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sábado, 17 de janeiro de 2009

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM EDSON MAURO, LOCUTOR DA RÁDIO GLOBO - (1ª PARTE)

Foto: Alexandre Pinho

O apresentador e locutor esportivo da Rádio Globo, Edson Mauro, o ''Bom de Bola'', concedeu entrevista exclusiva ao blog Futebol Carioca Oficial. Acompanhe o que esse mestre do rádio brasileiro nos contou!

FC: Como foi à trajetória do Edson Mauro até o seu primeiro emprego em rádio?

EDSON: Minha trajetória começou praticamente aos 13 anos quando senti que tinha tendência a trabalhar como locutor e de uma forma intuitiva comecei a ler em voz alta, praticar, enfim, tudo isso me ajudou para aos 15 anos eu ter minha primeira oportunidade em uma estação de rádio, a Rádio Difusora, em Maceió. Comecei como locutor de noticiários. Um ano depois até mesmo pelo meu interesse pelos esportes, principalmente pelo futebol, tive a chance de fazer um teste para locutor esportivo e fui aprovado. Depois, aos 18 anos fui para a Rádio Gazeta, também em Maceió, e aos 20 anos tive a oportunidade de ser contratado pela Rádio Globo do Rio.

FC: Quais foram às principais dificuldades até chegar a Rádio Globo?

EDSON: A principal dificuldade foi o aprimoramento. Eu sempre busquei me aprimorar, atualizar, ler muito, sempre estar informado fazendo contato com outras pessoas. E como meu veículo base, o rádio, tive a oportunidade de me informar sobre os principais centros. A partir disso, eu tive favorecimento. Houve também a dificuldade de ambiente e a diferença de equipamento, as pessoas que são muito mais profissionalizadas, mas aos pouquinhos você vai se adaptando. Eu tive certa vantagem da adaptação porque eu já acompanhava a Rádio Globo há muito tempo.

FC: Em quem você se espelhou no início da sua carreira?

EDSON: Eu tenho como grande ídolo o Waldir Amaral. Eu sempre ouvia rádio o dia todo e sempre achei um charme a transmissão do Waldir Amaral e a organização que ele dava ao jogo. Eu percebia que na verdade ele vendia para o ouvinte um slogan que ficou famoso e que a Rádio Globo adota até hoje: “Veja o jogo, ouvindo a Rádio Globo.” Ele fazia com que você visualizasse realmente o jogo, principalmente porque naquela época não havia um volume tão grande de transmissões ao vivo pela televisão.

FC: Você indicaria essa profissão para os seus filhos seguirem?

EDSON: Tenho duas filhas, uma é publicitária e a outra arquiteta, mas eu indicaria é claro, essa profissão, pois te dá muitas alegrias, te abre um leque de relacionamentos maravilhoso, te leva a lugares que nunca imaginou conhecer. Eu tive a oportunidade de ir mais ou menos entre 80 a 85 países. Lá em Maceió eu sonhava com isso, porém nunca percebia que isso poderia se concretizar e através da minha profissão isso se concretizou. Agora você tem que estar preparado, afinado, senão nada acontece como em qualquer profissão.

FC: Você ainda almeja algum sonho?

EDSON: Como profissional de rádio uma coisa que me falta é fazer um programa especificamente sobre esportes onde eu tenha a oportunidade de conduzí-lo. Em todas as rádios sempre fui locutor esportivo e faço eventualmente alguns programas, mas gostaria mesmo de ter algo meu, que pudesse exercitar minha criatividade, colocar todo o conhecimento que tenho. Se essa chance chegar um dia realmente irei adorar.

FC: Da nova safra de jornalistas esportivos, quem você destaca e por quê?

EDSON: O meu favorito em relação à comentarista é o Luiz Mendes. Ele é uma pessoa que tem um conhecimento muito grande, é um profissional que está há muito tempo no mercado e continua emitindo a opinião de uma forma muito equilibrada, com uma memória fantástica e isso é um ato que só enaltece a todos do rádio. Sobre os colunistas, gosto do estilo do Renato Mauricio Prado. Ele é agressivo. Na TV, é o grande ponto de referência do SporTV quando participa de debates. Com relação aos setoristas do rádio temos pessoas incríveis. Gosto imensamente de trabalhar com o Claudio Perrout. Na Rádio Globo temos setoristas maravilhosos como o Rafael Marques, Jorge Eduardo, André Marques, Thayssa Bravo, mas o Perrout, ele é um sujeito bastante criativo. Suas matérias mais simples que sejam sempre seguem um ponto de referência.

FC: Qual foi à partida ou acontecimento que mais te marcou seja como repórter ou narrador?

EDSON: Adorei fazer o último jogo do Pelé, no Giants Stadium, ente o Kosmos (de Nova York) e o Santos com a presença de quase 100 mil pessoas (em 1977). Eu fiz uma preparação muito grande para narrar o último gol do Pelé como profissional (gol de falta pela equipe dos Estados Unidos) e essa talvez tenha sido o momento mais importante da minha vida como locutor.

Amanhã, a segunda parte da entrevista com um dos mestres do rádio brasileiro, Edson Mauro. Aguardem!

Créditos: Renan de Moura


2 comentários:

Diogo Ferreira disse...

Posso afirmar convictamente que o Eurico não está no Bangu. E sim por trás do Duque de Caxias. :) Como eu sei disso, tenho parentes no futebol.

Abraços!

Quanto a parceria, aceito sim.

FERNANDO AMORIM disse...

SOU AMIGO DO EDSON MAURO, LÁ DE MACEIÓ, APROVEITO PARA GOZAR DOS BOTAFOGUENSES: FOI HÓ RIVER...
FERNANDO AMORIM