Campeonato Brasileiro
[23/10 e 24/10] .::. Atlético-PR x Fluminense / Botafogo x Vitória / Vasco x Flamengo .::.

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

NO QUE SERIA A NOITE DAS ESTRELAS, BRILHARAM OS GOLEIROS

Fernando Prass foi o grande nome do clássico ao salvar o Vasco
Foto: Globoesporte.com



Por: Diego Louzada

O cenário estava armado para uma grande noite das estrelas. Do lado do Vasco, os estreantes Felipe e Zé Roberto. Do lado do rival, Petkovic. Mais de 60.000 pessoas no Maracanã, no último Clássico dos Milhões antes do fechamento do Maraca para as obras da Copa de 2014.

Porém, o brilho da noite ficou por conta dos goleiros, que seguraram o 0x0 no placar. Com o ponto somado, o Vasco chegou aos 14, ocupando a 15ª colocação. O próximo jogo do Gigante da Colina será no domingo, contra o Vitória, em São Januário.

Ao encontrar um adversário com dois centroavantes, o Vasco se viu obrigado a puxar Nilton para a defesa, deixando Fernando na sobra. Assim, perdeu um elemento de meio-campo, o que obrigava Zé Roberto e Felipe a voltarem demais, deixando Nunes isolado. Os lances de perigo do primeiro tempo saíram apenas de lampejos de Zé e Felipe, além de uma cabeçada de Nunes. Todas as oportunidades foram paradas por Marcelo Lomba.

Para o rival, contribuía a loucura de Irrazábal de jogar quase como um ponta, abrindo espaço para Juan e Pet às suas costas. Ajudava o Vasco, o fato de os atacantes rivais serem absurdamente fracos.
Na segunda etapa, PC desfez a sobra e adiantou Nilton para o meio e Zé Roberto para o ataque. O time então passou a ter mais penetração na área adversária, como em um lance de Zé Roberto que travou na hora de finalizar.

PC sacou Irrazábal, Nunes e Felipe para entradas de Fágner, Carlos Alberto e Éder Luís. O primeiro melhorou a direita, enquanto Éder e CA, não encontraram o melhor posicionamento na trinca com Zé Roberto. A melhor chance vascaína foi aos 32, com Fágner, que parou em uma boa saída de Lomba.

Aos 41, brilhou a estrela da muralha da Colina. Vinicius Pacheco chutou, Fernando Prass espalmou, no rebote, Borja driblou Fernando, chutou e Prass pegou de novo. Na terceira finalização, Juan cabeceou e lá estava a muralha, que ainda deu um biquinho nela para escanteio. Milagre!!! A mais bela sequência de defesas dessa temporada.

No último lance do jogo, em cobrança de falta de Pet, Prass voou no ângulo e espalmou, dando fim ao jogo. Um 0x0 morno, com destaque para as boas aparições dos dois goleiros e a falta de criatividade dos dois times.

Fica agora a expectativa de que o time ganhe entrosamento em busca da esperada subida na tabela. Já são 5 jogos sem derrota, com 2 vitórias em São Januário e 3 empates fora. Como o jogo contra o Vitória é na Colina, vale a pena confiar.

O Vasco atuou com: Fernando Prass; Irrazábal (Fágner 21'/2ºT), Dedé, Fernando e Carlinhos; Nilton, Rômulo, Rafael Carioca e Felipe [cap] (Éder Luís 25'/2ºT); Zé Roberto e Nunes (Carlos Alberto 13'/2ºT). Técnico: Paulo César Gusmão.

"Agarra demais, a muralha da Colina se chama Fernando Prass". "E não tem engano, ele é treinado pelo herói Carlos Germano". Não existem palavras para a sequência de defesas de Prass que não seja MILAGRE. Valeu o ingresso e o título de melhor em campo para ele.

No restante da defesa, Irrazábal teve uma atuação à lá Elder Granja, apenas com o a mais da velocidade. Fágner entrou bem melhor e ajudou o time na defesa e na frente. Carlinhos, uma das grandes dúvidas da torcida, esteve seguro e se não foi brilhante, não comprometeu no duelo com Léo Moura.

Dedé mais uma vez foi nosso melhor zagueiro. Seguro, jogou muito e um atuação dessas no clássico aumenta sua confiança. Já Fernando, segue lento e mediano no combate direto. Sorte do outro lado estarem Val Baiano e Borja.

Já Rafael Carioca e Rômulo tiveram um primeiro tempo sobrecarregado, mas melhoraram no segundo. O jovem camisa 37, ficou um pouco nervoso e não repetiu boas atuações anteriores. Já Nilton foi guerreiro na zaga e depois no meio, ajudando o time.

Zé Roberto foi melhor do que Felipe e mostrou estar mais em forma. Puxou bons ataques e na velocidade é difícil pegar. Gostaria de ver um aberto em cada ponta, criando para Nunes, que sofreu com o isolamento. Carlos Alberto entrou e irritou, prendendo demais a bola. Éder Luis correu muito, mas perdeu boa chance. Resta saber como PC vai armar o novo time após esse teste inicial.

Sds vascaínas a todos!

sábado, 31 de julho de 2010

UM SHOW DE UNIFORME!

Vasco lança nova linha de material esportivo
Foto: Vasco.com.br


Nesta sexta-feira, o Vasco lançou sua nova linha de uniformes. Em um evento no forte de Copacabana, o Clube mostrou o novo material, inspirado no ano de 1974, quando conquistou seu primeiro título brasileiro.

Alguns ídolos da época estiveram presentes, como Amarildo, Alfinete e Gaúcho, além do presidente Roberto Dinamite. No mesmo local, a diretoria apresentou o novo projeto de lojas oficiais, denominado Gigante da Colina. A expectativa é de que pelo menos 15 lojas sejam abertas até o fim do ano, com mais de mil produtos diferentes ligados ao Clube.

Voltando ao novo fardamento, minha opinião é de que ficou fantástico, de imenso bom gosto e acabamento. E para o jogo de domingo, PC Gusmão parece decidido a usar apenas três reforços no time titular.

Nos últimos treinos, a formação mais utilizado e que deve ser titular no jogo contra a quadrilha foi: Prass, Irrazábal, Dedé, Titi e Carlinhos; Rômulo, Rafael Carioca, Nilton, Felipe e Zé Roberto; Nunes. Desse modo, Carlos Alberto e Eder Luis ficariam como opção de segundo tempo.
Nas arquibancadas, é grande a expectativa por um grande público vascaíno. Nas filas de ingresso, há muito mais procura pelo lado cruzmaltino que pelo rubro-negro. A boa fase do time e a estréia dos reforços serve de motivação.

Será também a estréia desse belíssimo uniforme. Até breve a todos, na torcida para que este seja um fim de semana vascaíno, com a vitória no clássico e uma subida ainda maior na tabela.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

VIRADA DE RUMO!

Nilton marca o gol da vitória sobre o Internacional na Colina
Foto: Site oficial do Vasco

Por Diego Louzada

Em virtude da viagem a Natal, ando bastante sumido das postagens no Blog. Mas mesmo há milhares de quilômetros do Rio, não tenho deixado de acompanhar nosso Gigante da Colina. Agora sei um pouco do drama daqueles que moram em cidades diferentes dos times que torcem. Correr atrás de notícias pela internet e um barzinho pra ver os jogos é muito mais duro do que pegar um ônibus ou um trem e ver o amor de perto.

Infelizmente não pude ver o jogo contra o Avaí, domingo passado, onde o time parece ter jogado bem, mas pecado nas conclusões. Mas nesse meio de semana, conheci o bar do vascaíno Damião e pude ver não somente o jogo do Vasco, mas também o clássico de quarta. Deu pra me sentir um pouco no Rio.

Voltando ao que interessa, durante a semana, conversando com um guia, torcedor do ABC, ele me jurou de pés juntos que o Vasco na Série B do ano passado, deixou o América-RN empatar em troca de um passeio pelas dunas do Litoral Norte.

E é grande a quantidade de camisas do Vasco. Infelizmente, não vi nenhuma original, mostrando que esse é um mercado mal explorado pelos Clubes do Sudeste.
De longe, vi também que a torcida armou protestos contra os jogadores e a diretoria, em atitude que sempre condenei.

Não me lembro de um time que tenha melhorado após esse tipo de protesto. Na verdade se eu fosse jogador e torcedor invadisse meu local de trabalho pra perturbar, aí mesmo que eu ia jogar de sacanagem.

Enfim, falando em coisas boas, valeu a pena ter visto o jogo ontem. Um bando de urubus secando no barzinho e falando um monte de bobagens enquanto o Inter ganhava. Com os gols do Vasco saindo, rapidamente se calaram e antes do apito final de Heber Roberto Lopes, já pediram a conta e foram embora.

Sobre o jogo, fui mais emoção que razão, até porque não tinha lá uma visão tão privilegiada da TV. Achei Ramon muito mal, mas achei injutos os xingamentos ao ser substituído. Ele sempre jogou com vontade e ontem parecia com dores. As substituições de Roth deram resultado e aos poucos acredito que ele possa achar a melhor formação.

Contribuiria para isso, a diminuição das lesões. Observem os times grandes do Brasil e vejam que o Vasco é o que menos consegue dar sequência a um time titular, quase sempre por problemas médicos. Até o Nunes já chegou bichado. Carlos Alberto não sai do DM.

Que a linda virada de ontem possa ser um marco para o time, que tem agora mais dois jogos seguidos no Rio. Seis pontos seriam importantíssimos e poderiam ajudar o time a voltar da Copa do Mundo pensando em coisas maiores.

Saudações vascaínas a todos!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

SAI GAÚCHO, ENTRA OUTRO GAÚCHO!

Celso Roth assume o comando do Vasco
Foto: Globoesporte.com


Por Diego Louzada

Após começar o Brasileirão com apenas um ponto em duas partidas, o Vasco decidiu trocar de treinador. Na terça-feira, o Clube anunciou a vinda de Celso Roth, que já treinou o time da Colina em 2007. Gaúcho agora fica como auxiliar.

Devido às férias, esse post vem com atraso, o que deve acontecer até meados de junho. No ano passado, fiquei totalmente OFF, mas desta vez pretendo postar algumas coisas, ainda que de forma breve.

Voltando ao tema do novo treinador, acabou acontecendo o imaginado. Gaúcho não era o único culpado pela má fase do time, mas era fato, que uma chacoalhada era necessária e se não dá pra mudar um time inteiro, muda-se o treinador. E dessa vez a diretoria não quis fazer apostas, trazendo logo um nome experiente, com alguns bons trabalhos recentes.

Celso Roth pode não ser unanimidade entre a torcida, mas é fato que ele sabe dar padrão tático a seus times e consegue fazer trabalhos muitas vezes melhores do que os elencos possam fazer crer. Tem fama de cavalo paraguaio, mas como não somos líderes e nem estamos lá em cima, com essa não precisamos nos preocupar.

De forma resumida, posso dizer que gostei e acredito que dias melhores virão. Domingo temos o Avaí e poderemos tirar as primeiras impressões deste novo trabalho de Roth em São Januário.


terça-feira, 11 de maio de 2010

INÍCIO COM DERROTA!

Élton marca, mas Vasco é derrotado na estreia do Brasileirão
Foto: Lancenet!


Por: Diego Louzada

Pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro 2010, o Vasco acabou derrotado pelo Atlético-MG por 2x1, neste domingo no Mineirão. Após sair perdendo por 2x0, o cruzmaltino conseguiu diminuir a diferença no início do segundo tempo, mas não conseguiu chegar ao empate. Com o resultado, a equipe ocupa a 14ª colocação e volta a campo no próximo domingo, em São Januário contra o Palmeiras. O único gol do Vasco foi marcado por Élton.

Difícil comentar algo de um jogo que aos 18 minutos já estava 2x0 para os donos da casa. E como posso explicar, que com 9 minutos, o Vasco tenha sofrido um gol de contra ataque jogando fora de casa contra um dos melhores times do campeonato? Pra piorar, aos 18, o time sofre um gol em jogada de tiro de meta, que em dois toques, já deixou Diego Tardelli na cara de Fernando Prass.

E porquê essas coisas acontecem? Porque o Vasco hoje não é um time que tenha proposta de jogo. Que seja uma retranca ou um ataque kamikaze, tudo pode dar certo.

O que não vai dar certo nunca é o treinador ficar somente batendo na tecla de que o time se empenhou mais ou menos. Será que teremos que ver 38 rodadas de esforço ou falta dele, e nada de organização tática em campo?

Se esforçar o time até se esforça. Mas a impressão que tenho é que nem se tivéssemos o melhor zagueiro do mundo ou o melhor atacante resolveria o problema. Seriam apenas mais loucos pra tentar resolver sozinhos.

Em campo, o time é cheio de buracos e pra completar, Gaúcho coloca dois postes lá na frente, marcando um ao outro. Não que fisicamente Dodô seja um trombador como Élton, mas ele não tem mais perna pra vir buscar a bola.

Enquanto isso, em nosso adversário, Muriqui e Tardelli toda hora vinham buscar bola, dar opção, tabelar, criar jogadas. Não fazia diferença para o Galo ter três volantes, pois havia preenchimento dos espaços, troca de passes e o que um time de futebol precisa ter pra jogar minimamente bem.

Correr, o time do Vasco corre, se esforça. Mas dizer que jogamos bem porque finalizamos mais que o Galo não me parece correto. Vencendo com folga desde o início, a acomodação do time mineiro era mais que natural. E por mais que abafássemos, as chances efetivas eram somente em cruzamentos, com no gol e em uma bola salva por Coelho sobre a linha de gol.

Nem acho que o Vasco tenha jogado mal ontem. O jogo até foi bastante equilibrado e se o jogo fosse empate não seria nada de anormal. Porém não podemos viver nessa de um Vasco corajoso ou raçudo, como alguns preferem. O Vasco tem que ter um time, equilibrado, organizado e não importa se com craques ou não, isso é o mínimo que se espera, já que eles treinam uma semana inteira pra cada jogo.

A derrota, obviamente não é o fim do mundo. A maioria dos times deve perder para o Galo no Mineirão. Só o que me incomoda é não saber qual será a cara do Vasco que verei domingo.

Lógico que reforços serão sempre bem vindos, mas não vai adiantar mudar 3, 4 peças de uma vez se o time não tiver tática e sequência de jogo. Onde esse filme vai parar já conhecemos muito bem.

O Vasco atuou com: Fernando Prass, Paulinho, Thiago Martinelli, Dedé e Ramon; Nilton, Souza, Magno (Léo Gago) e Phillipe Coutinho; Dodô (Caíque) e Élton.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

UMA VAGA DADA DE PRESENTE!

Ramon marca um dos gols, mas não garante classificação para a semifinal
Foto: Vasco.com.br

Por: Diego Louzada

Os 180 minutos de jogo provaram que ia ser difícil. Missão quase impossível eu diria. Mas o Vasco conseguiu. Contra todos os prognósticos, conseguiu a proeza de ser eliminado pelo Vitória, dando os três gols de presente para o adversário destas quartas de final. Ontem, uma única falha em todo o jogo e aí não adiantou ser guerreiro, veloz, técnico ou nada mais. Com o 3x1 vascaíno em São Januário, a vaga ficou com o time baiano, pelo gol marcado fora de casa, já que vencera por 2x0 em Salvador.

Vascaínos, pensem nos gols do Vitória nesse mata-mata. Todos foram provenientes de vacilos de jogadores do Vasco. Fora isso, o time baiano nada criou, nem lá na Bahia e muito menos aqui no Rio. Nem quando tiveram um jogador a mais chegaram a ameaçar o gol de Fernando Prass. Sobre as falhas de semana passada, escrevi em um texto abaixo.

Sobre a de ontem, Nilton foi no mínimo inocente. No estádio, fiquei com ódio do camisa 6, mas vendo em casa fiquei com dúvidas sobre se houve falta ou não. Caso tenha sido falta, expulsão justa, já que o adversário iria de encontro ao gol.

Fora esse único erro, o time teve atuação excelente, em alguns momentos até brilhante, como ainda não tinhamos visto nessa temporada. O Vasco fez 3, mas jogou para fazer mais e mereceu as palmas ao fim do jogo, pelo esforço e dedicação em campo. Após o apito final, vários jogadores caíram estafados no gramado pelo esforço de jogar com um a menos desde os 18 do primeiro tempo.

Sobre a partida de ontem, o time começou seguindo a risca o manual de quem tem que vencer por mais de um gol. Pressionando e abafando o adversário, o Vasco foi perfeito nos primeiros minutos e chegou com méritos ao primeiro gol, marcado por Magno aos 11.

A essa hora, a confiança na vaga estava nas alturas. Porém, um chutão despretencioso
da defesa baiana, encontrou um atacante na área, que foi derrubado por Nilton. Pênalti, expulsão e gol do Vitória.

A situação ficou dramática. Com um a menos, o Vasco teria que fazer três gols e não sofrer nenhum. No restante do segundo tempo, a equipe não encontrou o melhor posicionamento em campo e mesmo sem ser ameaçada, não conseguiu criar muito no ataque.

Faltando apenas 45 minutos, imaginar uma classificação não era fácil. Mesmo assim a torcida empurrava. Em 3 minutos, o Vasco finalizou 5 vezes e na última delas, Ramon desempatou em belo chute cruzado. Vascão 2x1!

O Vitória deu um susto com Schwenck, que chutou perto da trave. Aos 13, a vantagem numérica do Vitória foi pro saco. Rafael Cruz deu carrinho por trás em Souza e levou o vermelho direto. Erradamente, Gaúcho sacou Magno, que fazia grande partida, para entrada de Dodô. O time perdeu um pouco da força e velocidade no meio, para ficar com dois atacantes presos no meio da zaga adversária, que a essa altura fazia uma retranca absurda.

Mas aos 32, o abafa deu resultado. Coutinho deu lindo passe para Élton, que driblou Viáfara e foi derrubado. Pênalti e expulsão? Não para Evandro Roman, que apenas deu amarelo para o goleiro. Se Nilton foi expulso sendo o penúltimo homem, por quê o goleiro não o foi? Pergunta pro juiz ladrão. Carlos Alberto cobrou no canto e fez o 3x1.

Faltava apenas um gol e o Vasco foi pra cima. Aos 39, Élton cabeceou no canto e Viáfara fez grande defesa. Um jogador de linha o teria feito? Vale lembrar que se o goleiro fosse expulso, um jogador teria que ir pro gol, por não haverem mais substituições disponíveis.

No fim, na base do desespero, até Fernando Prass foi para a área, mas o Vasco não consegui marcar seu quarto gol. Festa dos baianos em São Januário, mas a torcida reconheceu e aplaudiu os jogadores vascaínos.

Se foi a Copa do Brasil e uma chance clara de se chegar à uma final. Azar, erros de arbitragem tudo isso pode ser apontado. Mas não podemos nos esquecer dos erros que cometemos, principalmente no jogo fora de casa.

O Vasco atuou com: Fernando Prass, Élder Granja (Paulinho, 40/1°T), Thiago Martinelli, Dedé e Ramon; Nilton, Souza, Magno (Dodô, 16'/2°T) e Philippe Coutinho; Carlos Alberto (Robinho, 35'/2°T) e Elton.

Falando exclusivamente do jogo de ontem, destaque negativo para Nilton, Dodô e Elder Granja. Positivo para todos os outros. Ramon, Magno, Dedé e Coutinho em especial foram muito bem. Souza foi prejudicado pela expulsão de Nilton, mas pela primeira vez na vida tive pena de um jogador por tudo que correu.

Quem sabe ontem achamos um time titular. De toda forma é difícil avaliar, pois vários fatores estavam em jogo, não somente a organização tática. Torço ao menos para que Gaúcho mantenha a base do time e não faça mudanças a torto e a direito por causa da eliminação. E claro, que ele aprenda a fazer substituição, porque ele conseguiu estragar o time ao tirar Magno e Carlos Alberto para pôr atacantes.

E obviamente não poderia deixar de falar. Pelo terceiro ano seguido saímos da Copa do Brasil com erros absurdos de arbitragem. Foi em 2008 contra o Sport, ano passado contra o Corinthians e agora contra o Vitória. Até quando? Lembrando, que não quero que sejamos ajudados, apenas que eles façam o correto. E expulsar último homem é regra até nas minhas peladas, Sr. Roman.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

AGORA É NO CALDEIRÃO!

Grupo terá que reverter situação complica agora na Colina Histórica

Por Diego Louzada (Blog Sou-Vascaíno)

Pelo primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil, o Vasco foi derrotado pelo Vitória em Salvador por 2x0. Agora o time de São Januário precisa vencer no Rio por três gols de diferença para se classificar para as semifinais. Os gols do time baiano, um em cada tempo, foram originados de perdas de bola infantis de jogadores cruzmaltinos.

Sinceramente não acho que o Vasco jogou mal. Em vista de jogos recentes, até que foi bem menos pior e o time até criou muitas chances de gol. Tudo bem que todas foram com Carlos Alberto, mas ao menos foi acima do nada de outras partidas. Até mesmo na marcação, apesar dos dois gols, o time roubou muitas bolas, tendo aproveitamento de 84% nos desarmes. Em momento algum, o Vitória conseguiu colocar a esperada pressão que faz em seus adversários no Barradão.

Então como entender a derrota por 2x0, que remete a alguma superioridade do rubro-negro baiano? Vamos lá a explicação do inexplicável:
O jogo começou com muitas faltas e chances de gol de ambos os times. Enquanto o Vitória mandou uma bola na trave aos 13, Carlos Alberto cabeceou tirando tinta da trave minutos depois. Aos 32, Élton também teve boa chance. Porém, aos 39, a primeira babaquice.

Elder Granja e Rafael Carioca ficaram trocando passes perto da área e perderam a bola. No cruzamento, Uelliton cabeceou para milagre de Fernando Prass, que nada pôde fazer no rebote, onde Renato abriu o placar. Vitória 1x0.

O segundo tempo começou como o primeiro. Faltas e chances de ambos os lados. Após os 9 minutos, o Vasco cresceu e passou a dominar. Primeiro com uma bola na trave em cabeçada de Carlos Alberto e depois em jogadas pela direita do ataque, com Granja e Coutinho. Viáfara, surpreendentemente, se mostrou seguro ao segurar nosso ataque.

A torcida vascaína se inflamava e os rubro-negros já davam sinal de impaciência com o gol de empate que se anunciava. Depois dos 30, com as alterações, o Vasco diminuiu de ritmo. E aos 39, após nova perda de bola babaca, dessa vez na esquerda, Neto Berola recebeu na área e seu chute fraco, desviou em Martinelli, traindo Fernando Prass. Vitória 2x0. No fim, o Vasco ainda teve mais uma chance e Viáfara novamente salvou.

O resultado acabou não refletindo a verdade do jogo, mas injusto apenas quando há erros de arbitragem e ontem não foi o caso. A infantilidade de alguns colocou a classificação muito em risco e quarta que vem teremos que ser heróicos em São Januário.

Como agravante teremos o fato do Vitória estar com o time mais completo e provavelmente campeão baiano. Mas conseguir viradas heróicas é ou não a cara do Vasco?

Força Gigante!

O Vasco atuou com: Fernando Prass; Elder Granja, Thiago Martinelli, Titi e Ramon; Nilton, Rafael Carioca, Léo Gago (Magno - 42'/2ºT) e Carlos Alberto; Philippe Coutinho (Robinho - 26'/2ºT) e Elton (Dodô - 37'/2ºT).

Saudações vascaínas a todos!


sexta-feira, 23 de abril de 2010

COM A CARA DE 2009!

Jogadores comemoram classificação para as quartas-de-final da Copa do Brasil
Foto: Divulgação

Por: Diego Louzada

Pelas oitavas de final da Copa do Brasil, o Vasco foi a Curitiba e voltou com uma importante vitória por 1x0 sobre o Corinthians-PR. Com o placar, o cruzmaltino joga por um empate no jogo de volta, a ser realizado na próxima quarta, 16 horas em São Januário. O gol da vitória foi marcado por Léo Gago, em linda cobrança de falta.

O jogo foi muito parecido com vários disputados pelo Vasco na temporada passada, durante o Brasileirão da Série B. Gramado ruim, time sem torcida e muitas faltas. Carlos Alberto deve ter lembrado bem de seu sofrimento do ano passado, já que foi a maior vítima, sofrendo nada menos que 14 faltas. O gol da vitória acabou sendo um castigo para o time paranaense, que tanto bateu e sofreu o gol justo em cobrança de uma das sofridas por CA.

O Vasco começou com uma escalação perto do ideal. Com todos os principais jogadores à disposição, Gaúcho optou por barrar Dodô para entrada de Carlos Alberto. Não sei se é a tática preferida do novo treinador, mas ele vem mantendo o esquema utilizado desde o ano passado, ainda com Dorival Jr.

E no campo ruim, sobrou ao Vasco as bolas de longa distância e os cruzamentos. Foram dessas formas as melhores chances da primeira etapa. Em uma inversão de papéis, Élton cruzou da direita e Carlos Alberto cabeceou no travessão aos 16 minutos. Aos 32, Léo Gago fez o aquecimento e obrigou Colombo a fazer boa defesa. Na cobrança do escanteio, Martinelli cabeceou no ângulo e Renan salvou em cima da linha. Seria mais um gol de cabeça do camisa 44, que está se especializando nessa.

Aos 40, mais uma vez a arbitragem nos prejudicou. Coutinho tocou de cabeça para Élton, que encobriu o goleiro. A auxiliar marcou impedimento incorreto e o atacante levou amarelo por reclamação. Falando em arbitragem, não custa lembrar que o árbitro de ontem foi Nielsen Dias, que apitou o jogo do acesso no ano passado.

Pelo domínio, apesar de alguns sustos, o Vasco merecia sair com a vantagem do primeiro tempo, mas acabou mesmo em 0x0.

Na segunda etapa, o Gigante da Colina seguiu dominando seu adversário. Aos 12, Ramon cruzou na cabeça de Carlos Alberto e dessa vez era até mais fácil que no primeiro tempo, mas o Camisa 19 tocou por cima. No esquema que o vai se definindo, é bom ele melhorar esse tipo de lance, que pode surpreender o adversário, sempre preocupado com Élton.

Aos 22, Léo Gago fez sua obra prima. Uma bomba da entrada da área, que teve força e direção, entrando lá onde a coruja dorme. Indefensável!!! Belo gol!!! Vascão 1x0!

O time paranaense partiu pra cima, o Vasco tentou um outro contra-ataque, mas o placar acabou por isso mesmo. A curiosidade ficou por conta de Gaúcho não ter feito nenhuma alteração, segundo ele por ter gostado da postura e para dar sequência ao time. Como só haverá jogo na semana que vem, o desgaste não deve ser o problema.

Se não foi uma atuação como gostaríamos, ao menos a vitória veio e o time jogou MUITO melhor que após a eliminação da Taça GB. Ao menos a primeira impressão é de que não haverá um abalo tal grande dessa vez.

A vaga ficou bem encaminhada e na quarta, fica a expectativa de um pouco mais de futebol.

O Vasco atuou com: Fernando Prass; Fágner, Thiago Martinelli, Titi e Ramon; Nilton, Rafael Carioca, Léo Gago e Carlos Alberto; Philippe Coutinho e Elton

Ah, o juiz prejudicou ontem de novo. Ainda assim, é obrigação do Vasco vencer o Corinthians-PR. Já no caso do último clássico, pelo natural equilíbrio, fica difícil jogar contra o rival e a arbitragem.


terça-feira, 13 de abril de 2010

BALANÇO FINAL!

Vasco acaba eliminado do Estadual e amarga jejum no Carioca desde 2003
Montagem: Renan Moura

Por: Diego Louzada (Blog Sou-Vascaíno)

Com a derrota do último domingo, chegou ao fim mais um Campeonato Carioca para o Vasco da Gama. Nele, o time chegou à decisão da Taça Guanabara, e à semifinal da Taça Rio.

No primeiro turno, o Vasco terminou como líder do Grupo B, enquanto no segundo ficou atrás do Botafogo. Em 18 jogos, 11 vitórias, 2 empates e 5 derrotas. Nos clássicos, 2 vitórias, 1 empate e 3 derrotas.

Na Taça Guanabara, o Vasco arrancou com seis vitórias seguidas e um empate na fase de grupos. Na semifinal, vitória nos pênaltis sobre o Fluminense, seguida de derrota para o Botafogo na decisão. O ponto alto da campanha foi o 6x0 sobre o Botafogo na 3ª rodada e o ponto baixo, a derrota para o mesmo rival na decisão, onde o time teve atuação abaixo das anteriores.

Já na Taça Rio, o time não voltou a mostrar o bom futebol do início da competição e venceu os três primeiros jogos com dificuldade. Em seguida, três derrotas que colocaram a vaga em risco e terminaram com a demissão de Vagner Mancini. Com a entrada de Gaúcho, o Vasco venceu seus dois últimos jogos e se garantiu na semifinal, onde foi derrotado pelo Tráfico por 2x1.

Como os números mostram, a campanha esteve longe de ser maravilhosa. Fosse o campeonato por pontos corridos, teríamos ficado na 4ª posição, atrás dos outros três grandes, o que é o mínimo que se espera. Em comparação com o ano passado, caímos uma posição, ficando dessa vez atrás do Fluminense.

No fim das contas, isso pouco importa, já que o campeonato é de fato decidido nos clássicos de semifinal e final, todos muito equilibrados. E tanto em um turno quanto no outro, os detalhes decidiram os vitoriosos.

E além da decepção por mais um ano sem a conquista, fica para o torcedor vascaíno a visão do grupo que defenderá nossa camisa na temporada. E como esse é um ano de volta da Série B, a expectativa e a cobrança são grandes. Pelo mostrado no Estadual, o Vasco mostrou algumas vezes um bom time, mas um elenco deficitário. Para a Copa do Brasil, dá pra brigar, Brasileirão, não.

Um dos grandes problemas neste início de temporada foi repetir uma escalação. Em abril, qualquer torcedor já sabe a escalação do seu time, mas o vascaíno não. Ora por suspensões, lesões ou invencionices, fato é que não havia sequência.

O time base foi algo parecido com: Fernando Prass; Fagner (Granja), Fernando, Martinelli (Titi), Márcio Careca; Rafael Carioca, Souza (Nilton), Léo Gago e Carlos Alberto; Coutinho e Dodô (Élton).

Com a entrada de Ramon e todos em condição de jogo, vejo o Vasco em condições de formar um bom onze inicial. O problema é que no Brasileiro, dificilmente vamos ter uma sequência com o time ideal. E aí, há a necessidade de reposição, coisa que o Vasco mostrou não ter à altura. Especialmente do meio pra frente, não há um banco que possa corresponder.

Além disso, seria bom que viesse um zagueiro para ser titular e um meio-campista, de preferência um típico 10. Isso considerando que ninguém saia no meio do ano.

Para a Copa do Brasil, principalmente do nosso lado da chave, não há ninguém a temer. O mais difícil adversário seria o Palmeiras, que não passa por boa fase. Os hoje favoritos Grêmio e Santos estão do outro lado e só cruzam conosco na final. Completos, podemos chegar à decisão.
Pra não ficar em cima do muro, com as impressões iniciais, meu time seria: Fernando Prass; Fágner. Martinelli, Fernando e Ramon; Nilton, R. Carioca, Léo Gago, Carlos Alberto e Coutinho; Élton.

Sobre o comando técnico de Gaúcho, ainda não deu pra ver nenhuma mudança no time a não ser de motivação. Prefiro esperar a sequência do trabalho dele para analisar. Quatro jogos, todos de vida ou morte, ainda não permitiram a ele mexer na estrutura deixada por Mancini.

Ah, e pelo cômputo geral da competição, o Vasco não merecia vencer a competição, apesar de ter chegado mais perto disso que no ano passado, onde teve desempenho técnico superior.

E só pra deixar BEM claro: quando chamo o rival de Tráfico, não digo que sua torcida é só de traficantes, até porque tenho amigos e parentes que torcem para tal time e nem por isso são pessoas desonestas.

Sds vascaínas a todos!

terça-feira, 6 de abril de 2010

UFA!

Dodô salva o Vasco da eliminação precoce na Taça Rio
Foto: Netvasco

Por: Diego Louzada

Dentre os milhões de vascaínos espalhados pelo mundo, certamente alguns devem sofrer de algum problema cardíaco. E ontem, todos estes tiveram um grande teste para seus corações. Em um jogo emocionante do início até o fim, o Vasco superou o Duque de Caxias por 4x3 e garantiu a vaga para as semifinais da Taça Rio, onde enfrentará seu maior rival, o Tráfico, no próximo domingo às 16 hs. Botafogo e Fluminense fazem a outra semifinal.

Com o adversário brigando desesperadamente contra o rebaixamento, não dava para achar que seria fácil. Mas nem o mais pessimista dos vascaínos achava que seria tão complicado. E pelo apresentado pelas equipes em campo, não deveria ser mesmo. Porém, futebol é bola na rede e o jogo acabou se tornando um turbilhão de emoções, com o alívio vindo apenas após o apito final do juiz.

Bem postado em campo, o Vasco partiu com tudo para cima, apesar da dificuldade com o campo molhado. Mas coube ao Caxias abrir o placar. Júnior soltou uma bomba em cobrança de falta, Fernando Prass rebateu para frente e Maurinho marcou no rebote. Falha do nosso camisa 1.

É raro dizer isso, mas ontem ele falhou feio. Como a essa altura o América já vencia, o jogo poderia se tornar um drama. Mas Fágner empatou aos 16, em um golaço de fora da área. O lateral direito deixou um marcador sentado e colocou a bola lá onde a coruja dorme. 1x1

Cinco minutos depois, Léo Gago deu lindo corte no adversário e enfiou bola primorosa para Élton bater de primeira. Mais um belo gol e virada do Vascão. 2x1!

Dominando, o Vasco teve mais algumas chances de gol, uma delas com Coutinho, que chutou em cima do goleiro. Já no fim do primeiro tempo, na área do Caxias, Nilton levou vários socos do adversário, mas foi injustamente expulso junto ao agressor. Roubo, pois além de carregar um jogador nosso e tirá-lo da semifinal, o juiz ainda deveria ter marcado pênalti.

Como o Caxias tirou um atacante para recompor a zaga, o Vasco ficou com ainda mais campo para avançar. E logo aos 5 minutos, em linda troca de passes, Élton achou Dodô livre dentro da área e ele só encobriu o goleiro. Vascão 3x1! A essa altura, eu apostaria um dinheiro em goleada, já que o Vasco era bem superior e o adversário estava nervoso.

Mas aos 11, Júnior cobrou falta com maestria e dessa vez Fernando Prass não teve o que fazer. Lance casual, que não deveria mudar o andamento do jogo. Mas mudou. E aos 18, Gian, um zagueiro, tentou dar uma caneta no meio-campo, com a defesa aberta. Perdeu a bola e deu espaço para Marcelo correr, correr, driblar o goleiro e empatar. 3x3.

Por uma besteira, o Vasco estava prestes a perder sua vaga, antes tão clara. Mas ainda faltava muito tempo, suficiente para desempatarmos e vencermos. As chances se multiplicaram e até bola salva em cima da linha houve. O gol parecia questão de tempo, mas o coração sofria, temia.Aos 32, o alívio. Élton, deu passe de calcanhar para Dodô, que encheu o pé para marcar o gol da vitória, o gol da classificação. Vascão 4x3!

Com 15 minutos, apesar do Caxias ameaçar pouco, o coração seguia temendo por mais uma bola marota, que jogasse tudo por água abaixo.

Mas dessa vez o azar não bateu à porta e vencemos, garantindo a esperada vaga nas semifinais.Assim, terminou a semana decisiva do Vasco e de Gaúcho. Três vitórias e classificação nas duas competições. Era o mínimo que se esperava, mas devemos dar crédito ao novo treinador, que pegou um barco perdido e rapidamente o colocou no rumo. Agora vem a parte mais difícil, mas por essa semana, "Valeu Gaúcho!"

O Vasco atuou com: Fernando Prass; Fagner, Thiago Martinelli, Gian e Márcio Careca; Nilton, Souza, Léo Gago (Jumar 26'/2ºT) e Philippe Coutinho (Magno 43'/2ºT); Élton (Dedé 33'/2ºT) e Dodô.

Na Taça Guanabara, o Vasco venceu um jogo por 3x0 sobre o Friburguense e apesar do placar, jogou mal. Ontem, apesar do placar apertado, o time jogou muito bem. Não houve um período de domínio do adversário e os gols saíram de falhas e lances fortuitos.

Lógico que uma coisa não justifica a outra, mas como conjunto, o time jogou para vencer por margem de dois ou três gols de diferença. Aliás, os quatro gols foram pouco pela produção ofensiva. E olha que Coutinho não estava em dia muito inspirado.

Agora é a semifinal e tudo zera. Entram em campo todos os fatores enumerados em um post antes do início do Estadual e hoje, na base da garra e superação, o Vasco vive um momento favorável, que pode fazer a diferença nas partidas decisivas.

Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 29 de março de 2010

SANTA MARINA!

Fágner comemora com Dodô o segundo gol cruzamltino no clássico

Por: Diego Louzada

Foram vários tropeços seguidos, que culminaram na saída do treinador Vagner Mancini. Derrota após derrota, ficávamos procurando os motivos para os fracassos. Mas ontem, um novo elemento foi fundamental para a volta das vitórias. Gaúcho, o novo treinador? Que nada, ele até teve seus méritos, mas quem foi mesmo peça chave para o triunfo vascaíno foi a pequena Marina, minha filha de 2 meses, que pela primeira vez foi ao estádio. Menininha pé quente, que virou o xodó de todos que estavam ao nosso redor no Maracanã.

Os gols da vitória por 3x0 foram marcados por Thiago Martineli, Dodô e Fágner. Ir com uma criança tão pequena a um clássico requer alguns cuidados. Ontem porém, devido ao pequeno público, tudo corria muito bem no entorno do Maracanã. O único senão, ficou por conta do fiscal de catraca, que queria que eu pagasse ingresso para uma criança tão pequena. Foi necessário chamar o chefe dos fiscais, que até riu da situação.

Já dentro do estádio, foi preciso esperar bastante até a bola rolar. Nesse tempo, houve o gol do Tráfico, que deu a vitória sobre o América, ajudando o Vasco. Esse foi o grande milagre da noite, já que o time da Gávea adora entregar jogos para prejudicar rivais.

Bola rolando, o Fluminense fez uso de seu melhor entrosamento e partiu para cima. Considero o time tricolor, o mais bem armado do Rio, com bom avanço dos alas e troca de passes envolvente no meio. O Vasco, diferente dos últimos jogos, mostrava boa pegada no meio, dificultando assim o trabalho do rival.

Aos 12 minutos, Jéferson se lesionou e Gaúcho foi corajoso ao colocar Carlos Alberto, que disse na véspera ter condições de atuar apenas 30 minutos. Debilitado, o camisa 19 jogou mais à frente que de hábito e como Coutinho não voltava tanto, o time acabou tendo um buraco no meio, facilitando o domínio do adversário. O jogo não teve muitas chances de gol e Marina dormiu por quase toda a primeira etapa.

Para o segundo tempo, Gaúcho recuou Coutinho, deixando CA e Élton no ataque. O Vasco ganhou em posse de bola e diferente de outros jogos, o time conseguia tabelar, com os jogadores sempre dando opção ao companheiro que tinha a bola.

Aos 13, Élder Granja cruzou para Élton e Leandro Euzébio jogou pela linha de fundo. Na cobrança do escanteio, Coutinho cruzou para Martinelli empurrar para o gol de Rafael. Vascão 1x0 e explosão no Maraca.

Minutos depois, Cuca sacou um zagueiro sem amarelo e deixou outro amarelado em campo. Dodô, que entrara no lugar de Élton, levou uma banda de L. Euzébio, que foi expulso. Houve tempo ainda de Alan entrar de cara com Fernando Prass, que fez desarme providencial. No lance seguinte, aos 36, Carlos Alberto deu lindo passe para Dodô, que com categoria tocou por baixo das pernas do goleiro. Vascão 2x0!!! Com seu vestidinho do Vasco, Marina, agora bem acordada, deu um sorrisinho, ao ver a alegria e loucura de todos à sua volta.

Em meio ao desânimo tricolor, Carlos Alberto recebeu na esquerda, foi penteando e rolou para Fágner fuzilar a rede adversário, marcando o terceiro. Foi a senha para que, com uma semana de antecedência, os vascaínos comemorassem a Páscoa e gritassem 'Uh, é Chocolate"!!!

Foi uma demonstração de força do Vascão, que fica bem mais perto da semifinal. Quarta é Copa do Brasil e domingo, mais Estadual. Duas decisões e que ninguém duvide da força do Gigante da Colina, agora apoiado por sua mais nova torcedora.

O Vasco atuou com: Fernando Prass; Elder Granja (Fagner), Thiago Martinelli, Titi e Márcio Careca; Nílton, Rafael Carioca, Souza e Jeferson (Carlos Alberto); Philippe Coutinho e Elton (Dodô)

Galera, apesar de ter atribuído a vitória à Marina, não consegui hoje ainda colocar as fotos dela no Maraca. Assim que der, posto aqui as imagens da nova mascote da Colina...rs

Brincadeiras a parte, qual foi o grande mérito de Gaúcho em fazer um time que vinha muito mal, conseguir um resultado bom frente a um adversário qualificado?
Primeira coisa, pôs em campo um time aplicado, com gana, vontade de vencer. Uma defesa atenta, disposta a não cometer os vacilos dse jogos anteriores.

No meio, muita marcação e jogadas em velocidade, com ultrapassagens dos laterais, especialmente Elder Granja. Do outro lado, Márcio Careca ficou mais na defesa, sem ter companhia para tabelar.

Outro mérito foi reconhecer que o Fluminense é um time mais pronto que o nosso. O esquema se mantém desde o ano passado e há entrosamento. Logo, primeiro nos cabia marcar, pra depois criar. E com talentos como Carlos Alberto e Coutinho com liberdade, uma hora a chance apareceria.

E como clássico é detalhe, o gol acabou vindo em uma bola parada, que não é o ponto forte do Vasco. Depois, foi jogar com inteligência e o resultado mais elástico acabou acontecendo, graças a dois lances de craque de Carlos Alberto, que mesmo debilitado, fez toda a diferença.

Ainda não ganhamos nada, longe disso. Mas um dos fatores mais importantes do futebol, pode agora voltar a frequentar São Januário: Confiança! Com ela, nosso futebol certamente crescerá.

quinta-feira, 25 de março de 2010

INCOMPETÊNCIA + AZAR = VEXAME E DEMISSÃO!

Amigos vascaínos,

O que parecia ser impossível de piorar, piorou. Nesta quarta à noite, o Vasco conseguiu perder para o Americano por 3x2 em São Januário e se manteve na 3ª colocação do Grupo B da Taça Rio, fora do grupo dos classificados à semifinal. O resultado negativo, o terceiro em seqüência, causou a queda do técnico Vagner Mancini. Um novo comandante deve ser anunciado ainda nesta quinta-feira.

Na estréia do novo uniforme, o público compareceu mais uma vez em baixo número, apenas 1.543 presentes. Mais do que uma nova camisa, o que todos queriam ver era um novo futebol. Porém, o time voltou a apresentar a falta de padrão tático, os erros técnicos e as falhas na defesa, que tanto irritaram os torcedores nos últimos jogos.

E se dessa vez marcou dois gols sem ser de pênalti, a zaga falhou muito mais que de costume, deixando espaços generosos, mesmo com a proteção de três volantes. E a burrada da vez respondeu pelo nome de 'Linha de Impedimento', que deixou o atacante adversário livre quatro vezes no primeiro tempo, sendo duas convertidas em gol.

Na segunda etapa, com o gol sofrido antes dos dez minutos, o time se desesperou. Ainda faltavam 40 minutos, mas o Vasco não conseguiu furar a defesa do Americano. Somente após a expulsão do campista Jader, aos 35, o cruzmaltino conseguiu pressionar, mandando duas bolas no travessão, com ambas quicando em cima da linha. Essa vai pra conta do azar, bem como o desvio de Nilton no terceiro gol, que encobriu Fernando Prass.

Porém, nenhuma falta de sorte pode justificar uma derrota como essa, para um adversário fraquíssimo, em nossa casa. Sobrou incompetência, desorganização e tudo que um time de futebol não deve mostrar. Alguns jogadores até se esforçaram, mas não o suficiente pra mudar um time entregue, fadado ao fracasso.

O Vasco jogou com: Fernando Prass, Élder Granja, Fernando (Geovane Maranhão - 31'/2ºT), Titi e Márcio Careca; Nilton, Rafael Carioca (Magno - 16'/2ºT), Léo Gago e Jefferson; Rafael Coelho (Dodô - 16'/2ºT) e Élton.

Respeito a opinião de quem diga que o time é fraco, como disse um rapaz perto de mim ontem nas sociais. Mas repito aqui, a pergunta que fiz a ele: isso é time pra perder para o Americano? Não só ele, mas todos os que estavam ao redor, concordaram que não. Então se um time claramente melhor que o outro, perde, algo está errado e isso precisa ser analisado.

E onde entra a culpa de Mancini? O time do Vasco, em dois meses, experimentou todas as táticas imagináveis. 4-4-2, 3-5-2, 4-3-3, 4-5-1. Meio em losango, quadrado, linha de quatro, com meias abertos...

Nessa semana, o presidente Roberto Dinamite disse que o time precisava de mais coração. Mancini respondeu que pra ele a fórmula do sucesso é trabalho. Concordo, mas não posso entender como bom trabalho o que vinha sendo feito. Time de futebol não é laboratório de experiências. Todo jogo mudávamos de esquema e de jogadores. Hora fulano era titular, hora nem no banco ficava. Assim, amigo, não há elenco que vá pra frente.

Seja lá qual fosse o esquema escolhido, podia dar certo. Bastava montar e dar seqüência, como fez Dorival por toda a temporada passada e como fazem os bons treinadores. Não que Mancini não o seja, até mostrou em outros Clubes, mas aqui não deu certo.

Recentemente, um amigo perguntou-me se um determinado jogador teria vaga no time do Vasco. Respondi que era impossível responder naquele momento, pois sequer sabia como o Vasco jogava. A cada jogo, desde a final da Taça GB, temos ido ao estádio sem saber o que veremos. Time ofensivo ou defensivo? Veloz ou lento? Passador ou driblador?

Ontem tínhamos quatro meio-campistas com bom chute de longa distância. E mesmo assim, não havia estratégia para criação de espaços para esses chutes. Não posso saber se a culpa é só do Mancini, pois não estava no vestiário ouvindo suas instruções. Posso apenas comentar o que vejo, e nos últimos jogos, eu e todos os vascaínos temos visto um time perdido.

Ano passado durante o Brasileiro, o time ficou alguns jogos sem vencer. Mesmo assim, Dorival Jr. não caiu. A impressão que tínhamos era de que mesmo com os tropeços, ele não perdia o controle sobre o grupo, tanto que ao fim do ano conseguiu chegar ao objetivo com sobras.

Mais do que técnico ou tático, dessa vez parece que o controle emocional e moral sobre o grupo se perdeu.

Aí só duas saídas existiam: ou trocava o técnico ou todo o grupo. Qual a mais fácil? Pois é, agora Mancini é mais um brasileiro desempregado e o Vasco um clube à procura de técnico.

Abel Braga, Oswaldo de Oliveira, Leão, Tite, PC Gusmão, Celso Roth. 'Alea jacta est'
.
Sds vascaínas a todos!

terça-feira, 23 de março de 2010

ELES FICAM!

Phillipe Coutinho permanece no Vasco até o final do ano
Foto: Divulgação



Em meio à fase ruim dentro de campo, a torcida do Vasco teve uma grande notícia nesta segunda-feira. Philippe Coutinho foi liberado pela Inter de Milão para permanecer em São Januário até o fim do ano. De quebra, outra boa notícia surgiu hoje, ainda não confirmada.

O Vasco teria adquirido Carlos Alberto em definitivo, junto ao Werder Bremem. Vale lembrar que estes são os dois melhores jogadores de linha do grupo e tinham saída prevista para o meio do ano, desfalcando assim o time por quase todo o Campeonato Brasileiro. O caso de Coutinho já é de conhecimento da galera.

Ele foi vendido aos 16 anos por míseros R$ 10 milhões e tinha apresentação marcada para quando completasse 18 anos, o que ocorrerá no meio desse ano. Guardado como jóia, o camisa 30 explodiu nessa temporada, se tornando o mais importante jogador da equipe. A imprensa italiana passou a cobrir com atenção suas atuações e tudo levava a crer que ele iria mesmo cruzar o Oceano para a temporada 2010/11.

Cabia ao Vasco tentar a prorrogação da estadia de sua maior revelação dos últimos tempos, mas confesso que não acreditava. Os times europeus, mesmo que não façam o aproveitamento imediato, tendem a emprestar o jogador para times menores, visando a experiência em gramados europeus. Seria quase impossível Coutinho jogar logo no elenco nerazurro, que tem grandes jogadores como Sneijder, Balotelli, Eto’o, Milito, Pandev, todos de meio pra frente. Possivelmente o destino dele na Europa seria um Parma ou Chievo da vida, onde apanharia uma barbaridade. Para Vasco e Coutinho, o negócio acabou sendo muito bom.

O jogador poderá amadurecer mais, diminuir suas oscilações e chegar à Inter em melhores condições de se destacar. Além disso, haverá uma renovação na seleção após a Copa e jogando no Brasil, ele estará em evidência, podendo vestir já a amarelinha, visando a Copa de 2014. Para o Clube então, esse negócio foi excepcional. Coutinho é jovem, não tem histórico de lesão, disciplinado e só tem a crescer.

É um jogador extraordinário, de nível internacional, mas sem estar em fim de carreira. A cada jogo, seu rendimento subirá e o Vasco só tem a ganhar com isso. Além do mais, conseguimos a parte mais difícil da negociação. O mercado europeu se agita de verdade no meio do ano. Já em janeiro, as equipes fazem apenas ajustes pontuais.

Caso a Inter esteja bem, não será muito difícil mantê-lo até meados de 2011, quando naturalmente estará jogando ainda melhor. Quanto a Carlos Alberto, prefiro aguardar um pouco mais, já que apenas um veículo noticiou a tal aquisição em definitivo.

Porém, caso ela venha se concretizar é outro grande ganho.Além do inegável talento do camisa 19, ele é um ídolo para a torcida, além de ainda ser jovem. É o jogador mais consagrado do grupo, com experiências e conquistas na Europa. Se curar de vez a lesão que tem, será ainda mais útil, já que não adianta ter um acima da média que joga uma sim e duas não. Com os dois garantidos para o Brasileiro, temos uma preocupação a menos.

Com os fortes indícios da volta de Juninho Pernambucano, teríamos muita força do meio pra frente. Faltaria ainda um homem-gol, já que anda difícil para a bola entrar na rede do adversário. Até o Brasileiro, muita coisa ainda vai acontecer, mas saber que poderemos contar com Coutinho e Carlos Alberto, dá muito conforto à torcida cruzmaltina..

NOVA CAMISA

Foi lançada ontem a camisa nº 3 do Vasco da Gama. Ela foi escolhida pelos sócios em votação no Site do Clube, vencendo outras duas opções.

Predominantemente branca, ela tem no centro, uma enorme cruz vermelha, tendo sido produzida pela Penalty em parceria com a grife Cavalera. Por ser um modelo histórico, o primeiro lote não terá anúncios de patrocinadores.

A primeira aparição será já na partida de amanhã, contra o Americano em São Januário.
O preço é um pouco acima da camisa normal: R$ 199,00, contra R$ 169,00 do tradicional.

ALGO PRECISA MUDAR URGENTEMENTE!

Vagner Mancini balança, mas não cai por enquanto
Foto: Divulgação


Em jogo válido pela quinta rodada da Taça Rio, o Vasco perdeu para o Olaria por 1x0 em Volta Redonda. Com o resultado, o time cruzmaltino caiu para o 3º lugar no Grupo B, estando momentaneamente fora do grupo dos classificados para as semifinais. O próximo compromisso do Gigante da Colina será na próxima quarta-feira, às 21:50 contra o Americano em São Januário.

De longa data, sou um amante do futebol e mais ainda do Vasco. Há anos, tem sido sempre um prazer assistir ao Vascão jogando, seja em São Januário ou fora de casa. Mas confesso que esse ano está difícil. O time parece se esforçar em um único objetivo: conseguir a pior atuação da história do Clube. O jogo de sábado foi mais um dos péssimos jogados pela equipe após a perda da Taça Guanabara.
Me exigiria muita criatividade escrever um texto sobre aquilo. Sim, aquilo, porque chamar de futebol é uma ofensa a este esporte tão apaixonante. O time não mostrou nada: garra, técnica, tática, NADA. Perder de 1x0 foi pouco pelo que o time jogou. Ou melhor, não jogou.

O clássico de domingo passado contra o Tráfico, criou uma ilusão de que o time podia jogar melhor. Mas hoje, passadas duas partidas, só consegui ter duas visões do que aconteceu. O time se motivou pelo valor da partida e jogou acima do nível comum. E a outra, mais irônica, é que o Vasco de Mancini deu aquela de paciente terminal: mostrou claro sinais de melhora e esperança de cura para depois morrer de vez.

Sei que muita gente torce o nariz para alguns jogadores do elenco. Respeito e até concordo que alguns nomes não são aqueles que gostaríamos de ver no nosso Vasco. Mas afirmo também que com esse time aí, o mesmo que entrou em campo no sábado, é impossível jogar tão mal em condições normais. Não dá pra defender tão mal, criar tão pouco e não finalizar, contra um time como o Olaria, o melhor dos pequenos do Rio, mas simplesmente um Olaria.

E aí, cabe aos que dirigem o Clube, buscar os motivos de um futebol tão ruim. Atraso nos salários, racha no elenco, desmotivação ou desejo de derrubar o técnico? Fortes indícios apontam na direção da última opção. Gente de dentro do Clube diz que Mancini perdeu o grupo após o jogo contra o Botafogo, quando mudou meio time para a partida seguinte, como que jogando a responsabilidade do fracasso para o elenco. Verdade ou não, desde esse dia, ele muda o time jogo após jogo, sem encontrar um meio da equipe render.

Não sou adepto do hábito brasileiro de se trocar treinadores a qualquer tropeço. Penso que o trabalho deve ter objetivos traçados e analisados constantemente, onde se compreenda o motivo do andamento ruim e se tente consertar, se houver conserto, claro.

Dizem que essa semana vai haver uma reunião que definirá o futuro de Mancini na Colina. Espero que ele seja cobrado e apresente respostas e soluções para o futebol da equipe. Está mais do que claro que o time não rende nem perto do que diretoria e torcida esperam e o responsável por isso tem que dar explicações.

Caso se verifique que ele realmente está perdido e não tem nenhuma chance de solucionar o problema, cabe ao Clube buscar quem possa fazer esse time render, no mínimo, um futebol condizente com os jogadores que possui.

Caso não ocorram mudanças de rumo, corremos o SÉRIO risco de sermos eliminados pelo ASA na Copa do Brasil e ficar de fora das semifinais da Taça Rio, o que seria uma vergonha em um campeonato armado para os grandes passarem.

Aguardemos os próximos capítulos.

terça-feira, 16 de março de 2010

O PÓS-CLÁSSICO!

Dodô perde dois pênaltis no clássico e é vaiado pela torcida
Montagem: Renan Moura (FC Oficial)


Devido a formula do Estadual, que beneficia os grandes, os clássicos das fases de grupos acabam tendo apenas duas utilidades: a rivalidade e um teste das reais condições do time, já que os pequenos oferecem muito pouca resistência, graças à baixa qualidade de seus elencos. Sendo assim, vou às minhas impressões do jogo.

Pelo lado da rivalidade, apenas fatos a lamentar. Desde quinta-feira, marginais organizados se degladiaram pela cidade do Rio e municípios vizinhos. O resultado foi uma morte, vários feridos e muita confusão. Fico triste apenas pelas famílias, que acabam sofrendo pela loucura desses jovens. Menos mal que não sobrou pra nenhum inocente.

Já em campo, coisas boas e ruins puderam ser vistas no time do Vasco. E não se pode reclamar do teste, já que enfrentamos uma das melhores equipes do Brasil, que tem qualidade e acima de tudo, entrosamento, pois é a base do título brasileiro do ano passado.

Antes do jogo, não eram poucas as pessoas que acreditavam em uma goleada do rival. Pudera, já que o Vasco vinha de atuações horrorosas, sem inspiração técnica e nenhum padrão tático. Porém, no domingo, com a mudança para o 3-5-2, o time mostrou uma organização que não tivera em nenhum outro jogo, nem mesmo no 6x0 sobre o Botafogo na Taça Guanabara.

Prova disso são as estatísticas do jogo. O Vasco chutou dez bolas em gol, enquanto o rival apenas três. No total de finalizações, 23 a 9. O Vasco teve também mais posse de bola e acertou mais cruzamentos.

O badalado ataque adversário foi bem marcado e seus laterais tiveram dificuldades com os alas. Que se discuta a qualidade de Élder Granja e Márcio Careca, mas a proposta tática do esquema funcionou.

Foi também a melhor atuação de Rafael Carioca pelo Vasco, bem como Philippe Coutinho, o que prova que os grandes jogadores tendem a crescer nos grandes jogos. Uma pena a ausência de Souza, que teria dado ainda mais qualidade a esse meio-campo.

E o que apontar como ruim, além, é claro da atuação de Dodô. Bom, se um time finaliza 23 vezes e não faz nenhum gol, algo está errado. Não adianta marcar certo, criar com freqüência e não tirar o zero do placar. E esse sintoma é ainda mais grave, se considerarmos que em 4 clássicos, marcamos gols apenas na goleada do primeiro turno.

Os adversários das competições que realmente importam estão em um nível mais parecido com Tráfico, Flu e Fogo do que com Boavista, Tigres e Friburguenses da vida.

Outro fator ruim é que o time cometeu muitas faltas e recebeu muitos cartões amarelos, seis. Em um jogo contra um adversário de categoria, isso pode ser um fator complicador.

Antes do jogo, Vagner Mancini estava com muita cara de técnico demitido. Mas após o clássico, apesar da derrota, ele sai com a impressão de que ainda pode somar ao Clube. Um bom caminho para isso seria manter o 3-5-2, que deu certo no domingo. Bom para ele, e para todos no Clube, seria também uma vitória por dois gols sobre o ASA, que eliminaria o jogo de volta na Copa do Brasil.

Força Vascão, pois a grande força motora da vida é tirar as lições dos momentos difíceis. Quem sabe não rola uma revanche contra o rival ainda nessa Taça Rio?

segunda-feira, 1 de março de 2010

VITÓRIA PARA FUGIR DA CRISE

Amigos vascaínos,

Ainda esteve longe da atuação esperada pela torcida. Mas se faltou bom futebol, ao menos não faltou a vitória. Com gols de Philippe Coutinho e Élton, o Vasco venceu o Volta Redonda por 2x1 e estreou com vitória na Taça Rio, que vale a segunda vaga na final do Estadual. O time volta a jogar na próxima quarta contra o Bangu, no Engenhão.

O público, a exemplo de quinta-feira, foi reduzido. Mas dessa vez o grupinho dos 30 não se fez presente e a verdadeira torcida do Vasco foi a São Januário apoiar o time. O time tentou corresponder em campo.

Se faltou técnica, sobrou garra de todos, com muita entrega em campo. E o time conseguiu sufocar o adversário, tendo muita posse de bola. O Voltaço apenas rifava bolas para o grandalhão Tássio brigar com os zagueiros do Vasco. Após o tempo técnico, o Vasco diminuiu o ritmo e o jogo ficou morto. Porém aos 39, o adversário falhou e a bola sobrou para Philippe Coutinho, que encheu o pé marcando um belo gol. O tento foi uma explosão contra a má fase, tanto para o time quanto para a torcida.

A vantagem parcial evitou as vaias na descida para o vestiário. E o time voltou bem para o segundo tempo. Brigando, criando e finalizando, fazia por merecer o segundo gol. Porém, o Voltaço também atacava e o jogo ficava perigoso. O alívio veio aos 30, com Élton marcando em rebote de chute de Léo Gago. O camisa 9 teve grande atuação e fez por merecer o gol. Tivesse ele essa vontade no ano passado, tinha feito uns 30 gols na Série B.

Aos 35, o Volta Redonda acertou um contra ataque fantástico e diminuiu o placar. Coisas da fase ruim. O time da Cidade do Aço cresceu e o Vasco murchou. Mancini recuou o time, que acabou sofrendo uma pressão final. A torcida ficou apreensiva, mas felizmente o time segurou bem a vitória.

Com toda a pressão de imprensa e torcida, seria inimaginável que o time saísse do medíocre para uma grande atuação. Ainda mais sem Carlos Alberto. Importante nesse momento foram os três pontos, que dão mais tranqüilidade para os próximos jogos, até porque no nosso grupo, somente nós e o Botafogo vencemos.

Que o futebol melhore nos próximos jogos, essa é a expectativa. Por enquanto, fiquemos com o conforto dessa vitória que evitou uma crise neste início de temporada.

O Vasco atuou com: Fernando Prass, Fagner, Fernando, Thiago Martinelli e Márcio Careca; Paulinho, Souza, Fumagalli (Léo Gago, 22'/2ºT) e Philippe Coutinho (Robinho, 28'/2ºT); Elton e Dodô (Jumar, 40'/2ºT).

Sds vascaínas a todos!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

VAGA ENCAMINHADA

Amigos vascaínos,

Dessa vez não deu para eliminar o jogo de volta. Mesmo assim, não deixou de ser um bom passo para a próxima fase. Fora de casa, o Vasco venceu o Sousa de virada, por 2x1 e está bem perto da classificação. Na partida do dia 24, no Rio, o Cruzmaltino pode até perder por 1x0, que mesmo assim estará na segunda fase, onde enfrenta o vencedor do confronto entre Nacional-AM e ASA-AL. Os gols do triunfo foram marcados por Tiago, cobrando pênalti e Élton, nos acréscimos da segunda etapa.

Em um país com dimensões continentais e com um calendário tão corrido (ainda mais em ano de Copa), nem sempre é conveniente desgastar o grupo com uma viagem longa e uma partida. Assim, o Vasco agiu de forma correta em poupar todo o time no jogo de ontem. Apesar de ser um campeonato menos importante, o Carioca já está na fase decisiva e precisamos mais dos titulares do que precisávamos ontem.

Quanto ao time que foi a campo ontem, parecia aquelas peladas de fim de ano. Fulano, tu joga de quê? Beltrano, tu vai em qual posição hoje? Não à toa, pela ausência de laterais, marcamos mal e criamos pouco pelos flancos.

O Sousa fez seu gol em falha ridícula de Paulinho, que se desequilibrou e caiu sentado. Nem eu quando me meto a jogar na linha faço uma coisa tão patética. Ribinha se aproveitou, entrou em velocidade e serviu Manú. O time paraibano adotou postura inteligente. Se retrancou, bateu e tentou sair em velocidade com seus três jogadores de frente.

O time da terra dos dinossauros parecia um time de monstros. Não que isso importe alguma coisa, mas eles levam fácil o título de time mais feio do Brasil. Cada visão do cão, que Deus me livre!

Sem nenhum entrosamento, o Vasco forçava com Élton no pivô, mas o camisa 9 continua o mesmo atrapalhado de sempre. Magno e Robinho queriam driblar até a sombra, o que atrapalhava a evolução do time.

Atrás, Gustavo estava irreconhecível, Dedé lamentável e Martinelli era o único lúcido. Jumar, Paulinho e Rafael Carioca juntos não davam um volante, o que enfraquecia também nosso meio. Tivéssemos um adversário melhor, dificilmente teríamos vencido.Sorte que um zagueiro burro deles, derrubou Robinho dentro da área em lance que não daria em nada. Pênalti que Tiago cobrou com a infeliz paradinha e converteu. 1x1 e alegria da vibrante torcida vascaína no Almeidão.


Com as entradas de Pimpão, Fumagalli e Geovane Maranhão, o Vasco ganhou o meio e as pontas. O primeiro quase marcou de peixinho, acertando o lado externo da rede. O segundo teve chance em bela bicicleta e o terceiro, fez bela jogada pela direita, servindo para Élton desempatar aos 46.

Apesar de a vaga não ter sido garantida, somente uma tragédia em São Januário, no dia 24/02, nos tirará da competição nessa fase. Com os dois gols marcados fora, nem mesmo uma derrota por 1x0 nos elimina. Só mesmo o otimista presidente do Sousa deve acreditar nessa.

O Vasco atuou com: Tiago, Jumar, Dedé, Gustavo e Thiago Martinelli; Paulinho, Rafael Carioca, Magno (Rodrigo Pimpão, 28'/2ºT) e Robinho (Fumagalli, 17'/2ºT); Elton e Rafael Coelho (Geovane Maranhão, 32'/2ºT).

Pra quem ficou muito chateado com o placar de ontem, vale um lembrete. Dos quatro grandes que estrearam, nosso resultado só não foi melhor que o do Grêmio, que eliminou o jogo de volta. Palmeiras e Botafogo também tiveram muitas dificuldades em seus jogos, sendo que ambos estavam com time titular.

Sds vascaínas a todos!


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

VASCÃO 100%

Amigos vascaínos,

Passou longe das atuações espetaculares de alguns jogos recentes. Mas o 1x0 sobre o Resende, com gol de pênalti de Dodô, foi suficiente para manter o Vasco como único time com 100% de aproveitamento no Estadual 2010.

O time chegou aos 18 pontos, seguindo na liderança do grupo B e com vaga assegurada nas semifinais da Taça Guanabara. No domingo, o Gigante da Colina faz seu último jogo nessa fase, em São Januário, contra o Madureira.

Antes do jogo, o técnico do Resende, Marcelo Buarque, afirmara que sua equipe poderia tirar proveito de uma possível acomodação do Vasco com a boa fase. Não deu para vencer, mas o time de Marcelo ao menos escapou das goleadas que outros times sofreram.

A exemplo de outros jogos com início avassalador, o Vasco teve sua primeira grande chance logo aos 5 minutos. Dodô foi derrubado pelo atrapalhado Eduardo Teles dentro da área. Primeiro pênalti para o Vasco no ano, que o camisa 10 chutou na trave esquerda. Na volta, ainda tocou na bola, mas o lance seria ilegal.

Aos 11, Hiroshi chutou de fora da área e acertou a trave, no lance mais perigoso do Resende no jogo. Isso porque aos 16, Titi foi puxado após cruzamento na área, em novo pênalti que Dodô cobrou no mesmo canto, dessa vez balançando a rede. Vascão 1x0. O lance da penalidade foi daqueles marcados por preciosismo da arbitragem. Até foi pênalti, mas daqueles que só são marcados a favor do time grande.

Quatro minutos depois, Nailton recebeu o segundo amarelo e foi expulso. O Resende então teve apenas mais uma chance de gol, aos 37, com Elias chutando rente à trave.
O Vasco teve algumas boas chances, a maioria delas pela esquerda, onde Márcio Careca teve atuação fantástica, sua melhor no Vasco. Porém, faltava ao time um pouco daquela ambição matadora de outras oportunidades.

O segundo tempo não foi muito diferente. O Vasco jogava o básico e atacava de forma até natural, mas sem tanto ímpeto. O Resende preferia ficar na retranca a tentar o empate, o que estragou um pouco a partida. Aos 9, Coutinho fez linda jogada pela esquerda e rolou para Dodô. Com o goleiro batido, ele chutou, mas o zagueiro salvou

o gol certo. A curiosidade desse lance é que haviam uns 4 jogadores de defesa quase dentro do gol do Resende.

Outras boas chances em chutes de Carlos Alberto (tirou tinta da trave) e Márcio Careca (grande defesa do goleiro). Após o tempo técnico, Magno entrou em lugar de Léo Gago, em uma tentativa de dar mais ofensividade ao time. O camisa 17 não foi mal, mas o time parecia satisfeito com apenas a vitória.

Márcio Careca e Carlos Alberto forçaram o terceiro amarelo para entrarem limpos na semifinal.
Vinicius, do Resende, deu carrinho por trás e foi expulso. Aos 42, Magno deu lindo passe para Dodô, mas o artilheiro perdeu um gol que não costuma perder.

No fim, valeu pela vitória, manutenção dos 100% e pela artilharia de Dodô. Valeu também por mais uma atuação da segura da defesa, que a contrário de outros por aí, não dá sustos na torcida.

Agora é hora dos aprontos finais, para que o time entre em totais condições técnicas e psicológicas para o que realmente importa nesse campeonato, as semifinais. Sobre o adversário, Fla e Flu tem virtudes e hoje não faz diferença enfrentar um ou outro.

Aliás, se quisermos ser campeões, temos que vencer qualquer um.

O Vasco atuou com:
1-Fernando Prass; 2-Élder Granja, 4-Fernando (44-Thiago Martinelli), 13-Titi e 15-Márcio Careca; 8-Rafael Carioca, 14-Sousa, 27-Léo Gago (17-Magno) e 19-Carlos Alberto [cap] (41-Robinho); 30-Philippe Coutinho e 10-Dodô.

Sds vascaínas a todos!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

HUMILHANTE!

Elenco sauda a torcida após a goleada no clássico

Por Diego Louzada

Não poderia existir dia melhor para meu retorno às postagens. Seria no sábado à noite ou no domingo de manhã, com as impressões iniciais sobre os dois primeiros jogos. Porém, a patroa me segurou em casa com minha pequena Marina, que hoje completa 10 dias de vida. Tive então a sorte de vir escrever logo hoje, um dia após uma goleada que jamais esquecerei. 6x0 sobre o Botafogo em pleno Engenhão, com show de Dodô.

As únicas saídas desse período de paternidade tem sido obviamente para os jogos do Vascão. E ontem valeu a pena. Como valeu. Dodô, Souza, Philippe Coutinho e companhia tiveram a melhor atuação do Vasco nos últimos anos, com uma goleada construída com grande futebol.

E o time jogou muito desde o primeiro minuto, partindo com tudo para cima do adversário. Logo aos três minutos, Souza roubou bola, entregou para Dodô que fuzilou de fora da área no cantinho de Jefferson. O primeiro golaço do ‘Artilheiro dos Gols Bonitos’ pelo time da Colina.

Só dava Vasco, e o bom goleiro Jefferson se virava como podia. Aos 14 minutos porém, Eduardo deu uma porrada desqualificante no nosso Souza (inveja) e foi pro chuveiro mais cedo. O Vasco trocava passes e o Botafogo batia. Inclusive o único jogador que honrou a camisa alvinegra ontem, Herrera deu uma bordoada e a torcida vascaína gritou timinho para os alvinegros.

E em três minutos o Vasco liquidou a fatura. Aos 32, Carlos Alberto cruzou, a zaga dormiu e Dodô não perdoou. 2x0. Dois minutos depois, contra-ataque, Souza rolou para Dodô que só encobriu Jefferson e saiu para comemorar. Vascão 3x0 e torcida gritando “é o poder, Dodô é o poder, artilheiro da Colina, faz mais um pra gente ver”.

Pouco depois, Carlos Alberto sentiu lesão e saiu para entrada de Magnaldinho Gaúcho. Aos 3 do segundo tempo, Fágner, o melhor jogador do Vasco nos dois primeiros jogos, também sentiu lesão e saiu para estréia de Thiago Martinelli, que foi bem ao ser improvisado na lateral.

O Vasco trocava passes e dominava o jogo como queria. Lindo de se ver eram as tabelas, dribles e lançamentos, que fazem o futebol ser gostoso e nem sempre temos a chance de assistir. Coube a um volante fazer o quarto gol. Em cobrança de falta, Léo Gago soltou uma bomba e Jefferson falhou. Também se ele mete a mão, corria o risco e ficar aleijado, tamanha a força da bomba do camisa 27.

Minutos depois, o despertar da jóia. Philippe Coutinho recebeu passe de Dodô e tocou na saída do goleiro. Primeiro gol do nosso jovem craque como profissional. O Vasco seguia trocando passes e fazendo belas jogadas. O Botafogo já tinha desistido do jogo e o Vasco procurava jogar bonito. A torcida começou a pedir a repetição dos 7x0 de 2001.

Aos 34, Rafael Coelho deu belo passe para Coutinho ter a melhor noite de sua vida, marcando seu segundo gol na goleada. Faltou um pra repetir os 7 de 2001, mas numa noite como essa, não dá pra reclamar de nada.

Evidentemente um 6x0 em um clássico não é feito apenas de méritos do vencedor, mas também de deméritos do perdedor. Fahel, Eduardo, Alessandro e Lúcio Flávio são os adversários dos sonhos de qualquer um, com todo respeito que sempre tive ao Botafogo.

Porém, não há como negar que o Vasco jogou muito bem. Em alguns momentos inclusive, foi excepcional. Meu sogro, flamenguista doente, disse que era pra ter sido pelo menos uns 10, tamanha a diferença dos dois times em campo.

Ontem vimos um time ofensivo, como Mancini gosta. Se vai ganhar alguma coisa, se vai manter o grupo na mão e alcançar os objetivos, só o futuro dirá. Mas ontem tivemos uma aula de tática e de armação de um time de futebol.

Sobre o que iria escrever sobre os dois primeiros jogos, adio por alguns dias, até a partida contra o Macaé, onde dará para observar melhor sem a empolgação de seis gols. Ou será que minha quinta será tão linda como meu domingo?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

SOBRE A MONTAGEM DO VASCO 2010

Chega a última semana de 2009 e a torcida vascaína já conhece pelo menos 90% do grupo que vestirá nossa camisa nos campeonatos da temporada que vem. Já foram apresentados dez reforços e a expectativa é de pelo menos mais três novos jogadores (Rafael Carioca, um meia e um atacante).

Muita gente falou que o Vasco monta um time conforme suas restrições financeiras. Até pode ser, mas com o Gigante da Colina funciona exatamente igual a todos os outros, na base da criatividade e muita conversa. Fora uma aquisição esporádica, como a de Maxi López (R$ 3,7 milhões), todos os times adquirem jogadores através de parceiros ou atletas sem contrato, como foi com os badalados Ronaldo, Adriano, Fred e Roberto Carlos.

Essa semana enquanto assistia uma dessas peladas de fim de ano, um comentarista (um branquinho da Sportv que esqueci o nome) disse que um dos que melhor contratavam era o São Paulo. Ora, vamos aos nomes. André Luis (em 2008 era um louco, foi pro SP virou craque), Xandão (dispensado do Fluminense no meio desse ano), Fernandinho (promessa que fez meia dúzia de bons jogos), Léo Lima (banco do Vasco da Série B) e Marcelinho Paraíba (o melhor deles, mas que foi mal no urubu e brilhou no rebaixado Coritiba). O tricolor paulista tem um bom grupo, mais pelo que já tinha do que pelos que chegaram.

Citei esse exemplo, apenas para criar o contexto necessário. Dentro do que era possível, nos reforçamos muito bem. Conseguimos um atacante espetacular, mas que ninguém estava disposto a investir. Pegamos o melhor atacante da Série B e aí falamos da nossa posição mais carente de 2009. Kléber Pereira pode chegar, dando mais uma boa opção de frente.

Temos um dos melhores meias do país, que pode ter ao lado, em um primeiro momento, uma aposta, como Jéferson, Magno ou Caique. Se não der certo, para o segundo semestre pode vir um nome de mais peso (Juninho Pernambucano) ou até mesmo usar três volantes, afinal opções é que não faltam.

Se já tinhamos fartura nessa posição, agora temos até mesmo excesso. Léo Gago vem após um Brasileiro muito bom e Rafael Carioca é jogador para Seleção em um futuro próximo. Junte-se a eles as promessas Souza e Allan, além de Nilton, com muito crédito, Jumar, Paulinho e Mateus, que deve ser emprestado.

Nas laterais, caso Ramon fique, termos tido um grande ganho de qualidade, com as chegadas de Élder Granja e Márcio Careca. A zaga ganha em experiência com Gustavo e Thiago Martinelli e no gol. Bom, lá já temos a muralha e não precisamos de mais ninguém.

Temos que colocar como objetivo inicial a briga pelo título Estadual e da Copa do Brasil. No Rio, o grande adversário é o urubu e na competição nacional, Palmeiras e Grêmio. Já no Brasileiro, o foco inicial tem que ser ficar entre os oito primeiros. E porquê falo isso.

O campeonato é muito equilibrado e não adianta 12 times dizerem que querem ser campeões que só causa decepção às suas torcidas. Temos que fazer parte do bloco dos que brigam pelos títulos todo ano, hoje formado por Cruzeiro, Corinthians, Grêmio, Inter, urubu, São Paulo e Palmeiras. Se vamos levar a taça ou não, aí já é outro departamento.

O que pode alegrar a torcida é que estamos montando um grupo homogêneo, sem muitas diferenças entre titulares e reservas. Em caso de suspensão ou lesão, o nível não cai muito, fora o caso de Carlos Alberto, que não tem substituto à altura.
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Sds vascaínas a todos!