidade maravilhosa que hoje completou 444 anos ao som do hino do Glorioso. A marcação do Resende era forte e os contra-ataques perigosos, mas o Bota contornava isso com domínio amplo do meio-campo, as chegadas de Leandro Guerreiro e Juninho faziam um apoio positivo ao ataque e complicavam bastante a defesa que tinha de se preocupar com mais jogadores rondando a meta perigosa, aos poucos o Resende foi pressionado em seu campo de defesa e então o Botafogo pode criar as jogadas na frente.

A primeira jogada de perigo foi com Leandro Guerreiro que chutou de direita e mandou para fora, aos 14 minutos Alessandro cruzou na área, mas Reinaldo cabeceou por cima. Aos 20 minutos Thiaguinho não deixou o ritmo cair e soltou uma bomba no meio do gol acordando o goleiro do Resende. O Bota então passou a sentir bastante o calor e oferecia espaços para o Resende atacar, porém essa não era a tarde de Bruno Meneghel, ele pouco exigiu defesas de Renan.

Com 28 minutos a estrela de Maicosuel começou a brilhar, o meia arrumou um carnaval fora de hora no setor esquerdo da defesa do Resende e cruzou na área, Reinaldo não conseguiu o chute e a bola passou no meio de suas pernas. Reinaldo teve outra oportunidade minutos mais tarde e nessa não desperdiçou. Emerson subiu bem ao ataque e lançou Fahel, o volante mandou para a área, a bola carimbou dois zagueiros e sobrou para Reinaldo, de pé direito, balançar a rede de Cléber. É o número 7!! 1 a 0 Fogão.

O gol gerou um frisson no estádio, os mais de 70 mil pagantes começaram a cantar músicas de incentivo e o Resende, fragilizado, sentiu o golpe fulminante do Glorioso. Outras oportunidades surgiram com Alessandro e com o próprio Reinaldo, mas nada de muito perigo, então o segundo gol, que já estava amadurecendo, foi adiado para a segunda etapa.

Na volta do intervalo o excelente treinador Carlos Roy, sacou o apagadinho Márcio Gomes e colocou Beto. Com três minutos da nova formação o Resende poderia ter empatado. Cruzamento na área e Bruno Meneghel apareceu livre cabeceando para baixo, como manda o figurino, a bola quicou no gramado obrigando Renan a fazer uma defesa linda salvando o Botafogo de tomar o empate que traria problemas para o restante do jogo.

Ney Franco já se preparava para a mudança dupla quando o alvinegro de General Severiano balançou a rede no momento certo. Lucas Silva, que seria um dos substituídos, recebeu passe de Juninho, driblou o goleiro e bateu meio desequilibrado, a bola foi na direção do gol e quicando no gramado irregular, dava a impressão de que não entraria, mas ela deu um toque na trave e tomou o rumo do gol. 2 a 0 Botafogo.

Lucas Silva, que fatalmente seria vaiado, deu lugar a Jean Carioca e saiu aplaudido. Léo Silva também entrou, na vaga de Emerson. O técnico Roy colocou o veterano Viola em campo, junto a ele entrou Hiroshi (aquele da bomba e do golaço contra o urubu secador). Mas o Botafogo não deu espaços para o Resende descontar e abusava do direito de perder gols lá no ataque. Aos 18 minutos, Jean Carioca recebeu bom passe e soltou um chutaço de direita, o goleiro Cléber desviou levemente e a redonda carimbou o poste direito.

Quem voltou a aparecer com destaque foi Maicosuel, as jogadas plásticas do camisa 10 obrigaram o jogador Fred a rasgar o manto alvinegro que vestia o meia. Ele foi obrigado a trocar de camisa e um torcedor chegou a pedir o uniforme, mesmo rasgado, ao massagista, mas não foi atendido.

A resposta de Maicosuel em relação a camisa rasgada viria em campo e com gol. Naílton já havia sido expulso quando Léo Silva soltou a bomba, o goleiro Cléber defendeu dando rebote para Wellington Júnior que pegou torto na bola, mas contou com a falha do goleiro e do zagueiro, a pelota ficou livre com Maicosuel que só empurrou para fazer o terceiro. Nesse momento os gritos de "É campeão" já tomavam conta do Maracanã e não diminuiram mesmo após a expulsão injusta de Wellington Júnior. A partir de então, foi só deixar a bola correr aos gritos de olé e em seguida soltar, em definitivo e com sobras, o de "É campeão!!! É campeão!!! É campeão!!!".

PS1: Parabéns, Diguinho. Excelente escolha em trocar o Bota pelo Flu, se não fosse isso hoje não teríamos o Fahel em fase incrível.
PS2: Quinta-feira o Bota estreia na Copa do Brasil contra o Dom Pedro-DF, famoso time de bombeiros que bateu o Fluminense na TERCEIRA DIVISÃO.

Botafogo 3 x 0 Resende

Data/hora: 1/3/2009 - 16h
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: João Batista Arruda (RJ)
Assistentes: Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ) e Wagner Almeida Santos (RJ)
Cartões amarelos: Bruno Leite, Naílton, Beto (Resende); Wellington Júnior e Maicosuel (Botafogo)
Cartões vermelhos: Naílton (Resende) e Wellington Júnior (Botafogo)
Renda e público: R$ 1.251,174 / 72.301 pagantes (75.350 presentes)
GOLS: Reinaldo, 34'/1ºT (1-0), Lucas Silva, 6'/2ºT (2-0) e Maicosuel,
40'/2ºT (3-0)

BOTAFOGO: Renan, Wellington, Juninho e Emerson (Léo Silva, 8'/2º);
Alessandro, Leandro Guerreiro, Fahel, Maicosuel e Thiaguinho (Wellington Jr., 38'/2ºT); Lucas Silva (Jean Carioca, 8'/2º) e Reinaldo - Técnico: Ney Franco

RESENDE: Cléber, Márcio Costa (Beto, intervalo), Naílton e Breno; Bruno Leite (Hiroshi, 10'/2ºT), Márcio Gomes, Fred, Léo (Viola, 10'/2ºT) e Marquinhos; Bruno Meneghel e Fabiano - Técnico: Antônio Carlos Roy

VideoBlog - Melhores Momentos de Fogão campeão 3 x 0 Resende




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

ROTINA

Créu velocidade 3 (semifinal da Taça Guanabara 08 e 09 e final da Taça Rio 08)
Foto: Lancenet


Torcedores do Glorioso,

Alguém aí duvidava da classificação do Botafogo para a final da Taça Guanabara? Na fase de classificação poderia até ser, mas depois, na semifinal, quando enfrentamos nosso freguês não havia como deixar de carimbar a passagem para o Maraca no dia do aniversário da cidade maravilhosa. E o flusão, coitado, não adiantou "roubar" os ídolos dos rivais, mostrou, mais uma vez, que futebol é camisa e não qualidade. Fahel fez o quarto dele na temporada (Diguinho fez três, em três anos de Botafogo) e deu números finais, 1 a 0 Fogão.

Antes de a bola rolar para a semifinal no maior do mundo, o Mesquita bateu a Cabofriense por 2 a 1 e classificou-se a final do Torneio Moisés Mathias de Andrade, onde encara o Americano de Campos, ou seja, só deu alvinegro no primeiro turno do campeonato. Botafogo e Resende fazem a final da Taça Guanabara e Mesquita e Americano medem forças em busca do Mathias de Andrade, se não tivessem garfado o Vasco então...

A bola rolou e em campo havia um Botafogo de esquema enigmático, sim, no papel era um 3-6-1, mas no campo um 3-5-2 perfeito em todos os setores, Maicosuel chegava ao ataque fazendo dupla com REInaldo. A superioridade do Botafogo em cima da crença tricolor no esquema defensivo do fogão fez a partida tomar as cores alvinegras. O tricolor teve a primeira chance, com Thiago Neves que tremeu frente a Renan e mandou a redonda para fora.

O fogo não demorou a responder, jogada linda no ataque e Reinaldo arrematou para defesa bonita de FH. As equipes voltaram a diminuir o ritmo de jogo minutos depois e os lances no ataque já não saiam mais. A partir dos 20 minutos que o setor de criação voltou a funcionar e o Flu quase marcou novamente em uma cabeçada de Conca. Aos 41, Reinaldo tomou a bola da defesa, invadiu a área e bateu, Fernando Henrique jogou para escanteio. Depois de duas cobranças, Maicosuel jogou na cabeça de Fahel que balançou a rede. 1 a 0.

No segundo tempo o Botafogo diminuir o ritmo e deixou o Fluminense chegar. Time pequeno é assim, tem que esperar o grande dar espaço para poder, enfim, atacar. E o Flu tentou de todas as formas, pelas laterais, pelo meio, chutes de longa distância, pediu ajuda aos céus cantando "João de Deus", mas nada de conseguir marcar e no final recebeu um sonoro "Créu" que eles tanto gostam.

Só fico pensando agora a felicidade do Diguinho, vem jogando mal, não classificou para a final, pode perder a vaga de titular e ainda vê a torcida do fogão feliz com sua saída já que Fahel supriu com sobras sua ausência.

Domingo o Maracanã vai ser colorido com as cores que ele mais gosta, o preto e o branco. Muito cuidado com o Resende, nada de cantar vitória antes do tempo como certos times fizeram e acabaram proporcionando um vexame histórico.

QUEM LEVA A MELHOR PELA TAÇA GB?

Jogadores comemoram o gol da vitória diante do Fluminense
Foto: O Globo


O Botafogo conseguiu a classificação para a final da Taça Guanabara ao vencer o Fluminense por 1 a 0, gol de Fahel, aos 42 minutos do primeiro tempo. A tática utilizada por Ney Franco funcionou. O treinador teve a preocupação de neutralizar as ações dos meias Conca e Thiago Neves e conseguiu. Jogando no 3-6-1 até mesmo porque o atacante Victor Simões não se recuperou de contusão, o Alvinegro dominou o jogo no primeiro tempo, com boa troca de passes e tendo no centroavante Reinaldo um brigador entre os zagueiros tricolores.

No segundo tempo, o time das Laranjeiras não conseguiu converter a pressão em gol e teve que aceitar novamente a gozação dos torcedores rivais que há seis partidas não sabem o que é perder. Dentre esses jogos, três foram válidos pela fase decisiva do Campeonato Carioca (Taça GB e Taça Rio).

A maré de azar com o técnico Cuca parece ser coisa do passado e ter sumido de General Severiano tornando o caminho livre para o Glorioso conquistar a Taça GB. No próximo domingo, o Botafogo encara o Resende, e o caleirão do Maracanã deve ferver. O Bota vai colocar Fogo!

Victor Simões ainda tenta se recuperar de estiramento na coxa, mas deve desfalcar a equipe.

Pelo lado do Resende, a preparação continua a todo vapor no estádio da Portuguesa da Ilha do Governador. Bruno Meneghel é a principal aposta do técnico Carlos Roy. De acordo com o treinador a equipe que derrotou o Flamengo na semifinal deverá entrar em campo na decisão. O tetracampeão Viola será uma das opções no banco de reservas ao lado de Hiroshi que marcou o segundo gol no jogo do último sábado.

A única mudança é a entrada do zagueiro Márcio Costa na vaga do suspenso Leandro.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

FLU-BARRA: ACREDITE QUEM QUISER!

Vista panorâmica do Vasco-Barra
Foto: Site Oficial do Vasco


O Flamengo utilizou o espaço do Fla-Barra no período de 1996 até 2000, quando foi despejado por falta de pagamento do aluguel do local. Na época, problemas como os jogadores sendo barrados na entrada do CT e todo o material de fisioterapia retido pela Justiça até que o Mengo quitasse suas dívidas era o cenário visto.

O Vasco, presidido por Eurico Miranda desdenhava do Fla-Barra dizendo "''Por que eu ia querer o Fla-Barra? Estou construindo o maior centro de treinamento da América Latina.'' O Vasco tinha um acordo com o Bank of America e fazia planos de construir um complexo esportivo na Rodovia Washington Luís - num manguezal desbravado até hoje.

Mas, enfim, o Vasco com sua ambição e o desejo de humilhar o Flamengo começou a se movimentar e conseguiu fechar acordo para utilizar o Centro de Treinamento da Avenida das Américas, tendo uma das primeiras medidas a troca do nome para Vasco-Barra.

Entretanto, em 2009, com uma crise financeira profunda e problemas em sua nova administração, o clube deve cerca de 29 meses de aluguel e está prestes a ser despejado assim como o Flamengo pelo mesmo motivo.

O Vasco tinha feito um acordo de pagar 80 mil reais mensais, no caso, 60 mil equivalentes ao mês e o restante a parcela atrasada. Outro problema que aflinge o clube com relação ao Vasco-Barra é o IPTU do local, que segundo o assessor jurídico do time cruzmaltino em entrevista ao Jornal dos Sports passou de 40 mil para 550 mil reais por ano.

Portanto, é melhor o Vasco sanar todos os problemas, pois o técnico Dorival Júnior vem seguindo a risca o que disse no começo do ano que utilizaria com ênfase o CT para a temporada.

Segundo fontes, há quem já garanta que a patrocinadora do Fluminense, a Unimed, já teria um acordo com o proprietário do local para que o time das Laranjeiras possa também treinar na Zona Oeste. Além do possível "Flu-Barra'', o Tricolor tem o CT de Xerém e a sede oficial do clube para exercer seus treinamentos.

Outro clube que utilizou o CT da Avenida das Américas foi o Bangu, porém por um período curto de dois meses, antes que o Alvirubro fosse eliminado da Série C do Campeonato Brasileiro.